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sexta-feira, 9 de setembro de 2022

Especialistas defendem entrada do Brasil em aliança do lítio com Argentina, Bolívia, Chile e México

 


Conhecido por "ouro branco" ou "petróleo branco", o lítio é um minério cuja importância tem crescido nos últimos anos. A América Latina concentra grandes reservas, o que coloca a região em uma posição estratégica. E o Brasil, onde fica nesta corrida do lítio?

O lítio ganhou esse status de mineral do futuro em razão da sua utilização em baterias de aparelhos de celular e, principalmente, de carros elétricos. Essa nova geração automotiva, que se projeta como menos poluente em razão da baixa emissão de CO2, depende do mineral. Segundo estudo da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês), ligada à Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a demanda pelo lítio deve crescer 40 vezes até 2040, em especial por conta das baterias automotivas.
Estudo recente da Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM), do Serviço Geológico do Brasil (SGB), promoveu uma atualização das reservas de lítio no Brasil. Segundo a pesquisa "Avaliação do Potencial do Lítio no Brasil"o país saltou de 0,5% para 8% das reservas mundiais do minério. Bolívia, Argentina e Chile, que compõem o chamado "Triângulo do Lítio", possuem mais da metade das reservas mundiais. Outro país latino-americano que recentemente descobriu amplas reservas foi o México.
Especialistas ouvidos pela Sputnik Brasil apontam que o Brasil precisa investir em mais pesquisas para se posicionar melhor no mercado internacional de lítio — e ter um mapa mais preciso sobre seu potencial de exploração — e que o país deve buscar uma aliança com Bolívia, Chile, Argentina e México.

CELAC do lítio? OPEP do lítio?

Durante encontro do fórum Perspectivas do Lítio da América Latina, realizado em abril com a presença dos quatro países, a Bolívia anunciou que buscava forjar uma aliança com as nações exploradoras de lítio com o objetivo de industrializar e beneficiar suas populações. O ministro boliviano de Hidrocarbonetos e Energias, Franklin Molina, defende que os 33 países da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) devem ser incorporados.
"Deve haver uma CELAC do lítio. Para integrá-la, não deveria ser uma condição ser produtor ou ter reservas de lítio, mas sim ter mercado", disse Molina na ocasião.
O geólogo Daniel Pasin, professor de economia mineral e geologia econômica da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), acredita que o Brasil deve se integrar a essa iniciativa puxada pela Bolívia, que ele classifica de uma espécie de Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) do lítio.

"Esses países vão criar tipo uma OPEP para o lítio para controlar os preços. O Brasil pode entrar nisso", aponta Pasin à Sputnik Brasil.

Globo terrestre com América Latina em destaque (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 11.08.2022
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Giorgio Romano Schutte, professor de relações internacionais e economia da Universidade Federal do ABC (UFABC) e membro do Observatório de Política Externa e da Inserção Internacional do Brasil (OPEB), tem uma avaliação parecida. O especialista acredita que a união do Brasil com outros países produtores é fundamental para uma valorização da produção.

"Há uma corrida pelo lítio. As baterias vão ser uma questão-chave, não só pelos carros elétricos. Tem grandes mercados, grandes empresas disputando. Se os países que têm reservas apostarem no 'cada um por si', têm menos poder de barganha. Como tem muita concentração na América do Sul, você pode imaginar uma organização para se posicionar conjuntamente nesse mercado. É muito difícil, mas faz sentido. Faz sentido coordenar para negociar melhor com chineses, europeus, americanos", aponta à Sputnik Brasil.

Diante do aumento das reservas, Schutte defende que o Brasil pense em um modelo de desenvolvimento para a exploração do lítio com o objetivo de aumentar o valor agregado. O pesquisador aponta que é preciso um plano robusto, com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e empresas presentes. Não simplesmente fazer um edital.

"Se isso [esse aumento das reservas] se confirmar, há mais um motivo para coordenar essa atuação. Argentina está no Mercosul. Bolívia e Chile são membros plenos [associados]. [...] É uma pauta possível de atuação conjunta", disse Schutte.

As reservas nacionais de lítio

Pensando no estímulo da exploração do lítio, o governo brasileiro decidiu eliminar entraves, retirando as regras que o colocavam na mesma categoria dos minerais e insumos radioativos, cuja exploração precisa passar pela aprovação da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN). Com isso, o Ministério de Minas e Energia avalia que a produção de lítio e derivados poderá receber investimentos de cerca de R$ 15 bilhões até 2030.
Os especialistas avaliam essa medida como positiva. "O lítio não é radioativo igual urânio e tório. Por conta dessa ação do governo, houve uma facilitação para a prospecção e exploração do lítio", aponta Pasin.
O professor da UERJ acredita que isso está diretamente ligado com a expectativa de demanda do lítio. Há uma projeção que aponta que o número de carros elétricos vai saltar de 5 milhões para 35 milhões até 2030. Para Pasin, é importante realizar mais pesquisas sobre os pegmatitos de lítio presentes no território brasileiro para se ter uma dimensão melhor.

"Se revisitarem alguns lugares-chave em que ocorrem esses pegmatitos, pode ser que o Brasil suba em reservas. Esses pegmatitos não foram totalmente avaliados. Tem que fazer um trabalho de pesquisa e avaliação econômica geológica robusto. Ainda pode haver novas descobertas de jazidas de lítio no Brasil", aponta Pasin.

Isso é fundamental para posicionar o Brasil internacionalmente e estimular investimentos no país. Atualmente, apenas três empresas atuam no país, AMG Mineração, Sigma e Companhia Brasileira de Lítio (CBL).

"O Brasil ainda não é um país que se coloca como exportador de lítio, mas tem como ser", afirma o professor da UERJ.

O especialista reforça que o principal meio para se alcançar esse status é o investimento em pesquisa, avaliação econômica geológica e valorização da produção. Entre as possibilidades que podem impulsionar a produção nacional está a de revisitar os rejeitos de lítio que não foram bem aproveitados anteriormente.

Questão ambiental e fortalecimento diplomático

Pasin destaca ainda outros benefícios que uma união com outros países poderia trazer. O fator ambiental é um dos principais.
"[Como o carro elétrico está na moda], dizem que é uma energia limpa porque emite menos CO2. Vendem uma ideia de uma matriz energética mais limpa, mas, por trás disso, toda bateria precisa de elementos que precisam ser explorados na natureza, o que causa um impacto ambiental", destaca.
Ele cita o Salar de Uyuni, na Bolívia, que considera um patrimônio da natureza. "É preciso pensar em explorar de uma maneira sustentável. Explorar detonando com tudo não dá. O lítio tem passado por uma exploração mais devagar mesmo."
Turistas no Salar de Uyuni, rico em lítio, na Bolívia, em 5 de fevereiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 08.09.2022
Turistas no Salar de Uyuni, rico em lítio, na Bolívia, em 5 de fevereiro de 2022
Uma exploração mais sustentável passa por avanços tecnológicos e uma legislação mais consistente, o que poderia ser articulado em conjunto pelos países da possível aliança do lítio.
Pasin enxerga o lítio como um ponto de partida para uma maior sinergia dos países em termos de cooperação.

"A opção conjunta pode trazer benefícios no fortalecimento até de outras commodities. Começa com o lítio, mas um convênio diplomático pode promover uma sinergia maior entre esses países em outras áreas. O lítio pode ser o gatilho para que acordos bilaterais e multilaterais saiam do papel. Começa no lítio, depois vai para outra coisa", finaliza o pesquisador.

Vista aérea da aldeia Rapkô, dos índios Xikrins, na Terra Indígena Trincheira Bacajá, em São Félix do Xingu, no Pará (foto de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 27.07.2022
Notícias do Brasil
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Fonte Sputinik

sábado, 10 de abril de 2021

'Mensagem desagradável': especialistas avaliam entrada de navio dos EUA em zona exclusiva da Índia

 


Especialistas indianos especulam sobre a "mensagem desagradável" que o governo de Joe Biden estaria tentando transmitir após entrada não autorizada de um navio de guerra dos EUA na zona econômica exclusiva da Índia nesta semana.

A Sétima Frota da Marinha dos EUA desafiou publicamente a reivindicação marítima da Índia no mar Arábico, enviando o destróier de mísseis guiados USS John Paul Jones (DDG 53) para dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) da Índia na última quarta-feira (7). A Marinha dos Estados Unidos alega que a intenção do movimento foi de afirmar direitos e liberdades de navegação sem solicitar o consentimento prévio da Índia.

A tentativa da Marinha dos EUA de reivindicar os direitos de navegação a aproximadamente 130 milhas náuticas a oeste das ilhas Lakshadweep, sem solicitar o consentimento prévio de Nova Deli, atraiu reações fortes dos principais estrategistas da Índia.

Brahma Chellaney, pensador estratégico, autor e comentarista, destacou a diferença entre conduzir operações de "liberdade de navegação" dos EUA em águas disputadas e fazer isso nas águas de uma nação parceira sem aviso prévio.

Nada na UNCLOS (que os EUA nem mesmo ratificaram) permite atividades militares em ZEE de outras nações. Uma coisa é os EUA conduzirem operações de "liberdade de navegação" em águas disputadas, como no mar do Sul da China, outra coisa é fazê-lo na ZEE de uma nação parceira sem seu consentimento.

O comunicado divulgado pela Sétima Frota da Marinha dos EUA diz que "operações de liberdade de navegação não são sobre um país".
"Ou isso é um grande mal-entendido ou uma nova administração dos EUA quer enviar uma mensagem muito desagradável", escreveu Tenzing Lamsang, editor do The Bhutanese, em sua conta no Twitter.

À luz disso, o ex-ministro indiano e líder do Partido Bharatiya Janata (BJP), Subramanian Swamy, disse sarcasticamente: "Uau! Grande conquista do governo de Modi: os EUA estão descartando nossa reivindicação de nossa área marítima. Veja a linguagem americana. Isso significa que S-400 estão vindo para a Índia".

Sistema de defesa antiaérea S-400 Triumf SAM (à esquerda) durante ensaio de desfile militar realizado em Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia, comemorativo do 76º aniversário da vitória na Grande Guerra pela Pátria
© SPUTNIK / YEVGENY BIYATOV
Sistema de defesa antiaérea S-400 Triumf SAM (à esquerda) durante ensaio de desfile militar realizado em Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia, comemorativo do 76º aniversário da vitória na Grande Guerra pela Pátria

Apesar dos avisos e ameaças de sanções dos EUA a Nova Deli em várias ocasiões, o governo de Narendra Modi decidiu prosseguir com um acordo de US$ 5,43 bilhões (mais de R$ 30 bilhões) que consiste na compra de sistemas de defesa antiaérea S-400 da Rússia. O primeiro lote de mísseis deve chegar à Índia até o final deste ano.

EUA devem 'subscrever a ordem baseada em regras que defendem'

Kanwal Sibal, um ex-secretário das Relações Exteriores da Índia, disse que os EUA deveriam obedecer à ordem baseada em regras que defendem.

O ex-chefe da Marinha indiana, Arun Prakash, sublinhou que, embora a Índia tenha ratificado a Lei dos Mares da ONU de 1995, os EUA ainda não fizeram o mesmo. Prakash desafiou os EUA a revelarem as verdadeiras intenções por trás da ação em um post em sua conta no Twitter.

Há ironia aqui. Enquanto a Índia ratificou a Lei dos Mares da ONU em 1995, os Estados Unidos ainda não o fizeram. Para a 7ª Frota realizar missões de liberdade de navegação na ZEE indiana, em violação de nossa legislação doméstica, é ruim o suficiente. Mas divulgar isso? Marinha dos EUA, por favor, ligue o botão de identificação amigo-inimigo!

O ex-oficial da Marinha Abhijit Singh se posicionou, na sexta-feira (9), no Twitter, afirmando que as operações de liberdade de navegação perto das ilhas Andaman, mais "estratégicas", teriam sido muito mais polêmicas. Os principais pensadores acharam a linguagem usada pela Sétima Frota para se referir a um parceiro da Quad como estranha, pois afirma que conduzia uma operação de liberdade de navegação "desafiando as excessivas reivindicações marítimas da Índia".

O almirante aposentado Arun Prakash, ex-chefe da Marinha indiana, constata que tais operações norte-americanas no mar do Sul da China têm por objetivo transmitir a Pequim a mensagem de que a suposta ZEE em torno das ilhas artificiais seja uma "reivindicação marítima excessiva" e questiona qual seria, portanto, a mensagem dos EUA à Índia nesta situação.

sábado, 2 de janeiro de 2021

Arábia Saudita encerra proibição de entrada no país, mas mantém restrições para conter COVID-19

 


A Arábia Saudita informou que a entrada no país por mar, terra e ar será retomada a partir deste domingo (3), após uma proibição que durou duas semanas por medo de uma variante do novo coronavírus.

A informação foi dada pela agência de notícias estatal do reino, segundo noticiou a Reuters.

Um funcionário do Ministério do Interior disse que algumas restrições incluem pedir às pessoas que vêm de países onde a nova variante do vírus se espalhou, como Reino Unido, África do Sul e outros, que fiquem pelo menos 14 dias fora desses países antes de entrar na Arábia Saudita.

​A Arábia Saudita começou no dia 17 de dezembro, a campanha de vacinação contra a COVID-19 com o imunizante desenvolvido por Pfizer-BioNTech, o mesmo adotado por Reino Unido e EUA.

No dia 25 de dezembro, o príncipe Mohammed bin Salman foi vacinado contra o coronavírus em transmissão ao vivo pela TV, depois que o Ministério da Saúde do reino confirmou que a vacina da Pfizer-BioNTech era segura e eficiente.

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Itiúba Bahia: Prefeita de veta entrada de pessoas de cidades com casos de Covid-19



Através de decreto publicado nesta quarta-feira (15), a prefeita Cecília Petrina (PCdoB), da cidade de Itiúba, na região norte da Bahia, vetou a entrada no município de pessoas de Cansanção e demais municípios com casos notificados de infecção pelo Covid-19.
No decreto, a prefeita destacou que serão também interceptados nas barreiras sanitárias, veículos que transportem cargas para entrega em Itiúba, sendo que em se tratando de carga com destino ao município, o veículo ficará parado na barreira até que o destinatário seja contactado e providencie a retirada da mercadoria e transporte
para conduzi-la até o seu estabelecimento, exceto carga de gêneros alimentícios, medicamentos e bebidas não alcoólicas. Já na hipótese da carga destinada a outros Municípios, o veículo será escoltado até a saída da cidade, constatando-se assim, a veracidade da informação.
O comercio considerado não essencial continua fechado e Fica mantido no município o toque de recolher das 22:00 às 05:00 horas. O prazo de vigência do Decreto é até o dia 19 de abril de 2020, podendo ser prorrogado.
Portal de Notícias


quinta-feira, 9 de abril de 2020

Bahia: Prefeitura de Senhor do Bonfim anuncia bloqueio na entrada da cidade para conter coronavírus



O acesso à cidade de Senhor do Bonfim pelo contorno da Coelba, seguindo pela Av. ACM, está bloqueado. Siga pelo Itamaraty através da Av. Antônio Laurindo. Apresente-se na barreira sanitária montada no local. para chegar ao Centro Comercial.


segunda-feira, 23 de março de 2020

Ponto Novo Bahia: Prefeitura cria barreira sanitária na entrada da cidade contra coronavírus (COVID-19)



O Município de Ponto Novo intensificando suas ações no combate do coronavírus criou barreira sanitária em conjunto com equipes da Guarda Municipal e Polícia Militar.




Nesta segunda-feira (23), os acessos primários foram bloqueados para que ônibus, vans e micro-ônibus e pessoas que queiram entrar em Ponto Novo passem pela fiscalização.




A medida visa o enfrentamento à pandemia de coronavírus (COVID-19), as pessoas com sintomas suspeitos serão avaliados, encaminhados para o hospital onde serão monitorados pela Secretaria de Saúde do município.




Além disso disponível para toda a população, a Central de Dúvidas da Secretaria Municipal de Saúde, onde a população poderá entrar em contato para esclarecer dúvidas, obter informações e até comunicar casos suspeitos do Novo Coronavírus (COVID-19) em Ponto Novo, através do telefone (74) 3677-1140 ou  e-mail: semus@pontonovo.ba.gov.br, os atendimentos ocorrem em horário comercial.



Redação: Web Interativa

Governador de Goiás peita Bolsonaro e impede entrada de avião e ônibus com passageiros no estado



O governador Ronaldo Caiado (DEM) afirmou, na noite deste sábado (21), que Goiás manterá as restrições estabelecidas no último decreto assinado por ele, publicado na sexta-feira (20), como a entrada de passageiros em ônibus, transporte por aplicativo ou avião no estado. A decisão foi anunciada em meio à edição de medida provisória pelo presidente Jair Bolsonaro na qual diz que a competência para legislar sobre o tema é do governo federal.

“Nós não estamos, de maneira nenhuma, desrespeitando a decisão pelo fato de que a Constituição Brasileira é bem clara. A Constituição diz em seu artigo 24 aonde compete a legislação concorrente do presidente, governador e do Distrito Federal. Então o artigo 24 respalda nossas ações, e no inciso 12, especificamente, diz lá: área de saúde”, afirmou Caiado.

caiado
Foto reprodução
As medidas de restrições anunciadas pelo governador estão previstas para vigorar até 4 de abril. Caiado disse ainda que, diante da situação vivida em meio ao novo coronavírus, não deixará de adotar as ações que entende como necessárias para conter a disseminação da Covid-19.

“Cabe a nós nesse momento, diante do quadro que estamos vivendo, modéstia à parte como médico que sou, como governador do estado responsável pela saúde e pela vida do meu povo, as minhas decisões não extrapolam, de maneira nenhuma, aquilo que a Constituição Federal me dá como capacidade de legislar”, pontuou.

Na MP 926/2020 assinada pelo presidente Bolsonaro, fica determinado que serviços essenciais não devem ser interrompidos durante o período de combate ao novo coronavírus, incluindo o transporte interestadual e intermunicipal, além do transporte de passageiros por táxi ou aplicativo – tópicos abordados pelo decreto do governo de Goiás.

Também fica definido na MP do governo federal que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) passa a ser responsável por elaborar recomendação técnica e fundamentada no caso de restrição excepcional e temporária da locomoção interestadual e intermunicipal.

Ao G1, a Anvisa informou, por meio de nota, que está trabalhando nas medidas de implantação da medida provisória. Disse ainda que “o assunto é tratado pela Diretoria Colegiada da Agência e será posteriormente levado ao grupo de crise do Governo Federal”