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terça-feira, 21 de dezembro de 2021

Tensão na Ucrânia: Biden pode repetir ações de Trump para prejudicar economia russa, diz mídia

 


Nesta terça-feira (21), autoridades dos Estados Unidos devem discutir duras medidas a serem impostas contra a Rússia em caso de invasão da Ucrânia, incluindo o bloqueio do acesso de materiais sensíveis para a indústria de tecnologia.

Conforme publicou a agência Reuters citando uma fonte anônima da Casa Branca, as possíveis sanções podem incluir o bloqueio de importações de peças para smartphones, aeronaves e automóveis, além de outros materiais importantes para diversos setores.
As autoridades dos EUA ainda devem consultar seus principais parceiros na Europa e na Ásia que poderiam ser afetados no caso de implementação dessas medidas.
Os EUA usariam medidas extraordinárias de controle de exportação para impedir a Rússia de importar tecnologias industriais e de consumo com o objetivo de gerar impacto sobre a economia e a sociedade russa.

Para tal, o governo do presidente norte-americano Joe Biden empregaria ferramentas utilizadas pelo seu predecessor, Donald Trump, que bloqueou o acesso da Huawei a semicondutores e sancionou a empresa, o que gerou transtornos na cadeia produtiva da fabricante chinesa.
Mulher com máscara usando smartphone com propaganda da 5G da Huawei - Sputnik Brasil, 1920, 21.12.2021
Mulher com máscara usando smartphone com propaganda da 5G da Huawei
As tensões em relação à Ucrânia cresceram nas últimas semanas após acusações de que a Rússia estaria preparando uma invasão ao país vizinho. Moscou, porém, nega essas acusações e tem chamado a atenção para a atividade militar da OTAN perto das fronteiras russas, o que o Kremlin considera uma ameaça à sua segurança nacional. O governo russo já afirmou que não permitirá que a OTAN instale sua infraestrutura no país vizinho.

sábado, 11 de setembro de 2021

O que está por trás da decisão de Biden de expulsar oficiais militares apontados por Trump?

 


A administração Biden instou 11 funcionários responsáveis por assuntos militares apontados pelo ex-presidente Donald Trump a se despedirem de seus cargos, reportou o CNN no início desta semana com base em informação prestada por uma fonte próxima dos acontecimentos.

Ante tal decisão, muitos se perguntam se Biden não estaria agindo motivado pelo medo.

A lista dos nomeados de Trump sujeitos às purgas do presidente democrata inclui o ex-conselheiro de Segurança Nacional Herbert R. McMaster, o general de quatro estrelas norte-americano aposentado John M. "Jack" Keane, o ex-secretário da Força Aérea dos EUA Michael Walter Wynne e o capitão do Exército aposentado Meaghan Mobbs, entre outros.

O ex-secretário de Imprensa da Casa Branca Sean Spicer e o ex-conselheiro sênior do presidente Kellyanne Conway, que atualmente fazem parte dos conselhos consultivos da Academia Naval e da Academia da Força Aérea, respectivamente, também foram convidados a se demitirem.

A atual secretária de Imprensa da Casa Branca, Jen Psaki, confirmou na quarta-feira (8) que o pedido havia sido feito, sublinhando que o objetivo do presidente é assegurar que as pessoas nomeadas para servir nesses conselhos sejam "qualificadas" e "alinhadas com [seus] valores".

No entanto, há quem não veja desse jeito. Marc Little, advogado e comentador político conservador, considera que "o recente decreto da administração Biden de demitir todos os membros dos conselhos das academias militares da Marinha, da Força Aérea e de West Point nomeados por Trump é consistente com a obsessão de Biden em eliminar tudo o que tenha o nome de Trump, mesmo que isso seja bom para os EUA e suas instituições". Little classifica este movimento de "sem precedentes e puramente partidário".

Adicionalmente, Little destaca que a decisão foi tomada na esteira da retirada das forças dos EUA do Afeganistão, um acontecimento que prejudicou a imagem do país aos olhos dos aliados de Washington e da comunidade internacional.

Reações do lado trompista

Por sua vez, os nomeados por Trump mostraram resistência, sendo que alguns deles buscaram contestar a decisão de Biden.

Sean Spicer contou para Newsmax na quarta-feira (8) que não apresentaria sua demissão e que se juntaria a uma ação judicial para combater a purga do presidente democrata. Outra funcionária, Kellyanne Conway, postou uma declaração em sua conta no Twitter também dizendo que não se demitiria.

De acordo com o CNN, três outros nomeados por Trump, Russell Vought, Meaghan Mobbs e David Urban, também recusaram se demitir.

"A liderança bipartidária de nossos militares não pode ser comprometida por políticas partidárias, e estou confiante de que líderes como Herbert R. McMaster, que também foi demitido por Biden, não ficarão parados", disse Little.

O advogado ressaltou que as políticas migratórias de Joe Biden já levaram ao "maior e mais perigoso influxo de migração ilegal através de sua fronteira sul, de tráfico humano e sexual de crianças, de armas e de drogas pelo cartel mexicano".

Origens da medida controversa

Biden acabou seguindo a decisão de sua administração, tomada em fevereiro de 2021, de interromper todas as atividades dos painéis consultivos do Pentágono por sete meses.

Nesse tempo, o atual secretário de Defesa dos EUA, Lloyd Austin, ordenou uma revisão completa, concluindo que centenas de membros do conselho consultivo do Departamento de Defesa dos EUA teriam que se demitir, incluindo mais de 30 dos nomeados pela administração Trump.

Conforme consta no Defense News, dos 42 painéis consultivos listados no memorando inicial de Austin, 31 removeram alguns de seus membros. No início deste mês, Austin concordou em reiniciar 16 painéis consultivos de Defesa.

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Extrema Direita: Entreguismo de Bolsonaro a Trump custa caro ao Brasil

 


Publicado originalmente pelo Vermelho:

As atitudes do governo do presidente Jair Bolsonaro de prolongar a isenção do etanol importado dos Estados Unidos, no momento em que o setor sofre com a queda do consumo, e de apoiar o candidato norte-americano para presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), rompendo uma tradição histórica da instituição desde a sua criação há 61 anos, têm o claro objetivo de tentar ajudar a reeleição de Donald Trump. O entreguismo bolsonarista já havia se manifestado explicitamente na facilitação da venda da Embraer, que não se concretizou pela desistência da Boeing.

São ações que se coadunam com a política externa que rompeu com a inserção soberana do Brasil no cenário mundial, que diversificava os parceiros comerciais na busca de ganhos na feroz disputa entre os blocos geopolíticos, demonstrações enfáticas de subserviência à Casa Branca. O troco veio a galope; o governo estadunidense acaba de anunciar a taxação do alumínio, prejudicando a siderurgia brasileira. A gravidade dessa medida pode ser calculada pelo saldo do comércio bilateral entre Brasil e Estados Unidos.

De acordo com a Câmara Americana de Comércio (Amcham Brasil) – entidade que representa cerca de cinco mil multinacionais brasileiras e norte-americanas –, até o mês de setembro o país registra em 2020 o pior resultado dos últimos 11 anos. O valor das trocas comerciais foi de US$ 33,4 bilhões, uma redução de 25,1% em relação ao mesmo período de 2019. É um golpe duro no comércio bilateral entre os dois países, segundo Abrão Neto, vice-presidente executivo da Amcham Brasil. A taxa de queda foi quatro vezes maior do que a redução das exportações totais do Brasil para o mundo.

São fatos que chamam a atenção também pela situação da economia mundial, cujo enfrentamento deveria ser tratado como prioridade absoluta no Brasil. O Fundo Monetário Internacional (FMI) indica que, após a recuperação prevista para 2021, o crescimento mundial deverá desacelerar gradualmente até o patamar aproximado de 3,5% no médio prazo. Segundo a economista-chefe do FMI, Gita Gopinath, isso constituirá um grave retrocesso na melhoria dos padrões médios de vida em todos os grupos de países. Mas é certo os pobres pagarão um preço mais elevado.

Um país como o Brasil precisa analisar com muito apuro essa tendência. Nos países de economias pobres, essa lógica é mais bruta. Ocorre que, pelo projeto neoliberal – que no governo Bolsonaro tem feição ultraliberal e radicalmente neocolonial –, a regra das relações econômicas é muito unilateral: os recursos fluem quase que em regime de mão única dos países periféricos para os centrais. E a riqueza global é concentrada nas mãos de poucos.

O próprio FMI constata que o prejuízo não será igual para todos. Até fim de 2021, a perda de produto em relação ao projetado antes da pandemia para as economias em desenvolvimento, excluindo a China, será de 8,1%, muito maior que a perda esperada de 4,7% nas economias avançadas. O Brasil ainda tem o agravante da fuga de capitais, que segundo o Institute of International Finance (IIF) – que reúne 450 bancos e fundos de investimento em 70 países – terá um saldo negativo entre aplicações e retiradas de não residentes no país de US$ 24 bilhões (R$ 134 bilhões) neste ano.

Além de desigual regionalmente, o efeito também não é sentido igualmente pelas diferentes classes sociais. Os bilionários aumentaram suas fortunas para um recorde de US$ 10,2 trilhões, superando o pico anterior, de US$ 8,9 trilhões, alcançado no final de 2017. Um relatório do banco suíço UBS revela que a riqueza dos bilionários aumentou 27,5% no auge da crise de abril a julho, turbinada pela alta dos mercados de ações. Esses dados, para um país castigado por uma grave crise econômica e sanitária, e com a soberania aviltada pela subserviência aos Estados Unidos, mostram o tamanho do problema causado pelo presidente Bolsonaro.

sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Trump, que sempre propagou cloroquina, não se trata com o medicamento


Presidente dos EUA chegou a mandar cloroquina para o Brasil e disse há quatro meses que "até os médicos tomam"


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que mandou estoques de cloroquina para o Brasil e defendeu o uso da substância, afirmando há quatro meses que “até os médicos tomam”, não está utilizando o remédio para se tratar da Covid-19.




Junto com Jair Bolsonaro, Trump foi um dos principais propagandistas do cloroquina para tratar o novo coronavírus. Os dois adotaram a política de manter a economia funcionando, sem quarentena, desde o início da pandemia.
O brasileiro quando disse estar infectado aproveitou para fazer uma intensa campanha em defesa da substância, que foi desaconselhada por várias autoridades médicas (como a Organização Mundial da Saúde) e não tem eficiência comprovada cientificamente para tratar o coronavírus. Bolsonaro afirmou ter se tratado com base na cloroquina.
Trump, porém, está hospitalizado e, apesar de ter feito coro com Bolsonaro, não está usando o remédio.

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Trump afirma ter construído sistema de armas nucleares 'que ninguém jamais teve'



O presidente norte-americano afirmou em entrevista ao jornalista Bob Woodward que os Estados Unidos supostamente têm uma arma nuclear secreta desconhecida até agora.

O jornal The Washington Post revelou na quarta-feira (9) o que diz serem partes de 18 entrevistas realizadas entre dezembro de 2019 e julho de 2020 para o livro "Rage" (Raiva) por publicar, incluindo a suposta existência de uma arma "incrível".
"Eu construí um sistema de armas nucleares que ninguém jamais teve neste país. Temos coisas de que você ainda nem ouviu falar ou viu. Temos coisas de que [Vladimir] Putin e Xi [Jinping] nunca ouviram falar antes. Não há ninguém, o que nós temos é incrível", disse Trump ao jornalista Bob Woodward.
As fontes anônimas de Woodward referiram que Trump estava falando de um sistema real, e ficaram surpresos por ele ter revelado. As fontes se recusaram a oferecer informação específica sobre o assunto.

Trump e novas armas militares

O presidente dos Estados Unidos tem uma reputação de discutir questões sensíveis abertamente.
Sabe-se também que Trump nem sempre parece ter um entendimento firme das questões que discute, levando-o a fazer declarações falsas sobre sistemas de armas e suas capacidades, observa na quarta-feira (9) o portal militar The Drive.
Como exemplo, refere o caso do "supermíssil", que ele mencionou falando com repórteres durante um evento na Casa Branca em maio de 2020, dizendo que seria "17 vezes mais rápido" que os mísseis mais modernos, em referência a semelhantes armas em desenvolvimento na Rússia e China.
No final, acabou sendo um veículo hipersônico dono de uma velocidade máxima de Mach 17 desenvolvido pelo Exército dos EUA, que foi previamente anunciado publicamente pelo Pentágono.
No que diz respeito às armas nucleares e a muitos de seus sistemas de transporte, correspondem aos sistemas mais secretos do arsenal militar dos EUA, mesmo que sua existência seja conhecida publicamente, destaca The Drive. Suas capacidades exatas geralmente não são reveladas para impedir que os oponentes desenvolvam contramedidas que possam limitar a utilidade da dissuasão nuclear dos Estados Unidos.
Trump pode ter falado de armas que são conhecidas, mas cujas capacidades são mantidas em segredo, tais como as ogivas nucleares W93, bombardeiros B-21 Raider que poderiam operar armas nucleares, ou o novo míssil balístico intercontinental estratégico de dissuasão terrestre (GBSD, na sigla em inglês).
O presidente norte-americano também poderia estar se referindo a algo mais exótico, que não existe atualmente no domínio público de nenhuma forma concreta.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

Tecnologia: China exorta Trump a não abrir 'caixa de Pandora' com a aquisição do TikTok



China apela aos EUA que não abram a caixa de Pandora, exigindo vender a companhia TikTok, eles serão os próprios culpados pelas consequências, declarou o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores chinês, Wang Wenbin.

O presidente dos EUA, Donald Trump, concedeu um prazo de 45 dias para que a empresa chinesa ByteDance, dona do TikTok, venda suas operações nos EUA para a empresa norte-americana Microsoft Corp., reportou a Reuters.
"Se seguirmos esta lógica errônea dos EUA, qualquer país pode, sob pretexto de proteger a segurança nacional, tomar medidas semelhantes contra qualquer empresa americana. EUA não devem abrir a caixa de Pandora, ou eles mesmos vão colher frutos amargos", afirmou o porta-voz chinês.
Wang Wenbin exortou Washington a dar ouvidos à comunidade internacional e ao povo americano e não politizar as questões econômicas, proporcionando para as empresas um ambiente de negócios e investimento livre, aberto e não discriminatório.
Por sua vez, o diretor-executivo da empresa chinesa ByteDance, dona do popular aplicativo de vídeos TikTok, disse aos funcionários em uma carta interna que o objetivo principal de Washington não era forçar a venda do aplicativo, mas sim proibi-lo completamente, conforme uma fonte citada pela Reuters.
O presidente dos EUA anunciou na sexta-feira (31) que a rede social TikTok será proibida no país. Segundo o presidente norte-americano, a proibição poderá entrar em vigor a partir de 1º de agosto e será implementada devido a "receios de segurança".

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terça-feira, 28 de julho de 2020

Twitter suspende conta de filho de Trump por fazer propaganda de cloroquina. Mas e Bolsonaro?


Decisão da rede social poderia, em tese, derrubar a conta de Jair Bolsonaro, que já usou seu perfil várias vezes para propagandear um remédio que não tem eficácia


O Twitter suspendeu de maneira temporária a conta de Donald Trump Jr., filho do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, por divulgar um vídeo sobre uso da hidroxicloroquina contra a Covid-19. O medicamento não tem eficácia comprovada no combate à doença. 

A plataforma, no entanto, não tomou nenhuma medida contra Jair Bolsonaro, que vem ostensivamente fazendo propaganda do uso da cloroquina contra a Covid-19. O próprio Bolsonaro afirma ter tomado o medicamento no tratamento da doença causada pelo coronavírus. 
No caso estadunidense, Andy Surabian, porta-voz do filho do presidente, criticou o Twitter ao compartilhar uma captura de tela que mostrava que a plataforma havia limitado temporariamente alguns dos recursos da conta de @DonaldJTrumpJr. “Está fora do papel do Twitter silenciar alguém por compartilhar as opiniões de profissionais médicos que discordam de sua narrativa anti-hidroxicloroquina”, 
Um porta-voz da plataforma disse à agência Reuters que a conta não tinha sido suspensa. “A captura de tela compartilhada diz diretamente que o Twitter requeria a exclusão do tuíte porque violava nossas regras e que limitávamos algumas funcionalidades da conta por 12 horas”, afirmou o porta-voz.
Trump também retuitou uma publicação na noite de segunda-feira acusando o médico Anthony Fauci e democratas de suprimir o uso de hidroxicloroquina para tratar o novo coronavírus e incluiu um link para o vídeo, no qual os médicos desconsideram a necessidade de máscaras faciais em meio à pandemia. O vídeo também foi retirado do Facebook e do YouTube, da Alphabet, depois de ser amplamente compartilhado.

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