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terça-feira, 2 de agosto de 2022

Arqueólogos teriam descoberto no Egito um antigo e perdido 'templo do sol' (FOTOS)

 



Arqueólogos que estavam escavando em Abusir, ao sul do Cairo, perto da necrópole de Saqqara no Egito, desenterraram ruínas do que pode ser um dos quatro antigos "templos do sol" perdidos.

Abusir é uma necrópole do período do Egito Antigo que serviu como um dos principais cemitérios da antiga capital egípcia de Mênfis, escreve portal Heritage Daily.
O local consiste em 14 pirâmides reais e túmulos que datam da quinta dinastia, ou seja, do início do século XXV a.C. até meados do século XXIV a.C.
Objetos de barro desenterrados em Abusir, no Egito - Sputnik Brasil, 1920, 02.08.2022
Objetos de barro desenterrados em Abusir, no Egito
Escavações foram conduzidas por uma missão arqueológica polonesa e italiana no templo do faraó Niuserré Ini, o sexto governante da quinta dinastia.
Em uma camada de contexto que antecede o templo, a equipe encontrou evidências de um edifício de tijolos de barro e blocos de quartzo, que, de acordo com os especialistas do Ministério de Antiguidades do Egito, poderiam ser os restos de um dos quatro templos do sol perdidos.
Ao todo, foram construídos seis templos do sol, mas apenas dois foram descobertos. Os templos do sol foram construídos em consagração à divindade egípcia antiga, Rá, o deus do Sol, a ordem, os reis e o céu, que muitas vezes é retratado com um falcão com um disco solar dentro de uma cobra.
Escavações arqueológicas em Abusir, no Egito  - Sputnik Brasil, 1920, 02.08.2022
Escavações arqueológicas em Abusir, no Egito
Arqueólogos teorizam quanto ao propósito dos templos do sol, já que o conceito deles parece ter mais do que propósitos fúnebres reais, provavelmente fazendo parte da veneração cultural da realeza.

"O edifício é acessível através de uma entrada construída em pedra calcária, levando a uma área com piso pavimentado e contendo enormes blocos de quartzo", lê-se em comunicado de imprensa do Ministério de Antiguidades do Egito.

Nas escavações também foram descobertos vasos de cerâmica, potes de cerveja e recipientes de borda vermelha, que provavelmente eram usados em rituais e cerimônias do templo.


sábado, 4 de junho de 2022

Arqueólogos encontram antiga escultura maia do deus do milho no México (FOTOS)

 


Uma escultura de aproximadamente 1.300 anos representando a cabeça da divindade maia do milho foi encontrada em ruínas no sudeste do México, afirmou o Instituto Nacional de Antropologia e História em Chiapas.

De acordo com a PhysOrg, o artefato foi encontrado no sítio arqueológico de Palenque, no estado mexicano de Chiapas, e estava com a face orientada de leste a oeste, "o que simbolizaria o nascimento da planta de milho com os primeiros raios do sol", afirmou o comunicado do instituto na última terça-feira (31).
Segundo o instituto, a escultura fazia parte de "uma oferenda que foi colocada em uma lagoa, emulando a entrada da divindade no submundo, em um ambiente aquático".
Detalhes da escavação que revelou a escultura da divindade maia do milho, em sítio arqueológico no México - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2022
Detalhes da escavação que revelou a escultura da divindade maia do milho, em sítio arqueológico no México
De acordo com o pesquisador Arnoldo González Cruz, a descoberta revela mais sobre como os maias lidavam com o nascimento e a morte, inclusive de suas divindades.

A descoberta "nos permite começar a conhecer como os antigos maias de Palenque reviveram constantemente a passagem mítica do nascimento, morte e ressurreição da divindade do milho", disse o pesquisador.

A escultura descoberta nas ruínas maias no sítio arqueológico de Palenque, no sudeste do México, vista em detalhes - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2022
A escultura descoberta nas ruínas maias no sítio arqueológico de Palenque, no sudeste do México, vista em detalhes
Como a peça foi encontrada em condições úmidas, está em processo de secagem gradual antes de ser restaurada, disse o instituto.
De acordo com as crenças maias, o universo era dividido em três partes: o céu, a terra e o submundo. Em cada uma delas havia locais venerados que funcionavam como portais para o reino do submundo, como cavernas e cenotes (cavidades naturais no solo comumente preenchidas por água).


Um dos sarcófagos que datam do período egípcio tardio (por volta do século V a.C) encontrados em um esconderijo no cemitério de Bubastian na necrópole de Saqqara, a sudoeste do Cairo, capital do Egito, 30 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 31.05.2022
Sociedade e cotidiano
Arqueólogos descobrem centenas de múmias escondidas em antiga necrópole egípcia (FOTOS)


quinta-feira, 19 de agosto de 2021

Arqueólogos encontram enorme sítio neolítico de 5 mil anos em ilha escocesa (FOTOS)

 


Os especialistas começaram a escavar na ilha de Arran no último domingo (16) para descobrir se os monumentos cursus já existiram por lá, depois de pistas obtidas por uma varredura aérea a laser.

Arqueólogos encontraram em Drumadoon, na Ilha de Arran, na Escócia, um possível local para rituais em grande escala, onde pessoas podem ter se reunido cerca de 5 mil anos atrás em incríveis "shows cerimoniais". O projeto de escavação teve início no último domingo (16) depois que uma varredura aérea a laser apontou para a existência de um enorme monumento antigo cursus no local.

Os monumentos cursus eram tipicamente formados por dois montes paralelos de terra, ou postes de madeira nos primeiros casos, que se estendiam por cerca de 800 metros em Drumadoon. Os pesquisadores estimam que os mais antigos remontam a 3800 a.C.

Acredita-se que os monumentos tenham sido usados para procissões, possivelmente ligadas à homenagem aos mortos. Especialistas disseram que o sítio encontrado em Drumadoon pode ter sido usado como um ponto de observação para o círculo de pedra Machrie Moor.

Ótimo começo para a Northlight Heritage e a arqueologia da Universidade de Glasgow. Avaliação do possível monumento cursus do Neolítico na ilha de Arran.

Cada um dos dois bancos de terra em Drumadoon tem cerca de sete a oito metros de largura, cerca de meio metro de altura e teriam criado uma "rota enorme" em toda a paisagem. Evidências de antigos monumentos cursus de madeira no local também estão sendo investigadas.

​Dia 2 nos cursus de Drumadoon, encontramos uma pedra espalhada cobrindo o lado interno do banco. Provavelmente muito mais tarde, então temos a estratigrafia!

"Os monumentos cursus pareciam unir as pessoas em um grande projeto de trabalho, onde as pessoas estavam cavando com paus e usando ferramentas de osso. Eles teriam levado anos para serem construídos", contou dr. Brophy envolvido nas investigações ao The Scotsman.

Os pesquisadores acreditam que os monumentos podem ter sido usados como algum tipo de espaço para cerimônia em homenagem aos mortos. O dr. Brophy disse que a confirmação de monumentos cursus no local torna "uma das paisagens sagradas mais significativas do povo Neolítico".

Também trabalhando nas escavações está o dr. Gavin MacGregor, diretor da fundação escocesa ligada à patrimônios da humanidade Northlight Heritage, e ele disse que "Arran tem uma concentração impressionante de monumentos Neolíticos".

sábado, 11 de julho de 2020

De 4.200 anos? Arqueólogos desvendam em Israel 'emoji' mais antigo do mundo (FOTO, VÍDEO)




Arqueólogos israelenses encontraram evidências de arte rupestre sem precedentes em dólmens de 4.200 anos.

O novo projeto de pesquisa faz parte de um estudo de dólmens (monumentos megalíticos tumulares construídos por humanos) na Alta Galileia e nas Colinas de Golã "em uma tentativa de desvendar o mundo desta misteriosa cultura que existiu há mais de quatro mil anos e que deixou somente dólmens como prova de sua rica cultura", declarou em comunicado Gonen Sharon, da Universidade de Tel Hai.
Estes monumentos megalíticos podem ser encontrados em vários cantos do mundo, e foram criados por povos do Neolítico até a Idade do Ferro.
Os dólmens das Colinas de Golã e do vale de Hula foram construídos durante a Idade do Bronze há um período entre 4.500 anos e 4.000 a.C.
Em um monumento do campo de dólmens perto da cidade de Kiryat Shemona, arqueólogos identificaram aquilo que parece ser um rosto esculpido.
Embora tenham sido cautelosos ao identificar a escultura como uma "face sorridente", arqueólogos indicam que "estas linhas foram talhadas com precisão para se encaixarem na forma geral da pedra e para se assemelharem a um rosto humano: um par de linhas curtas marcam os olhos e a linha mais comprida representa a boca da figura".

Pedra da Idade do Bronze, descoberta em Israel, exibe traços que se assemelham com rosto humano
De acordo com a pesquisa, a única suposição é assumir que o "sorriso" foi feito intencionalmente, o que, na opinião dos autores, apoia a ideia de que se trata de arte rupestre e não de linhas aleatórias.
Outro achado foi descoberto em três paredes de um grande dólmen no norte de Israel onde aparece esculpida uma manada de animais. Uma das paredes exibe um grupo de seis animais com chifres, cada um de tamanhos diferentes. Diante da cena da manada, foi revelado um animal com um só chifre.
Na terceira parede, pesquisadores descrevem a descoberta de três cruzes dentro de retângulos. Todas as imagens estão relacionadas à prática de caça, apontam pesquisadores, avança The Times of Israel.
Autores do estudo asseguram que os animais com chifres retratados nas paredes "são os primeiros rebanhos de gado a serem descobertos nas partes não áridas no norte de Israel".
"Esta é a primeira vez que vemos este tipo de arte rupestre em dólmens no Oriente Médio", afirmou Uri Berger, arqueólogo da Autoridade de Antiguidades de Israel em um vídeo.

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