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domingo, 1 de março de 2020

'Suicídio nuclear': cientista explica como guerra atômica pode ser devastadora aos EUA



Um ataque sem resposta de mil ogivas nucleares dos EUA contra Rússia ou China pode ser devastador aos próprios americanos, segundo artigo publicado na revista The Conversation.

Para o autor da publicação Joshua Pearce, professor de Ciência e Engenharia de Materiais da Universidade de Tecnologia de Michigan (EUA), o uso unilateral de armas nucleares por um país tem impacto sobre ele mesmo.
Nesse cenário, uma enorme quantidade de fuligem entraria nas camadas superiores da atmosfera, o que provocaria o resfriamento global e o declínio da agricultura, sugere o professor.
De acordo com a pesquisa do cientista, o lançamento de mil ogivas nucleares norte-americanas contra um inimigo, mesmo se ninguém retaliasse, provocaria fome em massa, no próprio território americano, causada pelas mudanças climáticas após o ataque. Com isso, os Estados Unidos começariam a perder 140 mil pessoas por ano, já se o país usasse 7.000 ogivas nucleares, as perdas humanas poderiam aumentar para cinco milhões por ano.

Dissuasão nuclear

"Cada nação disposta a usar o seu armamento nuclear deve determinar se tem a capacidade de sobreviver aos problemas causados por si mesma. Nações com armas nucleares aderem todas ao conceito de dissuasão nuclear – a ideia de que mais poder de fogo nuclear é intimidante e faz outros países pensarem duas vezes antes de se envolverem em uma luta", comentou o professor.
O professor americano opina que, mesmo um ataque americano sem resposta contra a China ou a Rússia poderia ser devastador para o país norte-americano.
Em janeiro, físicos, incluindo vários ganhadores do Prêmio Nobel, adiantaram o chamado relógio do Dia do Juízo Final em 20 segundos em direção à meia-noite. Este projeto, inventado em 1947 pelo físico teórico alemão Albert Einstein, reflete a probabilidade de uma catástrofe global que poderia fazer a humanidade desaparecer da face da Terra.

© FOTO / MARINHA DO GOVERNO DOS EUA/IMAGENS DA NATIONAL GEOGRAPHIC/CHRISTIE
Teste de bomba atômica subaquática realizado pelos EUA no atol Bikini em 1946, nas Ilhas Marshall, Micronésia
Os cientistas acreditam que, devido à incapacidade dos líderes mundiais de lidar com a ameaça de conflito nuclear, com as mudanças climáticas e com a guerra cibernética, as pessoas estão hoje mais próximas do que nunca do ponto de não retorno.
Segundo os especialistas da revista Bulletin of the Atomic Scientists, agora as ameaças tornaram-se mais tangíveis devido ao agravamento dos conflitos mundiais e guerras no ciberespaço, bem como dos problemas climáticos.
As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik, nem do C7

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Devastadora praga de gafanhotos chega à China após estragos na África (VÍDEO)




Nuvem de gafanhotos enchem os céus de fronteiras chinesas após praga destruir plantações na África e o gigante asiático lutar contra o coronavírus.

A estimativa é de que bilhões de gafanhotos tenham devastado campos agrícolas no Quênia, Somália e Etiópia, além de terem passado por países da Ásia e Europa.
Conforme publicou o tabloide Daily Star, a devastação seria uma das maiores já provocadas por gafanhotos nas últimas décadas no continente africano.
Por sua vez, a ONU tem emitido alarmes sobre a seriedade do problema, enquanto os gafanhotos entram no território da China, conforme visto no vídeo abaixo.
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Acredita-se que o local onde foi feito o vídeo seja a província de Xinjiang, caracterizada por desertos e próxima de países da Ásia Central e da Rússia.

China preparada e coronavírus

Ainda segundo a mídia, o governo chinês não tem visto a praga de gafanhotos como motivo de preocupação.
A razão disso seria as tecnologias que o país possui para lidar com o problema.
Além disso, o gigante asiático tem focalizado seus esforços no combate ao coronavírus, o qual já tirou a vida de quase 1.800 pessoas no país.