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sábado, 14 de março de 2020

Terrível! Pacientes curados de coronavírus têm sequelas e podem perder até 30% da função pulmonar, alertam médicos


A conclusão é baseada no estudo de um grupo de 12 pacientes recuperados em Hong Kong



Sputinik – Médicos de Hong Kong alertaram sobre as graves consequências da COVID-19, causada por um novo tipo de coronavírus, ao analisarem os pacientes curados.
Segundo eles, os pacientes que se curaram da doença podem ter uma deterioração da função pulmonar e asfixia ao andar rápido, escreve o South China Morning Post.
A conclusão é baseada no estudo de um grupo de 12 pacientes recuperados. Dois ou três deles não são mais capazes de fazer o que podiam antes, disse Owen Zeng, chefe do Centro de Doenças Infecciosas do Hospital Princess Margaret.
"Eles não conseguem respirar quando andam depressa. Alguns pacientes podem experimentar uma redução de 20 a 30% na função pulmonar [após a recuperação]", relata o jornal.
De acordo com ele, estes pacientes serão ainda examinados para determinar até que ponto sua função pulmonar está comprometida e serão também submetidos a fisioterapia para fortalecer os seus pulmões.
Danos aos órgãos
A análise dos resultados da tomografia computadorizada dos nove pacientes tratados no Hospital Princess Margaret mostra sinais semelhantes aos do "vidro fosco", o que indica danos aos órgãos internos.
Contudo, Owen Zeng acrescentou que ainda não se sabe que efeito a longo prazo a doença pode ter nos pulmões. Por exemplo, especialistas pretendem descobrir se a COVID-19 pode contribuir para o desenvolvimento da fibrose pulmonar, uma condição em que os órgãos respiratórios formam tiras de tecido conjuntivo, o que impede seu funcionamento normal.
O médico também aconselhou os pacientes com alta médica a fazer exercícios para estimular o sistema cardiovascular, tais como a natação, para ajudar os pulmões a se recuperarem.
O surto do novo coronavírus foi classificado como pandemia pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no dia 11 de março. Mais de 145 mil pessoas já estão infectadas em mais de 130 países, a maioria já se recuperou, mas mais de 5,4 mil morreram.

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Vídeo: ‘Desafio quebra crânio’ pode ser fatal ou levar a sequelas por toda a vida, alerta neurologista



A brincadeira perigosa proposta pelo “desafio da rasteira” ou “desafio quebra crânio” não deve ser feita de forma alguma, de acordo com o neurologista Felipe Costa. A pegadinha consiste em três pessoas lado a lado, o passo seguinte é uma pessoa pular de cada vez. Quando quem está no meio está no ar, recebe uma rasteira dupla, e acaba indo ao chão [assista no vídeo abaixo]. O especialista alerta que o tombo pode ser fatal ou levar a sequelas por toda a vida.
Os movimentos vem se popularizando na internet e começaram a ser reproduzidos por crianças e adolescentes em escolas. Uma garota de 16 anos morreu na última segunda-feira (11) em Mossoró, no Rio Grande do Norte, depois de bater a cabeça no chão ao cair durante a brincadeira na escola.
“Entre as complicações envolvendo a brincadeira a gente pode pensar, por exemplo, além do traumatismo cranioencefálico, lesões de coluna, que a gente trama de traumatismo raque medular, e fraturas de ossos longos”, listou Felipe Costa.
O neurologista trata como preocupante o fato de as pessoas minimizarem o fato da queda se dar da própria altura. “É muito grave”, comentou. “Na tentativa de se apoiar o pessoal pode acabar caindo sobre o braço, de mau jeito, e acaba fraturando. Também pode acontecer fratura do crânio, sangramento intracraniano, lesão encefálica decorrente do trauma, apesar de ser uma queda da própria altura, é com velocidade, por causa da brincadeira, da rasteira, acaba tendo aceleração e o impacto é muito forte”, explicou o médico. 
Por fim, o especialista destacou a importância dos pais alertarem as crianças e adolescentes para os perigos que a brincadeira oferece. Ele aponta que a informação e conscientização são o caminho para evitar tragédias.
Após repercussão de vídeos com o desafio, a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia divulgou nota em que faz um alerta. “Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito”, afirma a entidade em trecho da nota.
No fim, a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia ainda acrescenta que pessoas que fizerem esse tipo de brincadeira podem responder como crime. “O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo”, diz o texto.


por Jade Coelho – Bahia Notícias