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segunda-feira, 28 de setembro de 2020

VÍDEOS mostram escalada do conflito militar entre Armênia e Azerbaijão



Vídeos compartilhados nas redes sociais mostram cenas do conflito militar entre forças armênias e do Azerbaijão em Nagorno-Karabakh.

Neste domingo (27), o governo armênio declarou que suas forças haviam derrubado dois helicópteros e três drones do Azerbaijão na zona de conflito de Nagorno-Karabakh.
O Ministério da Defesa da Armênia publicou um vídeo mostrando tanques azeris sendo destruídos.
Momentos depois, diversos outros vídeos surgiram nas redes sociais mostrando o conflito entre as duas forças na região.
De acordo com o Ministério da Defesa da Armênia, as tropas do país já destruíram quatro helicópteros, aproximadamente 15 drones, dez tanques e um veículo de combate de infantaria.
​Os Ministérios da Defesa da Armênia e do Azerbaijão acenderam o estopim.
Milhares de armênios querem se alistar como voluntários para combater em Karabakh.
​Milhares de armênios querem se alistar como voluntários para serem enviados a Karabakh, segundo a porta-voz do Ministério da Defesa da Armênia, Shushan Stepanyan.
O Ministério da Saúde do país teria pedido aos cidadãos para que doassem sangue.
Outro vídeo mostra a mobilização das tropas armênias após conflitos com o Azerbaijão. 
Jornalistas escapam por pouco de ataque armênio contra assentamos próximos da fronteira com o Azerbaijão. 
​Jornalistas da agência de notícias Anadolu e da Rádio e Televisão da Turquia (TRT) escaparam por pouco aos disparos das forças armênias contra os assentamentos próximos da fronteira com o Azerbaijão.
O governo armênio mobiliza um grande contingente em direção à linha de frente na zona de conflito.
​Ministério da Defesa do Azerbaijão mostrou cenas da destruição das posições do Exército armênio.
Além disso, o governo armênio e o presidente da república não reconhecida de Nagorno-Karabakh decretaram a lei marcial nos respetivos territórios.

Conflito Azerbaijão-Armênia: Nagorno-Karabakh diz ter recuperado posições de madrugada



O conflito no Cáucaso entre Armênia e Azerbaijão voltou a escalar, deixando militares e civis mortos e feridos, afirma a não reconhecida república de Nagorno-Karabakh.

O Ministério da Defesa da não reconhecida república de Nagorno-Karabakh anunciou a recuperação de várias posições anteriormente perdidas na linha de contato durante a madrugada, em meio a conflito entre Armênia e Azerbaijão.
"De madrugada continuaram intensas lutas nas direções sul, sudeste e norte da linha de frente. Como resultado do contra-ataque, Unidades do Exército de Defesa [de Nagorno-Karabakh] causaram grandes perdas de forças pessoais e equipamento militar do inimigo", diz o comunicado.
A situação na linha de contato em Nagorno-Karabakh se agravou no domingo (27) de manhã, depois que a república de Nagorno-Karabakh afirmou que o Exército azeri abriu fogo no território da não reconhecida república, incluindo a capital Stepanakert, e com vítimas civis.
Baku e Erevan culpam um ao outro pela escalada do conflito militar. O Ministério da Defesa do Azerbaijão alega que a Armênia começou a bombardear a região disputada em meio a uma operação contraofensiva do Azerbaijão. Os militares armênios declaram que Nagorno-Karabakh foi submetida a ataques aéreos e de mísseis por Baku.
As autoridades armênias impuseram a lei marcial no país e declararam a mobilização geral, o mesmo sendo feito pela liderança da não reconhecida república de Nagorno-Karabakh.
O Ministério das Relações Exteriores russo pediu a Baku e Erevan que cessassem imediatamente o fogo e iniciassem as negociações.

História da guerra em Nagorno-Karabakh

O conflito em Nagorno-Karabakh começou em fevereiro de 1988, quando a Região Autônoma de Nagorno-Karabakh anunciou sua separação da República Socialista Soviética do Azerbaijão.
Baku perdeu o controle sobre Nagorno-Karabakh e sete áreas vizinhas em 1992-1994 como resultado do confronto armado. Desde 1992, as negociações para a solução pacífica do conflito têm sido conduzidas pelo Grupo de Minsk da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, liderado por três países: Rússia, EUA e França.
O Azerbaijão insiste em preservar sua integridade territorial, já a Armênia defende os interesses da república não reconhecida, por ela não ser parte nas negociações.