Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador desenvolver. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador desenvolver. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 2 de julho de 2020

Austrália pretende desenvolver míssil hipersônico em meio a tensão com China




A Austrália pretende elevar seus gastos com defesa para US$ 270 bilhões (R$ 1,4 trilhão) na próxima década, afirma o primeiro-ministro Scott Morrison.

Além disso, o país pretende desenvolver um sistema de mísseis hipersônicos de alta tecnologia como parte do programa de investimento da defesa em meio a tensão no Indo-Pacífico.
Para isso, o país pretende elevar em 40% o orçamento de defesa nos próximos dez anos. O primeiro-ministro australiano também afirmou que a Austrália tem planos de obter mísseis de longo alcance, além de outras capacidades para "dissuadir" conflitos futuros.
As pretensões australianas surgiram após a região se tornar foco de disputas e conflitos, como é o caso da disputa entre China e Índia e os conflitos no mar do Sul da China, segundo o tabloide britânico Express.
"Queremos um Indo-Pacífico livre de coerção e hegemonia. Queremos uma região onde todos os países, grandes ou pequenos, possam ter uma relação livre uns com os outros e ser guiados pelas regras e normas internacionais", afirmou Morrison.
Além do desenvolvimento de mísseis, o país ainda pretende adquirir 200 mísseis antinavio de longo alcance da Marinha norte-americana.
Morrison acredita que os tempos de uma região pacífica terminaram e que, devido aos recentes conflitos e "modernização militar", o risco de ocorrer um "erro de cálculo ou um conflito" é cada vez maior, por isso, a Austrália precisa se fortalecer.

As mais visitadas

domingo, 15 de março de 2020

Poder militar: Japão irá desenvolver armas hipersônicas




O Ministério da Defesa do Japão apresentou plano para desenvolver armas hipersônicas. Os trabalhos serão focados em duas áreas prioritárias: desenvolvimento de um míssil de cruzeiro hipersônico e de projétil de deslizamento de velocidade hipersônica (HVGP, na sigla em inglês).

De acordo com o cronograma do plano japonês, as armas devem ser colocadas à disposição das Forças de Autodefesa do país a partir de 2030.
Para fornecer apoio aos novos sistemas hipersônicos, o Japão planeja instalar uma rede com sete satélites, desenvolvidos especialmente para o programa.
De acordo com o especialista militar Aleksei Leonkov, o plano japonês para desenvolvimento de armas hipersônicas se assemelha bastante ao norte-americano.
"Tóquio nunca se destacou no desenvolvimento deste tipo de armamento. O cronograma [do programa] está sincronizados com o de Washington. Os especialistas não excluem que Tóquio possa cooperar com Washington para um desenvolvimento mais eficaz de armas hipersônicas", disse o especialista.
Leonkov lembrou que os EUA adotaram um método semelhante para desenvolver o projeto dos caças F-35, conforme reportou a RT.

Conter a China

O documento publicado pelo Ministério da Defesa japonês aponta a necessidade de "defesa das ilhas longínquas do Japão de um eventual ataque" como um dos principais objetivos do projeto.
Mas a mídia local apontou que a principal preocupação de Tóquio é com as manobras realizadas pela Marinha chinesa na região das ilhas contestadas de Senkaku/Diaoyu.
Especialistas apontam que os mísseis hipersônicos japoneses terão como objetivo principal atingir embarcações a grandes distâncias, principalmente porta-aviões.

© CC0
Ogiva hipersônica, imagem ilustrativa
Lembramos que, em 2012, a Marinha chinesa comissionou o seu porta-aviões Liaoning. Em 2019, a China começou a operar outro porta-aviões, o Shandong, construído inteiramente em instalações chinesas.
O desenvolvimento de armas hipersônicas daria a Tóquio a capacidade de atacar essas embarcações sem ter que mobilizar a sua Marinha ou Força Aérea na região contestada.
Atualmente Tóquio possui somente mísseis com alcance de cerca de 100 km, enquanto as ilhas contestadas ficam a cerca de 430 km da costa japonesa.
A China já realiza testes de mísseis hipersônicos terra-terra. Os chamados DF-17 foram apresentados ao público pela primeira vez em outubro de 2019, durante as comemorações dos 70 anos da revolução chinesa.