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sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Assentamentos que podem ser os mais antigos do mundo são descobertos na Sibéria

 



Um grupo de arqueólogos descobriu assentamentos pré-históricos fortificados em uma região remota da Sibéria, na Rússia. Os resultados da sua investigação revelam que os caçadores-coletores siberianos construíram estruturas defensivas complexas em torno das suas populações há 8.000 anos.

Os pesquisadores acreditam ter datado as primeiras fortificações conhecidas no norte gelado, se não no mundo, perto de uma curva do rio Amnya, na Sibéria Ocidental.
Milhares de anos antes dos povos antigos da Eurásia Central descobrirem como semear e cultivar o alimento, grupos de caçadores-coletores no subártico construíram o que hoje são reconhecidos como alguns dos primeiros assentamentos fortificados e permanentes, desafiando a ideia de que a agricultura é um pré-requisito para as sociedades deixarem a vida nômade.
Os sítios arqueológicos de Amnya foram oficialmente desenterrados em 1987, mas de acordo com datações recentes por radiocarbono, a casa principal do sítio Amnya I e suas fortificações datam de cerca de 8.000 anos atrás.
"Os nossos novos exames paleobotânicos e estratigráficos revelam que os habitantes da Sibéria Ocidental levavam um estilo de vida sofisticado baseado nos recursos abundantes do ambiente taiga", diz a arqueóloga Tanja Schreiber, do Instituto de Arqueologia Pré-histórica de Berlim.
Estátua de Genghis Khan na Mongólia - Sputnik Brasil, 1920, 11.12.2023
Ciência e sociedade
Sela de cavalo descoberta em túmulo na Mongólia é a mais antiga do seu tipo, diz estudo (FOTOS)


terça-feira, 20 de dezembro de 2022

Ondas gravitacionais podem ajudar a detectar espaçonaves alienígenas

 


Em um novo estudo em pré-impressão, uma equipe de pesquisadores propôs usar o Observatório de Ondas Gravitacionais por Interferômetro Laser (LIGO, na sigla em inglês) para rastrear ondas gravitacionais.

No estudo, os pesquisadores sugeriram que as espaçonaves alienígenas, se existirem, poderiam deixar ondas gravitacionais para trás, que poderiam ser detectadas a partir da Terra.
Para isso, eles calcularam que a espaçonave teria de ser do tamanho de Júpiter para gerar ondas gravitacionais capazes de alcançar a Terra.
De acordo com os especialistas, o método de detecção por gravidade não é limitado ao tradicional alcance dos sinais eletromagnéticos, sendo capaz de investigar todas as estrelas na Via Láctea, bem como brevemente de outras galáxias.
Representação artística mostra o núcleo brilhante de uma estrela Wolf–Rayet - Sputnik Brasil, 1920, 19.09.2022
Ciência e sociedade
Misteriosa explosão astronômica é registrada pelo Hubble a 9 mil anos-luz da Terra (FOTO)
Além disso, eles sugerem que a espaçonave também deve viajar rapidamente, a cerca de um décimo da velocidade da luz, e estar a aproximadamente a 326 mil anos-luz da Terra.
Somente com estas condições os pesquisadores do LIGO poderiam detectar as ondas gravitacionais geradas pela espaçonave alienígena.
Os observadores também observaram que, se os alienígenas usarem a dobra espacial, os cientistas na Terra também poderiam detectá-los usando a mesma tecnologia, já que também geraria ondas gravitacionais.

domingo, 1 de maio de 2022

Misteriosas emissões de radiação gama no centro da Via Láctea podem proceder de pulsares, diz estudo

 


Algo no centro da Via Láctea está brilhando com radiação gama, no entanto, ninguém sabe dizer com certeza do que se pode tratar.

Os raios gama são uma forma de radiação eletromagnética com o menor comprimento de onda e a maior energia.
O chamado excesso do Centro Galáctico (GCE, na sigla em inglês) é uma concentração de raios gama no centro da nossa galáxia. Até ao momento, esta radiação de raios gama não é bem compreendida pelos astrônomos.
O sinal foi detectado pela primeira vez em 2009 pelo Large Area Telescope, o principal instrumento do Telescópio Espacial de Raios Gama Fermi da NASA.
Sua origem tem sido debatida, com as principais sugestões incluindo a matéria escura autoaniquilante e uma acumulação indetectada de pulsares de milissegundos.

"Nosso trabalho não lança qualquer dúvida sobre a existência do sinal, mas oferece outra fonte potencial", disse Roland Crocker, astrônomo da Escola de Astronomia e Astrofísica da Universidade Nacional da Austrália. "É baseada em pulsares de milissegundo – estrelas de nêutrons que giram muito rapidamente – cerca de 100 vezes por segundo", acrescentou pesquisador.

Imagem de raios gama da Via Láctea captada pelo Telescópio Fermi  - Sputnik Brasil, 1920, 01.05.2022
Imagem de raios gama da Via Láctea captada pelo Telescópio Fermi
Cientistas já detectaram emissões de raios gama de pulsares individuais de milissegundos na vizinhança do Sistema Solar, então se sabe que esses objetos emitem raios gama.

"Nosso modelo demonstra que a emissão integrada de toda a população de tais estrelas, cerca de 100.000 em número, produziria um sinal totalmente compatível com o excesso do Centro Galáctico", explica Crocker.

Por exemplo, o sinal de raios gama de Andrômeda, a grande galáxia mais próxima da nossa, pode ser devido principalmente a pulsares de milissegundos, escreve portal Sci-News.
O estudo da equipe internacional de cientistas foi publicado na revista Nature Astronomy.

sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022

Sistemas antiaéreos russos S-500 podem deixar caças dos EUA sem combustível e navegação, diz portal

 


Os sistemas russos de mísseis antiaéreos S-500 podem privar os caças furtivos dos EUA F-22 Raptor e F-35 de comunicações, navegação e reabastecimento de combustível, aponta o portal norte-americano Military Watch.

O S-500 foi projetado para ser capaz de neutralizar alvos da envergadura de um caça, e seus sensores muito poderosos e mísseis precisos tornam o complexo potencialmente temível nestas funções, indica um artigo publicado há dias no portal.
O avançado sistema de mísseis antiaéreos russo também é muito bom a neutralizar aeronaves de apoio, vitais para as operações de caças furtivos, como, por exemplo, as aeronaves de alerta antecipado (AEW, na sigla em inglês), que coordenam as unidades de caças da OTAN.

O portal observa que "os aviões de reabastecimento são outro alvo importante porque são fundamentais para permitir que os caças cruzem grandes distâncias sem depender de tanques de combustíveis externos que, de outra forma, comprometeriam a sua seção transversal de radar, reduzindo os perfis furtivos".

Caças com tecnologia furtiva dos EUA, incluindo os F-22 e o F-35, têm um alcance muito menor do que o F-15 da geração anterior ou do que os modernos caças russos, como o Su-30SM2 e Su-57, o que significa que, mesmo na Europa, mas particularmente no Pacífico, estas aeronaves furtivas americanas terão dificuldades para operar sem reabastecimento no ar.

"Já que os aviões de reabastecimento são vulneráveis a ataques dos mísseis S-500 a uma distância de até 600 km, isso potencialmente pode mudar as regras de jogo", conclui o artigo.

Caça F-35C da Marinha dos EUA durante show aéreo em Huntington Beach, Califórnia, EUA, 1º de outubro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 07.02.2022
Surge VÍDEO de caça F-35 dos EUA pegando fogo após colisão durante pouso forçado em porta-aviões
O S-500 Prometei faz parte de uma nova geração de sistemas de mísseis terra-ar. O armamento pode detectar e abater tanto mísseis balísticos e de cruzeiro, como alvos aerodinâmicos: aviões, helicópteros e outros.

Seu raio de ação atinge cerca de 600 km, podendo lidar com até 10 mísseis balísticos hipersônicos ao mesmo tempo voando a uma velocidade de 7 km/s (25.200 km/h).

sábado, 27 de novembro de 2021

EUA podem reduzir número de exercícios na Europa para evitar confrontação com Moscou, diz mídia

 


Tendo em conta a tensão na fronteira Rússia-Ucrânia, a administração do presidente Joe Biden está considerando várias opções, incluindo a possibilidade de reduzir os exercícios militares na Europa, a fim de evitar um confronto com Moscou, escreve Wall Street Journal citando autoridades norte-americanas.


De acordo com as informações do jornal, uma das opções que está sendo ponderada pela administração dos EUA é o reforço da capacidade de defesa da Ucrânia, incluindo o aumento do fornecimento de equipamentos militares, em particular sistemas antiaéreos. Esta opção implica também a introdução de sanções mais severas contra a Rússia.

Segundo avança a edição, outro possível plano de ações é "reduzir o risco de confrontação com Moscou, inclusive limitando o número de exercícios militares dos EUA na Europa".

Estes exercícios, conforme observa a mídia, continuam a provocar críticas das autoridades russas. Tal opção implica também a suspenção da ajuda militar americana a Kiev.
Mar da China Meridional (16 de setembro de 2015) - militar dos EUA observa um exercício de tiro ao vivo a bordo do destróier de mísseis guiados USS Lassen - Sputnik Brasil, 1920, 13.11.2021
Atividade militar dos EUA e da OTAN no mar Negro ameaça segurança regional, afirma Defesa russa


Recentemente, o governo britânico oficializou uma venda de material militar à Ucrânia, que Kiev poderá adquirir através de um empréstimo de 1,7 bilhão de libras esterlinas (R$ 12,78 bilhões).

Além da construção de dois navios antiminas, é planejada a produção conjunta de oito navios de guerra armados com mísseis e de uma fragata, destinados à Ucrânia. Londres também revelou que construiria uma base naval no mar de Azov e atualizaria alguns dos sistemas de armas dos navios.


terça-feira, 7 de setembro de 2021

Bancos com dados de milhares de afegãos criados pelos EUA podem cair nas mãos do Talibã, diz mídia

 


Por 20 anos, os EUA e aliados gastaram centenas de milhões de dólares construindo sistema de dados para o povo afegão. O objetivo era promover a lei, a ordem e a responsabilidade, assim como modernizar o país devastado pela guerra.

A maior parte do aparato digital construído pelos EUA durante os 20 anos de ocupação, que incluiu biometria para verificar identidades, aparentemente caiu nas mãos do Talibã (grupo terrorista proibido na Rússia e em diversos países), segundo a AP News.

À medida que o grupo terrorista se posiciona no poder, há preocupações de que esses bancos de dados serão usados para controle social e para punição de possíveis inimigos.

De acordo com a mídia, desde a queda de Cabul, em 15 de agosto, surgiram indícios de que dados do governo podem ter sido usados ​​nos esforços do Talibã para identificar e intimidar os afegãos que trabalhavam com as forças dos EUA.

Segundo Neesha Suarez, diretora de serviços do representante norte-americano, Seth Moulton – um veterano da Guerra do Iraque cujo escritório está tentando ajudar pessoas que trabalharam para os EUA – afegaõs estão recebendo telefonemas, mensagens de texto e mensagens do WhatsApp sinistras e ameaçadoras.

A AP relata que, por enquanto, é incerto o destino de uma das bases de dados mais sensíveis, a que é usada para pagar soldados e policiais.

Soldados afegãos recém-formados em cerimônia de graduação na Academia Militar de Cabul, no Afeganistão, em 24 de fevereiro de 2020
© AP PHOTO / RAHMAT GUL
Soldados afegãos recém-formados em cerimônia de graduação na Academia Militar de Cabul, no Afeganistão, em 24 de fevereiro de 2020

O sistema afegão de pessoal e pagamento tem dados sobre mais de 700.000 membros das forças de segurança há 40 anos. Seus mais de 40 campos de dados incluem datas de nascimento, números de telefone, nomes de pais e avós, impressões digitais e exames de íris e rosto, segundo a mídia.

Originalmente concebido para combater a fraude na folha de pagamento, esse sistema deveria eventualmente interagir com um poderoso banco de dados nos ministérios da Defesa e do Interior, modelado em um que o Pentágono criou em 2004 para alcançar o "domínio da identidade" por meio da coleta de impressões digitais e exames de íris e rosto em áreas de combate.

Já o Banco de Dados de Identificação Biométrica Automatizada do Afeganistão cresceu de uma ferramenta para examinar recrutas do Exército e da polícia por lealdade para conter 8,5 milhões de registros, incluindo inimigos do governo e da população civil. 

Quando Cabul caiu, o banco estava sendo atualizado, junto com um banco de dados semelhante no Iraque, sob um contrato de US $ 75 milhões (R$ 387 milhões), assinado em 2018. No entanto, autoridades norte-americanas afirmam que ele foi protegido antes que o Talibã pudesse acessá-lo, apagando-o com software de limpeza de dados de nível militar.

Um outro banco de dados herdado pelo grupo terrorista contém imagens de íris, rosto e impressões digitais de 420 mil funcionários do governo, segundo a mídia.

Refugiados afegãos caminham até um ônibus que os leva a um centro de processamento na chegada ao Aeroporto Internacional de Dulles em Dulles, Virgínia, EUA, 29 de agosto de 2021
© REUTERS / ELIZABETH FRANTZ
Refugiados afegãos caminham até um ônibus que os leva a um centro de processamento na chegada ao Aeroporto Internacional de Dulles em Dulles, Virgínia, EUA, 29 de agosto de 2021

A aglomeração central de tais dados pessoais é exatamente o que preocupa os 37 grupos de liberdades civis digitais que assinaram uma carta em 25 de agosto pedindo o fechamento urgente e o apagamento, quando possível, da "ferramenta de identidade digital" do Afeganistão, entre outras medidas.

Na carta, é afirmado que governos autoritários têm explorado esses dados "para atingir pessoas vulneráveis" e bancos de dados digitalizados e pesquisáveis ​​ampliam os riscos, relatou a AP.

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Virologista de Wuhan diz que morcegos têm outros coronavírus que podem infectar humanos

 


Shi Zhengli, uma importante virologista do Wuhan Institute of Virology, disse que morcegos nas regiões fronteiriças do Sul e Sudoeste da China abrigam outros coronavírus que podem infectar humanos.

O recado foi feito em um seminário virtual, com presenças de autoridades de diversos países e da OMS (Organização Mundial da Saúde).

"Não devemos procurá-los apenas na China, mas também em países do sul da Ásia", afirmou Shi.

A cientista é apelidada de "mulher morcego" porque seu grupo de pesquisa estuda coronavírus nesses animais. A informação foi publicada nesta sexta-feira (4) pelo jornal inglês The Guardian.

A virologista disse que esses vírus, incluindo parentes próximos do SARS-CoV-2, o causador da COVID-19, provavelmente estão circulando na natureza fora da China.



© AP PHOTO / NG HAN GUAN
Mulher vende máscaras na cidade de Wuhan, na província de Hubei, na China, em 3 de abril de 2020

Duas equipes internacionais, uma coordenada pela Organização Mundial de Saúde e outra criada pela revista médica Lancet, estão atualmente investigando as origens da pandemia.

Os responsáveis pelas investigações tentam esclarecer o caminho exato que o vírus tomou para a transmissão aos humanos.

Acredita-se que o reservatório natural do SARS-CoV-2 sejam os morcegos. Shi, no entanto, afirma que provavelmente o vírus passou para outro animal, ainda desconhecido, antes de chegar aos humanos.

O virologista Edward Holmes, da Universidade de Sydney, também afirmou que o vírus pode ter se alojado em um hospedeiro intermediário.

"É perfeitamente possível que o evento inicial de transmissão cruzada de espécies não tenha acontecido dentro ou ao redor de Wuhan", disse.

Segundo os dados da Universidade Johns Hopkins, a COVID-19 já infectou 65.760.928 e causou 1.515.990 de mortes ao redor do mundo.

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