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sexta-feira, 10 de abril de 2020

Bolsonaro é recebido aos gritos de “fora miliciano” ao transitar pelas ruas de Brasília (Vídeo)



Após descumprir as orientações das autoridades sanitárias para permanecer em isolamento social e sair às ruas de Brasília, Jair Bolsonaro foi vaiado ao som de "panelaços" e recebido aos gritos de “fora miliciano”


Jair Bolsonaro deixou o Palácio da Alvorada pouco depois das 9h desta sexta-feira (10) e visitou o Hospital das Forças Armadas (HFA) em Brasília. A comitiva de Bolsonaro não passou pela portaria onde se concentram jornalistas e apoiadores.


Ele ainda foi a uma farmácia no setor Sudoeste de Brasília e compareceu a um prédio residencial na mesma região para visitar seu filho Renan. Na drograria, Bolsonaro não quis dizer o que comprou. "Ninguém vai tolher meu direito de ir e vir", afirmou, citado pelo jornal. 

No decorrer do caminho, ele foi vaiado pessoas que passavam na região, que gritavam “fora miliciano” e batiam panelas. 

Confira o vídeo do protesto: 

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2020

Doria diz que Bolsonaro está obcecado com morte de miliciano e cometeu leviandade contra Rui Costa



O governador de São Paulo, João Doria, fez críticas a Jair Bolsonaro durante sua passagem pelo Rio de Janeiro neste domingo, onde se encontrou com outros desafetos do titular do Planalto, como o governador do Rio, Wilson Witzel e o ex-ministro Gustavo Bebianno


O governador de São Paulo, João Doria, disse que foi uma leviandade e uma crítica injusta a acusação de Jair Bolsonaro de que o governador da Bahia, Rui Costa, teria premeditado a ação da polícia que matou o miliciano Adriano da Nobrega, no último dia 9, em Esplanada, no interior do estado.
Para Doria, fazer a acusação sem prova de que o governador da Bahia teria sido o deflagrador da morte do miliciano é uma leviandade. "Hoje é com o governador da Bahia, amanhã com o do Rio, depois de amanhã com o do Rio Grande do Sul e, daqui a duas semanas, com o governador de São Paulo — afirmou Doria". 
Indagado por jornalistas se Bolsonaro estaria obcecado pela morte de Adriano da Nóbrega, termo usado por Rui Costa, Doria respondeu que "acha que sim", informa O Globo.
No Rio de Janeiro, o chefe do governo paulista se encontrou com o governador do Rio de Janeiro e o ex-ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Gustavo Bebianno, ambos desafetos de Bolsonaro. 

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

FLÁVIO BOLSONARO VISITAVA MILICIANO NA CADEIA



O senador Flávio Bolsonaro visitou o miliciano Adriano da Nóbrega na cadeia, segundo o ex-companheiro de prisão de Adriano e vereador do Rio de Janeiro Ítalo Ciba (Avante). As informações foram publicadas pelo jornal O Globo.

Ítalo afirmou ao jornal que Flávio visitou Adriano mais de uma vez durante o período em que o miliciano esteve preso. Segundo o vereador, não era apenas Flávio que visitava Adriano, mas o miliciano também frequentava o gabinete de Flávio Bolsonaro, enquanto este era deputado estadual.

 Em nota publicada em seu Twitter, Flávio Bolsonaro disse que sempre defendeu policiais “presos injustamente”. “Sempre defendi os direitos dos policiais. Visitei inúmeras vezes o Batalhão Prisional da PM (BEP) para ouvir PMs presos injustamente. Vários foram inocentados e voltaram para seus batalhões, trabalhando desmotivados porque foram abandonados pela Corporação quando mais precisavam”, disse o senador em sua conta.
Flávio também disse em letras garrafais que homenageou Adriano há 15 anos. O senador, no entanto, não comentou sobre a acusação do Ministério Público de que as contas bancárias de Adriano foram usadas em favor de Fabrício Queiroz, que era assessor de Flávio e amigo do presidente Bolsonaro. Na investigação sobre o esquema de rachadinha no gabinete do filho do presidente, Adriano aparece em uma ligação discutindo a exoneração da mulher, Danielle de Nóbrega.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Rui Costa diz que Bolsonaro parece ter receio do caso Adriano e avisa que celulares do miliciano foram para o Rio de Janeiro

Rui Costa e Jair Bolsonaro (Foto: Camila Souza/GOVBA | Reuters)

"O material foi todo enviado ao Rio de Janeiro, usando os meios legais, e quem irá apurar isso é o Ministério Público do Rio", disse o governador da Bahia


O governador Rui Costa, da Bahia, voltou a se manifestar sobre a morte do miliciano Adriano da Nóbrega e disse que Jair Bolsonaro parece ter medo do desfecho das investigações. "Talvez seja um problema tão grave, que ele deve acordar, almoçar, jantar e dormir pensando 24 horas nisso. É como se ele tivesse com receio de alguma coisa ser descoberta".

O governador da Bahia também falou sobre os aparelhos celulares apreendidos com Adriano da Nóbrega. "O material foi todo enviado ao Rio de Janeiro, usando os meios legais, e quem irá apurar isso é o Ministério Público do Rio", afirmou, em entrevista ao jornalista Caio Sartori, do jornal Estado de S. Paulo.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Em troca de farpas com Rui Costa, Bolsonaro sugere execução sumária de miliciano


Morte do Capitão Adriano Nóbrega mal explicada


O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) rebateu, em nota divulgada à imprensa na noite deste sábado (15), o governador da Bahia, Rui Costa (PT), e afirmou que a polícia do estado nordestino não buscou preservar a vida do ex-capitão Adriano Nóbrega. "[A PM] não procurou preservar a vida de um foragido, e sim sua provável execução sumária", diz o texto, que também fala em queima de arquivo. Mais cedo, no Rio de Janeiro, Bolsonaro fez uma primeira manifestação sobre a morte de Adriano, miliciano ligado ao seu filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido). Nóbrega foi morto no domingo (9) no município de Esplanada (BA), ao ser alvo de operação que envolveu as polícias baiana e fluminense. Segundo o presidente, ele era um herói na época em que foi homenageado pelo hoje senador. O então deputado estadual Flávio concedeu ao ex-policial a Medalha Tiradentes, mais alta honraria da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, em 2005. Neste sábado, em uma rede social, o governador Rui Costa (PT) havia rebatido suspeitas levantadas sobre os agentes locais. Ele disse que o estado "luta contra e não vai tolerar nunca milícias nem bandidagem" e fez uma referência à Presidência da República. "O Governo do Estado da Bahia não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça", afirmou o petista.

Segundo Costa, a determinação no estado "é cumprir ordem judicial e prender criminosos com vida".


O Governo do Estado da Bahia não mantém laços de amizade nem presta homenagens a bandidos nem procurados pela Justiça. A Bahia luta contra e não vai tolerar nunca milícias nem bandidagem.
Na Bahia, trabalhamos duro para prevalecer a Lei e o Estado de Direito.
Na Bahia, a determinação é cumprir ordem judicial e prender criminosos com vida. Mas se estes atiram contra Pais e Mães de família q representam a sociedade, os mesmos têm o direito de salvar suas próprias vidas, mesmo q os MARGINAIS mantenham laços de amizade com a Presidência.

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"Mas, se estes atiram contra pais e mães de família que representam a sociedade, os mesmos têm o direito de salvar suas próprias vidas, mesmo que os marginais mantenham laços de amizade com a Presidência", afirmou.

Bolsonaro, que tem um histórico de apoio a ações das polícias, criticou a operação que matou o ex-policial. O presidente não apresentou evidências sobre uma suposta execução sumária e, para levantar essa hipótese, fez referência à reportagem da revista Veja com fotos feitas após a autópsia do corpo (saiba mais aqui).

"É um caso semelhante à queima de arquivo do ex-prefeito [de Santo André (SP)] Celso Daniel, onde seu partido, o PT, nunca se preocupou em elucidá-lo, muito pelo contrário", diz a nota.


Ao chegar ao Palácio da Alvorada na noite deste sábado, Bolsonaro ficou 38 minutos dentro do carro antes de cumprimentar apoiadores que o esperavam. Ele estava acompanhado do secretário da Comunicação Social da Presidência, Fabio Wajngarten.

Ao sair do automóvel, disse que não falaria com a imprensa e que a demora para atender os apoiadores ocorreu porque estava despachando a nota sobre o caso para a TV Globo. Minutos depois, o texto foi distribuído para a imprensa.

Na mensagem, Bolsonaro afirma que o "então tenente Adriano foi condecorado em 2005" e que "até a data de sua execução" nenhuma sentença condenatória havia transitado em julgado em desfavor do mesmo. 

Investigações apontam que Adriano Nóbrega, que estava foragido quando morto, atuava em diferentes atividades ilegais: milícia, jogo do bicho, máquinas caça-níqueis e homicídios profissionais.

A nota à imprensa ainda afirma que Rui Costa tem laços de amizade com bandidos condenados, citando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "É irônico o governador petista falar de más companhias quando, nos últimos anos, os principais dirigentes nacionais do PT foram condenados e presos na Operação Lava Jato", diz o texto.

O presidente afirmou que os "brasileiros honestos" querem os nomes dos mandantes das mortes do ex-capitão e também do ex-prefeito Celso Daniel, da vereadora Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes.

Adriano estava detido quando foi homenageado por Flávio Bolsonaro. Em janeiro de 2004, ele foi preso preventivamente, acusado pelo homicídio do guardador de carros Leandro dos Santos Silva, 24. 

O então policial chegou a ser condenado no Tribunal do Júri em outubro de 2005, mas conseguiu recurso para ter um novo julgamento, foi solto em 2006 e absolvido no ano seguinte.

O ex-policial foi citado na investigação do Ministério Público do Rio de Janeiro que apura se houve "rachadinha" no gabinete de Flávio quando ele era deputado estadual. Segundo o MP-RJ, contas de Adriano foram usadas para transferir dinheiro a Fabrício Queiroz, então assessor de Flávio e suspeito de comandar o esquema de devolução de salários. 

Queiroz e Adriano trabalharam juntos no 18º Batalhão da PM. Foi por meio de Queiroz que familiares de Adriano foram contratados como assessores no gabinete de Flávio: a mulher do ex-capitão, Danielle Mendonça da Costa da Nóbrega, de 2007 até novembro de 2018, e a mãe dele, Raimunda Veras Magalhães, de abril de 2016 a novembro de 2018. 

Em 2005, enquanto estava preso preventivamente pelo homicídio de um guardador de carros, Adriano foi condecorado por Flávio com a Medalha Tiradentes. Flávio já havia homenageado o hoje ex-policial dois anos antes. O então deputado estadual apresentou uma moção de louvor em favor de Adriano. 

Adriano também foi defendido por Jair Bolsonaro, então deputado federal, em discurso na Câmara dos Deputados, em 2005, por ocasião da condenação por homicídio. O ex-capitão seria absolvido depois em novo julgamento.

Gleisi rebate Bolsonaro e diz que governo da Bahia vai apurar morte de miliciano com 'rigor'



Trocas de farpas entre PT e Bolsonaro


Presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffman rebateu o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e disse que o governo da Bahia vai apurar a morte do miliciano Adriano da Nóbrega com "rigor e transparência".


Neste sábado (15), Bolsonaro afirmou que a "PM da Bahia, do PT" matou o ex-capitão do Bope. Adriano da Nóbrega foi morto após operação na cidade baiana de Esplanada na semana passada. 


"Oh, Jair Bolsonaro, não foi PT que condecorou o miliciano, empregou a mulher e a mãe dele. As explicações são suas sobre Adriano, Queiroz e assassinos de Marielle. Seu ministro Moro tem de explicar por que tirou da lista de procurados um foragido ligado a sua família. Não tentem jogar para o PT", disse a petista, em uma postagem no Twitter.

"O governo da Bahia certamente vai apurar essa morte com rigor e transparência, punindo qualquer conduta errada que vier a ser comprovada", emendou Gleisi.  


Oh @jairbolsonaro, ñ foi PT q condecorou o miliciano, empregou a mulher e a mãe dele. As explicações são suas s/ Adriano, Queiroz e assassinos de Marielle. Seu ministro Moro tem de explicar pq tirou da lista de procurados um foragido ligado a sua família. Nao tentem jogar p/ o PT
O governo da Bahia certamente vai apurar essa morte com rigor e transparencia, punindo qualquer conduta errada que vier a ser comprovada

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