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terça-feira, 19 de julho de 2022

Sarcófago de comandante de tropas estrangeiras revela que Antigo Egito era bem globalizado (FOTOS)


 


Uma equipe de arqueólogos da República Tcheca, que estão trabalhando perto do planalto de Gizé, desenterrou o túmulo de um militar do Antigo Egito que comandava batalhões compostos por soldados estrangeiros, segundo o Ministério de Antiguidades do Egito

A descoberta levou os especialistas a concluir que o Antigo Egito era muito mais globalizado do que pensado anteriormente, segundo a entidade egípcia.
Acredita-se que o túmulo tenha pertencido a Wahibre mery Neith, que viveu entre o final da 26ª dinastia e o início da 27ª, por volta de 500 a.C. O túmulo é dividido em partes separadas por passagens estreitas talhadas em rocha natural.
Descoberto túmulo de comandante de soldados estrangeiros durante as escavações arqueológicas em Abu Seer - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2022
Descoberto túmulo de comandante de soldados estrangeiros durante as escavações arqueológicas em Abu Seer
De aproximadamente 14 metros quadrados, a câmara principal do túmulo estava a cerca de seis metros de profundidade. No entanto, como é costume em túmulos antigos da época, havia uma passagem vertical menor e mais profunda no meio do poço principal que dava acesso ao sarcófago duplo onde Wahibre mery Neith se encontrava enterrado.
No fundo da passagem mais profunda que mede 6,5 x 3,3 metros, a uma profundidade de cerca de 16 metros, os arqueólogos encontraram dois sarcófagos, um dentro do outro.
Descoberto túmulo de comandante de soldados estrangeiros durante as escavações arqueológicas em Abu Seer - Sputnik Brasil, 1920, 19.07.2022
Descoberto túmulo de comandante de soldados estrangeiros durante as escavações arqueológicas em Abu Seer

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

Tropas dos EUA chegam à Romênia em meio às tensões entre Rússia e Ucrânia

 


Nesta terça-feira (8), os primeiros 100 soldados de tropas adicionais dos Estados Unidos chegaram à Romênia como parte do reforço militar norte-americano ao Leste Europeu em resposta à crise fronteiriça entre Rússia e Ucrânia.

A chegada das primeiras unidades das tropas norte-americanas foi anunciada pelo ministro da Defesa da Romênia, Vasile Dincu, durante entrevista à emissora romena Digi 24. Dincu ressaltou o papel logístico dessas tropas.

"Mais de 100 soldados dos EUA já chegaram, esses são especialistas na preparação da chegada de militares, eles já estão na Romênia. Logisticamente nós já estamos preparados para isso há muito tempo", afirmou o ministro.

Anteriormente o assessor de imprensa do Pentágono, John Kirby, anunciou a decisão de enviar tropas dos EUA ao Leste Europeu. A expectativa é de que ao menos 1.000 soldados devem ser deslocados da Alemanha para a Romênia, juntando-se aos 900 militares norte-americanos que já estão no país.
Primeiras tropas americanas do contingente adicional enviado para a Europa chegam à Alemanha, 4 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 08.02.2022
Primeiras tropas americanas do contingente adicional enviado para a Europa chegam à Alemanha, 4 de fevereiro de 2022
Os EUA e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) acusam a Rússia de preparar uma invasão da Ucrânia devido à movimentação de tropas russas na fronteira com o país vizinho.

Moscou nega as acusações e ressalta suas próprias preocupações com o envio de armas e militares da OTAN às fronteiras russas. Nas últimas semanas, além dos EUA, países como Reino Unido e Alemanha anunciaram o envio de tropas ao Leste Europeu.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2022

Biden aprova formalmente envio de novas tropas à Europa; Romênia e Polônia deverão receber algumas

 


No momento, os EUA contam com 70.000 soldados em território europeu. As tropas operarão bilateralmente com seus países anfitriões, uma vez que a OTAN ainda não formou uma tática multinacional.





Na sexta-feira (28), a Casa Branca havia anunciado que Washington transferiria tropas adicionais para o Leste Europeu, sem especificar quantos seriam enviados ou onde seriam implantados.
No entanto, nesta quarta-feira (2), o presidente, Joe Biden, deu o aval formal para o envio de tropas adicionais, segundo a CNN.
De acordo com a mídia, a implantação deve incluir cerca de 2.000 soldados para a Polônia e vários milhares mais para a Romênia e outros membros não identificados do "sudeste" da OTAN.

As tropas operarão bilateralmente com seus países anfitriões, uma vez que a OTAN ainda não ativou uma força de resposta multinacional.
Soldados norte-americanos que participam dos exercícios militares Anaconda-16, Varsóvia, Polônia, junho de 2016 - Sputnik Brasil, 1920, 02.02.2022
Panorama internacional
Após anúncio de Biden, EUA enviarão 2.500 soldados adicionais à Polônia
Espera-se que o contingente de soldados parta para a região "nos próximos dias" e sirva como uma "demonstração de apoio" aos aliados da Aliança Atlântica, segundo a emissora.
Na quarta-feira (26), outra mídia norte-americana, o The Wall Street Journal, noticiou que mais de 3.000 soldados de Fort Bragg, na Carolina do Norte, seriam enviados para a Polônia e a Alemanha, com cerca de 1.000 funcionários dos EUA baseados em Berlim para serem realocados para a Romênia.
Além desses números, no dia 24 de janeiro, o governo Biden divulgou que havia colocado 8.500 soldados em alerta, e que os militares seguiriam para Europa caso a Rússia avançasse no território ucraniano, o que até agora, não aconteceu.
Instrutores militares dos EUA - Sputnik Brasil, 1920, 24.01.2022
Panorama internacional
EUA mobilizam 8.500 soldados, mas aguardam sinais da incursão da Rússia para enviar tropas à Ucrânia
Atualmente, Washington tem mais de 70.000 soldados em países da Europa, com cerca de metade deles estacionados na Alemanha e outros destacados em diversos países da OTAN.
Essa é uma das maiores preocupações de segurança de Moscou, que observa a aliança chegar cada vez mais perto de seu território através de países aliados.
O Ocidente insiste na campanha de que a Rússia está programando uma suposta invasão da Ucrânia, enquanto a chancelaria russa já declarou que não tem intuito de executar tal objetivo e que "se depender da Rússia, não haverá guerra".
Bandeiras da Rússia e EUA com logo da OTAN ao fundo - Sputnik Brasil, 1920, 05.01.2022
Panorama internacional
Rússia disposta ao diálogo com OTAN, mas não vai negociar por negociar, diz MRE russo

quarta-feira, 5 de janeiro de 2022

Pentágono diz não ter condições para envio de mais tropas dos EUA para a Europa Oriental

 


Os EUA e seus aliados europeus têm expressado preocupação, desde o final de 2021, em relação ao suposto aumento de tropas russas perto da fronteira com a Ucrânia. Moscou nega as alegações de que poderia invadir seu vizinho.

Os EUA não têm planos de enviar forças adicionais para a Europa Oriental devido às tensões em torno da Ucrânia e à suposta presença de tropas russas em sua fronteira, afirmou o secretário de imprensa do Pentágono, John Kirby, nesta quarta-feira (5).
Segundo ele, para que isso aconteça é preciso cumprir uma das duas condições: ou ocorre uma invasão da Ucrânia pela Rússia ou um dos parceiros da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) pede o envio de forças adicionais dos EUA. Kirby disse que nada havia acontecido até agora.

"Não houve nenhum pedido de mudança de postura ou pedido de capacidades adicionais por parte dos nossos aliados da OTAN, afirmou.

Kirby elaborou o assunto ao responder a uma pergunta sobre os planos de contingência de Washington que visam apoiar seus parceiros da OTAN no caso de a Rússia tomar ações agressivas contra a Ucrânia - algo que Moscou repetidamente descartou. O porta-voz do Pentágono se recusou a especular sobre quais tropas poderiam ser enviadas se a "invasão" ocorresse.

O Conselho de Segurança Nacional dos EUA revelou anteriormente que Washington discutiu com a Dinamarca, Finlândia, Islândia, Noruega e Suécia possíveis punições que poderiam ser impostas à Rússia caso ela invadisse a Ucrânia. As especulações sobre a possível "invasão" têm circulado pelos EUA e oficiais de outros países membros da OTAN desde que alegações surgiram no ano passado na mídia de que a Rússia havia reunido tropas perto da fronteira com a Ucrânia.
O Kremlin rejeitou em várias ocasiões quaisquer alegações de que planeja invadir seu vizinho e enfatizou que não representa uma ameaça para nenhum país. A Rússia ressaltou que tem o direito de mover as tropas do país dentro de suas próprias fronteiras conforme achar apropriado. Uma parte significativa das tropas designadas a oeste do país foi retirada em dezembro de 2021, depois que os exercícios militares ali foram concluídos, com um cenário semelhante ocorrendo na primavera do mesmo ano, que também incluiu a histeria na mídia dos EUA.
Delegações da Rússia e dos EUA participando da cúpula em Genebra, 16 de junho de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 31.12.2021
Panorama internacional
O que está em jogo no atual contexto geopolítico entre Rússia, Ucrânia e EUA?
Moscou ressaltou ainda que as tropas do país permanecem em seu próprio território, ao contrário das forças da OTAN que têm se aproximado gradualmente das fronteiras da Rússia e até mesmo tentando violar seu espaço aéreo durante voos de patrulha de rotina da aviação militar.
As tensões em torno da Ucrânia levaram o presidente russo Vladimir Putin e seu par norte-americano Joe Biden a realizar várias rodadas de conversas virtuais em dezembro de 2021 para discutir assuntos diversos. Essas questões incluíam alegações da planejada invasão russa na Ucrânia e a expansão da OTAN para o leste em direção às fronteiras da Rússia. Os dois presidentes também concordaram em manter conversas extensas sobre segurança em janeiro de 2022 para lidar com as tensões em torno da Ucrânia, incluindo os planos da OTAN de convidá-la para a aliança e enviar tropas para perto das fronteiras da Rússia - algo que Vladimir Putin descreveu como uma ameaça direta a segurança nacional do país.

sábado, 2 de outubro de 2021

China destaca número de tropas elevado para Ladakh, informa chefe do Exército da Índia

 


A China destacou um número considerável de tropas para a região de Ladakh, informou o Chefe do Exército da Índia Manoj Mukund Naravane, ressaltando que o conflito na área em causa continua sendo uma questão preocupante.

O militar indiano fez sua declaração antes da 13ª série de conversações entre a Índia e a China sobre o impasse em Ladakh, e o processo de retirada das forças militares de ambos os países da zona.

"A China se posicionou com um número considerável em toda a frente do norte e do leste de Ladakh até nosso comando oriental [...] Definitivamente, houve um aumento em seu destacamento nas áreas da frente, o que continua sendo uma questão preocupante para nós", apontou o general, citado pelo The Indian Express.

Naravane chegou ao leste de Ladakh na sexta-feira (1º) para uma visita de dois dias, com o objetivo de conferir a preparação operacional de suas forças na região. O chefe do Exército indiano visitou o memorial da Guerra de Rezang La, perto das áreas de Rezang La e Rechin La, dois dos pontos de onde as forças indiana e chinesa haviam se retirado em fevereiro deste ano.

Em 16 de setembro de 2021, o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, se reuniu com seu homólogo chinês, Wang Yi, em Dushanbe, no Tajiquistão. 

Os dois líderes haviam "trocado opiniões sobre a situação atual" na região disputada, sendo que Jaishankar apontou que, "no entanto, ainda havia algumas questões pendentes que precisavam ser resolvidas", citado na matéria.

Naravane, no entanto, acredita que os incidentes fronteiriços entre Nova Deli e Pequim continuarão acontecendo até que seja firmado um acordo de fronteira entre os dois gigantes asiáticos.