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segunda-feira, 21 de junho de 2021

EUA iniciam retirada de sistemas antiaéreos Patriot do Oriente Médio, com foco na China, diz WSJ

 


Washington começou a retirar algumas das suas forças de defesa aérea de vários países do Oriente Médio, os enviando de volta aos EUA para manutenção, informou nesta sexta-feira (18) o The Wall Street Journal.

Citando funcionários da administração, o jornal observa que várias baterias de defesa antiaérea Patriot MIM-104 estão sendo retiradas do Iraque, Kuwait, Jordânia e Arábia Saudita, junto com esquadrões de caças e, pelo menos, um sistema antimísseis THAAD da Arábia Saudita.

No total, este processo inclui também centenas de sodados que operam e mantêm as baterias. Estas podem incluir um radar, estação de controle, mastros de antenas e até 16 lançadores de mísseis separados. Em relação aos THAAD, cada bateria inclui dois centros móveis de operações táticas, um potente radar terrestre e pelo menos seis sistemas de lançamento de mísseis.

Ainda assim, dezenas de milhares de soldados dos EUA permanecerão na região, incluindo pelo menos 2.500 militares no Iraque, depois que Bagdá e Washington concordaram em reduzir para metade o contingente dos EUA.

Membro da Força Aérea dos EUA perto de uma bateria de mísseis Patriot na base aérea Prince Sultan em Al-Kharj, região central da Arábia Saudita, 20 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)
© AP PHOTO / ANDREW CABALLERO-REYNOLDS
Membro da Força Aérea dos EUA perto de uma bateria de mísseis Patriot na base aérea Prince Sultan em Al-Kharj, região central da Arábia Saudita, 20 de fevereiro de 2020 (foto de arquivo)
Estas mudanças são parte de um plano maior de redistribuição de forças, que envolve milhares de tropas dos EUA em todo o mundo, enquanto o Pentágono se afasta da Guerra ao Terrorismo, uma campanha militar desencadeada há quase 20 anos pelos EUA em resposta aos ataques de 11 de setembro, mudando para o que denomina de "confronto de grandes potências" com a China e a Rússia. Não se sabe para onde serão enviados os sistemas Patriot e THAAD após passagem por manutenção.

Em março deste ano, os EUA realizaram seu primeiro exercício conjunto de defesa antimíssil na região do Indo-Pacífico, envolvendo quatro bases americanas, situadas na Coreia do Sul, Japão, Guam e Havaí.

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Exército dos EUA está retirando 2 sistemas de mísseis Patriot do Oriente Médio, diz fonte



Em setembro de 2019, os EUA implantaram forças adicionais no Oriente Médio, incluindo sistemas de mísseis Patriot, para enfrentar o que o Pentágono descreveu como "comportamento hostil" do Irã, alegações que surgiram após Washington acusar Teerã de atacar petroleiros no golfo Pérsico no ano passado.

Um funcionário anônimo dos EUA, citado pela Bloomberg, afirmou que os EUA decidiram retirar da Arábia Saudita dois dos seus quatro sistemas de defesa antiaérea Patriot e mais duas baterias de outras regiões do Oriente Médio, em parte devido a alegada atenuação das tensões entre Washington e Teerã.
A mesma fonte acrescentou que as duas baterias dos EUA, que estavam ajudando a proteger os campos de petróleo naquele país árabe, serão provavelmente substituídas por sistemas Patriot domésticos.
Mais de 12 baterias Patriot e uma do sistema de Defesa Terminal de Área de Alta Altitude (THAAD, na sigla em inglês), que consegue interceptar mísseis balísticos a altitudes mais elevadas, vão permanecer na região, disse o responsável.
Os quatro sistemas Patriot eram previstos para serem retirados em março, mas seu reposicionamento foi adiado após em meados de março terem ocorrido dois ataques de foguetes às instalações do Camp Taji, base localizada no Iraque e utilizada contra os terroristas. Os EUA responsabilizaram pelos ataques as milícias apoiadas pelo Irã.
De acordo com a autoridade anônima, as capacidades norte-americanas no Oriente Médio não serão afetadas pela retirada dos sistemas Patriot, enquanto Washington prossegue com os esforços para fortalecer sua defesa aérea regional.