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sábado, 2 de janeiro de 2021

Pentágono anuncia retirada do USS Nimitz em meio a tensões por suposta 'ameaça de vingança' do Irã

 


EUA anteriormente enviaram bombardeiros B-52 para o golfo Pérsico, durante a aproximação do aniversário do assassinato de Qassem Soleimani, major-general iraniano de topo.

O Departamento de Defesa norte-americano deverá enviar o USS Nimitz, seu único porta-aviões da Marinha operando no Oriente Médio, para a costa oeste dos EUA, anunciou na quinta-feira (31) Christopher Miller, secretário interino de Defesa, sem mencionar o Irã.

Na quarta-feira (30), bombardeiros B-52 da Força Aérea norte-americana voaram dos EUA para o golfo Pérsico em uma demonstração de força militar, na expectativa de uma possível retaliação iraniana contra instalações norte-americanas ou aliadas.

Suposto ataque do Irã

Também na quinta-feira (31), a emissora CNN citou um oficial de Defesa dos EUA anônimo, que apontou a possibilidade de ataques a militares norte-americanos por "milícias com apoio iraniano".

"Tem havido uma série de sinais perturbadores de planejamento avançado e preparação para ataques no Iraque que parece ser dirigida contra os militares e interesses dos EUA", relatou.

De acordo com os três oficiais citados, não há planos ofensivos sendo preparados contra o Irã.

Tensões no golfo Pérsico

Washington tem procurado manter uma presença quase contínua de porta-aviões na região do golfo Pérsico. O USS Abraham Lincoln foi implantado em maio de 2019, em meio a preocupações de que o Irã estivesse atacando os interesses dos EUA na região.

Preocupações mais recentes dos EUA têm estado ligadas à aproximação do primeiro aniversário do ataque aéreo americano que matou o principal militar do Irã, general Qassem Soleimani, em 3 de janeiro de 2020, bem como Abu Mahdi al-Muhandis, um alto comandante da milícia Shia, em Bagdá, Iraque.

O Irã retaliou lançando mais de uma dúzia de mísseis balísticos em duas bases com soldados norte-americanos no Iraque em 8 de janeiro, e ameaçou repetidamente novos ataques.

Mais tarde, em 27 de novembro, o cientista Mohsen Fakhrizadeh, considerado o pai do programa nuclear do Irã, acabou sendo assassinado. Teerã culpou Israel e EUA.

Donald Trump, presidente dos EUA, tem perseguido uma política de "pressão máxima" contra o Irã, tendo saído do Plano de Ação Conjunto Global (JCPOA, na sigla em inglês) em 2018 e imposto cada vez mais sanções à nação persa ao longo de sua administração, mas perdeu oficialmente as eleições presidenciais de 2020 para o democrata Joe Biden, que se prepara para assumir o cargo em 20 de janeiro de 2021, prometendo reentrar no acordo nuclear.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Rússia revela suposta data de teste dos modernizados helicópteros Ka-52M



A fábrica de helicópteros Mil, que pertence ao grupo empresarial Helicópteros da Rússia, publicou uma licitação para fabricar e testar dois helicópteros Ka-52M desenvolvidos a partir dos Ka-52 Alligator, que são produzidos em série.

O projeto dos novos equipamentos incluirá muitas melhorias frente ao seu antecessor. Acredita-se que os construtores aeronáuticos da Rússia instalem novos equipamentos de navegação, de pontaria e de controle de fogo, além de um sistema de comunicação.
O Ka-52M terá um design capaz de portar o novo míssil de cruzeiro batizado como Izdelie 305. O custo estimado da atualização da aeronave seria de US$ 2,2 milhões (R$ 11 milhões), segundo a mídia russa.
Há previsão de que o projeto seja concluído até o final de 2020. Após a conclusão, os novos helicópteros passarão por uma série de testes de voo e estatais, que terminarão em setembro de 2022.
"Durante a modernização, nossa principal tarefa será dar novas capacidades para elevar o alcance de detecção e identificação de alvos, para unificar ou instalar novos tipos de armas", assegurou o diretor do consórcio Helicópteros da Rússia, Andrei Boginsky, em julho de 2019, conforme o portal Russkoe Oruzhie.
Na ocasião, Boginsky observou que o helicóptero modernizado conservará a antiga fuselagem, já que o "projeto do Ka-52 teve êxito". No modelo modernizado ainda serão instalados tanques de combustível adicionais para elevar o alcance de combate da aeronave.
Anteriormente, o vice-ministro da Defesa, Aleksei Krivoruchko, havia anunciado os planos para adquirir 114 helicópteros Ka-52M Alligator em 2020.

© SPUTNIK / ALEXEI KUDENKO
Helicóptero de ataque Ka-52 mobilizado durante exercícios militares da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC)
Ka-52 Alligator, projetado para destruir tanques, veículos blindados, infantaria, helicópteros e aviões, entrou em operação em 2010. Além de serem entregues à Força Aeroespacial da Rússia, aproximadamente 46 helicópteros deste tipo foram exportados ao Egito.
A aeronave pode ser equipada com mísseis guiados Ataka e Vikhr-1, bem como não guiados S-8 e um canhão aéreo de 30 milímetros e dispõe de uma carga de combate total de duas toneladas.

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