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sábado, 27 de junho de 2020

Jornalista morre de covid-19 após chamar o vírus de “maricas” ​



Do IG:
O jornalista esportivo José Francisco Ruiz morreu em decorrência do novo coronavírus, aos 75 anos, segundo informações da “Rádio Nicarágua”. O profissional nicaraguense costumava desdenhar da Covid-19 sempre que tinha oportunidade. No mês de maio, Ruiz chegou a dizer que o vírus era “maricas”.
Ruiz comandava um programa esportivo em um canal de televisão da Nicarágua. Simpatizante do presidente do país, Daniel Ortega, o jornalista costumava comparar o novo coronavírus à oposição, dizendo que ambos podiam ser combatidos facilmente.
“Este vírus é maricas, como os opositores. Veja como é maricas: morre com espuma de sabão”, disse Ruiz.
Polêmico, o jornalista também chegou a dizer que tinha uma receita contra a Covid-19: “Faça gargarejo com água, sal e limão três vezes por dia. Tome banhos de água quente com folhas de eucalipto. Depois de quatro ou cinco dias, o vírus morre”.
(…)

domingo, 3 de maio de 2020

Em São Paulo, jornalista leva cusparada de bolsonarista, e policial se omite

Policial, que passa pano, junto da alucinada que cospe


Neste domingo (3), durante manifestações do gado hidrófobo que pediam impeachment de Doria e fim do isolamento, o jornalista Guilherme Meirelles, parado no trânsito, foi cuspido por apoiadora de Bolsonaro que esbravejava num megafone.

O jornalista enviou um relato ao DCM:

Por volta das 15 horas de hoje, eu e minha mulher precisávamos ir até a Pompeia resolver um assunto pessoal.

Como moramos na Aclimação, o caminho era a avenida Paulista. Assim que atravessamos a Brigadeiro Luis Antônio, o trânsito ficou lento e parou um pouco antes do hospital Santa Catarina.

Havia dezenas de militantes bolsonaristas circulando e carros impedindo o trânsito. Ao meu lado, no meio da avenida, uma moça loira, cerca de 1m60, veio gritando pela megafone palavras de ordem, do tipo “queremos trabalhar”, “fora Doria” e bobagens do gênero.

Ela estava acompanhada de um homem, mais ou menos 35 anos.

Eu, usando máscara, abri o vidro do carro e falei para ela que isso é um absurdo, era uma aglomeração absurda, que era irresponsável, mas não a ofendi em momento algum.

De forma acintosa, ela e o homem que a acompanhava vieram em minha direção e ela cuspiu no eu braço, que estava na janela.


Como havia duas viaturas à frente, buzineie gritei pela polícia, mas os policiais não se moveram.

Indignado, eu minha mulher saímos do carro, mostrei o meu braço com o cuspe e o policial nem alterou a expressão. Apenas perguntou se eu queria fazer o B.O. na delegacia.

Na hora, deu vontade de rir – vou deixar a prova do cuspe no braço? E se ela for assintomática?

Com aquela boa vontade, ele se dirigiu até a moça e ao seu companheiro e perguntou o que havia ocorrido. Minha mulher imediatamente passou álcool em gel no meu braço e decidimos ir embora não sem antes fotografar os envolvidos.

Para não haver o risco de sermos confrontados por mais fascistas, entramos na alameda Campinas e continuamos nosso caminho.

terça-feira, 21 de abril de 2020

Coronavírus mata jornalista da Globo: Roberto Fernandes, 61 anos


O jornalista Roberto Fernandes morreu na noite desta terça-feira (21) em função de complicações causadas pela Covid-19. Fernandes estava internado no Hospital UDI em São Luís desde o dia 23 de março com um quadro de pneumonia e ficou vários dias entubado


O jornalista Roberto Fernandes, da Rede Globo, morreu na noite desta terça-feira (21) por complicações causadas pelo coronavírus. Roberto Fernandes tinha 61 anos e era natural de Vitória de Santo Antão, município localizado em Pernambuco. 
A reportagem do portal G1 destaca que “ele era formado em jornalismo pela Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e teve passagens pela Rádio São Luís AM, TV Brasil e Rádio Educadora AM.”
A matéria ainda lembra que “há 20 anos comandava o programa Ponto Final, na Rádio Mirante AM, e também era apresentador do quadro de política do Bom Dia Mirante.”

terça-feira, 14 de abril de 2020

Morto pelo coronavírus, jornalista denunciou em áudios que foi forçado a trabalhar pelo SBT


"Quando Bolsonaro e empresários amigos tentam forçar a volta ao trabalho, editor de imagens do SBT deixou denúncia que o país inteiro deve ouvir", escreve Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia


Por Paulo Moreira Leite, do Jornalistas pela Democracia  - Vítima da Covid-19 numa  tragédia da vida sob a pandemia, a morte do editor de imagens José Augusto Nascimento Silva, o Naná, do SBT-Rio, deve servir de reflexão para brasileiros e brasileiras, neste momento em que Bolsonaro e grandes empresários articulam o fim da quarentena.
A contaminação e morte de Naná, 57 anos, há 30 num dos maiores grupos de comunicação do país, propriedade de Silvio Santos, braço fiel e amigo do bolsonarismo, teve um roteiro semelhante ao que se verifica em vários ambientes de trabalho do país. Numa praga muito anterior ao novo coronavírus, sabemos que no Brasil trabalhadores são costumeiramente forçados a seguir no batente  ainda que a saúde não esteja em ordem.
Desta vez, contudo, a tragédia foi preservada por um elemento essencial -- o jornalismo.
Testemunha da própria morte, Naná gravou  áudios de advertência pelo WhatsApp, denunciando os riscos que corria, revela Daniel Castro, na edição da noite desta segunda (13) da coluna Notícia da TV.
O depoimento é de grande utilidade para se compreender, num tempo de pandemia,  a importância de garantir a preservação de vidas humanas.
"Nenhum lugar no Rio de Janeiro tem mais casos suspeitos que no SBT. (...) Eu agora estou sob suspeita, inclusive com atestado de 14 dias que o doutor deu porque me calcei, sabe que não sou burro. Se tiver que processar essa turma eu vou processar. Acho uma irresponsabilidade tremenda", diz Naná. 
Qualquer cidadão que já pisou o chão de uma empresa brasileira é capaz de reconhecer o mundo que ele descreve.
Pressionadas pelo andar de cima, muitas chefias costumam fechar os olhos para os sinais de alerta que envolvem problemas de  saúde de funcionários. Se esse comportamento costuma ser rotina,  em tempos de covid-19, pode levar uma pessoa à morte.
Naná revela num  vídeo que uma apresentadora,  Isabelle Rios, chegou a pedir dispensa do trabalho quando soube que o marido era suspeito da covid-19. Não foi atendida  e teve de seguir trabalhando até que a doença do marido fosse confirmada.
Como era fácil imaginar, a convivência de rotina, com grande número de colegas, acabou produzindo -- provavelmente -- um caso de contaminação em massa. Atualmente, dos  75 funcionários do jornalismo, 35 estão afastados com suspeita de covid-19.
Entre a suspeita de Isabelle, o contágio e a morte de Naná, passaram-se  22 dias. Menos de um mês: o vírus é agressivo e veloz.
O editor de imagem teve de ser internado no final de março e há quatro dias foi levado para a UTI, onde morreu nesta segunda-feira.
A importância dessa tragédia não precisa ser sublinhada. Com seu vídeo-memória, José Augusto Nascimento Silva produziu uma glória do jornalismo brasileiro e mundial. Estará disponível para quem estiver interessado em compreender um período terrível da história humana.
Correspondente de uma guerra onde homens e mulheres não morrem a tiros, mas são alvejados na trincheira da falta de respeito e do desprezo por suas vidas, Naná deixou um documento único, que deve ser debatido pelo STF, pelo Congresso e, acima de tudo, pela população que o bolsonarismo pretende conduzir como gado ao matadouro.
Alguma dúvida?

segunda-feira, 2 de março de 2020

'Ancara já usou quase todos os trunfos': jornalista russo discute retrocessos turcos em Idlib



Yevgeny Poddubny, jornalista militar na Síria, relata a situação militar em Saraqeb, onde militantes do grupo terrorista Tahrir al-Sham atacaram posições sírias.

O maior número de militares turcos está atualmente na área de Saraqeb, na província síria de Idlib, disse o jornalista militar Yevgeny Poddubny.
"A situação mais difícil é na área de Saraqeb. Trata-se de um importante centro rodoviário, o cruzamento da [rodovia] M4 Latakia–Aleppo e a [rodovia] M5 Damasco–Aleppo. É aqui que são travadas as batalhas mais ferozes e onde as Forças Armadas turcas são mais ativas. Também é aqui que Ancara tem as maiores perdas", disse.
O jornalista observou que os militares turcos operavam dentro das posições de combate do grupo terrorista Tahrir al-Sham, anteriormente conhecido como Frente al-Nusra (organização proibida na Rússia e em outros países), e não informaram o Centro Russo de Reconciliação para a Síria. Foi por esta razão que os militares sírios os atacaram, esperando atingir os terroristas e não os soldados turcos.
Por outro lado, notou Poddubny, o Exército sírio "pode ainda surpreender", pois "Ancara já usou quase todos os trunfos". Ele lembrou que a Síria abateu vários drones turcos apenas nos últimos dois dias, mas os militantes têm identificado seus destroços como drones sírios.
"Mesmo o símbolo da Força Aérea da Turquia na asa não os convence [os militantes]. E isto mal começou. Se os drones começarem caindo em massa, e é mais provável que aconteça, isso irá, para não dizer pior, tirar o exército que não lutou e os terroristas da zona de conforto", concluiu o jornalista.

Operações em Idlib

A situação em Idlib foi exacerbada por o grupo terrorista Tahrir al-Sham ter lançado uma ofensiva em larga escala às posições do exército sírio na quinta-feira (27). As forças governamentais da Síria abriram fogo de resposta. Segundo o Ministério da Defesa russo, além dos militantes, também os militares turcos, que não deveriam estar lá, foram alvejados.
Como resultado do incidente, 36 soldados turcos foram mortos e mais de 30 ficaram feridos. Ao mesmo tempo, o lado russo tomou medidas para um cessar-fogo completo do lado sírio e garantiu a evacuação dos mortos e feridos para o território turco.
A defesa antiaérea síria estava anteriormente disparando contra drones perto da cidade de Hama.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Bolsonaristas promovem linchamento virtual da jornalista Vera Magalhães


Colunista do jornal Estado de S. Paulo, que revelou a convocação golpista feita por Jair Bolsonaro, é a nova vítima do fascismo nas redes sociais, que expôs inclusive os filhos da jornalista


Depois da Patrícia Campos Mello, da Folha de S. Paulo, mais uma jornalista é alvo de linchamento nas redes sociais. A vítima agora é Vera Magalhães, colunista do jornal Estado de S. Paulo, que revelou a convocação feita por Jair Bolsonaro de um golpe contra o Congresso Nacional. "Uma conta falsa em nome da jornalista foi criada no WhatsApp e mensagens fraudadas foram distribuídas em outras redes sociais. Além disso, houve compartilhamento de uma cobrança de 2015 do colégio onde estudam os filhos de Vera, expondo, dessa forma, a família da jornalista", informa reportagem do jornal Estado de S. Paulo.
“Divulgar este tipo de informação pessoal é um constrangimento e, embora possa não ser considerado uma ameaça do ponto de vista jurídico, é obviamente uma forma de ameaçar a jornalista. A divulgação de documentos é um método clássico de ameaçar ou incentivar alguém a atentar contra uma pessoa. Do ponto de vista da Abraji, é mais um ataque dos apoiadores do presidente contra jornalista. Pela recorrência, isso está se tornando uma questão crítica”, disse o presidente da Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), Marcelo Träsel.
O linchamento, no entanto, não foi consensual na extrema-direita e foi criticado pela deputada Carla Zambelli (PSL-SP). Confira:

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Redes Sociais: Jornalista demonstra como o discurso de ódio na internet está matando as democracias

Andrew Marantz (Foto: Marla Aufmuth/TED | Reprodução)

Agressões, insultos e mentiras, instrumentos usados nas eleições de Trump e Bolsonaro, estão sendo incentivados pelas redes sociais. Confira na palestra de Andrew Marantz


No momento em que a agressão de Danilo Gentili à atriz Bruna Marquezine se torna um dos temas mais comentados do carnaval no Brasil, vale a pena conhecer as ideias do jornalista Andrew Marantz, da revista New Yorker, que escreveu o livro Antisocial, sobre extremistas digitais. Nele, assim como numa palestra realizada para o TED, ele demonstra como pessoas que se sentiam excluídas encontraram abrigo nos discursos de ódio, no extremismo digital e nas fake news – fenômeno que ajudou a eleger populistas de direita como Donald Trump nos Estados Unidos e Jair Bolsonaro no Brasil. E ele também demonstra que os algoritmos das redes sociais, em vez de conter o fenômeno, na realidade incentivam esse tipo de comportamento, uma vez que os conteúdos virais são muito mais movidos pelas emoções do que propriamente pela razão. Confira:



 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

Eleitor de Bolsonaro, Huck se diz revoltado com agressão à jornalista Patrícia Campos Mello



“Ultrapassou as fronteiras da decência”, diz o apresentador da Globo, que vem sendo preparado como candidato dos bilionários às presidência em 2022


O apresentador da Globo Luciano Huck, que declarou seu voto de Jair bolsonaro nas eleições presidenciais de 2018, se mostrou decepcionado com o capitão nesta terça-feira (18), após o ataque de bolsonaro à jornalista Patricia Campos Mello. 

"Tenho evitado comentar declarações públicas de quem quer q seja. Seja pq torço pelo Brasil, seja pq não quero alimentar fofocas e intrigas. Mas as fronteiras da decência foram ultrapassadas hj. Triste e revoltante ao mesmo tempo", disse Huck, sem citar Bolsonaro. 

O presidente Jair Bolsonaro voltou a atacar jornalistas nesta terça-feira (18), ao insultar com insinuação sexual a repórter Patrícia Campos Mello, do jornal Folha de S. Paulo, dizendo que “ela (repórter) queria um furo. Ela queria dar o furo a qualquer preço contra mim”. A declaração, em frente ao Palácio da Alvorada, repete o ataque inverídico e misógino ao trabalho da profissional que denunciou, durante as eleições em 2018, a contratação de empresas para efetuar o disparo de mensagens em massa pelo WhatsApp na campanha pró-Bolsonaro.


Na semana passada, durante a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, que apura a disseminação de notícias falsas e ilegalidades cometidas por candidatos no último pleito, Patrícia foi ofendida por um ex-funcionário de uma das agências de disparos. Hans River do Rio Nascimento acusou a jornalista de forçá-lo a dar a entrevista, insinuando uma troca de favores sexuais. 

Tenho evitado comentar declarações públicas de quem quer q seja. Seja pq torço pelo Brasil, seja pq não quero alimentar fofocas e intrigas. Mas as fronteiras da decência foram ultrapassadas hj. Triste e revoltante ao mesmo tempo.
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