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segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Participantes de pesquisa relatam diminuição do pênis após Covid-19

 


A partir de questionários, estudo britânico e norte-americano acompanhou pacientes que tiveram sequelas de longo prazo

Metrópoles - Uma pesquisa conduzida por cientistas britânicos e norte-americanos deixou ex-pacientes de Covid-19, especialmente do sexo masculino, preocupados. O estudo teve como objetivo analisar o impacto social, profissional e biológico, após a infecção por Sars-CoV-2. Entre os diversos efeitos colaterais observados pelos participantes, está a diminuição do tamanho do pênis e dos testículos. O trabalho está publicado na plataforma científica MedRxiv e ainda precisa passar pela revisão de pares.

A análise foi feita com base em questionários enviados pela internet a 3.762 pacientes com Covid-19 prolongada (ou seja, com duração de 28 dias ou mais), provenientes de 56 países. Os participantes foram infectados pelo coronavírus antes de junho de 2020 e rastreados por sete meses. O estudo foi promovido pelo instituto de pesquisa de Londres Sainsbury Wellcome Centre, pela University College London, pelo New York-Presbyterian Hospital e pela Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, nos Estados Unidos.

Cerca de 3% dos 718 homens que participaram da pesquisa relataram a diminuição do órgão genital após a doença. Outros efeitos colaterais relacionados à saúde sexual entre os homens incluem a disfunção erétil, apontada por 12% deles, além da dor nos testículos (11%). Uma média de 5% dos homens informou outros problemas relacionados ao pênis, testículos e sêmen.

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terça-feira, 29 de setembro de 2020

Nove em cada dez pacientes recuperados da Covid-19 relatam efeitos colaterais, diz estudo



Nove em cada dez pacientes recuperados do novo coronavírus relataram ter experimentado efeitos colaterais como fadiga, transtornos psicológicos e perda do olfato e do paladar, de acordo com um estudo preliminar feito na Coreia do Sul. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira, 29, momento em que o número global de mortes pela covid-19 ultrapassou 1 milhão - um marco sombrio em uma pandemia que devastou a economia global, sobrecarregou os sistemas de saúde e mudou a maneira como as pessoas vivem, de acordo com o Estado de São Paulo. 

Em uma enquete on-line com 965 pacientes recuperados, 879 pessoas ou 91,1% responderam que estavam sofrendo com pelo menos um efeito colateral, disse Kwon Jun-wook, oficial da Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA). A fadiga foi o efeito colateral mais comum, com percentual de 26,2%, seguido pela dificuldade de concentração que teve 24,6% de prevalência entre os recuperados, disse Kwon. Outros sintomas incluíram transtornos psicológicos e perda do paladar ou olfato. 

Kim Shin-woo, professor da Escola de Medicina da Universidade Nacional Kyungpook em Daegu, buscou comentários de 5.762 pacientes recuperados no país e 16,7% deles participaram da pesquisa. O pesquisador informou que em breve publicará o estudo com mais detalhes. A pesquisa foi divulgada nesta terça-feira, 29, momento em que o número global de mortes pela covid-19 ultrapassou 1 milhão - um marco sombrio em uma pandemia que devastou a economia global, sobrecarregou os sistemas de saúde e mudou a maneira como as pessoas vivem.

Em uma enquete on-line com 965 pacientes recuperados, 879 pessoas ou 91,1% responderam que estavam sofrendo com pelo menos um efeito colateral, disse Kwon Jun-wook, oficial da Agência de Controle e Prevenção de Doenças da Coreia (KDCA). A fadiga foi o efeito colateral mais comum, com percentual de 26,2%, seguido pela dificuldade de concentração que teve 24,6% de prevalência entre os recuperados, disse Kwon. Outros sintomas incluíram transtornos psicológicos e perda do paladar ou olfato.

Kim Shin-woo, professor da Escola de Medicina da Universidade Nacional Kyungpook em Daegu, buscou comentários de 5.762 pacientes recuperados no país e 16,7% deles participaram da pesquisa. O pesquisador informou que em breve publicará o estudo com mais detalhes. A Coreia do Sul também está conduzindo um estudo separado com cerca de 16 organizações médicas sobre complicações potenciais da doença. A pesquisa envolve a análise de tomografias computadorizadas em pacientes recuperados.

segunda-feira, 24 de agosto de 2020

COVID-19: pesquisadores de Hong Kong relatam 1º caso documentado de reinfecção



Cientistas em Hong Kong relataram o primeiro caso documentado de reinfecção pelo novo coronavírus no mundo, lançando dúvidas sobre a ideia de que uma imunidade duradoura contra a doença mortal pode ser alcançada.

A revelação inovadora foi feita por uma equipe de pesquisa da Universidade de Hong Kong (HKU) nesta segunda-feira (24). Os cientistas "provaram o primeiro caso de reinfecção humana" pelo novo coronavírus, informou a Faculdade de Medicina da universidade.
A temida doença foi contraída duas vezes por um residente local, descrito como um homem de 33 anos de boa saúde. O paciente foi diagnosticado com COVID-19 no final de março, quando apresentava os sintomas há três dias. O homem teve alta hospitalar em meados de abril, depois de dois testes negativos para o vírus.
"Durante o segundo episódio assintomático de COVID-19, o paciente estava voltando da Espanha para Hong Kong via Reino Unido", revelou o artigo de pesquisa, aceito pela revista médica internacional Clinical Infectious Diseases.
Embora o homem tenha sido inicialmente suspeito de ser portador do vírus desde seu primeiro episódio do novo coronavírus, este não foi o caso.
"A equipe mostrou que a sequência do genoma da cepa do vírus no primeiro episódio de infecção por COVID-19 é claramente diferente da sequência do genoma da cepa do vírus encontrada durante o segundo episódio de infecção", explicaram os pesquisadores.

© FOLHAPRESS / SAULO ANGELO/AM PRESS & IMAGES
Testagem para COVID-19, doença provocada pelo coronavírus
"Nossos resultados sugerem que [a COVID-19] pode persistir na população humana global, como é o caso de outros coronavírus humanos associados ao resfriado comum, mesmo se os pacientes adquiriram imunidade por meio de infecção natural", acrescentaram.
Pessoas que venceram o vírus com sucesso devem, portanto, cumprir o "mascaramento universal e distanciamento social", alertou a equipe de cientistas, além de serem vacinadas quando uma se tornar amplamente disponível no mundo.
Embora a possibilidade de reinfecção pelo novo coronavírus já tenha sido especulada há algum tempo, a pesquisa do HKU parece ser a primeira evidência real a apoiá-la. Essas descobertas reforçam ainda mais os temores, expressados ​​pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e outros cientistas, de que a pandemia possa durar anos, enquanto o próprio vírus nunca será erradicado por completo.
A pesquisa também abre novos buracos na ideia da chamada "imunidade de rebanho", cujos proponentes acreditam que todos deveriam contrair o vírus, esperançosamente vencê-lo e, portanto, tornar-se imunes a qualquer infecção subsequente.
O vírus, que assola o mundo há mais de seis meses, matou mais de 800 mil pessoas em todo o mundo, enquanto quase 23,5 milhões o contraíram, mostram os últimos números da Universidade Johns Hopkins.