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quinta-feira, 21 de abril de 2022

Irã prende 3 'espiões do Mossad' que estariam ligados à coleta e divulgação de documentos sigilosos

 


Suspeitos foram presos na província de Sistão-Baluchistão, no sudeste do país. As nacionalidades dos envolvidos não foram divulgadas.

O Ministério da Inteligência e da Segurança Nacional do Irã comunicou nesta quinta-feira (21) a prisão de três pessoas suspeitas de trabalharem para a agência de espionagem israelense Mossad. O trio foi preso na província de Sistão-Baluchistão, no sudeste do país.
De acordo com o órgão iraniano, os três espiões estavam envolvidos na coleta e "divulgação" de documentos e informações confidenciais. A pasta não especificou as nacionalidades das pessoas presas e há quanto tempo eles supostamente trabalhavam para agência israelense.
No início de março, o ministério iraniano relatou frustar as operações de duas equipes de sabotagem estrangeiras financiadas no exterior. Segundo as autoridades, os detidos planejavam assassinar vários estrangeiros que trabalhavam em projetos de infraestrutura na República Islâmica.
Em julho de 2021, a pasta também comunicou a descoberta de outra rede de agentes do Mossad perto das fronteiras ocidentais do país, conforme noticiado. De acordo com Teerã, os agentes presos na ocasião planejavam instigar tumultos e realizar ataques terroristas no país. Um grande esconderijo de armas e munições também foi apreendidona operação da inteligência iraniana.
Imagem de satélite da usina nuclear subterrânea de Fordow - Sputnik Brasil, 1920, 15.03.2022
Panorama internacional
Irã frustra sabotagem israelense em usina nuclear de Fordow, segundo mídia
A prisão dos supostos agentes do Mossad também ocorre enquanto Tel Aviv continua acusando Teerã de abrigar planos para construir armas nucleares. O Irã rejeita veementemente a alegação, apontando que tais armas contradizem os ensinamentos do Islã.

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

Mossad impediu ataque por Corpo de Guardiões do Irã contra turistas de Israel, diz mídia israelense

 


O Canal 12 israelense relatou uma suposta tentativa falha pela Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica de atacar cidadãos de Israel na Tanzânia, no Gana e no Senegal.

Cinco pessoas de nacionalidades africanas foram presas por suspeita de receber treino da Força Quds do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) tendo na mira turistas e empresários israelenses, escreve no domingo (7) a emissora Canal 12 israelense.

Sem atribuir a informação a qualquer fonte, a mídia disse que o Mossad, serviço de inteligência e espionagem de Israel, desvendou o trama, que teria envolvido recrutas africanos treinados no Líbano e operando em três países sob o disfarce de estudantes religiosos.

Os alvos teriam sido turistas israelenses na Tanzânia, um destino popular para turnês turísticos, e empresários israelenses trabalhando no Gana e no Senegal.

O Canal 12 não detalhou o envolvimento do Mossad na operação, e indicou que todos os cinco suspeitos foram presos por espiões "ocidentais" (Israel se considera um país "ocidental"), que forneceram inteligência.

Segundo a emissora, os suspeitos ainda estão sendo questionados, mas não mencionou quando e onde as detenções tiveram lugar, e afirmou que a conspiração se tratava da última "tentativa iraniana de prejudicar alvos judeus e israelenses", após anteriores relatos de supostos esforços pela inteligência iraniana de atacar empresários de Israel no Chipre em outubro, e tentar alvejar cidadãos israelenses na Colômbia em junho.

Mercer Street, navio-tanque de bandeira liberiana administrado pela israelense Zodiac Maritime que foi atacado na costa de Omã. Foto de arquivo
© REUTERS / JOHAN VICTOR
Mercer Street, navio-tanque de bandeira liberiana administrado pela israelense Zodiac Maritime que foi atacado na costa de Omã. Foto de arquivo

Funcionários dos países africanos referidos não comentaram o artigo, o mesmo acontecendo com o Irã, que anteriormente negou relatos de ter atacado alvos no Chipre e na Colômbia, e tem avisado de "fabricações e ataques em bandeira falsa" por parte de Israel.