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sábado, 24 de julho de 2021

China começa construção de novo tipo de navio de pesquisa não tripulado

 


O construtor naval chinês Huangpu Wenchong Shipyard começou o desenvolvimento de um novo navio científico não tripulado que pode mudar o jogo na área das pesquisas marítimas da China.

A futura embarcação, sendo a primeira deste tipo, carregará drones e possuirá equipamento para realizar monitoramento subaquático, de superfície e aéreo de forma remota, segundo informou a China Ship News, citada pelo South China Morning Post.

O futuro navio pode ser usado para uma diversidade de atividades: desde prevenção e mitigação de catástrofes até cartografia de fundos marinhos, monitoramento do meio ambiente e manutenção de parques eólicos em alto-mar.

"O navio usará sensores, comunicação por satélite, Internet e outros meios tecnológicos para navegar de forma autônoma no mar aberto, atracará e deixará o cais com assistência", conforme o relatório. "Ele poderia mudar o jogo na área da pesquisa marítima".

Possuindo um deslocamento de 2.100 toneladas, a embarcação científica será maior do que a corveta chinesa Type 056. O navio terá 88,5 metros de comprimento e 14 metros de largura.

Seus sistemas não tripulados e drones poderão formar uma rede para seguir os alvos designados. Terá também um sistema de monitoramento e controle para acompanhar como a embarcação está operando remotamente.

segunda-feira, 7 de junho de 2021

Pesquisa indica que núcleo interno de ferro da Terra está crescendo de forma desequilibrada

 


Quando as ondas sísmicas percorrem o corpo de nosso planeta, elas parecem se deslocar 3% mais rápido quando se movem verticalmente, de polo a polo, do que horizontalmente, de leste a oeste.

De acordo com novos modelos, isso pode estar acontecendo porque o núcleo sólido da Terra está crescendo mais rápido de um lado, embaixo do mar de Banda, que faz parte das águas territoriais da Indonésia, e mais devagar do outro lado, embaixo do Brasil.

No passado, houve um tempo quando nosso planeta não tinha núcleo sólido. O interior mais profundo da Terra provavelmente continha uma massa de material derretido por bilhões de anos antes de o ferro líquido no centro começar a esfriar e solidificar, escreve portal Science Alert.

Isto significa que o centro da Terra poderia ser um aglomerado de ferro cristalizado gigante e crescente e, quando esses cristais se alinham de uma certa forma, isso provavelmente permite que as ondas sísmicas se movam mais rápido em algumas direções.

Acionando os modelos de como esse alinhamento específico poderia ter acontecido, os pesquisadores se depararam com uma explicação inesperada – o núcleo interno da Terra está crescendo de forma desequilibrada.

"O modelo mais simples parecia um pouco incomum – que o núcleo interno é assimétrico", afirma o sismólogo global Daniel Frost da Universidade da Califórnia em Berkeley.

"O lado oeste parece diferente do lado leste ao longo de todo o percurso até o centro, não apenas no topo do núcleo interno, como alguns têm sugerido. A única maneira como podemos explicar isso é porque um lado está crescendo mais rápido que o outro", disse.

O manto de Terra
© FLICKR.COM / SHEA HUENING
O manto de Terra

Uma vez que é impossível fazer perfuração até o núcleo interno da Terra para determinar o que está realmente acontecendo, trata-se de uma área de pesquisa prolífica para o debate.

Usando vários modelos computacionais que representam a geodinâmica da Terra e a física dos minerais de ferro sob alta pressão e temperatura, pesquisadores tentaram descobrir por que o núcleo interno de nosso planeta está alinhado de uma maneira tão específica.

A explicação mais simples é que o núcleo de cristal de nosso planeta está crescendo mais rápido na região do equador e no lado leste especificamente.

"Isso corresponde a uma taxa de crescimento que é 40% menor nos polos e 130% maior no equador em comparação com a média global", concluem os autores do estudo.

Esta taxa de crescimento assimétrica sugere que algumas partes do núcleo interno da Terra são mais quentes, enquanto outras são mais frias, permitindo que os cristais de ferro se formem mais rápido.

Por fim, os pesquisadores explicam que é este movimento que através da gravidade alinha a estrutura cristalina do núcleo interno da Terra ao longo do eixo de rotação de nosso planeta.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Participantes de pesquisa relatam diminuição do pênis após Covid-19

 


A partir de questionários, estudo britânico e norte-americano acompanhou pacientes que tiveram sequelas de longo prazo

Metrópoles - Uma pesquisa conduzida por cientistas britânicos e norte-americanos deixou ex-pacientes de Covid-19, especialmente do sexo masculino, preocupados. O estudo teve como objetivo analisar o impacto social, profissional e biológico, após a infecção por Sars-CoV-2. Entre os diversos efeitos colaterais observados pelos participantes, está a diminuição do tamanho do pênis e dos testículos. O trabalho está publicado na plataforma científica MedRxiv e ainda precisa passar pela revisão de pares.

A análise foi feita com base em questionários enviados pela internet a 3.762 pacientes com Covid-19 prolongada (ou seja, com duração de 28 dias ou mais), provenientes de 56 países. Os participantes foram infectados pelo coronavírus antes de junho de 2020 e rastreados por sete meses. O estudo foi promovido pelo instituto de pesquisa de Londres Sainsbury Wellcome Centre, pela University College London, pelo New York-Presbyterian Hospital e pela Universidade de Saúde e Ciência de Oregon, nos Estados Unidos.

Cerca de 3% dos 718 homens que participaram da pesquisa relataram a diminuição do órgão genital após a doença. Outros efeitos colaterais relacionados à saúde sexual entre os homens incluem a disfunção erétil, apontada por 12% deles, além da dor nos testículos (11%). Uma média de 5% dos homens informou outros problemas relacionados ao pênis, testículos e sêmen.

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segunda-feira, 25 de maio de 2020

OMS suspende pesquisa com cloroquina por risco de morte dos pacientes


Diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus, anunciou que a entidade está suspendendo os testes feitos com a droga hidroxicloroquina até que a segurança do medicamento seja avaliada em detalhes


O diretor-geral da Organização Mundial de Saúde (OMS), Tedros Ghebreyesus, anunciou que a entidade está suspendendo os testes feitos com a droga hidroxicloroquina no enfrentamento à pandemia resultante do novo coronavírus. Segundo reportagem do blog do jornalista Jamil Chade, Ghebreyesus disse que as pesquisas seguirão suspensas até que a segurança do medicamento seja avaliada em detalhes. 
O uso da substância já nos estágios iniciais da Covid-19 vem sendo defendida veementemente por Jair Bolsonaro, apesar de não haver confirmação científica de sua eficácia. A reportagem destaca, ainda, que a suspensão das pesquisas com a hidroxicloroquina foi tomada após a revista The Lancet publicar na última sexta-feira (22) um estudo que aponta que o uso da droga incute sérios riscos à vida dos pacientes. 
A pesquisa, realizada com  96 mil pacientes, destaca que o uso do medicamento pode estar relacionado a um aumento no risco de morte por problemas cardíacos. 

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