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terça-feira, 7 de abril de 2020

COVID-19: só vacina trará abraços e beijos de volta, diz ministro italiano



O vice-ministro da Saúde da Itália, Pierpaolo Sileri, disse que a vida normal só voltará ao país depois que uma vacina estivesse prontamente disponível, enquanto a taxa de infecção pelo novo coronavírus em solo italiano continua caindo.

O político, que foi vítima do vírus, mas já se recuperou, declarou à Rádio Capital em Roma que "um tsunami que atingiu o norte da Itália está gradualmente se afastando, mas abraços e beijos só podem retornar à vida italiana depois que uma vacina é encontrada".
Ele acrescentou que a proibição da circulação da população impediu que a doença se espalhasse para o sul.
O ministro ainda pediu aos italianos que ainda observassem o distanciamento social adequado e usassem máscaras quando em público, enquanto as autoridades continuavam sua luta contra a COVID-19.
As atuais restrições na Itália devem expirar em 13 de abril, com o primeiro-ministro Giuseppe Conte indicando que mais liberdade pessoal pode estar a caminho.
Apesar dos esforços do governo, a Itália tem o maior número de mortos registrado no mundo, com mais de 16.500 pessoas perdendo a vida e mais de 132 mil infecções relatadas.

quinta-feira, 2 de abril de 2020

Enfermeiro italiano mata namorada médica após acusá-la de passar coronavírus


O homem, após cometer o assassinato, ligou para a polícia confessando o crime e ainda tentou se matar


Uma mulher italiana morreu essa semana em meio à pandemia do coronavírus. A morte dela, no entanto, não se deu por infecção e comprometimento respiratório, mas por assassinato.

O enfermeiro Antonio De Pace, de 28 anos, matou por estrangulamento sua namorada Lorena Quaranta, de 27 anos, na última terça-feira (31). As informações são do Daily Mail.

De Pace é enfermeiro e Lorena médica recém-formada. Ambos estavam trabalhando em Messina, na Sicília, no combate à Covid-19 e o homem acusou a namorada de ter passado coronavírus para ele. Ao menos foi essa a informação que ele deu à polícia quando ligou para confessar o crime.

O enfermeiro, após contatar as autoridades, ainda tentou se matar cortando os pulsos, mas o socorro chegou a tempo e ele foi preso.

Os investigadores italianos, entretanto, tentam ainda descobrir a real motivação do assassinato, já que exames mostram que nenhum dos dois havia contraído a Covid-19.

A vítima, que era recém-formada, ainda sequer tinha pego seu diploma. À veículos locais, a reitora da universidade que Lorena se formou, Salvatore Cuzzocrea, disse que entregará o diploma da jovem para sua família como forma de homenageá-la.