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sábado, 3 de outubro de 2020

Premiê armênio: 150 líderes militares turcos coordenam operação de Baku em Karabakh



Neste sábado (3), o primeiro-ministro da Armênia, Nikol Pashinyan, disse que as Forças Armadas do Azerbaijão e contam com a coordenação de 150 altos líderes militares da Turquia no ataque à região de Nagorno-Karabakh.

Pashinyan disse ainda que o tamanho do apoio de militares turcos nos ataques é algo "sem precedentes" em escala.
"Por quase uma semana, as pessoas têm resistido ao ataque terrorista turco-azeri. Sua escala não tem precedentes", disse o primeiro-ministro armênio em um discurso.

© AP PHOTO / PETROS KARADJIAS
Manifestantes com bandeiras da Armênia e de Nagorno-Karabakh
A afirmação de que 150 militares turcos de alto escalão coordenam as ações das Forças Armadas do Azerbaijão na região é baseada em fontes militares armênias, disse Pashinyan. Segundo o primeiro-ministro, tropas da Síria também participam do conflito ao lado de Baku.
"De acordo com nossos militares, mercenários e terroristas sírios, bem como forças especiais turcas, estão envolvidos nos confrontos", ressaltou Pashinyan.
Os confrontos eclodiram em Nagorno-Karabakh no domingo (27) e já deixou centenas de mortos e feridos. Rússia, França e Estados Unidos estão entre os países que pediram o fim imediato das hostilidades na região.

domingo, 15 de março de 2020

Forças de Haftar afirmam ter eliminado militares turcos na Líbia



O Exército Nacional Líbio disse ter atacado posições turcas no Aeroporto Internacional de Mitiga, na capital líbia, Trípoli, matando militares da Turquia e destruindo material bélico.

Em uma coletiva de imprensa no Cairo, Ahmad al-Mismari, porta-voz do Exército Nacional Líbio (LNA, na sigla em inglês) disse:
"Nos últimos dias, lançamos ataques contra posições militares no aeroporto de Mitiga, em Trípoli. Não se trata de posições de grupos de Misrata, mas das Forças Armadas turcas. Foram destruídos radares e sistemas de defesa antiaérea. Como resultado desta operação, há mortos entre os militares turcos."
O ataque teria destruído "tudo o que está ligado à presença turca" no bairro de Misrata, incluindo depósitos de armas, segundo o porta-voz.
Além disso, o LNA teria entrado em outros bairros da capital líbia, enquanto os ataques seriam uma resposta aos "atos de provocação" do Governo do Acordo Nacional (GNA, na sigla em inglês).
Por sua vez, a Turquia mantém tropas no país em apoio ao GNA.

Guerra na Líbia

Desde a queda do ex-presidente Muammar Kadhafi, em 2011, a Líbia tem testemunhado lutas internas pelo poder.
Atualmente, grande parte do país encontra-se sob o domínio do LNA, chefiado pelo marechal Khalifa Haftar, antigo militar no exército de Kadhafi.
Por outro lado, o Noroeste e a capital do país estão sob controle do GNA, reconhecido internacionalmente.
Recentemente, o ministro do Interior do GNA, Fathi Bashagha, demonstrou disposição para receber tropas americanas no país.
De acordo com ele, isto poderia "levar a Líbia à estabilidade".

quarta-feira, 4 de março de 2020

Defesa russa: fortificações terroristas em Idlib 'fundiram-se' com postos de observação turcos



O porta-voz do Ministério da Defesa russo afirmou que o Ocidente ignora a entrada de tropas da Turquia na província síria de Idlib, em violação do direito internacional.

Segundo o major-general russo Igor Konashenkov, durante o período de vigência dos acordos de Sochi entre a Rússia e a Turquia sobre a zona de desescalada em Idlib, todos os alertas oficiais da Rússia à ONU e aos países ocidentais foram deixados sem resposta.
Desde o início de fevereiro, a Síria é acusada pelo Ocidente de supostos "crimes de guerra", "desastre humanitário" e "fluxos de milhões de refugiados" em Idlib, comentou Konashenkov.
"Ninguém no Ocidente repara nas ações do lado turco, que lançou um grupo de ataque para Idlib com um número de soldados equivalente a uma divisão mecanizada [vários milhares de soldados] em violação do direito internacional, para 'alcançar a qualquer custo a implementação dos acordos de Sochi'", complementou.
O major-general russo comentou que não só os países ocidentais, mas também a ONU, em 2018, saudou a assinatura dos acordos de Sochi entre a Rússia e a Turquia sobre o estabelecimento da zona de desescalada de Idlib. O general russo citou que o acordo-chave foi o compromisso de Ancara de desvincular e afastar os terroristas dos limites exteriores da zona de desescalada.
"Em vez disso, os quase 18 meses de vigência do acordo resultaram no deslocamento de todos os combatentes da ‘oposição moderada’ para norte, para perto da fronteira turca, pelos grupos terroristas, reconhecidos como tal pela ONU, Tahrir al-Sham, Partido Islâmico do Turquestão e Hurras ad-Din [organizações terroristas proibidas na Rússia e em outros países]. Ocorreu a fusão das áreas fortificadas dos terroristas com os postos de observação turcos implantados segundo o acordo", destacou Konashenkov.
De acordo com ele, os "ataques e bombardeios maciços de artilharia dos povoados civis vizinhos e da base aérea russa de Hmeymim de esporádicos tornaram-se diários".
Konashenkov observou que as ameaças públicas de destruir todas as unidades das tropas governamentais na Síria e retomar a estrada M5 sob o controle de terroristas, nos EUA e na Europa são chamadas de "direito legítimo de defesa de Ancara".
"Contra o pano de fundo do cinismo total e da falsa preocupação ocidental com a situação humanitária na zona de desescalada do Idlib, apenas o Centro Russo de Reconciliação das partes em guerra e o legítimo governo sírio prestam diariamente toda a assistência necessária às áreas libertadas", comentou o porta-voz da Defesa russa.

segunda-feira, 2 de março de 2020

'Ancara já usou quase todos os trunfos': jornalista russo discute retrocessos turcos em Idlib



Yevgeny Poddubny, jornalista militar na Síria, relata a situação militar em Saraqeb, onde militantes do grupo terrorista Tahrir al-Sham atacaram posições sírias.

O maior número de militares turcos está atualmente na área de Saraqeb, na província síria de Idlib, disse o jornalista militar Yevgeny Poddubny.
"A situação mais difícil é na área de Saraqeb. Trata-se de um importante centro rodoviário, o cruzamento da [rodovia] M4 Latakia–Aleppo e a [rodovia] M5 Damasco–Aleppo. É aqui que são travadas as batalhas mais ferozes e onde as Forças Armadas turcas são mais ativas. Também é aqui que Ancara tem as maiores perdas", disse.
O jornalista observou que os militares turcos operavam dentro das posições de combate do grupo terrorista Tahrir al-Sham, anteriormente conhecido como Frente al-Nusra (organização proibida na Rússia e em outros países), e não informaram o Centro Russo de Reconciliação para a Síria. Foi por esta razão que os militares sírios os atacaram, esperando atingir os terroristas e não os soldados turcos.
Por outro lado, notou Poddubny, o Exército sírio "pode ainda surpreender", pois "Ancara já usou quase todos os trunfos". Ele lembrou que a Síria abateu vários drones turcos apenas nos últimos dois dias, mas os militantes têm identificado seus destroços como drones sírios.
"Mesmo o símbolo da Força Aérea da Turquia na asa não os convence [os militantes]. E isto mal começou. Se os drones começarem caindo em massa, e é mais provável que aconteça, isso irá, para não dizer pior, tirar o exército que não lutou e os terroristas da zona de conforto", concluiu o jornalista.

Operações em Idlib

A situação em Idlib foi exacerbada por o grupo terrorista Tahrir al-Sham ter lançado uma ofensiva em larga escala às posições do exército sírio na quinta-feira (27). As forças governamentais da Síria abriram fogo de resposta. Segundo o Ministério da Defesa russo, além dos militantes, também os militares turcos, que não deveriam estar lá, foram alvejados.
Como resultado do incidente, 36 soldados turcos foram mortos e mais de 30 ficaram feridos. Ao mesmo tempo, o lado russo tomou medidas para um cessar-fogo completo do lado sírio e garantiu a evacuação dos mortos e feridos para o território turco.
A defesa antiaérea síria estava anteriormente disparando contra drones perto da cidade de Hama.

domingo, 1 de março de 2020

#guerra: Defesa antiaérea da Síria abre fogo contra drones turcos



Tropas do governo da Síria abriram fogo neste domingo (1º) contra alvos aéreos turcos perto da cidade ocidental de Hama, disse uma fonte militar síria à Sputnik.

A fonte ainda especificou que os alvos se tratavam de drones.
"Nossas armas antiaéreas estão disparando contra drones turcos", disse a fonte.
Um correspondente da Sputnik em Hama disse que foi possível observar o fogo da artilharia cruzando os céus da cidade e de seus subúrbios por pelo menos meia hora. A cidade fica ao sul da região Idlib.
No início do dia, a Síria anunciou que seu espaço aéreo sobre Idlib havia sido fechado, alertando que o exército destruiria qualquer aeronave que violasse seu espaço aéreo.
Mais tarde neste domingo, a agência de notícias SANA informou que a Turquia derrubou duas aeronaves sírias na província de Idlib, acrescentando que os pilotos ejetaram e pousaram em segurança.

Guerra: Rússia diz que não pode mais garantir segurança de voos turcos sobre Idlib



O Centro Russo de Reconciliação Síria afirmou que as forças russas em operação no país não estão mais em condições de garantir a segurança dos aviões turcos em Idlib após o fechamento do espaço aéreo da região pelo governo sírio.

Mais cedo, o governo sírio anunciou que iria tratar qualquer aeronave estrangeira que sobrevoasse o noroeste do país, principalmente a região de Idlib, como um alvo hostil.
"Sob essas circunstâncias, o comando militar russo não pode garantir a segurança dos voos turcos sobre a Síria", destacou o chefe do Centro Russo de Reconciliação, Oleg Zhuravlyov, em declarações à imprensa.
DETALHES A SEGUIR

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2020

Turquia ataca Exército sírio após a morte de 29 soldados turcos em Idlib



Turquia ataca posições da Síria após a morte de 22 soldados turcos em Idlib.

Na sexta-feira, o governador da província fronteiriça da Turquia de Hatay,Rahmi Dogan, anunciou a morte de 29 militares turcos durante um ataque aéreo sírio em Idlib.
O líder turco Recep Tayyip Erdogan convocou uma reunião de segurança na noite desta quinta-feira, na qual participaram os chefes das agências de segurança e o ministro das Relações Exteriores da Turquia, Mevlut Cavusoglu.
"Nosso exército usa aeronaves e forças terrestres para disparar contra os alvos do Exército sírio", informou o chefe do Gabinete de Comunicações da Administração Presidencial da Turquia, Fahrettin Altun, em comunicado.
Segundo ele, a resposta será "múltipla".

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Turquia faz ataque na Síria em retaliação à morte de 2 soldados turcos



O Ministro da Defesa da Turquia informou nesta quarta-feira (26) pelo Twitter que dois soldados turcos foram mortos e dois feridos em um ataque aéreo em Idlib, na Síria.

O ministro afirmou que o exército turco conduziu um ataque retaliatório mirando as forças de governo sírio na região. Como resultado dos ataques, 114 membros das forças sírias foram "neutralizados", um sistema de defesa aérea, um sistema antitanque, uma instalação ZU-23 antiaérea, três tanques e um veículo transportando munição foram destruídos.
"O sangue dos nossos mártires nunca foram deixados no chão, nem serão deixados após isso", disse o ministro em uma publicação via Twitter. 
A Turquia informou, ainda, que os ataques retaliatórios mirando o governo sírio foram realizados "imediatamente" e continuarão sendo realizados.
Também nesta quarta-feira o presidente turco Recep Tayyip Erdogan afirmou que o exército de seu país não irá dar o "menor passo para trás" na província síria de Idlib, afirmando que o tempo que Ancara deu a Damasco para que retire suas tropas dos postos de observação turcos em Idlib está chegando ao fim.