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sexta-feira, 17 de abril de 2020

Filha de Queiroz que “trabalhava” com Bolsonaro elogia Mandetta após demissão




Filha do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz e ex-assessora do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) na Câmara dos Deputados, Nathália Melo de Queiroz quebrou o silêncio sobre temas políticos nas redes sociais e exaltou Luiz Henrique Mandetta (DEM-MS), demitido ontem do comando do Ministério da Saúde. Em tratamento contra câncer, Queiroz integra grupo de risco para covid-19.
Em seu perfil no Instagram, a personal trainer reproduziu um post do MBL (Movimento Brasileiro Livre) com a mensagem de Mandetta afirmando que havia sido demitido por Bolsonaro. O MBL faz oposição ao governo e tem várias de suas principais lideranças filiadas ao DEM, como o deputado federal Kim Kataguiri.
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Nathália Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, compartilhou publicação exaltando Mandetta após demissão
Imagem: Reprodução
Nathália Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, foi nomeada nos gabinetes de Jair e Flávio Bolsonaro
Imagem: Reprodução

quinta-feira, 9 de abril de 2020

Secretário de Educação Básica do MEC pede demissão



O secretário de Educação Básica do MEC (Ministério da Educação), Janio Macedo, pediu demissão do cargo por causa de desgastes na pasta comandada por Abraham Weintraub.

O ato ainda não foi oficializado mas Macedo já avisou a interlocutores na manhã desta quinta-feira (9) que não é mais titular da subpasta, responsável pelas políticas federais que vão da creche ao ensino médio.

No discurso, a educação básica é apontada como prioridade pelo governo Jair Bolsonaro.

Janio Macedo era apontado como uma ilha de diálogo dentro do MEC para secretários de Educação e especialistas, em contraponto ao perfil beligerante e ideológico de Weintraub. No entanto, sua relação com o chefe também se desgastou, sobretudo nos últimos dois meses, de acordo com relatos obtidos pela reportagem.

A falta de autonomia diante de um insistente crivo ideológico de Weintraub em praticamente todas as decisões foi fundamental para sua saída.

Macedo apostava na construção de iniciativas em consenso com secretários de Educação, que concentram as matrículas. Uma das políticas que insistia foi o apoio à implementação da Base Nacional Comum Curricular junto às redes, tema desprezado pelo ministro por causa de questões ideológicas.

Weintraub, por sua vez, não tem boa relação fora dos ambientes ideológicos. Nos últimos dias, criou atrito com os secretários ao insinuar que havia acordado com eles a opção de distribuir nas escolas alimentos da merenda para alunos pobres durante a pandemia de coronavírus -o que diverge da proposta dos dirigentes estaduais de Educação.

Funcionário aposentado do Banco do Brasil, onde trabalhou por 34 anos, Macedo já ocupou cargos no executivo na área de economia. Antes de chegar ao MEC, era secretário adjunto de Gestão e Desempenho de Pessoal, ligada à Secretaria Especial de Desburocratização, Gestão e Governo Digital.

Ele assumiu a secretaria de Educação Básica com a chegada de Weintraub no MEC.

Essa é a segunda baixa no alto escalão do ministério só neste ano. Arnaldo Lima, que também havia chegado com Weintraub, pediu demissão no fim de janeiro da secretaria de Educação Superior, também provocado por desentendimentos com o ministro.

Weintraub completou 1 anos à frente do MEC na quarta-feira (8) e, sob sua gestão, houve trocas em praticamente todos os órgãos importantes ligados à pasta. Além dessas duas secretarias, houve alterações no comando do Inep, FNDE e Capes.

A reportagem procurou o MEC e Janio Macedo mas até a publicação deste texto não houve resposta.

sábado, 22 de fevereiro de 2020

Bolsonaro implode o Inmetro e anuncia demissão de toda a diretoria do órgão



“Implodi o Inmetro. Implodi. Mandei todo mundo embora. Por quê? Há poucos meses assinaram portaria para trocar tacógrafos", afirmou Jair Bolsonaro. "Em vez de ser o normal que está aí, inventaram um digital. Ele é aferido de dois em dois anos. Passaram para um. Mandei acabar com isso aí", disse


Jair Bolsonaro afirmou neste sábado (22) que decidiu "implodir" o Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e anunciou a demissão de toda a diretoria do órgão.]

“Implodi o Inmetro. Implodi. Mandei todo mundo embora. Por quê? Há poucos meses assinaram portaria para trocar tacógrafos. Em vez de ser o normal que está aí, inventaram um digital. Ele é aferido de dois em dois anos. Passaram para um. Mandei acabar com isso aí”, disse ele na porta de um supermercado no Guarujá (SP), para onde viajou nesta sexta-feira (21) a fim de passar o feriado de Carnaval no Forte dos Andradas, base militar do Exército.
O Inmetro é a autarquia federal responsável por executar políticas nacionais de metrologia. Também fiscaliza o cumprimento de normas técnicas, métodos, e instrumentos de medição e unidades de medida.
O tacógrafo é um instrumento registrar dados sobre a condução dos veículos, como distância percorrida, velocidade desenvolvida, e tempos de parada e direção. Para Bolsonaro, a medida do Inmetro iria prejudicar taxistas. "Começou no Rio, não sei se veio para São Paulo, trocar os taxímetros. Mas por quê? Quatrocentos cada um. Os tacógrafos, 1.900. Multiplique por milhões de veículos que mexem com tacógrafos. Táxi só no Rio são 40 mil", disse.
Uma das mudanças a que Bolsonaro se refere é uma portaria de agosto de 2019 que prevê uma nova regra para padronização de sensores de velocidade utilizados em taxímetros. "Não temos que atrapalhar a vida dos outros. É facilitar a vida de quem produz. Os novos taxímetros, faça diferente. Os novos tacógrafos, tudo bem. Agora, tirar do pessoal, trocar, não. Então, o que eu tenho que fazer? Implodir."