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terça-feira, 15 de setembro de 2020

EUA não estão preparados para enfrentar Rússia e China no Ártico, afirma The National Interest



A perspectiva de um desafio sino-russo aos interesses dos EUA no Ártico é um pesadelo que Washington não está preparado para enfrentar, aponta The National Interest.

O Ártico tem sido uma área muitas vezes negligenciada pelos políticos dos EUA, mas é uma região fundamental na política de poder global.
Segundo o autor do artigo Michael Lyons, devido aos efeitos das alterações climáticas não só se abrem novas oportunidades econômicas no Ártico, mas também as potências globais manifestam cada vez mais suas intenções de dominar a região.

© SPUTNIK / ANNA YUDINA
Quebra-gelo acaba de trazer exploradores polares russos para o Ártico para implantar a nova estação flutuante SP-40
Infelizmente para os estrategistas dos EUA, Washington está lamentavelmente atrás de seus rivais. Lyons lembrou que a Guarda Costeira dos EUA tem a sua disposição apenas dois quebra-gelos, os chineses, por sua vez, também têm somente dois, já a frota da Rússia possui pelo menos 40 quebra-gelos com uma estimativa de mais 13 navios de propulsão nuclear entrarem em serviço até 2035.
Especialista observou que em 2018 a China declarou-se um "Estado próximo do Ártico" e começou a preparar a realização de seu projeto Rota da Seda Polar.
As implicações estratégicas das oportunidades econômicas no Ártico ainda não são totalmente claras, mas o que é claro é que a China manifestou sua vontade determinada de ser participante em um jogo relativamente exclusivo.

© AP PHOTO / ZHANG ZONGTANG/XINHUA NEWS AGENCY
Membros da Equipe de Pesquisa Antártica Chinesa navegando rumo ao continente a bordo do navio de expedição polar Xuelong.
Enfrentar um adversário como a Rússia no Ártico apresenta uma ampla gama de desafios, mas a ideia de um desafio conjunto sino-russo no Ártico é um thriller tecnológico e um pesadelo para os EUA que pode acontecer e para o qual Washington está terrivelmente despreparado.
Por fim, Michael Lyons acrescenta que o Ártico não é apenas um "potencial corredor para concorrência estratégica" ou uma "potencial avenida para competição alargada de grandes potências".
O jogo já começou, e os políticos dos EUA estão atrasados relativamente a seus homólogos de outros países na resposta a esta ameaça.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Su-35 vs. MiG-35: The National Interest compara capacidades dos caças russos



A revista norte-americana comparou as particularidades de cada um dos aviões de ponta da Rússia, que lhes permitem serem usados de forma complementar.

Rússia pôs em serviço em 2014 o caça russo de nova geração Su-35, seguido pelo MiG-35 em junho de 2019, cada um dos quais tem suas vantagens, relata a revista The National Interest.
Ambos são continuações de suas linhas de produção anteriores, o Su-27 e o MiG-29. O Su-35 é o mais forte dos dois aviões, apesar de semelhanças, tais como ambos usarem motores duplos potentes com vector de empuxo tridimensional, maior carga útil de armas, sistemas de guerra eletrônica e telas de cabine de última geração, segundo o artigo.

Superiodade do Su-35

Um dos trunfos do Su-35 é o radar Irbis-E, que pode detectar a maioria dos alvos do tamanho de um caça com alcance superior a 400 quilômetros, caças furtivos com alcance superior a 80 quilômetros e pode rastrear até 30 alvos aéreos em simultâneo. Com uma velocidade máxima idêntica de Mach 2,25 (cerca de 2.750 km/h), o Su-35 consegue igualmente suportar altitudes e alcance superiores.
A forte resistência do modelo Su-35 permite-lhe carregar 12 a 14 mísseis durante um voo sem grande redução de seu alcance efetivo. Seu radar pesado dá-lhe vantagem em monitoramento situacional. O Su-35 também tem vantagem em tecnologia furtiva avançada, que reduz sua secção transversal de detecção por radar em mais de 70% em relação ao Su-27, desconhecendo-se a existência de tal tecnologia nos MiG-35.

Vantagens do MiG-35

O avião Su-35 também possui algumas desvantagens "críticas" relativamente ao MiG-35, que tem seu custo operacional 20% inferior ao MiG-29, o que o torna um dos aviões mais baratos de operar no mundo, apesar de continuar a ser bastante pesado e ter capacidades ofensivas de ponta.
Como resultado, o caça MiG-35 pode ser utilizado por pilotos menos experientes, ser fabricado em maiores quantidades e cumprir mais missões. O radar do MiG-35 é mais leve e sofisticado, sendo o primeiro radar ativo integrado eletronicamente.
Como escreve a revista norte-americana, os motores duplos dos dois modelos de aviões são dos melhores do mundo, apenas tendo iguais nos caças J-10C chineses, sendo que já os anteriores modelos de cada linha, Su-27 e MiG-29, "ofereciam manobrabilidade altamente superior a seus homólogos ocidentais".

Utilização prática

Em última análise, a Rússia deve priorizar a utilização de caças pesados como o Su-35, como o tem feito com os Su-27 e Su-30 nos tempos pós-Guerra Fria. Apesar de tudo, ainda tem mais de 150 caças MiG-35 planejados para complementá-los.
As maiores produções do MiG-35 devem ser destinadas à exportação para clientes no estrangeiro, conclui The National Interest.