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quarta-feira, 29 de dezembro de 2021

Ex-conselheiro de segurança dos EUA John Bolton apela à OTAN para 'enfrentar a Rússia'

 



John Bolton ocupou o posto de conselheiro de Segurança Nacional no governo do anterior presidente dos EUA, Donald Trump. Ele sempre teve uma posição dura relativamente à Rússia, rotulando sua suposta interferência nas eleições de 2016 de "um ato de guerra" e apelando a uma forte "dissuasão" para conter Moscou.

O ex-conselheiro de Segurança Nacional dos EUA sugere, em um artigo de opinião publicado no portal 19FortyFive, seu ponto de vista sobre os erros e equívocos cometidos pelo Ocidente em relação à Rússia e à "agenda hegemônica" que, segundo Bolton, está sendo seguida pelo Kremlin.
De acordo com o antigo conselheiro de Trump, o Ocidente "cometeu dois erros fundamentais nos anos desde que a nova bandeira da Rússia foi hasteada pela primeira vez sobre o Kremlin".

"Em uma pressa compreensível para juntar à OTAN Estados que escaparam do extinto Pacto de Varsóvia e que retomam seus legítimos lugares no Ocidente, a América, em particular, falhou em definir onde a expansão iria acabar", escreve Bolton."Pode-se debater onde esse ponto final deve ser, mas ao não decidir a questão de maneira explicita, criamos uma 'zona cinzenta', uma ambiguidade que a Rússia está agora explorando. Hoje, nós e as nações da zona cinza, como a Ucrânia, estamos pagando o preço", aponta ele no artigo.

Segundo Bolton, a União Europeia acredita que a "paz relativa pós-1945" na região se deve ao bloco e não à aliança da OTAN.
O alto representante da União Europeia para os Negócios Estrangeiros e Assuntos de Segurança, Josep Borrell - Sputnik Brasil, 1920, 29.12.2021
Panorama internacional
Exigências da Rússia de pôr fim à expansão de OTAN para leste são inaceitáveis, diz Borrell
"A UE não venceu a Guerra Fria e o seu papel desproporcionado ao lidar com a Rússia dificulta hoje a determinação do Ocidente", observou ex-conselheiro de segurança dos EUA.

Criticando a decisão de Moscou de exigir garantias de segurança da OTAN (particularmente a garantia de não se expandir para leste e não implantar armas ofensivas em países que fazem fronteira com a Rússia), Bolton, no entanto, diz que "[o presidente russo Vladimir] Putin está superando seus homólogos ocidentais" e propõe seu próprio plano de resposta à Rússia.
Ele sugere que a OTAN deve decidir sobre quais países ela está disposta a aceitar e quais os países que não está. Além disso, de acordo com Bolton, a União Europeia deve "levar a sério" a "ameaça renovada" da Rússia, observando que a suposta "ameaça" não está perto da fronteira dos EUA.

sábado, 13 de novembro de 2021

Atividade militar dos EUA e da OTAN no mar Negro ameaça segurança regional, afirma Defesa russa



Neste sábado (13), a Força Aeroespacial da Rússia detectou quatro voos de reconhecimento de aviões de países da Aliança Atlântica perto da fronteira russa, informou o Ministério da Defesa.

"Nas últimas 24 horas, os sistemas de radar da Força Aeroespacial russa e os meios da Frota do Mar Negro detectaram e escoltaram quatro voos de aeronaves de reconhecimento de países da OTAN no espaço aéreo sobre a região do mar Negro", lê-se em comunicado oficial da entidade militar russa.
Moscou também condenou as atividades hostis do bloco militar, sublinhando que elas não contribuem para a estabilidade na região do mar Negro.
"A atividade militar agressiva não provocada dos EUA e países da OTAN na região do mar Negro, bem como o envolvimento dos países do mar Negro [nesta atividade], representa uma ameaça à segurança regional e à estabilidade estratégica", disse em comunicado o serviço de imprensa do ministério.
As declarações surgem em resposta aos exercícios realizados pelos EUA, Turquia, Romênia e Ucrânia no mar Negro. As manobras ocorrem quando os países da OTAN estão intensificando sua ações no mar Mediterrâneo e perto das fronteiras russas.

Moscou tem repetidamente criticado tais atividades do bloco militar na área, classificando-as como provocações cujo objetivo é aumentar as tensões e prosseguir uma política de contenção da Rússia.
Recentemente, presidente russo Vladimir Putin disse que a OTAN utiliza a sua aviação estratégica com armas de combate em exercícios não programados no mar Negro, o que constitui um sério desafio para o país.


quinta-feira, 10 de junho de 2021

Nem todos hackers do DarkSide estão na Rússia, afirma empresa de segurança cibernética

 


Vice-presidente sênior da FireEye deu as boas-vindas às tentativas do governo dos EUA de encorajar o lado russo a tentar prender os cibercriminosos, bem como impedi-los de realizar operações nocivas.

O fato de alguns membros do grupo de hackers DarkSide falarem russo não significa que todos operem da Rússia, afirmou o vice-presidente sênior da empresa de segurança cibernética FireEye, Charles Carmakal, durante audiência no Comitê de Segurança Nacional da Câmara dos EUA sobre o ataque de resgate (ransomware) contra a Colonial Pipeline, uma das maiores fornecedoras de combustível dos EUA.

"O grupo DarkSide é uma rede de diferentes operadores que conduzem subversões em nome do DarkSide. Embora haja um requisito [que diz que] para ser afiliado a um grupo DarkSide você deve falar o idioma russo, isso não significa que todos os operadores estejam localizados na Rússia. Avaliamos que a maioria dos operadores são criminosos do Leste Europeu", disse Carmakal na quarta-feira (9).

O vice-presidente sênior da FireEye afirmou ainda que sua empresa não possui informações que indiquem que os recentes ataques contra a Colonial Pipeline e a filial norte-americana da gigante brasileira da indústria de carnes JBS foram dirigidos pelo governo russo.

Ao mesmo tempo, Carmakal deu as boas-vindas às tentativas do governo dos EUA de encorajar o lado russo a tentar prender os cibercriminosos, bem como impedi-los de realizar operações nocivas.

Trabalhador entra na fábrica de frigoríficos da JBS em Greeley, Colorado, EUA. Um ataque de ransomware de fim de semana na maior empresa de carne do mundo está interrompendo a produção em todo o mundo, semanas após um incidente semelhante encerrar um Oleoduto dos EUA. Foto de arquivo
© AP PHOTO / DAVID ZALUBOWSKI
Trabalhador entra na fábrica de frigoríficos da JBS em Greeley, Colorado, EUA. Um ataque de ransomware de fim de semana na maior empresa de carne do mundo está interrompendo a produção em todo o mundo, semanas após um incidente semelhante encerrar um Oleoduto dos EUA. Foto de arquivo

Ataques recentes

A JBS confirmou na quarta-feira (9) que pagou o equivalente a US$ 11 milhões (aproximadamente R$ 55,5 milhões) para se liberar de um "ataque criminoso" contra o seu sistema operacional. O ataque cibernético ocorreu em 30 de maio e afetou os servidores que suportam os sistemas IT da JBS na América do Norte e Austrália.

Na segunda-feira (7), o Departamento de Justiça norte-americano anunciou que recuperou US$ 2,3 milhões (R$ 11,6 milhões) dos US$ 4,4 milhões (cerca de R$ 22,2 milhões) que a Colonial Pipeline pagou em resgate para desbloquear seus sistemas de transporte de combustível paralisados pelo ataque hacker.

Em maio, a operadora de dutos de combustível dos EUA anunciou o fechamento de toda a sua rede após um ataque cibernético.

domingo, 14 de fevereiro de 2021

Irã pretende adquirir armas da Rússia para garantir segurança regional

 


O Irã planeja comprar armas russas de modo a garantir a segurança nacional e regional, afirmou Ali-Asghar Khaji, assistente sênior do ministro das Relações Exteriores iraniano, à Sputnik.

"Cooperamos militarmente com a Rússia. Quando as restrições foram levantadas, a Rússia se tornou um dos países dos quais podemos comprar armas, pelo que podemos cooperar com ela para proteger nosso território e para a segurança da região", afirmou Khaji.

O diplomata sublinhou que, enquanto o Irã não tinha o direito de obter armas devido às sanções impostas pelas Nações Unidas (ONU), os vizinhos de Teerã gastaram milhões de dólares em armamento, tornando a região em um armazém de armas.

No início desta semana, o embaixador russo no Irã, Levan Dzhagaryan, disse em uma entrevista à Sputnik que Moscou recebeu pedidos de equipamento de defesa por parte da República Islâmica, após o embargo de armas da ONU ter expirado em 18 de outubro de 2020.

O embargo de armas ao Irã expirou em conformidade com o acordo nuclear de 2015 que previa seu cancelamento cinco anos após a adoção do acordo. Isto deu a Teerã o direito de comprar e vender armas.


 

quinta-feira, 26 de março de 2020

"Gripezinha"? Segurança de Bolsonaro, com 39 anos, está em estado grave com coronavírus



Um segurança de Jair Bolsonaro está em estado grave, após ser infectado com o coronavírus. Ari Celso Rocha de Lima Barros é capitão da PM-DF e foi internado no Hospital de Base do Distrito Federal


Um segurança de Jair Bolsonaro está em estado grave, após ser infectado com o coronavírus. Ari Celso Rocha de Lima Barros tem 39 anos e foi internado na noite dessa quarta-feira (25) no Hospital de Base do Distrito Federal. Barros é capitão da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) e foi diagnosticado com a doença em 18 de março. Desde então, cumpria isolamento domiciliar. Mas, segundo a família, o quadro piorou.

“Estava em casa, sob controle. Ontem (quarta), se sentiu mal e foi internado no Hospital de Base”, contou a mãe do segurança, dona Julmar Rocha de Lima de Barros, ao site Metrópoles. “Ele trabalha na Presidência. É segurança do presidente. Ele sempre viaja com ele. E eu acredito que esse vírus ele adquiriu nessas viagens que fez”, acrescentou. Na viagem de Miami, em que integrantes da comitiva presidencial adoeceram, Ari não esteve presente.
Leia a íntegra no Metrópoles

domingo, 1 de março de 2020

Guerra: Rússia diz que não pode mais garantir segurança de voos turcos sobre Idlib



O Centro Russo de Reconciliação Síria afirmou que as forças russas em operação no país não estão mais em condições de garantir a segurança dos aviões turcos em Idlib após o fechamento do espaço aéreo da região pelo governo sírio.

Mais cedo, o governo sírio anunciou que iria tratar qualquer aeronave estrangeira que sobrevoasse o noroeste do país, principalmente a região de Idlib, como um alvo hostil.
"Sob essas circunstâncias, o comando militar russo não pode garantir a segurança dos voos turcos sobre a Síria", destacou o chefe do Centro Russo de Reconciliação, Oleg Zhuravlyov, em declarações à imprensa.
DETALHES A SEGUIR