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quarta-feira, 16 de abril de 2025

Abelhas rainhas podem ser as guardiãs da longevidade, argumentam cientistas

 


Com um financiamento de £ 800 milhões, projeto inovador está recebendo apoio para buscar desvendar os segredos das abelhas rainhas para desenvolver terapias que possam prolongar a vida humana e aumentar os anos férteis.

Embora as abelhas rainhas e as operárias tenham DNA quase idêntico, as rainhas são maiores, férteis ao longo da vida e sobrevivem por anos, enquanto as operárias duram apenas alguns meses. Segundo apuração do The Guardian, pesquisadores esperam entender o que faz com que as abelhas rainhas prosperem para desbloquear terapias para estender a expectativa de vida humana e nossos anos férteis.
O projeto está em desenvolvimento na Advanced Research + Invention Agency (Aria), um órgão governamental apoiado por £ 800 milhões (cerca de R$ 6,04 bilhões) para financiar pesquisas de alto risco e alta recompensa. Yannick Wurm, um dos diretores de programa da Aria, supervisionará projetos para estudar abelhas, vespas, formigas e cupins para benefício humano.
A Aria, inspirada pela Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Darpa) dos EUA, anunciou sua primeira parcela de diretores em 2023, levando a projetos de pesquisa sobre segurança de inteligência artificial (IA), robôs hábeis, plantas sintéticas e uma interface avançada de cérebro-computador sendo testada no NHS.
Fungos e bactérias em uma placa de Petri (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 13.02.2025
As jovens abelhas rainhas acasalam no meio do voo e armazenam esperma de muitos machos em um órgão chamado espermateca, liberando-o ao longo da vida para fertilizar seus óvulos. Na colmeia, as operárias alimentam a rainha com geleia real, que contribui para sua vida longa. Cientistas estenderam a vida das abelhas operárias transplantando micróbios intestinais de rainhas.
Outros projetos da Aria visam substituir plásticos por materiais biodegradáveis ​​inspirados pela natureza, aproveitar a energia da atmosfera para voos ilimitados e manipular o sistema imunológico inato para combater doenças infecciosas, câncer e condições autoimunes.
Cada programa da Aria dura de três a cinco anos, mas muitos vão levar ainda mais tempo para dar frutos. Segundo o diretor de produtos da Aria, Pippy James, é preciso estar confortável com o fracasso, mas uma pesquisa financiada pode acabar se tornando a "próxima Internet", com todo o aprendizado ao longo do caminho.

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domingo, 11 de setembro de 2022

Abelhas das colmeias reais foram informadas da morte de Elizabeth II

 


A sucessão da coroa britânica envolve uma série de rituais ligados à tradição e aos costumes da monarquia do Reino Unido. Alguns deles, inclusive, são bastante inusitados.

Após a morte de Elizabeth II, o apicultor real anunciou às suas colmeias o falecimento de seu dono, respeitando uma antiga tradição que quer que os insetos sejam mantidos informados sobre os principais acontecimentos na vida de seus mestres.
Equanto os britânicos estão de luto pela morte da rainha, a equipe real estava ocupada cumprindo o protocolo de sucessão em todas as suas fases.
John Chapple, apicultor real, por exemplo, recebeu a missão de informar às várias centenas de milhares de abelhas da família Windsor que a rainha estava morta.
"A pessoa que morreu é a dona das colmeias", disse ele ao jornal DailyMail. O apicultor deslocou-se ao Palácio de Buckingham e à Clarence House para respeitar uma tradição ancestral.
Abelha (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 28.06.2021
Сientistas descobrem abelhas que criaram milhões de clones nas últimas décadas
De acordo com esse costume respeitado em muitos países europeus, as abelhas devem ser mantidas informadas sobre eventos importantes na vida de seus donos, como nascimentos ou casamentos.
Se elas não fossem avisadas da morte, a crença é de que elas fariam seus donos pagarem por isso, parando a produção de mel ou deixando a colmeia.
John Chapple explicou que, em cada colmeia, ele anuncia que "a senhora está morta, mas não vá embora. Seu mestre será um bom mestre para você". Em seguida, pede às abelhas para que sejam gentis com seu novo dono, e cobre cada colmeia com uma fita preta.
"Charles não deveria se importar com isso, ele está acostumado a conversar com suas plantas e apertar a mão de cada árvore que ele coloca no chão para incentivá-las a crescer", disse o apicultor real.