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domingo, 10 de abril de 2022

EUA fornecerão à Ucrânia 'as armas de que precisa contra a Rússia', diz Jake Sullivan

 


Autoridade norte-americana afirma que armas estadunidenses estão chegando a Kiev "todos os dias". 

De acordo com pesquisa elaborada pela CBS News, 78% dos americanos acreditam que Washington deve continuar a enviar armamentos ao território ucraniano.

Os Estados Unidos estão comprometidos em fornecer à Ucrânia "as armas de que precisa" para se defender contra a Rússia, disse o conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, Jake Sullivan, neste domingo (10), segundo a Reuters.


"Vamos dar à Ucrânia as armas necessárias para derrotar os russos e impedi-los de tomar mais cidades e vilas onde cometem esses crimes", afirmou Sullivan.


O conselheiro também declarou que "armas estão chegando todos os dias inclusive hoje [10]", e que os EUA estão "trabalhando dia e noite para entregar nossas próprias armas [à Ucrânia] e organizando e coordenando a entrega de armas de muitos outros países".
Desde que a operação militar russa em território ucraniano começou, Washington já enviou US$ 1,7 bilhão (R$ 4,7 bilhões) em assistência militar à Ucrânia, informou a Casa Branca na semana passada de acordo com a mídia.
Militares ucranianos seguram um sistema de mísseis Javelin, em posição na linha de frente na região norte de Kiev, Ucrânia, em 13 de março de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 10.04.2022
Militares ucranianos seguram um sistema de mísseis Javelin, em posição na linha de frente na região norte de Kiev, Ucrânia, em 13 de março de 2022
Segundo uma pesquisa desenvolvida pela CBS News e divulgada hoje (10), existe amplo apoio entre os norte-americanos para o envio de mais armas para Kiev.
Ao serem questionados se os EUA deveriam enviar mais armamento ao país do Leste Europeu, 72% dos entrevistados foram a favor, enquanto 78% apoiaram sanções contra Rússia, com 74% opinando que as restrições econômicas deveriam aumentar.
Entretanto, 55% dos entrevistados desaprovaram a liderança do presidente, Joe Biden, diante da crise ucraniana, contra 45% que aprovaram.
Exército russo durante operação na Ucrânia - Sputnik Brasil, 1920, 10.04.2022
Panorama internacional
46º dia da operação especial da Rússia na Ucrânia
Em 24 de fevereiro de 2022, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou o início de uma operação especial militar para "desmilitarização e desnazificação da Ucrânia".
Durante a operação, as Forças Armadas da Rússia eliminam instalações da infraestrutura militar ucraniana, sem realizar ataques contra alvos civis em cidades. Os militares russos também organizam corredores humanitários para população civil que foge da violência dos neonazistas e nacionalistas.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

EUA fornecerão assistência militar adicional de US$ 300 milhões à Ucrânia, diz Pentágono

 


EUA fornecerão assistência militar adicional de US$ 300 milhões à Ucrânia, diz Pentágono


Os Estados Unidos fornecerão à Ucrânia assistência militar adicional no valor de US$ 300 milhões (R$ 1,4 bilhão), disse o Departamento de Defesa do país.
Por intermédio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAI, na sigla em inglês), o Departamento de Defesa fornecerá até US$ 300 milhões (R$ 1,4 bilhão) em assistência de segurança para reforçar a capacidade do Exército da Ucrânia.

"Esta decisão destaca o compromisso inabalável dos Estados Unidos com a soberania e a integridade territorial da Ucrânia em apoio aos seus esforços heróicos", disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, sobre a situação da operação militar especial desencadeada pela Rússia no país em 24 de fevereiro.

O presidente Joe Biden já tinha dado indicativos de que esse auxílio estaria a caminho na última segunda-feira (28).
Ele uma declaração pedindo para continuar o investimento de resposta à crise na Ucrânia a fim de apoiar "suas necessidades básicas".

"Estou pedindo um investimento contínuo para responder assertivamente à agressão de [presidente russo Vladimir] Putin contra a Ucrânia com o apoio dos EUA às necessidades econômicas, humanitárias e de segurança da Ucrânia", diz o comunicado.

"Adicionalmente, o orçamento fornece perto de US$ 1 bilhão [R$ 4,8 bilhões] em assistência à Ucrânia para o Departamento de Estado, USAID [Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, na sigla em inglês] e Departamento de Defesa para contrariar a influência maligna russa e para atender às necessidades emergentes relacionadas à segurança, energia, questões de cibersegurança, desinformação, estabilização macroeconômica e resiliência da sociedade civil", continua.
A administração Biden também destinou financiamento para a OTAN e iniciativas semelhantes.

"O orçamento inclui US$ 6,9 bilhões [R$ 33,14 bilhões] para a Iniciativa de Dissuasão Europeia, a Organização do Atlântico do Norte (OTAN), e contrariar agressão russa para apoiar a Ucrânia, a forte parceria dos Estados Unidos com aliados da OTAN, e outros Estados parceiros europeus, aumentando o financiamento para melhorar as capacidades e prontidão das forças dos EUA, dos aliados da OTAN e parceiros regionais, face à agressão russa", disse.

Biden pretende igualmente que o orçamento do ano fiscal de 2023 (de 1º de outubro de 2022 a 30 de setembro de 2023) contenha um dos maiores investimentos de todos os tempos na segurança nacional dos EUA.
Em 24 de fevereiro, a Rússia lançou uma operação militar especial na Ucrânia depois que as repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk solicitaram ajuda para defendê-las de ataques de tropas ucranianas.
O Ministério da Defesa disse que a operação visa apenas a infraestrutura militar ucraniana e que a população civil não está em perigo.