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quarta-feira, 17 de março de 2021

Biden afirma que Putin 'pagará' pela suposta interferência nas eleições de 2020

 


Nesta quarta-feira (17), a embaixada russa em Washington rejeitou as acusações da inteligência norte-americana contra a Rússia sobre uma suposta interferência nas eleições de 2020.

O presidente dos EUA, Joe Biden, prometeu que o presidente russo Vladimir Putin enfrentaria em breve repercussões da suposta interferência nas eleições presidenciais de 2020.

"Ele vai pagar um preço. Vocês logo vão ver", afirmou Biden à ABC News ao ser questionado sobre as consequências que o presidente russo teria de enfrentar.

A declaração foi feita logo após a embaixada russa em Washington afirmar, nesta quarta-feira (17), que as acusações da inteligência dos EUA contra a Rússia sobre uma suposta interferência nas eleições serem infundadas.

"O documento preparado pela inteligência dos EUA ainda é mais um conjunto de acusações infundadas contra nosso país de interferência em processos da política interna norte-americana. As conclusões do relatório sobre a condução pela Rússia de operações de influência na América são confirmadas unicamente pela confiança dos serviços de inteligência na veracidade delas. Não são fornecidos fatos ou evidências concretas dessas declarações", afirmou a embaixada.

Os diplomatas russos enfatizaram que, com estas alegações, os EUA estão tentando jogar a responsabilidade pela desestabilização política interna para países estrangeiros.

"Nós declaramos que Washington continua praticando a "diplomacia de megafone", com o principal objetivo de manter uma imagem negativa da Rússia; culpando jogadores externos de desestabilizarem a situação dentro do país. Esta atitude da administração dificilmente corresponde ao diálogo em igualdade e respeito mútuo que nós propusemos em busca de soluções para as questões mais urgentes. As ações de Washington não levam à normalização das relações bilaterais", ressaltou a embaixada.

A declaração se seguiu a um relatório do Conselho Nacional de Inteligência dos EUA de terça-feira (16), alegando que o presidente russo Vladimir Putin sabia e orquestrou um alegado esforço para manipular as eleições presidenciais nos EUA em 2020 a favor de Donald Trump.

"Nós declaramos que Washington continua praticando a "diplomacia megafone", com o principal objetivo de manter uma imagem negativa da Rússia; culpando os jogadores externos por desestabilizar a situação dentro do país. Esta atitude da administração dificilmente corresponde com o diálogo de igualdade e respeito mútuo que nós propomos em busca de soluções às pressões. As ações de Washington não visam a normalização das relações bilaterais", ressaltou o embaixador.

domingo, 26 de julho de 2020

Bolsonarista que se diz contra a interferência do Estado na economia, Hang Véio da Havan obteve 55 empréstimos do BNDES para crescer a empresa


Entre 1993 e 2014, o “Véio da Havan”, como é conhecido, conseguiu 55 empréstimos no banco


Empresário bolsonarista que se diz contra a interferência do Estado na economia, Luciano Hang, dono da Havan, se beneficiou do BNDES, uma ferramenta estatal de financiamento econômico, para fazer crescer sua empresa. Hang tem 147 lojas em 18 estados do País.

Entre 1993 e 2014, o “Véio da Havan”, como é conhecido, conseguiu 55 empréstimos no banco, totalizando valores atualizados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mais de R$ 72 milhões, segundo reportagem do Metrópoles.
O jornal conseguiu as informações, qualificadas com o ”fake news” pelo empresário, pela Lei de Acesso à Informação (LAI).
Nesta sexta-feira, 24, o empresário foi alvo de operação liderado pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do inquérito das fake news, que determinou que o Twitter derrube as contas de diversos bolsonaristas e ativistas de extrema direita na rede social.

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quinta-feira, 4 de junho de 2020

Capacidade de novo sistema de interferência eletrônica da Marinha dos EUA inquieta autoridades



Auditoria-Geral dos EUA (GAO, na sigla em inglês) descobriu que a Marinha norte-americana ainda deve demonstrar as tecnologias críticas na banda média do sistema de interferência eletrônica aerotransportado em desenvolvimento.

No relatório anual de aquisições militares, a GAO considerou a maturidade tecnológica, estabilidade de design, software e problemas da segurança cibernética relacionados ao sistema de interferência eletrônica aerotransportado de banda média de última geração.
plano da Marinha dos EUA de substituir o atual sistema de interferência ALQ-99 foi dividido em três módulos de espectro eletromagnético – médio, baixo e largo, revela a publicação C4ISRNET.
A agência norte-americana descobriu que o módulo ainda deveria comprovar suas capacidades, que são inconscientes com seus padrões atuais adotados.
"Até que o programa completamente desenvolva suas tecnologias críticas – através da demonstração de cada uma em suas formas finais e do funcionamento em um ambiente realístico – o design do programa pode passar por alterações", afirmou a GAO.
Contudo, o programa planeja demonstrar sua tecnologia antes da decisão de produção planejada em setembro. Trata-se da etapa de contratos de produção inicial de banda baixa.
Conforme o órgão de fiscalização constatou em abril de 2017, existiam deficiências com a revisão do design crítico da estrutura do módulo. Estes problemas contribuíram para um atraso de um ano no cronograma de entrega, além de um aumento de US$ 400 milhões (R$ 2 bilhões, na conversão atual) no custo de desenvolvimento.
A Marinha norte-americana planeja destinar ao programa do sistema de interferência eletrônica aerotransportado US$ 176,6 milhões (R$ 894 milhões) em aquisições e US$ 477,6 milhões (R$ 2,4 bilhões) em pesquisa e desenvolvimento para o ano fiscal de 2021.
O relatório detalha questões relacionadas ao desenvolvimento do sistema, citando autoridades do programa que identificaram riscos. A programação do software estaria consumindo mais esforços do que o esperado.

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