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quarta-feira, 18 de maio de 2022

Países Bálticos exigem desenvolvimento massivo da OTAN, segundo mídia

 


A Letônia, Lituânia e Estônia estão tentando reforçar a presença da OTAN no Leste Europeu, segundo o jornal Washington Post.

O jornal americano, citando fontes, informou que uma divisão de aproximadamente 20 mil militares deveria ser colocada em prontidão para ser implantada rapidamente em qualquer uma destas nações.
A ação é resultado da campanha propagandista realizada pelos EUA, indicando que a Rússia poderia atacar a aliança através do Báltico.
Bandeira britânica hasteada em frente à embaixada do Reino Unido em Moscou - Sputnik Brasil, 1920, 17.05.2022
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Com a "política do medo" aplicada pelos EUA, a Letônia, Lituânia e Estônia propuseram elevar a presença militar do bloco em cada uma das três nações para seis mil militares, além do fornecimento de equipamentos militares e sistemas de defesa adicionais.
Contudo, outros membros da OTAN parecem estar divididos com relação à proposta de aumentar a presença militar, que conta com o apoio da Polônia.
A decisão deverá ser tomada durante a cúpula da OTAN em Madri, que deve ocorrer em junho.

sexta-feira, 20 de agosto de 2021

'Horrorizados' com equipamento dos EUA 'nas mãos do Talibã', senadores exigem resposta do Pentágono

 


Mais de 20 membros Republicanos do Senado dos EUA expressaram seu descontento com o abandono de equipamento militar do país no Afeganistão, que ficou nas mãos do Talibã.

Um grupo de 25 senadores Republicanos escreveu uma carta a Austin Lloyd,  secretário de Defesa dos EUA, exigindo que a administração do presidente norte-americano Joe Biden contabilize o equipamento militar financiado pelos contribuintes nacionais que agora foi apreendido pelo Talibã (organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países).

"Ao observarmos as imagens que saíam do Afeganistão quando o Talibã retomou o país, ficamos horrorizados ao ver o equipamento dos EUA, inclusive UH-60 Black Hawks, nas mãos do Talibã", escreveu o grupo de senadores.

Têm surgido do Afeganistão relatos de como o grupo militante capturou não apenas armas e munições estocadas pelas tropas dos EUA, mas também helicópteros e veículos blindados pesados.

"É inconcebível que equipamentos militares de alta tecnologia pagos pelos contribuintes americanos tenham caído nas mãos dos Talibãs e de seus aliados terroristas. Garantir os ativos dos EUA deveria ter sido uma das principais prioridades do Departamento de Defesa dos EUA antes de anunciar a retirada do Afeganistão", indica a carta.

O texto exortou a criação de um relatório completo do equipamento militar fornecido às forças armadas afegãs no ano passado. Acredita-se que o Talibã tenha tomado posse de mais de 2.000 veículos blindados, incluindo caminhões Humvees, e cerca de 40 aeronaves, incluindo UH-60 Black Hawks, drones militares ScanEagle, e helicópteros de ataque.

Os senadores também levantaram preocupações sobre a possibilidade de o Talibã trabalhar com países hostis aos EUA para utilizar o equipamento altamente avançado, tais como "a Rússia, Paquistão, Irã ou República Popular da China para treinamento, combustível ou infraestrutura necessária para utilizar o equipamento que eles não têm capacidade de usar por conta própria".

Conclusões já realizadas

Na segunda-feira (16) foi publicado um relatório condenatório de 140 páginas intitulado "O que precisamos aprender: Lições de 20 anos de reconstrução do Afeganistão" de John Sopko, inspetor-geral especial para a Reconstrução do Afeganistão (SIGAR, na sigla em inglês) dos EUA, a principal autoridade de auditoria do governo norte-americana, sobre como Washington incorreu em despesas inúteis no Afeganistão.

"Se o objetivo era reconstruir e deixar para trás um país que possa se sustentar e representar pouca ameaça aos interesses de segurança nacional dos EUA, o quadro geral é sombrio", conclui o relatório.

Biden anunciou na primavera que os milhares de tropas dos EUA presentes no país nos últimos 20 anos partiriam até 31 de agosto. O Talibã lançou posteriormente uma grande ofensiva contra as forças afegãs, capturando grandes partes da nação, antes de tomar a capital Cabul no domingo (15).

O país está testemunhando cenas caóticas após a tomada do poder pelo Talibã, com o ex-presidente afegão Ashraf Ghani fugindo do país no domingo (15) e surgindo poucos dias depois nos Emirados Árabes Unidos, alegando ter deixado o Afeganistão para evitar derramamento de sangue.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Tecnologia: Hackers exigem US$ 70 milhões para restaurar dados de empresas após ciberataques, diz reportagem

 


Hackers suspeitos por ataque de extorsão em massa que afetou centenas de empresas e clientes da Kaseya nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, teriam pedido quantia milionária para restaurar dados, de acordo com postagem em blog da dark web.

Os cibercriminosos que podem estar por trás de um ataque devastador que deixou centenas de empresas em todo o mundo off-line, supostamente exigiram US$ 70 milhões (cerca de R$ 355 milhões) para restaurar os dados que estariam segurando.

A demanda foi postada em um blog na dark web no domingo (4), informou a Reuters. O blog é usado pela gangue do crime cibernético REvil, que os pesquisadores de segurança cibernética acreditam serem os responsáveis pelo último ataque, e também por outro que houve em maio à JBS, a maior empresa de processamento de carne do mundo.

O ataque da semana passada teve como alvo a Kaseya, uma plataforma remota de gerenciamento de Tecnologia da Informação. Centenas de clientes da Kaseya nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e em todo o mundo tiveram seus dados congelados, com efeitos indiretos para os clientes em alguns casos. A rede de supermercados sueca Coop foi forçada a fechar todas as 800 de suas lojas no sábado (3), depois que o ataque inativou todas as caixas registradoras.

Presidente dos EUA Joe Biden durante reunião com presidente israelense Reuven Rivlin na Casa Branca, 28 de junho de 2021
© REUTERS / KEVIN LAMARQUE
Presidente dos EUA Joe Biden durante reunião com presidente israelense Reuven Rivlin na Casa Branca, 28 de junho de 2021
A Casa Branca anunciou no domingo (4) que o FBI e o Departamento de Segurança Interna "entrarão em contato com as vítimas identificadas para fornecer assistência". O presidente Joe Biden, que anteriormente acusou a Rússia de estar por trás de ataques semelhantes, disse a repórteres que "não tem certeza se são os russos" e está esperando que as agências de inteligência dos EUA investiguem.

Os EUA já culpavam a Rússia por vários ataques cibernéticos à infraestrutura e ao comércio americano, em parte por causa de seu suposto envolvimento no hack da SolarWinds no ano passado. Mesmo que Biden não tenha acusado Moscou de envolvimento direto em um ataque cibernético contra o fornecimento de combustível dos EUA em maio, ele insistiu que isso tinha "alguma responsabilidade", já que os hackers supostamente operavam em um país de língua russa.

A culpa também foi atribuída a Pequim. A Microsoft afirmou em março que pegou hackers chineses "patrocinados pelo estado" invadindo seus servidores de e-mail, e pesquisadores de segurança cibernética acusaram o estado chinês de envolvimento em vários ataques desde então, incluindo um na rede de transporte público de Nova York.

Moscou e Pequim têm negado sistematicamente as acusações dos EUA de envolvimento em crimes cibernéticos.

Em um comunicado na semana passada, a Embaixada Russa em Washington expressou esperança de que os EUA "abandonem a prática de acusações infundadas e se concentrem no trabalho profissional com especialistas russos para fortalecer a segurança da informação internacional".