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quarta-feira, 7 de julho de 2021

Caça Su-30 de origem russa ilumina céu de Caracas no dia da independência da Venezuela (VÍDEOS)

 


Nas mídias compartilhadas nas redes sociais é possível ver a aeronave militar de origem russa de alta performance realizando manobras rasantes durante comemoração dos 210 anos de independência da Venezuela.

Vários vídeos registrados nesta segunda-feira (5) mostram um caça Sukhoi Su-30MKV de origem russa, da Aviação Militar Bolivariana (AMB) da Força Aérea da Venezuela, dando rasantes e disparando uma grande quantidade fumaça e fogo de pós-combustão, também chamada de flares, durante um desfile em comemoração aos 210 anos de independência da Venezuela, na capital Caracas.

​Su-30 da Força Aérea venezuelana passa muito baixo sobre a parada de Los Próceres.

Nas imagens postadas no Twitter, a aeronave Su-30 sobe rapidamente e dispara flares por cerca de 10 segundos. Em um dos vídeos é possível ouvir os espectadores vibrando com os "fogos de artifício" do caça, segundo informações do site de aviação Aeroflap. 

Aviação Militar Bolivariana paladinos do espaço aéreo soberano em um grande voo Sukoi SU-30 no Dia da Independência, demonstrando sua audácia, coragem, coordenação e poder combativo na defesa integral do céu venezuelano. Viva nossa aviação centenária! 

Os Su-30 da Venezuela costumam criar polêmicas, a maior parte dos comentários nas redes sociais são sobre a disponibilidade operacional das atuais 22 unidades. No entanto, apesar dos rumores, não há informações sobre o real estado dos caças russos.

Também participaram do desfile em Caracas os caças de origem chinesa: F-16A/B Block 15 Fighting Falcon e os jatos de treinamento e ataque ao solo K-8 Karakorum. 

​Passagem aérea sobre a parada de Los Próceres das aeronaves da AMB SU-30 | K-8 | F-16

Em 2006, 24 aeronaves russas do modelo Sukhoi Su-30MKV foram adquiridas, mas duas foram perdidas em acidentes. Um deles em 2015, no qual dois tripulantes morreram na fronteira com a Colômbia, e outro em 2019. 

sábado, 12 de junho de 2021

EUA avisam Cuba e Venezuela para não permitirem que navios do Irã atraquem em seus portos, diz mídia

 


A administração Biden insta Venezuela e Cuba para não permitirem que dois navios iranianos atraquem em seus portos. Acredita-se que as embarcações estejam transportando armas destinadas a Caracas.

Os EUA ameaçam tomar "medidas apropriadas" para deter os navios, que são vistos como uma "ameaça" para os parceiros da América no Hemisfério Ocidental.

De acordo com três pessoas informadas sobre a situação, os avisos chegam depois de os navios terem viajado por uma distância significativa através do oceano Atlântico, avança edição Politico.

Um alto funcionário da administração Biden disse que se supõe que os navios transportem armas a fim de cumprir um acordo entre o Irã e a Venezuela estabelecido há um ano, durante a administração do ex-presidente Donald Trump.

O funcionário não especificou de que tipo de armas que se trataria. No entanto, no ano passado houve relatos de que a Venezuela estaria considerando a compra de mísseis do Irã, inclusive de longo alcance.

Segundo escreve a edição citando fontes na defesa e inteligência, a comunidade de inteligência dos EUA teria evidências de que Makran, um dos navios iranianos, está carregando lanchas rápidas de ataque que provavelmente são destinadas à Venezuela.

​Navio iraniano Makran com sete lanchas rápidas de ataque está supostamente navegando rumo à Venezuela. De acordo com fontes do Pentágono, isso representa uma ameaça para os aliados dos EUA no Hemisfério Ocidental.

"A entrega de tais armas seria um ato provocativo e entendido como uma ameaça a nossos parceiros no Hemisfério Ocidental", afirma a fonte na administração Biden.

"Reservamo-nos o direito de tomar medidas apropriadas em coordenação com nossos parceiros para impedir o trânsito ou a entrega dessas armas", acrescenta a fonte.

Além do mais, a Casa Branca está pressionando Caracas e Havana por canais diplomáticos para que não permitam que as embarcações iranianas atraquem em seus países, revelaram representantes oficiais em condição de anonimato.

Os funcionários da administração Biden também estão contatando "proativamente" outros governos na região para garantir que façam o mesmo, conclui um funcionário do Congresso dos EUA.

Na semana passada, o Ministério das Relações Exteriores do Irã respondeu, relativamente aos navios, que seu país tem o direito à liberdade de navegação, alertando para "erros de cálculo".

domingo, 21 de março de 2021

China aumenta importações de petróleo do Irã e Venezuela e desafia EUA, diz mídia norte-americana

 


O aumento de exportações petrolíferas por Teerã, e a um preço mais elevado, está "minando uma alavanca-chave diplomática" de Washington, segundo o jornal Wall Street Journal.

A China aumentou significativamente as importações de petróleo do Irã e da Venezuela, escreveu na sexta-feira (19) o Wall Street Journal.

"A China aumentou bruscamente as importações de petróleo do Irã e da Venezuela em um desafio a duas prioridades da política externa da administração Biden, de acordo com autoridades dos EUA, minando uma alavanca-chave diplomática que Washington precisa para reiniciar as negociações há muito tempo paradas", escreve a mídia.

A China deverá importar 918.000 barris de petróleo iraniano por dia em março, o que seria o maior volume desde a imposição do embargo norte-americano a Teerã em 2018, segundo a empresa de análise Kpler, citada pelo Wall Street Journal.

Alguns rastreadores de transportes confirmam esta tendência, estimando o volume de tais vendas em um milhão de barris por dia.

"Se vender um milhão de barris por dia a preços atuais, o Irã não tem incentivo para negociar", comentou Sara Vakhshouri, presidente da empresa de consultoria SVB Energy International dos EUA e especialista em indústria petrolífera iraniana.

Na segunda-feira (15), Eshaq Jahangiri, primeiro vice-presidente do Irã, disse que as exportações de petróleo de Teerã aumentaram nos últimos meses.

"Havia certos problemas com transferências de dinheiro. Por isso, tivemos que apresentar certos planos, métodos para trazer as receitas de exportação de petróleo, e recentemente tivemos um avanço", revelou, citado pela agência iraniana IRNA.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2021

EUA retiram sanções contra transações essenciais para operações de portos e aeroportos na Venezuela

 


Os Estados Unidos publicaram decreto que permite determinadas transações essenciais para operações de portos e aeroportos na Venezuela, informou o Departamento do Tesouro nesta terça-feira (2).

O órgão modificou os termos de duas ordens executivas emitidas pelo ex-presidente dos EUA Donald Trump, que tinham como alvo ativos em poder do governo venezuelano, o presidente Nicolás Maduro e qualquer membro do Executivo ou relacionada ao chefe de Estado venezuelano. 

De acordo com o decreto atual, assinado por Bradley Smith, diretor do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros, "todas as transações e atividades envolvendo o governo da Venezuela" proibidas nas ordens anteriores, mas que são "normalmente secundárias e necessárias para o uso de portos e aeroportos na Venezuela", estão autorizadas. 

Os EUA impõem sanções contra a Venezuela há muitos anos, mas intensificaram os embargos a partir de janeiro de 2019, após Maduro ser reeleito. O governo norte-americana considerou o pleito ilegal e reconheceu o opositor Juan Guaidó como presidente interino venezuelano. 

Governo Biden reconhecem Guaidó

Em 5 de agosto de 2019, o então presidente Trump proibiu praticamente qualquer transação com a Venezuela sem uma licença específica. A política dos EUA em relação à Venezuela dificultou a aquisição de medicamentos para tratamento de doenças, o que dificultou o combate à pandemia do coronavírus.

Apesar da medida tomada nesta terça-feira (2), o governo do democrata Joe Biden reconheceu Guaidó como presidente interino da Venezuela, embora ela não seja mais um membro da Assembleia Nacional.

domingo, 15 de março de 2020

Maduro coloca parte da Venezuela sob quarentena em meio a surto da COVID-19



O governo da Venezuela anunciou hoje que pretende isolar seis estados e a capital, Caracas, a fim de impedir a propagação do novo coronavírus, que já infectou 17 pessoas no país.

Em discurso televisionado na tarde deste domingo, o presidente Nicolás Maduro explicou que a quarentena entrará em vigor às 5h desta segunda-feira (16). Os estados afetados serão La Guaira, Miranda, Cojedes, Zulia, Táchira e Apure.

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Ao vivo do posto de comando presidencial, monitorando e avaliando a implantação sanitária para a saúde do povo venezuelano.​
Com a medida, ​os residentes dessas áreas sob quarentena deverão permanecer em suas residências, se deslocando apenas em caso de grande necessidade. Além disso, apenas serviços essenciais permanecerão em funcionamento.
"Temos avaliado com sinceridade e frieza que a única forma de deter os canais de propagação é entrando, progressivamente e de maneira acelerada, em uma fase drástica de quarentena coletiva", afirmou Maduro, citado pela Associated Press.
A Venezuela responde por apenas 17 dos quase 170 mil casos de contaminação pelo novo coronavírus já registrados ao redor do globo, em 157 países e territórios. Nenhuma morte causada pela COVID-19 foi registrada no país até o momento, enquanto, no mundo, já somam 6.499.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

China ignora EUA e segue cooperando com Venezuela



A China continuará cooperando com a Venezuela mesmo com as sanções impostas pelos EUA contra o país sul-americano, informa o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Geng Shuang.

Momentos antes, o enviado especial da Casa Branca, Elliott Abrams, assegurou que os EUA estão tratando de convencer a China e a Índia a deixarem de comprar petróleo venezuelano.
"Esperamos que os EUA tomem consciência dos fatos, deixem de abusar com sanções e outras medidas coercitivas, trabalhem com todas as partes para encontrar uma solução política ao problema venezuelano [...] A cooperação entre China e Venezuela continuará a se desenvolver", mesmo com as "mudanças", afirmou o porta-voz chinês.
Entretanto, o porta-voz afirmou que Washington deve apoiar o retorno de Caracas "a uma via normal de desenvolvimento".
"A cooperação entre China e Venezuela sempre decorreu de acordo com os princípios de igualdade, do benefício mútuo, uma cooperação próspera e regras do mercado", ressaltou o representante do Ministério das Relações Exteriores chinês.
Ele também recordou que a cooperação é "legal e benéfica para os povos de ambos os países, e por isso deve ser respeitada e protegida".

Sanções contra Rosneft

Além disso, a China também não concorda com as sanções impostas pelos EUA contra a Rosneft Trading S.A., filial da petroleira russa Rosneft, por sua atividade, citou Geng.
"Nós nos opomos a qualquer interferência nos assuntos internos de outros países, bem como estamos contra as sanções unilaterais e a jurisdição extraterritorial", afirmou o porta-voz da chancelaria.
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Geng também afirmou que a China defende "solucionar os desacordos através de negociações em conformidade com os objetivos e princípios da Carta das Nações Unidas e as normas básicas das relações internacionais" e também a resolução do problema venezuelano através do diálogo e negociações.