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sábado, 16 de outubro de 2021

'Não aconselharia ninguém a colocar Rússia à prova', diz político após incidente com navio dos EUA

 


Leonid Slutsky, diretor do Comitê dos Assuntos Internacionais da Duma de Estado, câmara baixa do Parlamento russo, comentou o incidente do destróier americano USS Chafee, que tentou violar a fronteira estatal russa, observando que ninguém deve testar a força da Rússia.

Ontem (15) o Ministério da Defesa da Rússia informou que o destróier dos EUA Chafee tentou violar a fronteira russa no mar do Japão, tendo o navio antissubmarino Admiral Tributs da Frota do Pacífico bloqueado as ações do navio americano.

"E o que ouvimos do lado americano? 'Todas as ações do destróier dos EUA Chafee no mar do Japão durante o incidente com o navio antissubmarino russo estavam em plena conformidade com o direito internacional […]', declarou a Frota do Pacífico dos EUA. As pessoas decentes costumam pedir desculpa em tais casos, mas os americanos se lembram novamente de certas 'regras', dizendo que foi 'imaginação nossa'", escreveu o político russo em sua conta no Telegram.

Ele acrescentou que "não aconselharia ninguém a colocar Rússia à prova, especialmente em questões da proteção da fronteira nacional".

"As medidas de resposta serão sempre duras, profissionais e proporcionadas", concluiu Slutsky.

Nesta sexta-feira (15), a Marinha russa acionou um navio para bloquear o destróier americano. As duas embarcações ficaram a apenas 60 metros uma da outra.


sábado, 26 de junho de 2021

Seria 'muito sério' se governo britânico fosse responsável por incidente no mar Negro, diz Rússia

 


Andrei Kelin, embaixador russo no Reino Unido, criticou a "provocação militar" do destróier britânico HMS Defender no mar Negro, que entrou nas águas territoriais da Crimeia, pertencente à Rússia.

O incidente de quarta-feira (23) no mar Negro envolvendo as forças militares e de patrulha fronteiriça russas e o navio de guerra HMS Defender poderia ter provocado combates reais, e Moscou considera as informações de que Boris Johnson, primeiro-ministro britânico, aprovou pessoalmente o percurso ilegal do navio, um assunto "muito sério", disse Andrei Kelin, embaixador da Rússia no Reino Unido.

"O pesadelo de toda esta situação é que [as autoridades britânicas] estão tentando reforçar sua posição política com uma provocação militar, o que realmente […] poderia nos levar a um grave incidente militar, que o chefe do Estado-maior do Reino Unido admitiu ontem [25] à noite", disse no sábado (26) Kelin, falando ao canal YouTube russo Solovyov Live, em referência aos comentários recentes do general Nick Carter.

Citado na sexta-feira (25) pelo jornal The Telegraph, Carter falou sobre o incidente do mar Negro, afirmando que o perigo de um "guerra em larga escala" resultante "de uma escalada injustificada" era algo que o mantinha "acordado na cama à noite".

Segundo Kelin, se as decisões de levar o HMS Defender a atravessar as águas territoriais da Crimeia, controladas pela Federação da Rússia, "tivessem acontecido como nos jornais […] é algo muito sério".

Em sua reportagem, o The Telegraph indicou que a ideia de levar o destróier do Reino Unido dentro das águas territoriais russas foi dada por Ben Wallace, secretário de Defesa, e aprovada pessoalmente pelo premiê Johnson na segunda-feira (21). Além disso, Dominic Raab, secretário de Relações Exteriores, teria se oposto à ideia, advertindo que Moscou poderia de alguma forma "tentar tirar proveito" da situação.

Kelin diz não saber o mecanismo exato de tomada de decisões por Londres, e sugeriu não confiar necessariamente nos relatos dados na mídia britânica.

O embaixador russo não crê que a situação atual seja pior que na Guerra Fria, mas descreveu o atual estado das relações entre a Rússia e o Reino Unido como um "ponto zero" do qual agora será necessário se recuperar.

Andrei Kelin revelou que se reuniria com funcionários britânicos responsáveis por assuntos externos e de segurança, e que esperava obter informações sobre o que realmente aconteceu na quarta-feira (23).

quinta-feira, 27 de agosto de 2020

Defesa russa responsabiliza EUA por incidente com blindados russo e americano na Síria (VÍDEO)




Na Síria foi reportado um acidente entre tropas americanas e russas quando uma patrulha russa foi barrada por militares dos EUA.

O incidente ocorreu ainda no último dia 25, no nordeste da Síria.
Segundo o Ministério da Defesa russo, os militares americanos tentaram bloquear a passagem de um comboio russo, apesar de o lado americano ter sido avisado da deslocação com antecedência.
"Apesar disso, violando os atuais acordos, os militares dos EUA fizeram uma tentativa de bloquear a patrulha russa. Em resposta, a Polícia das Forças Armadas da Rússia tomou medidas necessárias para evitar o incidente e dar continuidade à execução de sua missão", reportou a Defesa russa.
Após o incidente, o chefe do Estado-Maior das Forças Armadas russas, general Valery Gerasimov, teve uma conversa telefônica com seu homólogo americano, general Mark Milley, para esclarecer o ocorrido.
Em um vídeo publicado no YouTube é possível ver parte do incidente.
O órgão russo afirmou que "o lado americano, durante a conversa telefônica, recebeu explicações completas sobre a referida situação".

Americanos feridos

Segundo publicou a CNN, durante o incidente ocorreu uma colisão entre um veículo russo e um americano, resultando em pelo menos quatro feridos no lado americano.
O caso foi confirmado pelo porta-voz do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, John Ullyot.
"Um veículo russo colidiu com um blindado da coalizão no nordeste da Síria, o que causou ferimentos nos tripulantes do blindado", declarou Ullyot.