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sábado, 23 de julho de 2022

Crosta terrestre pinga como 'xarope frio' no núcleo do planeta, revelam pesquisas


 

O líder de uma nova pesquisa revelou os resultados dos trabalhos de sua equipe, ao anunciar que "a deformação da superfície nas áreas das montanhas dos Andes fez com que uma grande parte da litosfera abaixo delas enfrentasse uma avalanche".


Segundo as pesquisas recentes, uma parte da litosfera do nosso planeta debaixo dos Andes pinga no núcleo do planeta, e o processo parece ter decorrido há alguns milhões de anos.
Como comunicou a edição científica ScienceAlert, o chamado escorrimento da litosfera foi descoberto na Terra há pouco. Durante o processo, certas partes da crosta rochosa do planeta começam a pingar para o manto à medida que se aquecem até certa temperatura.

"Temos confirmado que a deformação na superfície nas áreas das montanhas dos Andes fez com que uma grande parte da litosfera abaixo delas enfrentasse uma avalanche", disse Julia Andersen, especialista em geologia da Universidade de Toronto e líder da pesquisa. "Devido à sua densidade alta, pingou, como um xarope ou mel, mais profundamente no interior planetário, sendo provavelmente responsável por dois grandes eventos tectônicos nos Andes centrais – o deslocamento da topografia da região para centenas de quilômetros com esticamentos da própria crosta superficial."

As experiências conduzidas pela equipe científica em uma tentativa de confirmar que o escorrimento da litosfera na realidade foi responsável pela criação de certas particularidades geológicas nos Andes Centrais, também revelaram mais métodos através dos quais o processo pode deformar a crosta do planeta, não todos deles tendo sido observados nos Andes.
Dinossauro em museu - Sputnik Brasil, 1920, 20.07.2022
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segunda-feira, 7 de junho de 2021

Pesquisa indica que núcleo interno de ferro da Terra está crescendo de forma desequilibrada

 


Quando as ondas sísmicas percorrem o corpo de nosso planeta, elas parecem se deslocar 3% mais rápido quando se movem verticalmente, de polo a polo, do que horizontalmente, de leste a oeste.

De acordo com novos modelos, isso pode estar acontecendo porque o núcleo sólido da Terra está crescendo mais rápido de um lado, embaixo do mar de Banda, que faz parte das águas territoriais da Indonésia, e mais devagar do outro lado, embaixo do Brasil.

No passado, houve um tempo quando nosso planeta não tinha núcleo sólido. O interior mais profundo da Terra provavelmente continha uma massa de material derretido por bilhões de anos antes de o ferro líquido no centro começar a esfriar e solidificar, escreve portal Science Alert.

Isto significa que o centro da Terra poderia ser um aglomerado de ferro cristalizado gigante e crescente e, quando esses cristais se alinham de uma certa forma, isso provavelmente permite que as ondas sísmicas se movam mais rápido em algumas direções.

Acionando os modelos de como esse alinhamento específico poderia ter acontecido, os pesquisadores se depararam com uma explicação inesperada – o núcleo interno da Terra está crescendo de forma desequilibrada.

"O modelo mais simples parecia um pouco incomum – que o núcleo interno é assimétrico", afirma o sismólogo global Daniel Frost da Universidade da Califórnia em Berkeley.

"O lado oeste parece diferente do lado leste ao longo de todo o percurso até o centro, não apenas no topo do núcleo interno, como alguns têm sugerido. A única maneira como podemos explicar isso é porque um lado está crescendo mais rápido que o outro", disse.

O manto de Terra
© FLICKR.COM / SHEA HUENING
O manto de Terra

Uma vez que é impossível fazer perfuração até o núcleo interno da Terra para determinar o que está realmente acontecendo, trata-se de uma área de pesquisa prolífica para o debate.

Usando vários modelos computacionais que representam a geodinâmica da Terra e a física dos minerais de ferro sob alta pressão e temperatura, pesquisadores tentaram descobrir por que o núcleo interno de nosso planeta está alinhado de uma maneira tão específica.

A explicação mais simples é que o núcleo de cristal de nosso planeta está crescendo mais rápido na região do equador e no lado leste especificamente.

"Isso corresponde a uma taxa de crescimento que é 40% menor nos polos e 130% maior no equador em comparação com a média global", concluem os autores do estudo.

Esta taxa de crescimento assimétrica sugere que algumas partes do núcleo interno da Terra são mais quentes, enquanto outras são mais frias, permitindo que os cristais de ferro se formem mais rápido.

Por fim, os pesquisadores explicam que é este movimento que através da gravidade alinha a estrutura cristalina do núcleo interno da Terra ao longo do eixo de rotação de nosso planeta.

segunda-feira, 13 de julho de 2020

Hubble tira FOTO de galáxia com 'núcleo' vazio a 67 milhões de anos-luz de distância



O telescópio Hubble, que em breve deverá ser substituído pela NASA, fez uma nova descoberta, encontrando uma galáxia com aspecto diferente de grande parte de todas as conhecidas.

O Telescópio Espacial Hubble da NASA, a agência espacial norte-americana, capturou uma galáxia única, chamada NGC 2775, a uma distância de 67 milhões de anos-luz.
A maior parte das galáxias, incluindo a Via Láctea, tem braços mais angulados e distintos, em que as estrelas e o gás são comprimidos. No entanto, a NGC 2775 tem uma forma mais redonda, com uma "protuberância relativamente vazia e clara no centro da galáxia", escreve o jornal Business Insider.
"Quando era mais jovem, a região no meio da galáxia estava provavelmente explodindo com a atividade, à medida que o gás se condensava em estrelas recém-nascidas. Agora, no entanto, todo o gás parece estar esgotado", comenta o jornal.
Como resultado, a galáxia parece estar formando poucas estrelas agora.

As imagens fornecidas pelo telescópio Hubble, o mais poderoso da NASA, têm sido importantes para o desenvolvimento da astronomia desde que foi implantado em 1990, particularmente na área dos buracos negros.
Com uma potência ainda maior, o novo Telescópio Espacial James Webb, também desenvolvido pela agência espacial norte-americana, deve fortalecer ainda mais nosso conhecimento espacial, tendo uma data de lançamento planejada para 30 de março de 2021.