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domingo, 4 de julho de 2021

EUA roubaram 45 caminhões com petróleo e trigo da Síria para o Iraque, relata agência

 


Petróleo e trigo foi transportado do norte e nordeste da Síria para o norte do Iraque por forças aliadas dos EUA, diz mídia síria. Damasco tem protestado contra o que diz ser pilhagem e roubo aberto dos recursos do país.

Militares dos EUA levaram mais de 40 caminhões e caminhões-tanque com petróleo e trigo da Síria para o Iraque, informou no domingo (4) a agência síria SANA.

Segundo fontes da agência, o comboio de 45 caminhões com trigo e petróleo deixou a província síria de Al-Hasakah em direção ao norte do Iraque através da travessia de fronteira ilegal de Al-Walid.

Além disso, de acordo com as fontes, um outro comboio com 27 veículos carregados com suprimentos e equipamentos passou pela mesma travessia e se dirigiu a Rmelan para apoiar as forças dos EUA destacadas aí.

As Forças Armadas dos EUA, em conjunto com as formações armadas árabes-curdas das Forças Democráticas da Síria (SDF, na sigla em inglês), controlam ilegalmente territórios no norte e nordeste da Síria nas províncias de Deir ez-Zor, Al-Hasakah e Raqqa, onde estão localizados os maiores campos de petróleo e gás da Síria.

No sábado (3), a SANA também disse que 37 caminhões carregados de petróleo, supostamente pertencentes às SDF, e armados com metralhadoras transportaram o hidrocarboneto ao Iraque através do ponto fronteiriço de Al-Waleed.

Damasco tem chamado repetidamente de ocupação e pirataria estatal a presença dos militares norte-americanos em seu território, apontando que seu objetivo é o roubo descarado de petróleo. Relatos de transporte de petróleo, e frequentemente de trigo, para fora do país têm sido divulgados regularmente ao longo dos anos.

Bassam Touma, ministro do Petróleo da Síria, estimou que até 90% dos recursos petrolíferos do país estão sob controle dos EUA e aliados.

terça-feira, 25 de agosto de 2020

Brasil no Top 2: jovens alimentam recente pico da COVID-19 nas Américas, diz agência da ONU



Os jovens estão impulsionando a disseminação do novo coronavírus nas Américas, disse a chefe da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) nesta terça-feira (25), observando que tanto as mortes quanto o número de casos dobraram na região nas últimas seis semanas.

Informando os repórteres em uma coletiva on-line, a Dra. Carissa Etienne criticou os governos que apressaram as reaberturas econômicas, apesar dos dados que mostram o agravamento da pandemia.
"Este não é um bom sinal. Desejar que o vírus desapareça não funcionará", declarou ela, detalhando o que descreveu como uma "desconexão real" entre o relaxamento das medidas de contenção e a disseminação contínua do vírus.
A OPAS é o braço da Organização Mundial da Saúde (OMS), com sede em Washington, nas Américas.
Desde julho, os casos de coronavírus nas Américas mais do que dobraram para cerca de 12 milhões de infecções confirmadas, enquanto as mortes dispararam aproximadamente na mesma taxa para cerca de 450 mil, de acordo com dados da OPAS.
Etienne afirmou que "a grande maioria" dos casos notificados de COVID-19 nas Américas ocorreu entre pessoas entre 19 e 59 anos, mas que quase 70% das mortes ocorreram entre indivíduos com 60 anos ou mais.

© FOLHAPRESS / FOTOARENA
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"Isso indica que os jovens estão principalmente impulsionando a propagação da doença em nossa região", acrescentou ela.
O recente aumento de casos em vários países caribenhos, incluindo as Bahamas, também é uma preocupação crescente, prosseguiu Etienne, com novas infecções não apenas causadas pelo turismo, mas também pelo retorno de residentes.
No geral, os governos devem basear suas decisões de reabertura nos melhores dados disponíveis e expandir os programas de teste e rastreamento de contratos para melhor identificar e controlar os picos nos casos, disse ela.
Seis dos dez países mais afetados do mundo são americanos, explicou Etienne, incluindo Estados Unidos, Brasil, México, Colômbia, Peru e Argentina.