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sábado, 19 de setembro de 2020

Helicópteros russos Mi-171Sh estão chegando à China, diz mídia (FOTOS)



O Exército de Libertação Popular (ELP) deve receber um novo lote de helicópteros de assalto russos Mi-171Sh.

Fotos captadas a partir de imagens divulgadas por uma emissora chinesa foram compartilhadas nas redes sociais mostrando um ou mais helicópteros Mi-171Sh pintados de cinza e com insígnias do ELP.
As insígnias e o esquema de cores das aeronaves indicam que serão usadas em apoio às forças de operações especiais do ELP ou em missões de busca e salvamento em combate.
De acordo com um blog militar chinês, citado pelo portal The Drive, o ELP teria encomendado um novo lote de helicópteros Mi-171Sh, com sensor eletro-óptico, blindagem e sistemas de contramedidas.
Apesar de haver a suspeita de que as aeronaves sejam para a Marinha da China, especialistas acreditam que os helicópteros possam ser integrados em uma unidade especial, ou até mesmo usados em missões na fronteira com a Índia.
​A China adquiriu um lote de helicópteros Mi-171Sh da Planta de Aviação de Ulan-Ude na Rússia.
Além disso, o helicóptero pode ser utilizado em missões críticas, pois as aeronaves russas são superiores às chinesas, possuindo uma fuselagem adequada para estes tipos de missões, cita a mídia norte-americana. 
família de helicópteros Mi-17 é a mais importante do ELP, onde entrou em serviço em 1991, quando substituiu os helicópteros Sikorsky S-70.

Versão modernizada do Mi-17

O Mi-171Sh é a última versão modernizada do Mi-17, que entrou em serviço no Exército da União Soviética na década de 1970 e que também teve uma versão armada semelhante ao helicóptero dos EUA Bell UH-1 Iroquois.
O helicóptero russo pode operar em quaisquer condições meteorológicas, tanto de dia como de noite, e apresenta um rotor principal de cinco pás e um trem de pouso triciclo não retrátil.
A cabine de pilotagem com telas digitais tem lugar para três tripulantes, enquanto a cabine principal pode abrigar até 36 soldados ou até 12 feridos transportados em macas. A blindagem foi desenvolvida para dotar a cabine da tripulação e as unidades vitais de uma maior capacidade de sobrevivência em combate.

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sexta-feira, 24 de julho de 2020

Helicópteros de Israel atacam alvos no sul da Síria, dizem FDI



Helicópteros de Israel atacaram alvos no sul da Síria, informaram as Forças de Defesa de Israel nesta sexta-feira (24).

A operação teve como objetivo várias instalações do Exército da Síria no sul do país. A ação israelense foi uma resposta a um ataque que partiu do território sírio e que teria atingido as Colinas de Golã, território ocupado por Israel na fronteira com a Síria.
"Hoje mais cedo, munições foram disparadas da Síria em direção a Israel. Em resposta, nossas aeronaves atingiram alvos militares no sul da Síria que pertencem às Forças Armadas Sírias", disseram as FDI pior meio de sua conta no Twitter. 
"Responsabilizamos o regime sírio e responderemos a qualquer violação da soberania israelense", acrescentaram as Forças de Defesa de Israel. 
​Hoje mais cedo, munições foram disparadas da Síria em direção a Israel. Em resposta, nossas aeronaves atingiram alvos militares no sul da Síria que pertencem às Forças Armadas Sírias. Responsabilizamos o regime sírio e responderemos a qualquer violação da soberania israelense
O Ministério da Defesa da Síria, por sua vez, disse que o bombardeio israelense atingiu três posições na província Quneitra, deixando dois militares feridos. 
Israel controla as Colinas de Golã desde a Guerra dos Seis Dias, de 1967, quando tomou a região da Síria. A anexação do território, considerado estratégico para a defesa israelense, no entanto, não é reconhecida pelas Nações Unidas. 
Em março deste ano, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em gesto oposto ao da ONU, declarou apoio à soberania israelense sobre Golã.

sexta-feira, 12 de junho de 2020

Rússia revela suposta data de teste dos modernizados helicópteros Ka-52M



A fábrica de helicópteros Mil, que pertence ao grupo empresarial Helicópteros da Rússia, publicou uma licitação para fabricar e testar dois helicópteros Ka-52M desenvolvidos a partir dos Ka-52 Alligator, que são produzidos em série.

O projeto dos novos equipamentos incluirá muitas melhorias frente ao seu antecessor. Acredita-se que os construtores aeronáuticos da Rússia instalem novos equipamentos de navegação, de pontaria e de controle de fogo, além de um sistema de comunicação.
O Ka-52M terá um design capaz de portar o novo míssil de cruzeiro batizado como Izdelie 305. O custo estimado da atualização da aeronave seria de US$ 2,2 milhões (R$ 11 milhões), segundo a mídia russa.
Há previsão de que o projeto seja concluído até o final de 2020. Após a conclusão, os novos helicópteros passarão por uma série de testes de voo e estatais, que terminarão em setembro de 2022.
"Durante a modernização, nossa principal tarefa será dar novas capacidades para elevar o alcance de detecção e identificação de alvos, para unificar ou instalar novos tipos de armas", assegurou o diretor do consórcio Helicópteros da Rússia, Andrei Boginsky, em julho de 2019, conforme o portal Russkoe Oruzhie.
Na ocasião, Boginsky observou que o helicóptero modernizado conservará a antiga fuselagem, já que o "projeto do Ka-52 teve êxito". No modelo modernizado ainda serão instalados tanques de combustível adicionais para elevar o alcance de combate da aeronave.
Anteriormente, o vice-ministro da Defesa, Aleksei Krivoruchko, havia anunciado os planos para adquirir 114 helicópteros Ka-52M Alligator em 2020.

© SPUTNIK / ALEXEI KUDENKO
Helicóptero de ataque Ka-52 mobilizado durante exercícios militares da Organização do Tratado de Segurança Coletiva (OTSC)
Ka-52 Alligator, projetado para destruir tanques, veículos blindados, infantaria, helicópteros e aviões, entrou em operação em 2010. Além de serem entregues à Força Aeroespacial da Rússia, aproximadamente 46 helicópteros deste tipo foram exportados ao Egito.
A aeronave pode ser equipada com mísseis guiados Ataka e Vikhr-1, bem como não guiados S-8 e um canhão aéreo de 30 milímetros e dispõe de uma carga de combate total de duas toneladas.

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sábado, 4 de abril de 2020

Rússia envia modernos helicópteros Ansat ao México



Companhia Helicópteros da Rússia fornece helicópteros multiuso ao México, encomendados anos atrás.

desaceleração econômica mundial e pandemia do coronavírus não impedirão o México de receber o primeiro helicóptero Ansat, afirma José de Vicente, diretor do centro de serviços Craft Avia Center.
"Tudo está decorrendo conforme planejamos. O primeiro helicóptero, que foi desmontado, está a caminho de Moscou para São Petersburgo em dois contêineres. Em 5 de abril, ele será enviado em um navio, que chegará ao México em 27 dias, na primeira semana de maio", afirmou de Vicente.
De acordo com o homem de negócios responsável pela importação dos helicópteros, a entrega não foi afetada pelas recentes restrições sanitárias.
Anteriormente, a Craft Avia Center anunciou planos para a compra de 13 helicópteros Ansat para eles próprios e seus clientes, com mais 27 helicópteros planejados para serem encomendados para o projeto nacional de ambulâncias aéreas do México. O modelo está em fase de certificação, que deve ser finalizada no final deste ano.
O Ansat é uma aeronave leve bimotor produzida pela Planta de Helicópteros de Kazan, podendo transportar até 9 pessoas. O design único da cabine permite que a mesma seja facilmente convertida para transporte de cargas e passageiros, ser usada por forças de segurança ou como ambulância aérea.
Além de clientes mexicanos, a Helicópteros da Rússia assinou um contrato de fornecimento para a China.

Helicópteros Viper dos fuzileiros dos EUA demonstram capacidades (VÍDEO)



Um vídeo foi divulgado pelo Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA mostrando a capacidade dos mísseis ar-ar do helicóptero de ataque AH-1Z Viper.

Anteriormente, os marines norte-americanos realizaram o exercício Viper Storm para demonstrar o poder de fogo de seu helicóptero de ataque na estação de Camp Pendleton, no sul da Califórnia, segundo o portal Defence Blog. 
Na ocasião, os helicópteros voaram de dois locais diferentes, atingindo alvos inimigos simulados, que representavam ameaças à liberdade de navegação de sua força naval. No exercício, além de demonstrar seu potencial, os fuzileiros aprimoraram a flexibilidade operacional da aeronave.
Marine Attack Helicopters Demonstrate Naval Capabilities

Video by Sgt. Charles Plouffe

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​Helicópteros de ataque dos fuzileiros demonstram capacidades navais. Vídeo por sargento Charles Plouffe.
Além disso, foi demonstrada a capacidade de a aeronave atacar drones, helicópteros e até aviões. Ao todo, 12 helicópteros Viper participaram do exercício. Todos eles lançaram mísseis ar-terra AGM-114 Hellfire, além dos ar-ar AIM-9 Sidewinder.
O Viper tem capacidade de transportar uma combinação de 2 Sidewinders, 16 mísseis JAGM ou Hellfire, tanques auxiliares de combustível e mais de 76 foguetes, incluindo foguetes guiados a laser.

Boeing interrompe produção de helicópteros após fechamento de fábrica por COVID-19



A Boeing interrompeu a produção de diversos helicópteros e outros veículos devido ao fechamento de sua fábrica em meio à pandemia de COVID-19.

A empresa anunciou que fechará temporariamente sua fábrica em Ridley Township, na Pensilvânia, por duas semanas em meio a expansão da pandemia na região. De acordo com a Boeing, a fábrica deverá permanecer fechada até o dia 20 de abril.
A fábrica é responsável pela produção de helicópteros, incluindo os H-47 Chinook e MH-139A Gray Wolf, além da aeronave tiltrotor V-22 Osprey.
"A suspensão das operações em nossas instalações de helicópteros militares é um passo sério, mas necessário para saúde e segurança de nossos funcionários e suas comunidades", afirmou Steve Parker, executivo da empresa, em comunicado da Boeing.
"Nós estamos trabalhando em colaboração com as autoridades governamentais e de saúde pública na região entre três estados. Também mantemos contato com nossos clientes, fornecedores e demais partes interessadas afetadas pela suspensão temporária, ao mesmo tempo em que colaboramos com o esforço nacional no combate à disseminação da COVID-19", ressaltou Parker.
No estado da Pensilvânia, mais de 7.000 casos de infecção foram detectados, segundo o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA.
"A empresa realizará atividades adicionais de limpeza profunda no edifício e estabelecerá critérios rigorosos para retornar ao trabalho", citou o comunicado.
De acordo com o Delaware County Times, a fábrica de Ridley Park emprega mais de 4.600 funcionários. Aqueles que não puderem trabalhar remotamente receberão 10 dias de licença remunerada.

sábado, 21 de março de 2020

Poder militar! Visão de gato: saiba como aviões e helicópteros atacam o inimigo pela noite



Ataques aéreos noturnos possuem diversas vantagens, enquanto para tais missões são exigidas características especiais dos pilotos.

Nas últimas décadas a popularidade de operações aéreas noturnas tem aumentado. A aviação militar prefere lançar seus primeiros ataques pela noite do que durante o dia.
Para tanto, aparelhos de localização por radar, sistemas via satélite e voo por instrumentos são fundamentais para tais missões.

Vendo no escuro

A noite é considerada a parte do dia perfeita para o sono dos humanos. Por isso, voar no escuro é um estresse para o organismo. Além disso, os pontos de referência terrestres ficam obscuros em comparação com as luzes dos equipamentos do cockpit a partir de grandes altitudes.
Sendo assim, os voos noturnos demandam uma excelente visão.
"É importante o tempo de reação do homem à mudança de luminosidade", disse à Sputnik o major-general Vladimir Popov, da Força Aérea russa.
Segundo ele, quanto mais rápida for a reação dos olhos tanto melhor será.
"A verificação [da visão do piloto] é feita em um cômodo escuro onde se dispara um flash brilhante e é cronometrado o quanto o piloto leva para encontrar a silhueta de um avião ou uma figura geométrica", acrescentou.
Um tempo de reação de 4 ou 5 segundos é considerado um bom resultado.
Além de encontrar os objetos, o piloto deve discernir bem os sinais luminosos de cor vermelha, amarela e verde. Elas ajudam a determinar sua localização em relação a outras aeronaves. Na asa da esquerda fica uma luz vermelha, na direita uma verde e na cauda uma luz branca.
O uso das luzes da pista também é importante para se orientar durante o pouso.
Da mesma forma, o piloto deve ter um "sexto sentido": a capacidade de determinar a posição do avião em relação ao horizonte.

© SPUTNIK / MIKHAIL VOSKRESENSKY
Helicóptero russo Ka-52 em operação na Síria
Os futuros pilotos só são convocados para operações noturnas após estarem capacitados para pilotar com confiança durante o dia em condições de má visibilidade.

'Onde eu estou?'

Para auxiliar os pilotos em voos noturnos, nos anos de 1920-1930 eram usados pontos de referência luminosos para os pilotos na extinta União Soviética.
"Depois surgiu o rádio, nos pontos onde o trajeto mudava de direção, além dos faróis luminosos, eram colocados dispositivos de rádio. Eram instaladas estações que emitiam um sinal com uma determinada frequência, enquanto os pilotos a sintonizavam com suas radiobússulas, voando literalmente 'pela agulha'. Hoje nos voos noturnos são usados radares [...] de visão infravermelha, por rádio ou radiogoniômetros [...] Finalmente, praticamente todos os nossos aviões e helicópteros estão munidos com comunicação por rádio, o que também facilita sua orientação", explicou.
Também o uso de sistemas via satélite, como o russo GLONASS e o americano GPS, ajuda na orientação mesmo quando a visibilidade é zero.
Mas em caso de uma guerra em larga escala seu uso ficaria comprometido devido à guerra eletrônica, exigindo o uso de métodos antigos.

Experiência na Síria

As vantagens das operações noturnas são muitas. Em primeiro lugar, durante esta parte do dia o adversário costuma descansar.
Em segundo, muitos sistemas de defesa antiaérea dependem da detecção visual do alvo, o que é difícil de ser feito pela noite. Em terceiro, os caças da defesa aérea têm dificuldade em detectar o inimigo a curta distância quando está escuro, ao passo que tais bombardeios também trazem um grande efeito psicológico.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os alemães temiam os bombardeiros leves soviéticos de ataque noturno, os quais eram "silenciosos" e "apareciam do nada".
Por sua vez, na Síria a aviação russa tem trabalhado em conjunto com as forças especiais de dia e de noite.
Têm ganhado muito destaque os helicópteros para qualquer clima Mi-35, Mi-28 e Ka-52, os quais podem atacar durante 24 horas e se mantendo praticamente invulneráveis.
De noite, os inimigos tentam descobrir para onde estão voando os helicópteros quando ouvem seu ruído, mas não vêm nada.
Por isso, é difícil de prever onde o ataque será realizado ou onde irão desembarcar tropas.
A experiência de tais operações na Síria já está sendo usada durante o novo curso preparatório de pilotos de helicóptero da Força Aérea russa.