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segunda-feira, 27 de junho de 2022

EUA enviam destróier ao mar do Sul da China e elevam tensão com Pequim na região


A Marinha dos EUA teria enviado um destróier ao mar do Sul da China no sábado (25), um dia depois que um avião de espionagem americano sobrevoou a área do estreito de Taiwan, elevando as tensões com a China

Segundo o People Daily, o destróier norte-americano USS Benfold entrou no mar do Sul da China através da passagem da Ilha Verde, nas Filipinas.
Para o especialista militar chinês Song Zhongping, os EUA estão navegando em águas territoriais chinesas no mar do Sul da China, ou no estreito de Taiwan, para desafiar e provocar o país asiático.
No dia 24 de junho, um avião de espionagem P-8A Poseidon dos EUA foi avistado sobrevoando a região, em uma ação descrita pelos Estados Unidos como um "compromisso com um Indo-Pacífico livre e aberto".
Avião P-8 Poseidon da Força Aérea Real australiana - Sputnik Brasil, 1920, 25.06.2022
Panorama internacional
China condena passagem de avião militar dos EUA sobre estreito de Taiwan
Pequim, por sua vez, manifestou seu desagrado logo após o sobrevoo do P-8A Poseidon dos EUA sobre o estreito de Taiwan.
As recentes ações dos EUA estão tornando a situação na região cada vez mais perigosa, tanto que Pequim já deixou claro que não existem "águas internacionais" na Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar, e que a China tem soberania, direitos soberanos e jurisdição sobre o estreito de Taiwan.

domingo, 7 de novembro de 2021

Irã anuncia início de maciços exercícios militares no sul do país em aviso aos 'inimigos' (VÍDEO)

 


Tensões entre o Irã e o Ocidente estão crescendo em meio a uma série de incidentes marítimos na zona das águas ao largo do litoral sul República Islâmica, consideradas parte de uma das rotas petrolíferas mais importantes a nível mundial.

Irã anunciou no sábado (6) que suas Forças Armadas estão planejando um "exercício militar de grande escala" em áreas dos mares Arábico e Vermelho, pouco depois de um petroleiro iraniano ter tido um confronto com um navio militar do EUA no início da semana.

Segundo o contra-almirante Habibollah Sayyari, vice-chefe do Exército iraniano para a Coordenação, citado pela agência Tasnim, foram concluídos todos os preparativos necessários e os exercícios militares conjuntos denominados Zolfaqar-1400 devem começar neste domingo (7).

Informa-se que o exercício inclui as Forças Terrestres do Exército, Marinha, Força Aérea e Defesa Aérea, cobrindo "uma área de mais de um milhão de quilômetros quadrados a sudeste do Irã, que se estende desde as partes orientais do estreito de Ormuz às zonas do norte do oceano Índico, até a latitude de 10 graus, e partes do mar Vermelho".

​Irã inicia exercícios em larga escala em águas do sul. Zolfaqar-1400 envolve militares das Forças Terrestres do Exército, Marinha, Força Aérea e unidades de Defesa Aérea e cobre uma área de 1 milhão de km², estendendo-se do lado leste do estreito de Ormuz até partes do norte do oceano Índico e mar Vermelho.

O almirante observou também que "uma ampla gama de equipamentos e munições nacionais, incluindo avançados drones de reconhecimento e combate com diferentes alcances", deverão ser utilizados nos exercícios, acrescentando que o exercício servirá como um aviso aos "inimigos que qualquer ato de agressão contra o Irã desencadeará uma resposta esmagadora" de Teerã.

As manobras têm como objetivo facilitar a prontidão militar e a capacidade defensiva do Irã "de proteger a integridade territorial do país".

O anuncio de exercícios militares surge poucos dias depois que a mídia iraniana informou que a Marinha do país havia repelido um ataque dos EUA a um de seus petroleiros no golfo de Omã.

sexta-feira, 25 de junho de 2021

Espaçonave da NASA tira FOTO do rover chinês Zhurong se dirigindo ao sul de Marte

 


O primeiro rover chinês em Marte estava em movimento no início desde mês e apareceu nas imagens de uma nave espacial da NASA.

O rover denominado Zhurong é uma parte da Tianwen-1, a primeira missão no Planeta Vermelho totalmente chinesa que chegou à órbita marciana em fevereiro.

O Zhurong se separou da missão Tianwen-1 em 14 de maio e pousou na vasta planície de Utopia Planitia algumas horas depois.

Em 23 de junho, a equipe da Mars Reconnaissance Orbiter (MRO) da NASA divulgou a segunda imagem do Zhurong capturada em 11 de junho, a qual mostra o rover e seus rastros se estendendo visivelmente para mais longe da plataforma de aterrissagem da missão.

"O sítio de aterrissagem permanece distintamente colorido pela remoção de pó marciano durante o pouso", escreveram os membros da equipe na descrição da foto, de acordo com o site Space.com.

Rover Zhurong (embaixo) e sua plataforma de aterrissagem. Foto capturada em 11 de junho de 2021
Rover Zhurong (embaixo) e sua plataforma de aterrissagem. Foto capturada em 11 de junho de 2021

A Mars Reconnaissance Orbiter é uma sonda norte-americana que tem orbitado Marte a partir de 2006, estudando a geologia e clima do Planeta Vermelho, buscando sinais de gelo de água, procurando por bons potenciais sítios de aterrissagem para próximas missões, tanto tripuladas como robóticas, e servindo de relé de comunicação entre rovers e módulos de pouso e seus controladores na Terra.

A câmera da MRO conseguiu mesmo documentar a sequência de pouso do rover Perseverance em 18 de fevereiro deste ano, capturando a descida através do céu de Marte sob seu grande paraquedas supersônico.


Mais vistas da semana

domingo, 20 de setembro de 2020

Incêndios se espalham por Norte e Centro-Oeste e impactam Sul e Sudeste do Brasil



As queimadas que devastam grande parte da fauna e flora das regiões Centro-Oeste e Norte do Brasil já estão causando impactos também em outras partes do país.

Após relatos de chuvas escuras no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o céu de São Paulo foi encoberto, neste sábado (19), por uma grande nuvem de fumaça proveniente do Pantanal e de incêndios que atingem também o interior do estado e outros países sul-americanos. 
​A névoa derrubou os índices de qualidade do ar na capital paulista, aumentando as chances do fenômeno da chuva escura na maior cidade do país, tal qual ocorreu no ano passado, devido às queimadas na Amazônia.
Os problemas verificados em São Paulo devem se estender para Minas Gerais e Rio de Janeiro, segundo meteorologistas.
Os focos de incêndio no Pantanal bateram recorde para um mês apenas nos primeiros 16 dias de setembro. O fogo avança sobre parques nacionais, terras indígenas e plantações. As chamas se espalham por vários estados no Centro-Oeste e no Norte do país, no Pantanal e na Amazônia, além de devastarem também territórios da Bolívia e do Paraguai. 
​Acusado de não dar a devida atenção ao problema, o governo federal afirma que, desde o final de julho, as Forças Armadas vêm atuando para combater as chamas na região do Pantanal e, neste sábado (19), o vice-presidente, Hamilton Mourão, minimizou o alcance das queimadas na Amazônia, afirmando que elas não são do nível das verificadas na Austrália e nos Estados Unidos e que há desinformação e interesses econômicos e políticos por trás das notícias sobre os incêndios.

terça-feira, 1 de setembro de 2020

Destróier dos EUA atravessa estreito de Taiwan rumo ao mar do Sul da China




Um destróier da Marinha norte-americana atravessou nesta segunda-feira (31) o estreito de Taiwan, entre a costa da China continental e a ilha de Taiwan.

De acordo com a agência de notícias Central News Agency, esta é a nona passagem de navios de guerra norte-americanos através do estreito neste ano. A embarcação navega de norte para sul.
Há menos de duas semanas, outro destróier, o USS Mustin, percorreu a mesma rota e, no dia 27 de agosto, a Marinha dos EUA reportou estar realizando uma "operação de liberdade de navegação no mar do Sul da China".
Por sua vez, a página da 7ª Frota dos EUA no Facebook mostra diversas imagens recentes do destróier USS Benfordy e do navio de carga USS Alan Shepard, que se encontram na região em uma missão de reabastecimento.
As autoridades de Taiwan reportaram o emprego de suas capacidades de inteligência, vigilância e reconhecimento para atuar em conjunto com os norte-americanos, enquanto Pequim até o momento não respondeu à ação dos EUA.

sábado, 29 de agosto de 2020

Washington entra em jogo perigoso com Pequim no mar do Sul da China, avalia especialista



Tensões militares se tornam cada vez mais visíveis entre os EUA e a China, enquanto Washington continua sua política para dominar as questões globais, avalia especialista.

Em uma entrevista à Sputnik Internacional, Mike Wong, vice-presidente da seção do Corpo de Veteranos para Paz em São Francisco, nos EUA, afirmou que "tem havido um constante entusiasmo com os exercícios navais dos EUA tanto no mar do Sul da China como no estreito de Taiwan".
"Nós enviamos dois grupos de porta-aviões atravessando juntos o mar do Sul da China. Isto começou tudo. Agora, estamos enviando outras embarcações [...] A Marinha da China não pode ignorar estas provocações, porque ainda que os EUA afirmem que seja 'liberdade de navegação', não é liberdade de navegação quando você envia dois grupos de porta-aviões através do mar do Sul da China – isso é intimidação", disse Wong.
Para o norte-americano, "estes são os tipos de exercícios militares que veríamos se fossemos para guerra contra a China ou se fossemos bloquear o mar do Sul da China, onde chegam 60% do petróleo da China e comércio no valor de milhares de dólares".

© AP PHOTO / BULLIT MARQUEZ
Caça estadunidense decola do porta-aviões USS Ronald Reagan para patrulhar águas internacionais perto do mar do sul da China
A região contém muitas ilhas, recifes e baixios atualmente controlados pela China, mas disputados por vários outros países, como Vietnã, Taiwan e Filipinas, representando uma grande importância estratégica e econômica, com grandes recursos naturais, para o gigante asiático.
"Isto poderia facilmente escalar para uma confrontação com disparos", acredita Wong. "Portanto, a possibilidade de uma verdadeira guerra nuclear se torna uma possibilidade real, e isto é extremamente perigoso", acrescentou.
Na quinta-feira (27), o coronel Li Huanim, porta-voz do Comando do Teatro do Sul do Exército de Libertação Popular da China, acusou os EUA de violarem as fronteiras marítimas da China.
Contudo, a Marinha norte-americana nega qualquer irregularidade, defendendo que realiza somente operações de rotina no mar do Sul da China.
As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


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