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sexta-feira, 9 de outubro de 2020

Sistemas russos S-300 e S-400 poderão disparar diferentes mísseis simultaneamente

 


A Rússia modificará os sistemas de defesa antiaérea S-400 Triumph e S-300 para que possam disparar simultaneamente diversos tipos de mísseis, sejam de curto ou longo alcance.

Atualmente, estes sistemas podem ser equipados com apenas um tipo de míssil pré-selecionado, ou seja, para mudá-lo o veículo de combate deve ser retirado de sua posição e recarregado, informou o jornal russo Izvestia.

A modernização "elevará radicalmente as capacidades da defesa antiaérea" da Rússia e permitirá a criação de uma "defesa escalonada" capaz de disparar contra qualquer alvo.

As atualizações serão realizadas nas últimas versões dos sistemas S-300 que são operados pelas Forças Armadas russas, os S-300PM, e também nos sistemas S-400 Triumph mais antigos.

O lançamento de diferentes tipos de mísseis permitirá a utilização das munições disponíveis de uma maneira mais lógica e racional, considerou o ex-vice-chefe da Força Aérea russa, tenente-general aposentado Aitech Bizhev.



© SPUTNIK / MIKHAIL VOSKRESENSKY
Sistema de Defesa Antimísseis S-300V (foto de arquivo)

"Um sistema deste tipo é necessário para não desperdiçar munição cara em alvos menos importantes", afirmou o militar.

A decisão de utilizar diferentes tipos de mísseis será tomada de acordo com a distância e a classe do alvo aéreo que será atacado. Por esta razão, não é lógico utilizar um míssil de longo alcance para derrubar um alvo que se encontra a poucos quilômetros e que pode ser abatido com uma munição de curto alcance.

"Para destruir um avião leve ou um bombardeiro estratégico é desejável possuir diferentes meios. No caso de um ataque massivo, serão úteis mísseis de todos os alcances", apontou.

De acordo com Bizhev, do ponto de vista técnico a modernização não é um projeto complicado, já que o sistema de controle é o mesmo, sendo diferentes apenas os motores e as ogivas dos mísseis.



© FOTO
Sistema de defesa antiaérea russo S-400

Para o ex-chefe das Forças de Mísseis Antiaéreos Aleksandr Gorkov, com os sistemas modernizados uma única divisão antiaérea de S-300PM ou S-400 poderá organizar uma defesa antiaérea escalonada.

"Primeiro, os sistemas destruirão os alvos distantes, a até 400 quilômetros de distância. Depois, elevará a intensidade de fogo com outros mísseis com alcance de 250 quilômetros. E o poder principal do fogo se concentrará nos alvos a distâncias de até 150 quilômetros", explicou.

A utilização de diversos tipos de mísseis simultaneamente se tornará cada vez mais comum pelos sistemas de defesa antiaérea da Rússia.

Neste ano, foi demonstrado pela primeira vez o sistema de mísseis antiaéreos Pantsir-SM, o qual conta com mísseis menores e de menor alcance, projetados para interceptar pequenos drones e mísseis não guiados.

terça-feira, 16 de junho de 2020

EUA enviam 3 porta-aviões simultaneamente para o Indo-Pacífico em meio à tensão com China



Pela primeira vez nos últimos anos, três porta-aviões norte-americanos patrulham de forma simultânea as águas da região do Indo-Pacífico, uma demonstração de força naval em um momento de tensão entre Washington e Pequim.

O porta-aviões USS Theodore Roosevelt e seu grupo de ataque estão operando no mar das Filipinas, próximo de Guam, onde o navio permaneceu quase dois meses atracado devido à pandemia de COVID-19 a bordo.
O grupo de ataque do USS Nimitz está localizado no Pacífico, na costa oeste dos EUA, enquanto o USS Ronald Reagan zarpou de sua base no Japão e atualmente navega no mar das Filipinas. Os três porta-aviões são acompanhados por outros navios da Marinha norte-americana, bem como por caças e outras aeronaves.
A incomum aparição simultânea ocorre em um momento em que Washington intensifica suas críticas contra Pequim pela deficiente resposta ao coronavírus, pelos esforços chineses para impor um maior controle sobre Hong Kong e campanha destinada a militarizar as ilhas artificiais no mar do Sul da China.

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Em declarações à emissora ABC7, o contra-almirante Stephen Koehler, diretor de operações do Comando Indo-Pacífico dos EUA, acusou Pequim de construir "lenta e metodicamente" postos militares avançados no mar do Sul da China e de colocar sistemas de mísseis e de guerra eletrônica nessas ilhas.
Neste contexto, o contra-almirante declarou, se referindo ao seu país, que "a capacidade de estar presente em força faz parte da competição", ressaltando que "você tem que estar presente para vencer quando você está competindo".
Entretanto, qualificou os porta-aviões e seus grupos de ataque de "símbolos fenomenais do poder naval norte-americano" e se mostrou entusiasmado por ter três deles neste momento.
Bonnie Glaser, diretora do Projeto China Power no Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS, na sigla em inglês), acredita que a China verá este passo como "um exemplo das provocações norte-americanas" e uma prova de que Washington é "uma fonte de instabilidade na região".
Ela também destaca que havia "indícios nos relatórios chineses de que os EUA tinham sido duramente atingidos pela COVID-19", e que sua preparação militar é fraca, por isso, a medida tomada poderia ser uma tentativa de Washington de "dizer à China para não fazer cálculos errados".

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