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terça-feira, 7 de setembro de 2021

China pondera construir nave espacial de 1 km de comprimento

 


China está estudando a possibilidade de construir uma nave espacial de um quilômetro de comprimento. O projeto faz parte de uma ampla solicitação à apresentação de propostas de pesquisa da Fundação Nacional das Ciências Naturais da China.

A estrutura teria um tamanho dez vezes maior ao da Estação Espacial Internacional (EEI).

Um resumo da pesquisa publicado no site da fundação descreve a nave espacial enorme como um "equipamento aeroespacial estratégico importante para utilização futura dos recursos espaciais, exploração dos mistérios do Universo e uma vida em órbita durante um longo período de tempo". No entanto, ainda está sendo estudada a viabilidade do projeto.

A referida fundação, que é uma entidade de financiamento gerida pelo Ministério da Ciência e Tecnologia da China, pretende que os cientistas conduzam pesquisas de novos métodos de design leve que possa limitar a quantidade do material de construção que tem de ser colocado em órbita, bem como novas técnicas para montar com segurança essas enormes estruturas no espaço, escreve portal Scientific American.

De acordo com especialistas, a construção da nave poderia enfrentar uma série de problemas técnicos devido a seu enorme tamanho. Estima-se que a China poderia enviar milhares de componentes para serem montados em órbita, o que levaria muito mais tempo do que os 12 anos que foram necessários para construir a EEI.

centro de lançamento de satélites de Jiuquan
Centro de lançamento de satélites de Jiuquan

Se este projeto for financiado, o estudo de viabilidade terá uma duração de cinco anos e um orçamento de 15 milhões de yuans (cerca de R$ 12 milhões).

O projeto pode parecer um filme de ficção científica, mas o ex-tecnólogo-chefe da NASA Mason Peck afirma que a ideia não era completamente bizarra, acrescentando que o desafio era mais de engenharia do que de ciência básica.

"Acho que é perfeitamente viável", disse Peck, que é atualmente professor de engenharia aeroespacial na Universidade Cornell. 

De acordo com ele, o lançamento de objetos e materiais no espaço pode ser muito caro, portanto, o maior desafio são os custos. Para se ter uma ideia, a EEI tem apenas 110 metros de largura em seu ponto mais largo.

Segundo a NASA, construir uma estrutura dez vezes maior vai custar mais do que o orçamento espacial nacional mais generoso, uma vez que a construção da EEI foi de aproximadamente US$ 100 bilhões (R$ 518,9 bilhões).


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domingo, 10 de maio de 2020

Israel pondera resposta a suposto ataque cibernético do Irã que quebra 'todos os códigos de guerra'



Tel Aviv acusou o Irã de efetuar ataques cibernéticos "diariamente" contra Israel, apesar de Teerã negar as acusações e insistir que o país "não se envolve em guerra cibernética".

De acordo com o Times of Israel, o gabinete de segurança de alto nível israelense denunciou um "ataque cibernético iraniano" contra as infraestruturas civis de abastecimento de água de Tel Aviv.
O suposto ataque, que teria ocorrido no final de abril, foi descrito por um dos funcionários israelenses como uma "escalada significativa" das ações do Irã, que "cruzou a linha vermelha" ao atingir instalações civis. As autoridades observam que o ataque causou poucos danos, apesar de pequenos problemas terem sido relatados nos conselhos locais.
"Este é um ataque que vai contra todos os códigos de guerra. Mesmo dos iranianos, não esperávamos algo assim", declarou um funcionário, citado na notícia.
Segundo a reportagem, Tel Aviv está atualmente ponderando respostas à ofensiva sofrida.
O suposto ataque foi noticiado pela Fox News, depois que a Autoridade da Água e a Diretoria Nacional Cibernética de Israel (INCD, na sigla em inglês) anunciaram uma "tentativa de violação cibernética dos sistemas de comando e controle de água".
As informações alegavam que o Irã usou servidores americanos para a invasão cibernética, algo que nunca foi reconhecido pelos EUA.

Teerã nega responsabilidade pelo ataque

"O governo iraniano não se envolve em guerra cibernética", disse Alireza Miryousefi, porta-voz da Missão do Irã nas Nações Unidas, em Nova York.

© CC0
Cybercrime
O primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu acusa frequentemente o Irã de ataques cibernéticos, afirmando que Tel Aviv "monitora e evita-os todos os dias", o que o Irã tem negado repetidamente.
Em janeiro, o ministro da Energia israelense afirmou que o país havia neutralizado "um ataque cibernético muito sério" contra uma das principais usinas do país.