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domingo, 3 de outubro de 2021

Disputa entre Argélia e Marrocos poderia ter consequências no mercado do gás europeu

 


O Saara Ocidental continua sendo causa de tensões entre a Argélia e Marrocos, uma vez que Rabat se opõe de modo veemente ao apoio de Argel à Frente Polisário, um movimento que busca a independência do Saara Ocidental do Marrocos.

Como resultado, o mercado europeu do gás poderá enfrentar "maior tensão" em um futuro próximo, em meio à disputa entre Argélia e Marrocos, segundo o Financial Times.

Rabat, que cortou os laços com Argel no mês passado, considera o Saara Ocidental a "província do sul" do Marrocos, advertindo contra qualquer ação que veja como uma ameaça à sua integridade territorial.

No final de outubro, a Argélia planeja encerrar um gasoduto-chave que fornece gás argelino ao Marrocos, Espanha e Portugal, também como parte de sua disputa com o reino do norte da África.

As tensões entre as duas nações africanas vêm aumentando desde o início da semana, quando o Tribunal de Justiça da União Europeia anulou a aprovação de acordos agrícolas e de pesca que permitiriam ao Marrocos exportar mercadorias do Saara Ocidental.

Em sua decisão, o supremo tribunal da UE apontou uma deliberação datada de 2016, que havia dito que um acordo comercial só poderia incluir produtos do Saara Ocidental se o povo do território consentisse e se beneficiasse com isso.

Enquanto isso, os preços de futuros do gás natural na Europa bateram um novo recorde na sexta-feira (1º), subindo para quase US$ 1.200 (cerca de R$ 6.439) por mil metros cúbicos, levando os governos a emitirem subsídios de emergência para tentar proteger os consumidores de faturas mais altas.


quarta-feira, 25 de agosto de 2021

Caça leve russo Checkmate terá 100% de demanda no mercado internacional, diz chefe do serviço

 


O caça leve monomotor russo Checkmate terá 100% de demanda no mercado internacional, afirmou na quarta-feira (25) o chefe do Serviço Federal para a Cooperação Técnico-Militar, Dmitry Shugaev.

"Será um aparelho bem demandado", disse Dmitry Shugaev em transmissão do canal de televisão Zvezda.

Ele adicionou que a Rússia por muito tempo não tem participado de concursos para fornecimento de caças monomotores, uma vez que no país "houve certa pausa na criação de caças monomotores de nova geração".

"A aeronave terá demanda no estrangeiro, sei isso 100%", notou.

Conforme esclareceu depois à Sputnik, os concorrentes principais do caça Checkmate serão o americano F-35, o sueco JAS-39 Gripen, o sino-paquistanês JF-17 Thunder e o francês Rafale.

"Assumimos que o Checkmate pode ser demandado no Oriente Médio, na América Latina, no Sudeste Asiático e entre nossos parceiros da CEI [Comunidade dos Estados Independentes] e da OTSC [Organização do Tratado de Segurança Coletiva]", detalhou.

Checkmate é um novíssimo caça leve monomotor russo de quinta geração, cujo protótipo foi revelado ao público pela primeira vez neste mês de julho de 2021 no Salão Aeroespacial Internacional MAKS 2021.

No avião promissor foram incorporadas soluções criadas para o caça de quinta geração Su-57, e o aparelho tem aparência semelhante, mas será mais leve de modo significativo devido à instalação de apenas um motor. O avião será fabricado com utilização da tecnologia stealth, receberá aviônica novíssima e a possibilidade de dirigir pequenos veículos não-tripulados.

sexta-feira, 23 de outubro de 2020

Coreia do Sul pretende conquistar mercado global com caça KF-X (FOTOS)

 


A Coreia do Sul se prepara para revelar um protótipo de seu caça de próxima geração, no início de 2021, que, segundo a empresa aeroespacial e de defesa da Coreia do Sul, tem objetivo de conquistar parte do mercado global.

"A partir de 2030 em diante, os caças rivais europeus precisarão de substituição devido ao envelhecimento, mas o custo de produção deles é relativamente alto. A América dispõe a vantagem do preço, mas não aprova a venda dos novos caças para alguns países", afirmou ao The Korea Herald o engenheiro-chefe do projeto KF-X, Lee Il-woo.



Caça multifuncional KF-X da Força Aérea da Coreia do Sul

Além disso, os sul-coreanos pretendem substituir suas aeronaves de terceira geração F-4 e F-5 para reforçar seu poder aéreo contra outras potências militares.

"Nossa aeronave de geração 4.5 é uma 'máquina radical'", citou ao falar sobre os sistemas sofisticados do projeto KF-X.

A produção massiva da aeronave, conhecida como KF-X e que deve passar por um ano de testes no solo e quatro anos de testes de voo, está prevista apenas para 2026.



Caça multifuncional KF-X da Força Aérea da Coreia do Sul

Lee também afirmou que em comparação com outras grandes empresas do mercado, como Boeing e Airbus, que por vezes atrasam a entrega de suas aeronaves, a sul-coreana mantém o plano para sua produção, o que é motivo de orgulho no país.

O KF-X pode alcançar uma velocidade Mach 1,83, além de ter um alcance de aproximadamente 2.900 quilômetros. O caça tem um peso máximo de decolagem de 25.580 kg e pode transportar até 7.700 kg de carga útil, informa o portal Janes.



Caça multifuncional KF-X da Força Aérea da Coreia do Sul

A aeronave sul-coreana contará com dois assentos em tandem e três pilones debaixo de cada asa para armas ou tanques de combustível, além de ser capaz de transportar quatro mísseis sob a fuselagem.

terça-feira, 11 de agosto de 2020

Reforma tributária de Guedes prejudica mercado editorial e web sai em defesa dos livros


Em manifesto, entidades dizem que a tributação de livros irá prejudicar o acesso ao conhecimento. "As instituições ligadas ao livro estão plenamente conscientes da necessidade da reforma e simplificação tributárias no Brasil. Mas não será com a elevação do preço dos livros que se resolverá a questão"



Apresentada pelo governo federal e pelo ministro Paulo Guedes ao Congresso Nacional em julho, a proposta de reforma tributária prejudica o mercado editorial. Por este motivo, internautas nesta terça-feira fizeram uma campanha na web em defesa dos livros.

Atualmente, o setor de livros não paga impostos, o que é garantido pela Constituição, de forma a manter o preço destes produtos mais em conta. Com a proposta do governo Bolsonaro e de Guedes, a proteção aos livros cai e as obras estariam expostas a alíquotas de até 12%. Assim, o custo dos livros ao consumidor aumentaria.
Contra a mudança, a Câmara Brasileira do Livro, o Sindicato Nacional dos Editores de Livro e a Associação Brasileira de Editores de Livros Escolares publicaram um "manifesto em defesa do livro".
Segundo as entidades, a nova tributação prejudica fortemente o acesso à cultura. "As instituições ligadas ao livro estão plenamente conscientes da necessidade da reforma e simplificação tributárias no Brasil. Mas não será com a elevação do preço dos livros – inevitável diante da tributação inexistente até hoje – que se resolverá a questão", afirma o manifesto.

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sexta-feira, 3 de abril de 2020

Arábia Saudita nega boatos de que Riad pretende derrubar mercado de petróleo de xisto



Os preços globais de petróleo começaram a cair em janeiro, atingindo em março o preço mais baixo nas últimas duas décadas.

O Ministério das Relações Exteriores da Arábia Saudita refutou os rumores de que Riad busca diminuição dos preços do petróleo para destruir o mercado de petróleo de xisto. A Chancelaria do Reino destacou ter realizado cortes na produção e que procura alcançar um equilíbrio no mercado global de energia, informou Sputnik Internacional.
"O ministro das Relações Exteriores diz que a observação, atribuída ao presidente russo Vladimir Putin por um dos meios de comunicação, de que uma das razões para a queda nos preços do petróleo é a retirada do reino do acordo da OPEP + [corte da produção de petróleo] e o o desejo do reino de se livrar dos produtores de petróleo de xisto é falso", afirmou o ministério nesta sexta-feira, citando o ministro das Relações Exteriores, Faisal bin Farhan Al Saud.
"Sua Majestade [rei Salman] confirmou que a posição do reino em relação à produção de óleo de xisto é bem conhecida: é uma importante fonte de energia", acrescentou o comunicado. A Arábia Saudita alegou que procura reduzir ainda mais a produção de petróleo para alcançar equilíbrio no mercado, "que é do interesse dos produtores de óleo de xisto, contrariando a afirmação da Rússia e seu desejo de manter os preços baixos para influenciar a produção de óleo de xisto", concluiu o documento.
O ministro também manifestou a esperança de que a Rússia e a outras partes no acordo OPEP + realizem uma reunião urgente para elaborar um novo acordo, com objetivo de restaurar o equilíbrio no mercado global.
No início de março, após fracasso das negociações da OPEP +, a Arábia Saudita aumentou sua produção de petróleo em cerca de 30% e também começou a oferecer seu petróleo a preços baixíssimos para furtar mercados mantidos por exportadores de petróleo da Rússia e dos EUA.
Desse modo, os preços do petróleo caíram para níveis mínimos em vários anos nas últimas semanas. Na sexta-feira, o preço oscilava um pouco acima de US$ 32.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Brasil se torna o principal mercado mundial de pesticidas altamente perigosos, diz ONG



Fazendas de soja, milho e algodão transformaram o Brasil no principal mercado de pesticidas altamente perigosos, disse o projeto de jornalismo do Greenpeace no Reino Unido, Unearthed, em comunicado à imprensa nesta quinta-feira, citando os resultados de uma investigação conjunta com uma ONG suíça.

A investigação foi conduzida após a visita de dezembro do relator especial da ONU, Baskut Tuncak, ao Brasil, quando ele criticou o governo do país da América Latina por desencadear "uma onda catastrófica de pesticidas tóxicos, desmatamento e mineração que envenenarão gerações".
O funcionário da ONU também alertou sobre as altas chances de uma "epidemia de envenenamentos por pesticidas".
"As vastas plantações brasileiras de soja, milho e algodão o transformaram no mercado mais importante do mundo para pesticidas altamente perigosos, segundo uma investigação conjunta da Unearthed e da ONG suíça Public Eye", afirmou o comunicado à imprensa.
De acordo com a Unearthed, a análise detalhada dos dados referentes a mais de US$ 20 bilhões em vendas de agroquímicos em 2018 estabeleceu que o Brasil, considerado lar de 20% da biodiversidade restante do mundo, era o principal consumidor de pesticidas altamente perigosos para a saúde e para o meio ambiente.
"Quase dois terços desses gastos brasileiros com pesticidas altamente perigosos (HHP) foram para as vastas fazendas de soja do país, cultivadas para atender à demanda global de ração animal para galinhas, porcos, vacas e peixes", acrescentou a ONG.
Em 2019, o presidente Jair Bolsonaro introduziu várias medidas para aliviar o já fraco controle de pesticidas do país, o que contribuiu para a rápida expansão do cultivo de soja com o uso de agrotóxicos.
Nesse contexto, o candidato ao Prêmio Nobel e o líder indígena brasileiro de renome mundial Raoni Metuktire, no início de fevereiro, pediu ao governo do Reino Unido que introduzisse regras comerciais estritas sobre as importações de soja para alimentação animal. Em particular, de acordo com um documento informativo, ele pedia regras comerciais mais rígidas sobre pesticidas na soja da região amazônica.