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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Rússia teria testado seu avançado sistema antiaéreo S-500 no Ártico contra alvo hipersônico

 


A Rússia realizou novas provas de seu sistema antiaéreo S-500 na zona ártica, assegurou à Sputnik uma fonte militar nesta quarta-feira (29).

"O lançamento do míssil de longo alcance foi realizado contra um alvo hipersônico, que foi destruído com sucesso", contou a fonte.

Foi ainda detalhado que "não estão planejados ensaios do outro sistema S-550 na perspectiva mais próxima, uma vez que ainda não foram criados protótipos de teste, o desenvolvimento está em andamento".

O S-500 Prometey, com o míssil Triumfator-M, é uma nova geração de sistemas antiaéreos. É um sistema universal de longo alcance, até 600 quilômetros, e de interceptação em grande altitude com potencial aumentado da defesa antimíssil.

De acordo com informação divulgada anteriormente por fontes à Sputnik, o sistema S-550 está sendo elaborado como uma versão do S-500 e será especializado em tarefas de defesa antimíssil e antiespacial.

domingo, 19 de setembro de 2021

China intensifica exercícios noturnos e movimenta equipamento mais avançado para perto da Índia

 


O Comando do Teatro Ocidental do Exército de Libertação Popular (ELP) da China introduziu mais exercícios noturnos para as unidades estacionadas perto da fronteira do Himalaia, dado que pretende familiarizar suas tropas com armas e equipamentos de nova geração.

Desde o início do outono no Hemisfério Norte, várias forças no distrito militar de Xinjiang têm realizado exercícios de combate noturnos em altitudes de cerca de 5.000 metros, de acordo com o jornal militar PLA Daily.

"Revisamos nossos horários e exigimos que os soldados atendam a padrões mais elevados de treinamento em altas altitudes, porque precisamos lidar com um ambiente de campo de batalha mais hostil em meio aos desafios crescentes nas regiões periféricas", disse Yang Yang, comandante de uma companhia.

Yang afirmou que sua força mecanizada tem atravessado as montanhas nevadas sem luzes e praticado exercícios noturnos com fogo real de metralhadoras.

O relato informa que novos sistemas de lançadores múltiplos de foguetes autopropulsados Type PHL-11 de 122 milímetros foram implantados na região e estão sendo usados para exercícios de ataque de precisão.

Zhou Chenming, pesquisador do Instituto de Ciência e Tecnologia Militar Yuan Wang em Pequim, disse que os morteiros autopropulsados têm alcance de até 50 quilômetros e podem destruir uma posição de artilharia em segundos, de acordo com South China Morning Post.

"A substituição de sistemas de armas e equipamentos no Comando do Teatro Ocidental foi acelerada nos últimos anos, graças às tensões com a Índia por disputas fronteiriças", conforme Zhou.

Song Zhongping, ex-instrutor do ELP, afirmou que quase todos os caças J-7 da velha geração do Comando do Teatro Ocidental foram substituídos por caças avançados multifuncionais J-16.

sexta-feira, 14 de agosto de 2020

Novo canhão da OTAN conseguiria perfurar tanque russo mais avançado?



Ambos ainda em testes, o canhão L51, planejado para ser instalado em alguns tanques da Aliança Atlântica, foi desenhado de forma a poder "furar" a blindagem do tanque russo T-14.

A companhia alemã Rheinmetall publicou testes em vídeo do tanque Challenger 2 modernizado com o novo canhão L51 de 130 milímetros, que pode se tornar o canhão para tanque mais potente da OTAN. Na opinião de alguns especialistas, o projétil disparado a partir desse canhão penetrará facilmente na blindagem do mais novo tanque T-14 russo.
A nova arma foi apresentada pela primeira vez na exposição Eurosatory em Paris, em 2016, presumivelmente em resposta ao aparecimento dos tanques Armata russos.
O canhão deverá ser instalado nos tanques Leopard 2 alemães e nos MGCS franco-alemães. Além disso, a Rheinmetall pretende oferecer o L51 aos EUA para veículos de combate da próxima geração (NGCV, na sigla em inglês).
Acredita-se que as peças de 120 milímetros disponíveis nos blindados dos países da OTAN não seriam capazes de danificar eficazmente a blindagem dos Armata. Os armeiros alemães tentaram resolver o problema aumentando o calibre e criando uma linha de munições com maior potência.
Os testes do protótipo do L51 começaram no ano passado, não se sabendo ainda quando terminarão de ser implementados.
O canhão tem 6,63 metros em comprimento e pesa cerca de três toneladas. A velocidade inicial do projétil e sua penetração na blindagem é aumentada devido ao uso de cano fabricado de aço de alta resistência, culatra vertical em forma de cunha e câmaras de maior volume.
A Rheinmetall desenvolveu especificamente para o L51 o projétil subcalibre APFSDS-T, com cinta descartável, carga de pólvora de alta energia e núcleo avançado de tungstênio. A pedido do cliente, é também possível instalar no tanque um sistema de carregamento automático.

T-14 'passa o teste'?

Sendo o tanque mais invulnerável do mundo, não é tão fácil perfurar um T-14. A primeira linha de defesa é o sistema de proteção ativa Afganit, que detecta e destrói munições antitanque ainda em voo.
Além disso, tem um radar de pulso Doppler, composto por um pacote complexo de quatro painéis de radar, bem como localizadores de direção ultravioleta e câmeras infravermelhas com visão circular. Ao contrário do sistema de proteção ativa de fabricação ocidental, o Afganit é capaz de detectar não apenas mísseis antitanque guiados relativamente lentos, mas também projéteis perfurantes subcalibre estabilizados.
Ao detectar um projétil se aproximando, o sistema ativa automaticamente vários sistemas ao mesmo tempo. Se o tanque for visado por um míssil controlado por rádio, são ativados equipamentos de guerra eletrônica convencionais para bloquear o sinal. Em seguida, o T-14 monta uma cortina de fumaça e partículas de metal que dificulta a detecção visual do tanque, bem como ser atingido com um míssil guiado por infravermelho.
Tanques T-14 Armata e T-90M Proryv passando pela Praça Vermelha na Parada da Vitória, Moscou, 24 de junho de 2020
© SPUTNIK / MIKHAIL VOSKRESENSKY / FOTO HOST AGENCY
Tanques T-14 Armata e T-90M Proryv passando pela Praça Vermelha na Parada da Vitória, Moscou, 24 de junho de 2020
Se não for possível "enganar" as munições a longa distância, morteiros especiais disparam cargas em direção ao alvo, que o destroem com estilhaços, ou pelo menos desviam o percurso dos projéteis.
Se o Afganit falhar, entra em jogo a defesa dinâmica Malakhit, que usa recipientes que explodem quando tocados pelos projéteis inimigos, inclusive minimizando os danos de um projétil perfurante de blindagem.

Defesa adicional

Como último recurso de defesa, os desenvolvedores do T-14 afirmam que o tanque não será penetrado por nenhum míssil antitanque guiado com calibre de até 150 milímetros, incluindo TOW, Javelin, ambos dos EUA, o Spike, de Israel, bem como todos os tipos de lança-granadas antitanque portáteis. Além disso, a parte frontal do tanque resistiria a projéteis de artilharia de pelo menos 120 milímetros.
O compartimento do motor e os compartimentos de munição e combustível são isolados uns dos outros por anteparas blindadas, o que aumenta as chances de sobrevivência se a blindagem for perfurada. A torre com o canhão é coberta por um capô especial, que protege dispositivos eletrônicos complexos contra balas e estilhaços.
Segundo o desenvolvedor, a fábrica Uralvagonzavod, localizada perto dos Urais, a reserva de munições está localizada na parte traseira da torre, tal como no Leopard 2 alemão ou no Merkava israelense. Se detonar, a onda de choque da explosão sai por painéis especiais removíveis, o que salva o tanque da destruição.
No entanto, não há dados exatos sobre a blindagem da torre, pois sua estrutura e aparência sem o capô protetor são classificadas.
O Exército russo deverá receber 132 tanques T-14 até o final de 2021.