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quinta-feira, 25 de novembro de 2021

'Aumenta grau de tensões': destróier dos EUA se dirige ao mar Negro para operações com aliados

 


Destróier de mísseis guiados da Marinha dos EUA USS Arleigh Burke (DDG-51) partiu rumo ao mar Negro para participar de operações com aliados dos norte-americanos, informou a 6ª Frota dos EUA

"O destróier de mísseis da Marinha dos EUA Arleigh Burke (DDG-51) iniciou seu trajeto rumo ao norte, na direção do mar Negro, para realizar operações junto com aliados da OTAN e da região", aponta comunicado divulgado no Twitter.
Senadora pela Crimeia Olga Kovitidi declarou à Sputnik que a aproximação do navio dos EUA da área do mar Negro aumenta tensões e apresenta um desafio para a Rússia.

"A aproximação do destróier de mísseis americano Arleigh Burke (DDG-51) da área do mar Negro aumenta o grau de tensões e pode ser visto como outro desafio para a segurança da Rússia", afirmou senadora.

Kovitidi apelou ao Conselho de Segurança da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) tomar medidas concretas para dissuadir os EUA e seus aliados de intensificarem as atividades militares no mar Negro.

No início deste mês, o navio de guerra da Marinha norte-americana USS Porter, junto com o navio-almirante USS Mount Whitney, entrou nas águas do mar Negro para conduzir operações conjuntas com parceiros da Aliança Atlântica.

quarta-feira, 27 de outubro de 2021

Tensão entre China e EUA aumenta após Blinken pedir apoio das Nações Unidas a Taiwan

 


Pequim protestou perante Washington contra os comentários do secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, afirmando que sua declaração pode levar a perturbações nas relações sino-americanas.

Em sua declaração nesta terça-feira (26), o secretário de Estado dos EUA Antony Blinken disse que Taiwan se tornou uma história de sucesso democrático e seu apoio à transparência, direitos humanos e primado do direito correspondem aos valores da Organização das Nações Unidas (ONU).

"Por isso encorajamos todos os Estados-membros da ONU para se juntarem a nós no apoio à participação sólida e significativa de Taiwan no sistema das Nações Unidas e na comunidade internacional", declarou Blinken.

Blinken afirmou que permitir a Taiwan participar de órgãos internacionais é consistente com a política norte-americana de "uma China única".

A exclusão de Taiwan mina o trabalho importante da ONU e seus organismos relacionados, dando como exemplo que Taiwan não está presente na Organização da Aviação Civil Internacional ou na Assembleia Mundial da Saúde, conforme Blinken.

Reposta de Pequim

Hoje (27), o porta-voz da chancelaria chinesa, Zhao Lijian, declarou que os comentários do secretário de Estado dos EUA violam o princípio de "uma China única", as disposições de três comunicados conjuntos sino-americanos e também as promessas que o país fez.

"Os EUA continuam cometendo erros em palavras e ações sobre a questão de Taiwan. O lado chinês deu respostas firmes e necessárias ao longo do tempo. Se os Estados Unidos continuarem jogando a desaconselhável 'carta de Taiwan', isso inevitavelmente colocará enormes riscos às relações sino-americanas", disse Zhao Lijian.

O porta-voz chinês sublinhou que a participação de Taiwan em atividades internacionais deve ser realizada em conformidade com o princípio de "uma China única". Promovendo a "democracia de Taiwan", os Estados Unidos tentam distorcer conceitos e enganar os outros.

domingo, 21 de março de 2021

China aumenta importações de petróleo do Irã e Venezuela e desafia EUA, diz mídia norte-americana

 


O aumento de exportações petrolíferas por Teerã, e a um preço mais elevado, está "minando uma alavanca-chave diplomática" de Washington, segundo o jornal Wall Street Journal.

A China aumentou significativamente as importações de petróleo do Irã e da Venezuela, escreveu na sexta-feira (19) o Wall Street Journal.

"A China aumentou bruscamente as importações de petróleo do Irã e da Venezuela em um desafio a duas prioridades da política externa da administração Biden, de acordo com autoridades dos EUA, minando uma alavanca-chave diplomática que Washington precisa para reiniciar as negociações há muito tempo paradas", escreve a mídia.

A China deverá importar 918.000 barris de petróleo iraniano por dia em março, o que seria o maior volume desde a imposição do embargo norte-americano a Teerã em 2018, segundo a empresa de análise Kpler, citada pelo Wall Street Journal.

Alguns rastreadores de transportes confirmam esta tendência, estimando o volume de tais vendas em um milhão de barris por dia.

"Se vender um milhão de barris por dia a preços atuais, o Irã não tem incentivo para negociar", comentou Sara Vakhshouri, presidente da empresa de consultoria SVB Energy International dos EUA e especialista em indústria petrolífera iraniana.

Na segunda-feira (15), Eshaq Jahangiri, primeiro vice-presidente do Irã, disse que as exportações de petróleo de Teerã aumentaram nos últimos meses.

"Havia certos problemas com transferências de dinheiro. Por isso, tivemos que apresentar certos planos, métodos para trazer as receitas de exportação de petróleo, e recentemente tivemos um avanço", revelou, citado pela agência iraniana IRNA.

quarta-feira, 19 de agosto de 2020

Prejuízo do Nubank aumenta 212% em um ano e chega a R$ 312,7 milhões


Em 2018, o valor líquido do prejuízo da empresa financeira digital era de R$ 100,3 milhões


O prejuízo do bando digital Nubank aumentou em 211,8% de 2018 para 2019. O valor líquido das perdas passou de R$ 100,3 milhões para R$ 312,7 milhões, segundo balanço divulgado pela Nu Pagamentos S.A., nome oficial da empresa.

"O aumento nas despesas financeiras deve-se principalmente à provisão para aumento de crédito de liquidação duvidosa, que aumentou 53%, enquanto os saldos de valores a receber cartão de crédito no ativo aumentaram 76%", disse o Nubank, relatando ter separado R$ 747 milhões para cobrir possíveis calotes de clientes.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Alexandre de Moraes aumenta multa ao Facebook por não cumprir bloqueio de perfis bolsonaristas no exterior


O ministro também determinou a intimação pessoal do presidente do Facebook no Brasil, Conrado Leister. De acordo com Moraes, a decisão vem sendo descumprida há oito dias


Conjur - Após o Facebook anunciar que não iria tirar do ar internacionalmente perfis de militantes bolsonaristas investigados pelo "inquérito das fake news", o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, aumentou de R$ 20 mil para R$ 100 mil a multa diária pelo descumprimento da ordem. 
O ministro também determinou a intimação pessoal do presidente do Facebook no Brasil, Conrado Leister. De acordo com Moraes, a decisão vem sendo descumprida há oito dias. 
Para o magistrado, a suspensão parcial das contas e perfis caracteriza descumprimento da ordem judicial. Isso porque permite a divulgação das mensagens no Brasil, "perpetuando-se verdadeira imunidade para a manutenção da divulgação de ilícitos penais já perpetrados".
Segundo Moraes, as mensagens feitas por meio de contas bloqueadas no Brasil não podem continuar a ser divulgadas em outros países. Ele argumentou que "em momento algum se determinou o bloqueio de divulgação no exterior, mas o efetivo bloqueio de contas e divulgação de suas mensagens ilícitas no território nacional, não importando o local de origem da postagem".
"O descumprimento doloso pelos provedores implicados indica, de forma objetiva, a concordância com a continuidade do cometimento dos crimes em apuração, e a negativa ao atendimento da ordem judicial verdadeira colaboração indireta para a continuidade da atividade criminosa, por meio de mecanismo fraudulento", completa o ministro, antes de determinar as punições à rede social”, disse Moraes.
Idas e vindas
O ministro já havia determinado o bloqueio dessa mesmas contas, em decisão de maio deste ano, o que só foi feito no último dia 24 de julho. Alguns, no entanto, driblaram a ordem, alterando configurações como se estivessem em outros países.
Assim, em nova decisão, Alexandre de Moraes determinou que o Twitter cumprisse integralmente a determinação anterior. A intimação foi para que o bloqueio se desse "independentemente do acesso a essas postagens se dar por qualquer meio ou qualquer IP, seja do Brasil ou fora dele". O Twitter anunciou que vai recorrer da decisão, mas que irá cumprir a determinação da Justiça.
Entre os perfis que foram bloqueados estão o do presidente do PTB, Roberto Jefferson; dos empresários Luciano Hang, Edgard Corona e Otávio Fakhoury; e do blogueiro Allan dos Santos; da extremista Sara Giromini, entre outros.

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sexta-feira, 19 de junho de 2020

Tensão aumenta no rio Nilo: Egito e Etiópia se aproximam de guerra?



O Cairo não descarta a possibilidade de recorrer à ONU para resolver um conflito com o país vizinho.

Um possível conflito pode eclodir devido à construção de represa gigante em território etíope, o que pode levar a uma crise humanitária no Egito.
Com raízes que se estendem a vários anos atrás, um conflito latente mantém a África no limiar de uma possível guerra. Trata-se da disputa entre Egito e Etiópia pela construção neste país da maior central hidrelétrica sobre um afluente do Nilo.
As autoridades egípcias tentaram impedir o projeto, já que a gigantesca represa ameaça destruir quase toda a agricultura do país.
Na mais recente fase da disputa, na semana passada ocorreram negociações trilaterais entre Egito, Etiópia e Sudão, com o objetivo de alcançar um consenso entre todas as partes envolvidas. Contudo, o Cairo e Adis Abeba, os principais antagonistas no conflito, não chegaram a um compromisso, revela a agência AP.
Nesta segunda-feira (15), o ministro das Relações Exteriores do Egito, Sameh Shoukry, anunciou que, devido à paralisação das negociações, seu país poderia apelar ao Conselho de Segurança da ONU para que, considerando a segurança global, se bloqueiem os passos unilaterais etíopes.

Um 'grande projeto' e fonte de 'orgulho nacional'

Desde 2011, a Etiópia prossegue com o projeto que se tornará a maior central hidrelétrica da África. Atualmente, menos de 45% da população do país tem acesso à eletricidade.
Prevê-se que o funcionamento da represa não somente satisfará as necessidades a nível nacional, mas também permitirá exportar energia aos países vizinhos.

© AP PHOTO / MULUGETA AYENE
Primeiro-ministro da Etiópia Abiy Ahmed
"A represa que estamos construindo juntos, unindo as mãos, está na lista dos megaprojetos no solo da África e de todo mundo, se convertendo na fonte de nosso orgulho nacional", disse em 2017 o então primeiro-ministro da Etiópia, Hailemariam Desalegn.

Perigo iminente e ameaça existencial para milhões de egípcios

Contudo, o que para a nação etíope representa um grande avanço social, econômico e político para os egípcios é uma ameaça existencial, dado que a sobrevivência depende das terras férteis do vale do Nilo, onde vive cerca de 90% de toda a população.
O funcionamento da represa e de seu reservatório – que tem uma capacidade total de 74 bilhões de metros cúbicos – provocará uma baixa rápida das águas do grande rio que dá vida à população do Egito, que por sua parte não para de crescer e hoje conta com mais de 100 milhões de habitantes.

© SPUTNIK / ALEKSEY BABUSHKIN
Vista do rio Nilo na capital egípcia do Cairo
Segundo estimativas, a confluência do pântano etíope com as águas do Nilo Azul causará nos próximos anos uma série de secas devastadoras no Egito e Sudão e destruirá o sistema de agricultura tradicional nestes países.
Somente no primeiro ano, ao redor de 1,5 milhões de camponeses poderiam ficar sem trabalho.
Algo parecido ocorreu na Síria depois que, nos anos 80, a Turquia construiu represas em cascata no rio Eufrates. Ainda que o efeito não tenha sido imediato, a degradação paulatina da agricultura síria produziu uma migração massiva em direção a grandes cidades.
No entanto, o dano imediato na agricultura não é o único perigo que as autoridades do Egito devem ter em mente. Também há que considerar que, em caso de uma eventual liberação instantânea de todas as águas, suas correntes poderiam levar 70% das vidas egípcias.

Velhos acordos 'coloniais' e negociações fracassadas

A represa já tem 70% de suas obras completadas. Em virtude desta realidade, na semana passada as partes se reuniram para negociar sobre as diretrizes e normas do primeiro enchimento e a operação anual de dita instalação.
A disputa atual está conectada com os planos das autoridades da Etiópia de começar a preencher o reservatório nas próximas semanas. O Egito insiste que o processo seja estritamente regulamentado e paulatino.
As negociações entre os países vizinhos não tiveram êxito e acabaram em um intercâmbio de acusações mútuas. O Cairo qualificou de tecnicamente inconsistente e legalmente inadequada a proposta apresentada pela Etiópia, e salientou que neste país não há vontade política para alcançar um acordo justo.
Enquanto isso, o governo etíope atribuiu ao Egito o suposto fracasso do processo, por sua "obstinação" em manter um velho acordo de administração dos recursos hídricos, cujas bases foram definidas ainda no período colonial.
As autoridades egípcias apelam aos pactos firmados pelo Egito e Reino Unido em 1929 e 1959, que concediam ao Cairo o direito de vetar a construção de qualquer barragem no Nilo fora de suas fronteiras.

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