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terça-feira, 2 de maio de 2023

Pentágono anuncia envio temporário de 1.500 soldados dos EUA para fronteira com o México

 


Os soldados devem chegar à fronteira EUA-México até 10 de maio. O Pentágono está procurando maneiras de substituir o pessoal da ativa por aqueles da força de reserva, segundo chefe do órgão de Defesa norte-americano.

O Pentágono disse hoje (02) que o governo Biden enviará temporariamente 1.500 soldados adicionais para ajudar a proteger a fronteira entre os Estados Unidos e o México. A ação acontece porque em breve, quando as restrições fronteiriças da COVID-19 forem suspensas mais tarde, pode ser que aconteça um aumento da imigração ilegal este mês.
O destacamento de 90 dias de tropas de serviço ativo complementará o trabalho da Patrulha de Fronteira dos EUA, mas não cumprirá funções de aplicação da lei, disse o porta-voz do Pentágono, brigadeiro-general Pat Ryder, em comunicado citado pela Reuters.

As tropas farão monitoramento terrestre, entrada de dados e suporte de depósito para liberar agentes de fronteira e "preencherão lacunas críticas de capacidade", disse Ryder.

A força será adicionada a um destacamento contínuo de cerca de 2.500 soldados da Guarda Nacional, relata a mídia.

Ainda segundo a agência britânica, o presidente mexicano, Andrés Manuel López Obrador, quando questionado sobre o envio de tropas em entrevista coletiva, disse que os EUA são uma nação soberana e que o México respeita suas decisões.
Joe Biden, um democrata concorrendo à reeleição em 2024, tem enfrentado um número recorde de migrantes pegos cruzando ilegalmente a fronteira desde que assumiu o cargo em 2021, e tem sido muito criticado pelos republicanos por reverter as políticas linha-dura do ex-presidente Donald Trump.

sábado, 4 de junho de 2022

OTAN, realiza exercícios próximo da fronteira com Ucrânia

 


As Forças Armadas da Romênia, bem como de outros cinco países europeus e dos EUA, participaram de exercícios militares em um campo de treinamento na vila romena de Smardan, próximo da fronteira com a Ucrânia.

De acordo com a mídia local, os exercícios ocorreram perto das fronteiras da Ucrânia e Moldávia, envolvendo manobras de combate terrestres e aéreas, para elevar a interoperabilidade através de exercícios de comando assistidos por computador.
Kremlin em Moscou, Rússia (imagem referencial) - Sputnik Brasil, 1920, 02.06.2022
Panorama internacional
Especialista chinês enumera contramedidas da Rússia em resposta à expansão da OTAN
Com isso, a OTAN ainda espera fornecer prontidão tática às tropas com munição de combate real.
As manobras contaram com 1.000 soldados romenos, além de tropas da França, Bélgica, Bulgária, Itália, Portugal e EUA.

sábado, 16 de outubro de 2021

Pentágono nega que destróier americano tenha ameaçado violar fronteira da Rússia no mar do Japão

 


O Pentágono rejeitou as afirmações do Ministério da Defesa da Rússia de que um destróier dos EUA estava se aproximando das águas territoriais russas na sexta-feira (15) quando um navio de guerra russo o interceptou.

O Pentágono disse que o destróier norte-americano USS Chafee conduziu operações em conformidade com o direito e as práticas internacionais, adicionando que o país continuará operando onde o direito internacional o permitir.

"A declaração do Ministério da Defesa russo sobre a interação de nossos dois navios da Marinha é falsa", afirmaram militares dos EUA em um comunicado no mesmo dia.

"Enquanto o USS Chafee (DDG 90) conduzia operações de rotina em águas internacionais no mar do Japão em 15 de outubro de 2021, um destróier russo da classe Udaloi se aproximou a cerca de 65 jardas [59 metros] do USS Chafee (DDG 90) quando o navio se preparava para operações de voo", conforme o comunicado.

O Pentágono sublinhou que a interação entre os navios foi "segura e profissional". Foi revelado que, embora a Rússia tivesse emitido um Aviso aos Aviadores e Marinheiros (NOTAM / NOTMAR, na sigla em inglês) na área para o final do dia, o aviso não estava em vigor no momento do ocorrido.

Antes no mesmo dia, o Ministério da Defesa da Rússia publicou uma declaração indicando que o destróier USS Chafee dos Estados Unidos se aproximou das águas territoriais russas e realizou uma tentativa de atravessar a fronteira nacional.

sábado, 14 de agosto de 2021

Militares do Irã estão em 'prontidão total' na fronteira com Afeganistão, diz comandante do IRGC

 


Com a retirada das tropas norte-americanas do Afeganistão, iniciada em maio, o Talibã tem avançado contra as forças do governo afegão, assumindo o controle de mais de metade do país.

O comandante do Corpo de Guardiões da Revolução Islâmica (IRGC, na sigla em inglês) do Irã, major-general Hossein Salami declarou na sexta-feira (13) que a fronteira iraniana com o Afeganistão está segura e que o IRGC, a polícia e o Exército estão patrulhando a região, segundo a emissora Press TV.

"As Forças Armadas estão presentes nas fronteiras orientais do país com prontidão total e vigilância", afirmou o comandante durante coletiva de imprensa.

Salami ainda afirmou que todos os postos fronteiriços oficiais e não oficiais no leste do país estão sob controle total das Forças Armadas iranianas.

"As pessoas não devem se preocupar, pois o alcance de nossas observações vai além das fronteiras e estamos monitorando e controlando todos os desenvolvimentos no país vizinho", declarou.

Na quinta-feira (12), o Irã fechou temporariamente o consulado-geral em Mazar-i-Sharif, movendo-o para Cabul. A missão anunciou que a instituição apenas forneceria os serviços na capital por tempo limitado, e que reiniciaria suas atividades em Mazar-i-Sharif assim que a segurança fosse estabilizada.

domingo, 4 de julho de 2021

Índia proíbe drones ao norte da fronteira com Paquistão após ataque à base aérea de Jammu

 


Após um quadricóptero, supostamente vindo do Paquistão, ter tentado na sexta-feira (2) atravessar a fronteira da Índia no setor de Arnia, um magistrado distrital indiano decidiu proibir a utilização de drones na região.

Desde 2020, a Índia tem acusado o Paquistão de usar drones de modo a transportar armas e munições para supostos militantes ao longo da fronteira em Jammu e Caxemira, ao mesmo tempo que as forças de segurança indianas têm testado a tecnologia de interferência antidrone na fronteira com o Paquistão.

Dias após o ataque a uma base aérea indiana em Jammu, a administração indiana do distrito de Jammu e Caxemira proibiu no domingo (4) o uso e a posse de drones em Srinagar, segundo informou no domingo (4) o jornal The Hindu.

A ordem torna ilegal o armazenamento, venda, posse, uso e transporte de drones e outros tipos de veículos aéreos não tripulados.

"Para proteger o espaço aéreo próximo a instalações vitais e áreas densamente povoadas, é imperativo descontinuar o uso de drones em todos os ajuntamentos sociais e culturais para eliminar qualquer risco de ferimentos à vida e danos à propriedade", escreveu Mohammad Aijaz, magistrado distrital, citado pelo The Hindu.

As pessoas que já possuem drones foram incumbidas de se apresentarem na delegacia de polícia local. Da mesma maneira, os departamentos governamentais que utilizam drones para mapeamento e pesquisas foram solicitados a informar a polícia antes de lançar o equipamento.

Srinagar é o segundo distrito do território da União de Jammu e Caxemira a proibir os drones.

Em um primeiro ataque terrorista deste tipo, dois dispositivos explosivos improvisados de baixa intensidade foram lançados no último domingo (27) por drones em uma base aérea indiana em Jammu, ferindo dois funcionários. A base está localizada a 14 km da fronteira internacional com o Paquistão.

Na segunda-feira (28), o Ministério da Defesa da Índia disse que impediu outro ataque com drones perto de uma estação militar na região de Jammu. As investigações iniciais apontam o dedo à Lashkar-e-Taiba (organização terrorista, proibida na Rússia e em vários outros países), baseada no Paquistão.

Na sexta-feira (2), um quadricóptero, supostamente vindo do Paquistão, tentou entrar na Índia ao longo da fronteira internacional no setor Arnia.

O Ministério das Relações Exteriores da Índia levantou a questão de segurança com o Paquistão na semana passada, depois que um drone foi supostamente avistado sobre o Alto Comissariado Indiano em Islamabad, Paquistão.

No ano passado, o Paquistão abateu quase meia dúzia de drones perto da fronteira, citando violações do espaço aéreo.

sábado, 26 de junho de 2021

Após reabertura da fronteira Brasil-Venezuela, analista aponta como fica relação entre os países

 


Após mais de um ano fechada, Brasil reabriu a fronteira com a Venezuela. A medida, porém, terá restrições. A Sputnik Brasil ouviu especialista para saber como se encontra o contexto migratório e como o governo brasileiro lida com a questão.

Na quinta-feira (24), o Brasil reabriu a fronteira com a Venezuela, que estava mais de um ano fechada. Porém, essa reabertura terá algumas limitações, contando com o número de apenas 50 pessoas por dia que poderão passar do país venezuelano para o brasileiro, segundo a Folha de São Paulo.

De acordo com o texto da portaria de número 655, publicado nesta quarta-feira (23), a reabertura da fronteira visa receber "pessoas em situação de vulnerabilidade decorrente de fluxo migratório provocado por crise humanitária", e que agora poderão receber assistência emergencial de acolhimento e regularização migratória.

Venezuelana segura uma placa que diz em espanhol Migrantes venezuelanos na fronteira Brasil-Venezuela, apoiamos a ajuda humanitária. Maduro assassino enquanto aguarda a abertura da fronteira em Pacaraima, em Roraima, Brasil (foto de arquivo)
© AP PHOTO / EDMAR BARROS
Venezuelana segura uma placa que diz em espanhol "Migrantes venezuelanos na fronteira Brasil-Venezuela, apoiamos a ajuda humanitária. Maduro assassino" enquanto aguarda a abertura da fronteira em Pacaraima, em Roraima, Brasil (foto de arquivo)

Para entender essa nova medida do governo brasileiro, saber sobre o quadro da migração venezuelana nos últimos anos e perceber qual contexto se apresentará no país mediante o trânsito de pessoas, a Sputnik Brasil ouviu Rafael Araujo, professor de História da América da UERJ e organizador do livro "A Era Chávez e a Venezuela no Tempo Presente".

Na visão do especialista, a medida do governo foi acertada, pois a Venezuela vive uma grave crise humanitária em consequência da crise econômica instalada no país desde 2015, e que mesmo que o Brasil também esteja enfrentando dificuldades sanitárias e econômicas, Brasília ainda se encontra em melhor condições do que Caracas.

Araujo caracteriza que o migrante venezuelano que chega ao Brasil origina de uma parcela da população mais vulnerável, mais pobre, que em razão da desesperança vivida em seu país, optam por tentar melhor qualidade de vida em outros territórios. De acordo com o professor, quando a fronteira estava aberta em 2020, em torno de 1.000 venezuelanos entravam por dia no Brasil.

Sobre o número de venezuelanos que já atravessaram a fronteira, o especialista cita dados do projeto do governo Acolhida, que foi responsável pela interiorização de aproximadamente 51 mil venezuelanos em 675 municípios brasileiros. Por conta do programa, de 360 famílias interiorizadas, 77% já conseguiram emprego e melhores condições de viver no país.

Porém, o professor salienta que esses são os números de migrantes agraciados pelo projeto, pois, atualmente, cerca de 260 mil refugiados e migrantes venezuelanos vivem no Brasil.

Homem utiliza porta como jangada improvisada enquanto transporta uma mulher pelas ruas inundadas no bairro Mata Redonda, em Maracay, Venezuela
© AP PHOTO / MATIAS DELACROIX
Homem utiliza porta como jangada improvisada enquanto transporta uma mulher pelas ruas inundadas no bairro Mata Redonda, em Maracay, Venezuela

Motivação para migração

Conforme citado pelo professor, a deterioração econômica na Venezuela é o maior impulso para os nacionais deixarem o país. Como exemplo, Araujo cita o fato de o PIB venezuelano ter retrocedido 28% em 2019 e 30% em 2020. Ligada à crise econômica, também existe um contexto político atribulado, que juntos, desgastam a população e geram uma profunda crise social.

Isso se evidenciaria, novamente, nos números, já que cerca de 5,4 milhões de venezuelanos, ou seja, um sexto da população, migraram ou buscaram abrigo em outros países,

"Embora, nesse momento, haja uma tentativa de mínima cooperação entre o governo de Nicolás Maduro e alguns setores de oposição, a invisibilidade de uma solução rápida para crise política serve como mais um elemento que desgasta o venezuelano. [...] Se eu fosse colocar como fator mais relevante para migração seriam esses, a crise política, a impossibilidade de solução a curto prazo e a precária situação socioeconômica", disse o professor.

Entretanto, Araujo enfatiza que, como qualquer migrante que opta por sair de seu próprio país não por querer, mas por se ver em um contexto incerto e precário, os migrantes venezuelanos também enfrentam problemas nos países que chegam, incluindo o Brasil.

Apesar do projeto Acolhida, muitos migrantes não são abarcados pelo programa, o que faz com que sua vivência no Brasil aconteça nas bordas, sem uma assistência, o que dificulta o acesso ao trabalho, à moradia, à educação, e consequentemente, até à alimentação.

E essa questão não conta só com o migrante venezuelano, o professor também cita os bolivianos e haitianos que chegam ao país e são explorados em seus trabalhos por estarem vivendo nessa margem. A diferença língua também é um ponto de dificuldade levantado pelo especialista.

Ashley Angelina, de 9 anos, segura sua boneca enquanto pedia carona com seu irmão gêmeo, Angel David, e seus pais, após cruzarem a fronteira com a Venezuela em sua migração para o Brasil, perto de Pacaraima, Roraima, Brasil (foto de arquivo)
© AP PHOTO / ERALDO PERES
Ashley Angelina, de 9 anos, segura sua boneca enquanto pedia carona com seu irmão gêmeo, Angel David, e seus pais, após cruzarem a fronteira com a Venezuela em sua migração para o Brasil, perto de Pacaraima, Roraima, Brasil (foto de arquivo)

Contribuição para cultura brasileira

Para Araujo, a maior contribuição da vinda de migrantes venezuelanos para território brasileiro é ajudar o Brasil a se ver mais como um país latino-americano, pois a formação do Estado brasileiro aconteceu "de costas para América Latina", apesar da proximidade das nações.

O professor conta que existe um mito na elite brasileira de que os hispano-americanos seriam atrasados, e assim, o brasileiro não se vê englobado nessa cultura.

"Com a redemocratização na década de 1980 e a criação do Mercosul em 1991, o Brasil tem virado mais seu olhar para América Latina, porém, ainda está muito longe para o brasileiro se sentir latino-americano. Eu acho que a migração dos venezuelanos pode contribuir para que a gente veja a América Latina de uma forma mais integrada ao trocar mais intensamente aspectos culturais. Talvez isso desperte esse novo olhar no brasileiro", explica o professor.

Brasileiros e venezuelanos se reúnem em torno de caminhão da Venezuela com mantimentos enviados pelo Brasil na zona de fronteira
© SPUTNIK / RENAN LÚCIO
Brasileiros e venezuelanos se reúnem em torno de caminhão da Venezuela com mantimentos enviados pelo Brasil na zona de fronteira

Foco na migração proveniente da Venezuela

Outros países da América do Sul, como a Colômbia, também vivem crises internas que geram alto fluxo de refugiados, mas parece que o governo brasileiro tem um interesse maior nos migrantes venezuelanos.

Em relação a essa visão, Araujo diz que não é que exista uma importância particular atribuída às pessoas que vêm da Venezuela, mas que a magnitude da migração venezuelana em razão dos motivos citados anteriormente faz com que ela se torne uma crise humanitária de ordem global.  

No caso, os venezuelanos compõem um dos grupos de refugiados e migrantes que mais demandam atenção nesse momento por sua grandeza. Portanto, não é que tenha um enfoque especial do governo brasileiro nesse grupo, mas a proximidade dos territórios e o intenso fluxo oriundo de Caracas faz com que seja obrigatório esse olhar mais próximo aos venezuelanos.

"Embora o governo Bolsonaro, com todo negacionismo e com todo o atraso que representa, não veja o Brasil como um líder da América do Sul e tenha tornado o país um anão diplomático, de certa forma, quando você tem um problema dessa magnitude, que é o caso dos venezuelanos, isso demanda uma atenção maior, queira o governo atual olhar para isso ou não", explicou Araujo.

Para o especialista, o Brasil é uma nação líder na região, então o enfoque do país nesse problema origina também de uma própria liderança que o Brasil representa.

A venezuelana Catherine Negrin e sua família mudaram-se para Galícia, na Espanha. Sua família representa uma das muitas que procuram uma melhor qualidade de vida em vários outros países, mostrando que a migração venezuelana é uma questão global. Galícia, Espanha, 20 de outubro de 2020
© REUTERS / MÍDIA ASSOCIADA
A venezuelana Catherine Negrin e sua família mudaram-se para Galícia, na Espanha. Sua família representa uma das muitas que procuram uma melhor qualidade de vida em vários outros países, mostrando que a migração venezuelana é uma questão global. Galícia, Espanha, 20 de outubro de 2020

Impactos no relacionamento Venezuela-Brasil

O professor explica que os atuais governos divergem muito no que diz respeito às diretrizes escolhidas por ambos para gerenciarem seu próprio país. Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, tem uma abordagem totalmente diferente do presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, e essa divergência gera um desgaste natural na comunicação entre os dois.

Além de governos antagônicos, segundo o especialista, o Brasil ainda vive o retrocesso diplomático realizado pelo ex-chanceler brasileiro, Ernesto Araújo, pois sua gestão deixou consequências negativas na diplomacia brasileira.

"Temos o problema hoje do trânsito fronteiriço, da migração, da pandemia, há vários elementos catalizadores de tensões entre Brasil e Venezuela, e enquanto tivermos os dois representantes [tão diferentes] as tensões não vão diminuir, pode até dar uma acalmada, mas algo próximo de uma relação cordial, solidária e em prol do desenvolvimento dos dois países ainda é algo distante a curto prazo."

Como Brasil pode ajudar a Venezuela

Na concepção do professor, o Brasil deveria liderar um movimento regional com atores globais, articulando com Estados Unidos, União Europeia, com a Rússia, China, Turquia e Irã que são aliados da Venezuela, para que o país saísse da crise política e econômica na qual se encontra.

Araujo conta que, de certa forma, as três últimas gestões brasileiras na presidência fizeram o Brasil perder a relação próxima que tinha aos venezuelanos, e não necessariamente por questões políticas e ideológicas, mas por uma desatenção que o governo deu ao país.

Adicionalmente, o professor enfatiza que não seria com o atual governo que essa reaproximação poderia acontecer, pois a gestão "é inepta para pensar um palmo à frente do nariz em relação à América do Sul", o que é lamentável, pois o Brasil teria condições de liderar esse movimento "para Venezuela sair da crise econômica e política e seguir uma retomada de um desenvolvimento socioeconômico que estancasse essa sangria da crise".

"Acho pouco provável que o atual governo tenha a mínima capacidade de fazer isso. Não pelo Itamaraty, o Itamaraty teria, mas por razões que fogem de qualquer racionalidade, que englobam o próprio fato da negação do coronavírus e da negação da ciência", completou o professor.

Pessoas param perto do primeiro caminhão com ajuda humanitária do governo brasileiro que chegou a Pacaraima, estado de Roraima, Brasil, na fronteira com a Venezuela (foto de arquivo)
© AP PHOTO / IVAN VALENCIA
Pessoas param perto do primeiro caminhão com ajuda humanitária do governo brasileiro que chegou a Pacaraima, estado de Roraima, Brasil, na fronteira com a Venezuela (foto de arquivo)

Na quinta-feira (24), o Brasil reabriu a fronteira com a Venezuela após mais de um ano com a mesma fechada. Porém, essa abertura terá algumas limitações contando com o número de 50 pessoas por dia que poderão passar do país venezuelano para o brasileiro.

O objetivo da abertura também seria o de "desestimular a entrada ilegal no país" e reforçar a repressão a coiotes (intermediários que cobram para levar os migrantes de forma irregular).

Entretanto, João Chaves, coordenador de Migrações e Refúgio da Defensoria Pública da União em São Paulo, disse, citado pela Folha de São Paulo, que "haverá dificuldade para atender toda a demanda reprimida de migrantes em Roraima. O limite de 50 pessoas é insuficiente".

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik