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quinta-feira, 11 de junho de 2020

Bolsonaristas tentam vandalizar protesto que chamava atenção para mortes por COVID-19 no RJ (VÍDEOS)



A organização Rio de Paz, conhecida por fazer atos contra a violência no Rio de Janeiro, faz nesta quinta-feira (11) um protesto na praia de Copacabana para chamar atenção para o grande número de mortes provocadas pela COVID-19.

No ato, foram feitas 100 covas rasas nas areias da praia, com cruzes e bandeiras do Brasil, para simbolizar os mortos durante a pandemia.
Durante a tarde um grupo de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro vandalizaram o protesto e derrubaram as cruzes, como mostram vídeos postados nas redes sociais da ONG.

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​Em uma das filmagens um senhor que usava a máscara no queixo xingava os autores do protesto.
"O povo está unido contra isso, seus m***as. Fala dos governadores. Agora foi o do Pará", falou, em referência a operação da Polícia Federal desta quarta-feira (10).

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​Em resposta, um pai que perdeu o filho de 25 anos para o novo coronavírus pedia, para as pessoas que tentavam vandalizar o protesto, que respeitassem a dor das famílias.
"Só sabe dizer que os outros são comunistas, respeitem as dores das pessoas. Tem que respeitar", dizia, ao colocar de volta as cruzes simbólicas em pé.

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​Além do protesto, a ONG pede que o governo federal apresente metas e cronogramas para a área de saúde e economia, socorra empresários afetados pela crise econômica e ofereça renda básica emergencial a todos os pobres e desempregados, entre outras demandas.
Segundo dados do Ministério da Saúde, a pandemia da COVID-19 já deixou 39.680 mortos no Brasil.

domingo, 31 de maio de 2020

Ativistas fazem protesto em frente ao STF semelhante a manifestação neonazista nos EUA (VÍDEO)



Seguidores da ativista Sara Winter em Brasília fizeram marcha com tochas e máscaras brancas até o prédio do STF de forma semelhante a evento nazista na cidade americana de Charlottesville.

Participantes do movimento "300 do Brasil" marcharam na noite de sábado (30) aos gritos de "viemos cobrar, o STF não vai nos calar" até o prédio do Supremo Tribunal Federal.
Durante o ato, uma música de estilo rock foi usada enquanto os presentes carregavam tochas e usavam máscaras brancas, como visto no vídeo abaixo.
No comando do evento estava Sara Fernanda Giromini, mais conhecida como Sara Winter, uma ex-feminista que é alvo de investigações de suspeita de ameaças, ofensas e fake news contra integrantes do STF.

Evento semelhante a ato neonazista

Conforme publicou o portal Uol, o ato remete às manifestações conduzidas pelo movimento neonazista Unite the right em 2017 na cidade americana de Charlottesville.
O grupo, que defende a supremacia branca, adota comportamento semelhante ao Ku Klux Klan.

terça-feira, 28 de abril de 2020

Humilhação: empresários obrigam trabalhadores a se ajoelhar em protesto contra quarentena na Paraíba


Após o ato vexatório, vários comerciários denunciaram anonimamente ao Sindicato dos Comerciários de Campina Grande os constrangimentos a que foram submetidos para que a atividade fosse realizada


Brasil de Fato | João Pessoa (PB) - A população da Paraíba foi surpreendida por uma cena chocante na segunda-feira (27). Trabalhadoras e trabalhadores do comércio de Campina Grande ajoelhados, fazendo louvores e orações pedindo a reabertura do setor.
Por trás da ação, um protesto organizado pela Câmara de Dirigentes Lojistas de Campina Grande ao Tribunal de Justiça da Paraíba que buscava a reabertura do comércio local. A entidade alega que a suspensão das atividades comerciais, em decorrência da pandemia do novo coronavírus, acarretará a falência de diversos comerciantes na cidade de Campina Grande.
Após o ato vexatório, vários comerciários denunciaram anonimamente ao sindicato os constrangimentos a que foram submetidos para que a atividade fosse realizada. Em nota, o Sindicato dos Comerciários de Campina Grande se posicionou dizendo que "é falsa a informação que este movimento foi organizado e realizado em comum acordo entre as partes".
Ainda de acordo com a entidade, trabalhadores "foram coagidos a participar do movimento por parte de alguns empresários chefes de algumas empresas, com a ameaça da possibilidade de afastamento dos seus postos de trabalho".
O Ministério Público do Trabalho (MPT) informou ao Brasil de Fato que não recebeu denúncia formal sobre o fato. "Mas, diante das notícias veiculadas na imprensa local, já foi instaurado procedimento investigatório (notícia de fato) para apurar os fatos", declarou Andressa Lucena, procuradora do MPT em Campina Grande.
Nas redes sociais, houve protestos contra a atitude dos empresários e denúncias de violação dos direitos trabalhistas e humanos.
Covid-19 na PB
De acordo com o secretário da Saúde estadual, Geraldo Medeiros, estudos indicam que a Paraíba está atravessando o pico dos casos de doença e que os números elevados de casos devem continuar até o final do mês de maio. Na última semana, a ocupação dos leitos em Unidades de Tratamento Intensivo (UTIs) saltou de 16% para 58%. O secretário não descarta um colapso no sistema de saúde.
Há 633 casos confirmados da covid-19 e 53 mortes no estado, segundo dados desta terça-feira (28). Há uma semana, em 20 de abril, eram 263 casos. Campina Grande possui 42 casos confirmados.Trabalhadores do comércio ajoelhados em Campina Grande nesta segunda (27) / Reprodução
Veja a nota do Sindicato dos Comerciários:
O Sindicato dos Comerciários de Campina Grande e Região, vem a público informar, que diferentemente do que foi divulgado pelos empresários organizadores do ato que pediu a reabertura do comércio ocorrida na manhã desta segunda-feira (27), e reproduzido por alguns veículos de comunicação da cidade, a categoria não comunga com o pedido de retorno das atividades nesse momento, assim como o Sindicato, entidade oficial representativa da categoria, que em nenhum momento foi consultado pelos organizadores da atividade, sendo assim, é falsa a informação que este movimento foi organizado e realizado em comum acordo entre as partes.
Além disso, vem a público denunciar, que muitos funcionários participantes do referido ato, através de denúncias anônimas, foram coagidos a participar do movimento por parte de alguns empresários chefes de algumas empresas, com a ameaça da possibilidade de afastamento dos seus postos de trabalho. Como também denuncia a postura de alguns empresários, que dada à presença dos representantes da categoria, de maneira agressiva tentaram inviabilizar a fiscalização e o trabalho destes.
Sendo assim, repudiamos veementemente qualquer tentativa de coação aos trabalhadores e trabalhadoras, assim como qualquer pedido de retorno às atividades que desrespeitam as orientações dos organismos de Saúde e as medidas de prevenção e segurança no combate ao Covid-19 e que ponham em risco a saúde dos comerciários e de toda população campinense.
O Sindicato reitera a defesa do posicionamento que vem sendo tomado, desde o início dessa crise, de diálogo e respeito às orientações dos órgãos de saúde competentes, sejam eles internacionais, nacionais, estaduais e municipais, as recomendações do Ministério Público Estadual, Ministério Público Federal e Ministério Público do Trabalho, como também o respeito da suspensão das atividades realizadas via Decreto Estadual e acatado pela Gestão Municipal e o retorno gradual das atividades em momento oportuno de resolução dessa crise. O Sindicato ainda defende a manutenção dos postos de trabalho, a garantia de todos os direitos, a defesa da saúde e da vida dos trabalhadores (as) e seus familiares.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

QUEIMADAS BAHIA: APLB SINDICATO REALIZA MANIFESTAÇÃO POR RESPEITO AOS DIREITOS E VALORIZAÇÃO



APLB SINDICATO REALIZA MANIFESTAÇÃO POR RESPEITO AOS DIREITOS E VALORIZAÇÃO


A APLB Sindicato realizou nesta quarta-feira (19) , uma grande manifestação no município de Queimadas, reivindicando reajuste salarial, respeito aos direitos e valorização. Professores e profissionais da Educação saíram em passeata da sede da entidade , localizada na Praça Ananias de Souza, percorreram o centro da cidade e seguiram para a Câmara de Vereadores , Prefeitura Municipal finalizando o protesto na Secretaria Municipal de Educação.

Os trabalhadores da Educação reclamam o cumprimento do reajuste de 12,48% do piso salarial , que foi definido pelo Ministério da Educação, em janeiro deste ano, dizendo que "o prefeito André Andrade(PT) insiste em não cumprir a lei federal 11.738/2008 e até agora nenhuma proposta convincente foi apresentada.

"Nós realizamos uma grande aula de cidadania. Nossa luta é pela valorização dos trabalhadores e trabalhadoras de Educação e não permitiremos nenhum passo atrás" afirmou o prof. Israel Lima presidente da APLB Sindicato de Queimadas.

Por: Prof. Sérgio de Mainar
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