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terça-feira, 8 de novembro de 2022

'Boas perspectivas': Lavrov cita tecnologia nuclear e enfatiza cooperação energética com a Índia

 


Nesta terça-feira (8), o chanceler russo, Sergei Lavrov, deu uma declaração ressaltando as perspectivas de cooperação energética com a Rússia, principalmente no setor nuclear e na exportação de hidrocarbonetos para o parceiro asiático.

A declaração de Lavrov ocorreu após um encontro com o ministro das Relações Exteriores da Índia, Subrahmanyam Jaishankar, em Moscou. Segundo o chefe da diplomacia russa, os países têm "boas perspectivas" de cooperação energética.

"Existem boas perspectivas de cooperação no setor da energia, incluindo a expansão das exportações de hidrocarbonetos russos para o mercado indiano e a participação mútua em projetos de produção de hidrocarbonetos no extremo oriente russo e na plataforma ártica. Observamos que a cooperação no desenvolvimento nuclear pacífico foi eficaz", disse Lavrov.

Construção da planta de energia nuclear Astravets, na região de Grodno, na Bielorrússia - Sputnik Brasil, 1920, 08.11.2022
Construção da planta de energia nuclear Astravets, na região de Grodno, em Belarus
O chanceler russo salientou que a conclusão da construção em curso da maior central nuclear da Índia, Kudankulam, forneceria ao país asiático energia limpa e segura no futuro.
A Rússia segue como um dos principais parceiros da Índia no domínio da energia nuclear. A central nuclear de Kudankulam, em construção no estado indiano de Tamil Nadu, no sul do país, em colaboração com Moscou, teve os seus dois primeiros blocos comissionados em 2013 e 2016. A construção dos blocos de energia três e quatro começou em 2017, seguida do bloco de energia cinco, que teve início em 2021.

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Gigante energética britânica inaugura 1º terminal privado de gás natural liquefeito do Brasil



A gigante de energia do Reino Unido, Centrica, fretou este mês um navio para fornecer gás natural liquefeito (GNL) para a empresa Centrais Elétricas de Sergipe S.A. (CELSE).

Com essa medida, a empresa energética lançou o primeiro terminal privado de GNL do Brasil, que foi desenvolvido antes das reformas, que visam acabar com o monopólio da Petrobras no fornecimento de gás natural para o mercado doméstico.
Uma carga de 95 mil metros cúbicos foi entregue ao terminal no dia 4 de fevereiro pelo navio-tanque Singapore Energy.
Segundo a Centrica, a transferência foi feita para a Unidade de Armazenamento e Regaseificação Flutuante (FSRU) da Golar Nanook, que está conectada por gasoduto à Usina Termoelétrica (UTE) Porto de Sergipe I (a maior da América Latina) da CELSE.

Marco de GNL no Brasil

"Esta carga representa outro marco para o mercado brasileiro de GNL e demonstra a crescente capacidade global de comercialização, otimização e operação de GNL da Centrica", declarou Jonathan Westby, diretor-geral de GNL da Centrica, citado no site da empresa energética.
Devido à menor demanda interna, ao aumento da produção interna e à necessidade de refrear os gastos com divisas, os terminais brasileiros têm operado abaixo da capacidade.
O país, que depende da produção nacional para a maior parte de seu abastecimento de gás, também importa gás da Bolívia por gasoduto.