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domingo, 19 de setembro de 2021

China intensifica exercícios noturnos e movimenta equipamento mais avançado para perto da Índia

 


O Comando do Teatro Ocidental do Exército de Libertação Popular (ELP) da China introduziu mais exercícios noturnos para as unidades estacionadas perto da fronteira do Himalaia, dado que pretende familiarizar suas tropas com armas e equipamentos de nova geração.

Desde o início do outono no Hemisfério Norte, várias forças no distrito militar de Xinjiang têm realizado exercícios de combate noturnos em altitudes de cerca de 5.000 metros, de acordo com o jornal militar PLA Daily.

"Revisamos nossos horários e exigimos que os soldados atendam a padrões mais elevados de treinamento em altas altitudes, porque precisamos lidar com um ambiente de campo de batalha mais hostil em meio aos desafios crescentes nas regiões periféricas", disse Yang Yang, comandante de uma companhia.

Yang afirmou que sua força mecanizada tem atravessado as montanhas nevadas sem luzes e praticado exercícios noturnos com fogo real de metralhadoras.

O relato informa que novos sistemas de lançadores múltiplos de foguetes autopropulsados Type PHL-11 de 122 milímetros foram implantados na região e estão sendo usados para exercícios de ataque de precisão.

Zhou Chenming, pesquisador do Instituto de Ciência e Tecnologia Militar Yuan Wang em Pequim, disse que os morteiros autopropulsados têm alcance de até 50 quilômetros e podem destruir uma posição de artilharia em segundos, de acordo com South China Morning Post.

"A substituição de sistemas de armas e equipamentos no Comando do Teatro Ocidental foi acelerada nos últimos anos, graças às tensões com a Índia por disputas fronteiriças", conforme Zhou.

Song Zhongping, ex-instrutor do ELP, afirmou que quase todos os caças J-7 da velha geração do Comando do Teatro Ocidental foram substituídos por caças avançados multifuncionais J-16.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

'Horrorizados' com equipamento dos EUA 'nas mãos do Talibã', senadores exigem resposta do Pentágono

 


Mais de 20 membros Republicanos do Senado dos EUA expressaram seu descontento com o abandono de equipamento militar do país no Afeganistão, que ficou nas mãos do Talibã.

Um grupo de 25 senadores Republicanos escreveu uma carta a Austin Lloyd,  secretário de Defesa dos EUA, exigindo que a administração do presidente norte-americano Joe Biden contabilize o equipamento militar financiado pelos contribuintes nacionais que agora foi apreendido pelo Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países).

"Ao observarmos as imagens que saíam do Afeganistão quando o Talibã retomou o país, ficamos horrorizados ao ver o equipamento dos EUA, inclusive UH-60 Black Hawks, nas mãos do Talibã", escreveu o grupo de senadores.

Têm surgido do Afeganistão relatos de como o grupo militante capturou não apenas armas e munições estocadas pelas tropas dos EUA, mas também helicópteros e veículos blindados pesados.

"É inconcebível que equipamentos militares de alta tecnologia pagos pelos contribuintes americanos tenham caído nas mãos dos Talibãs e de seus aliados terroristas. Garantir os ativos dos EUA deveria ter sido uma das principais prioridades do Departamento de Defesa dos EUA antes de anunciar a retirada do Afeganistão", indica a carta.

O texto exortou a criação de um relatório completo do equipamento militar fornecido às forças armadas afegãs no ano passado. Acredita-se que o Talibã tenha tomado posse de mais de 2.000 veículos blindados, incluindo caminhões Humvees, e cerca de 40 aeronaves, incluindo UH-60 Black Hawks, drones militares ScanEagle, e helicópteros de ataque.

Os senadores também levantaram preocupações sobre a possibilidade de o Talibã trabalhar com países hostis aos EUA para utilizar o equipamento altamente avançado, tais como "a Rússia, Paquistão, Irã ou República Popular da China para treinamento, combustível ou infraestrutura necessária para utilizar o equipamento que eles não têm capacidade de usar por conta própria".

Conclusões já realizadas

Na segunda-feira (16) foi publicado um relatório condenatório de 140 páginas intitulado "O que precisamos aprender: Lições de 20 anos de reconstrução do Afeganistão" de John Sopko, inspetor-geral especial para a Reconstrução do Afeganistão (SIGAR, na sigla em inglês) dos EUA, a principal autoridade de auditoria do governo norte-americana, sobre como Washington incorreu em despesas inúteis no Afeganistão.

"Se o objetivo era reconstruir e deixar para trás um país que possa se sustentar e representar pouca ameaça aos interesses de segurança nacional dos EUA, o quadro geral é sombrio", conclui o relatório.

Biden anunciou na primavera que os milhares de tropas dos EUA presentes no país nos últimos 20 anos partiriam até 31 de agosto. O Talibã lançou posteriormente uma grande ofensiva contra as forças afegãs, capturando grandes partes da nação, antes de tomar a capital Cabul no domingo (15).

O país está testemunhando cenas caóticas após a tomada do poder pelo Talibã, com o ex-presidente afegão Ashraf Ghani fugindo do país no domingo (15) e surgindo poucos dias depois nos Emirados Árabes Unidos, alegando ter deixado o Afeganistão para evitar derramamento de sangue.

sábado, 3 de abril de 2021

EUA levam comboio carregado com equipamento militar e munição para base na Síria, diz mídia

 


Os EUA conduzem rotineiramente comboios militares do Iraque para suas bases na Síria, apesar dos protestos de Damasco e de outros membros da comunidade global.

Um novo comboio dos EUA, cheio de equipamento logístico e munições, foi localizado na sexta-feira (2) movendo-se em direção a uma base militar norte-americana dentro do campo de petróleo de Kuniko, no sudeste da província de Deir ez-Zor, Síria, reporta a Agência de Notícias Árabe Síria (SANA, na sigla em inglês), que cita fontes locais.

A suposta entrega de suprimentos militares ocorre em meio à presença contínua de tropas norte-americanas em solo sírio, sem um mandato da Organização das Nações Unidas (ONU) ou permissão das autoridades em Damasco. As Forças Armadas dos EUA estão principalmente posicionadas nas partes ricas em petróleo do país árabe, atualmente sob o controle de milícias curdas aliadas a Washington.

Comboio dos EUA na cidade de Raqqa, Síria
© SPUTNIK / MIKHAIL VOSKRESENSKY
Comboio dos EUA na cidade de Raqqa, Síria

Petróleo sírio

A Casa Branca afirma que suas tropas permanecem no país, apesar dos protestos veementes de Damasco, para proteger os locais de petróleo de serem recapturados por terroristas. O governo sírio, no entanto, insiste que os EUA estão simplesmente roubando os recursos naturais do país.

O ministro do Petróleo e Recursos Minerais da Síria, Bassam Tomeh, afirma que as forças de Washington controlam 90% da capacidade de produção de petróleo do país e, em meados de março, suas ações resultaram em US$ 92 bilhões (aproximadamente R$ 525 bilhões) em danos ao setor petrolífero sírio.

Nesta semana, o vice-chanceler da Rússia, Sergei Vershinin, afirmou que "continuam chegando relatos de que comboios norte-americanos transportam diariamente da Síria para o Iraque petróleo e grãos".

De acordo com o diplomata russo, com base nas informações recebidas, somente de 1º de março até 23 de março, mais de 300 caminhões-cisterna e mais de 200 caminhões com grãos cruzaram a fronteira sírio-iraquiana.

Presença dos EUA na Síria

Durante sua presidência, o republicano Donald Trump (2017-2021) admitiu aberta e repetidamente que "as únicas forças" que os EUA tinham na Síria estavam lá para "levar o petróleo". A mídia síria tem relatado que a política de contrabando de petróleo continua com a administração do democrata Joe Biden, que assumiu a presidência em janeiro.

O Pentágono justifica o posicionamento das forças dos EUA na Síria para garantir a "derrota duradoura" do Daesh (organização terrorista proibida na Rússia e em outros países), formalmente vencido pelas forças sírias e iraquianas até 2017, com Washington continuando a usar a suposta ameaça de reaparecimento do grupo como justificativa para sua presença contínua em ambos os países.