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sábado, 11 de abril de 2020

Coronavírus pode levar 500 milhões de pessoas para a pobreza



A crise econômica provocada pela pandemia de coronavírus pode levar mais de 500 milhões de pessoas para a pobreza, a menos que ações urgentes sejam tomadas para ajudar países em desenvolvimento. O alerta é da Oxfam, entidade da sociedade civil que atua em cerca de 90 países com campanhas, programas e ajuda humanitária.
A organização pede que os líderes mundiais aprovem um plano emergencial de resgate econômico para impedir que países e comunidades pobres afundem. Para a Oxfam, isso pode acontecer já na próxima semana, quando está prevista reunião entre ministros de Economia dos países do G20 (o grupo dos 20 países mais desenvolvidos), o Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional (FMI).
De acordo com a entidade, os US$ 2,5 trilhões que as Nações Unidas estimam ser necessários para apoiar os países em desenvolvimento durante a crise do coronavírus vai requerer um adicional de US$ 500 bilhões em ajuda externa, incluindo o financiamento dos sistemas públicos de saúde dos países pobres. “Impostos emergenciais de solidariedade, como taxas sobre lucros excessivos e pessoas muito ricas, poderiam mobilizar recursos adicionais”, avalia a Oxfam, em nota.
Para a entidade, apesar de urgentes e necessárias, as medidas de distanciamento social e de restrição do funcionamento das cidades agravam a situação dos trabalhadores, com demissões, suspensão de pagamento de salários ou inviabilidade do trabalho informal.
O novo relatório da Oxfam, “Dignidade, não Indigência”, mostra que entre 6% e 8% da população global, cerca de 500 milhões de pessoas, poderão entrar na pobreza conforme os governos fecham suas economias para impedir que o coronavírus se espalhe em seus países. “Isso pode representar um retrocesso de uma década na luta contra a pobreza. Em algumas regiões, como a África subsaariana, o norte da África e Oriente Médio, essa luta pode retroceder em até 30 anos. Mais da metade da população global poderão estar na pobreza depois da pandemia”, destacou a entidade.
O relatório, publicado ontem (9), utiliza estimativas elaboradas pelo Instituto Mundial para a Pesquisa de Desenvolvimento Econômico, da Universidade das Nações Unidas, liderada por pesquisadores do King’s College de Londres e da Universidade Nacional da Austrália.
Para a Oxfam, as desigualdades já existentes evidenciam o impacto econômico da crise do coronavírus. “Como os trabalhadores mais pobres, tanto nas nações ricas quanto nas pobres, atuam mais no mercado informal, eles estão descobertos de diversas formas. Eles, por exemplo, não têm proteções trabalhistas e nem conseguem trabalhar de casa”, diz a entidade.
Globalmente, apenas um em cada cinco desempregados tem acesso a benefícios como seguro-desemprego. Dois bilhões de pessoas trabalham no setor informal pelo mundo – 90% nos países pobres e apenas 18% nos países ricos.

Situação no Brasil

No Brasil, para a Oxfam, a situação é ainda mais preocupante devido às moradias precárias, à falta de saneamento básico e de água e aos desafios no acesso a serviços essenciais para os mais pobres. O Brasil tem cerca de 40 milhões de trabalhadores sem carteira assinada e cerca de 12 milhões de desempregados. A estimativa é que a crise econômica provocada pelo coronavírus adicione, ao menos, mais 2 milhões de pessoas entre os desempregados.
“O coronavírus coloca o Brasil diante de uma dura e cruel realidade, ao combinar os piores indicadores sociais em um mesmo local e na mesma hora. E é neste momento que o Estado tem papel fundamental para reduzir esse impacto e cumprir sua responsabilidade constitucional tanto na redução da pobreza e das desigualdades quanto na garantia à vida da população”, afirma Katia Maia, diretora executiva da Oxfam Brasil, em comunicado.
Para a entidade, a renda básica emergencial de R$ 600, por três meses, para trabalhadores informais não será suficiente para amenizar o impacto, e o governo deverá, entre outras medidas, ampliar o número de pessoas atendidas e estender o período de concessão.

Mulheres

De acordo com a Oxfam, as mulheres precisam de atenção especial, pois estão na linha de frente do combate ao coronavírus e sofrerão o impacto mais pesado da crise econômica. “As mulheres representam 70% da força de trabalho em saúde pelo mundo e fazem 75% do trabalho de cuidado não remunerado, atendendo a crianças, doentes e idosos. As mulheres também são maioria nos empregos mais precários”, diz a entidade.
“Os governos precisam aprender as lições da crise financeira de 2008, quando a ajuda a bancos e corporações foi paga pelas pessoas comuns. Elas perderam seus empregos, tiveram seus salários achatados e serviços essenciais, como os de saúde, sofreram profundos cortes de financiamento”, destaca Katia Maia. “Os pacotes econômicos de estímulo têm que apoiar trabalhadores e pequenos negócios. A ajuda a grandes corporações tem que estar condicionadas a ações para a construção de economias mais justas e sustentáveis”, completou.
O relatório completo, em inglês, está disponível no site da Oxfam.

sábado, 7 de março de 2020

DJ INTERNADO APÓS LEVAR CHUTE NA CABEÇA EM BRIGA NO CARNAVAL MORRE



Morreu na manhã deste sábado (7) o DJ Rikelmy Oliveira Lemes, de 19 anos, internado após levar chute na cabeça quando tentava separar uma briga em uma festa de carnaval. (Foto: Reprodução/ Facebook)
Morreu neste sábado (7) o DJ Rikelmy Oliveira Lemes, de 19 anos, internado após levar chute na cabeça quando tentava separar uma briga em uma festa de carnaval no Setor Marista, em Goiânia. O jovem estava no Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) desde o dia 24 de fevereiro. O óbito foi confirmado pela assessoria de imprensa da unidade de saúde.

Rikelmy estava em estado gravíssimo e respirava com ajuda de aparelhos. O quadro dele permanecia inalterado desde o dia 28 de fevereiro. Neste sábado (7), o paciente teve complicações no quadro clínico e não resistiu. Na última quarta-feira (4), a família do artista chegou a receber falsa informação da morte do paciente no hospital. Parentes do jovem registraram boletim de ocorrência.

Agora, porém, após mais de 10 dias de internação, a morte do DJ foi confirmada pela unidade de saúde. Rikelmy foi atingido por chute na cabeça quando tentava separar uma briga durante uma festa de carnaval em Goiânia. Depois do golpe, o artista caiu no chão desacordado e foi encaminhado para o Cais Sudoeste, onde teve convulsões. Com isso, ele foi levado para o Hugo.

Um dos suspeitos apontados pela agressão é um lutador de taekwondo de 24 anos. Esse atleta estaria envolvido em outra briga, com outro jovem. Rikelmy teria tentado apartar e acabou sendo agredido também com um chute no rosto. Ao levar a pancada, o DJ caiu no chão desacordado. Ao ver o jovem caído, o suspeito fugiu do local.

O delegado Leandro Pinheiro, do 8º DP, que apura o caso, já ouviu as principais testemunhas e o suspeito de ter dado um chute que provocou traumatismo craniano no jovem. Por meio das imagens, o delegado constatou que não se tratou de legítima defesa, como teria alegado o suspeito durante a oitiva. Rikelmy foi atingido sem esperar pelo ataque.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2020

Durante partida de futebol, jovem fica entre a vida e a morte após levar facadas nas costas



Amazonas – Na tarde do último domingo (23), um rapaz que não teve sua identidade revelada, foi brutalmente esfaqueado nas costas por um homem identificado apenas como ‘Carnegão’ durante uma festa após uma partida de futebol no Distrito do Cacau Pirêra , município de Iranduba (27 quilômetros de distância da capital Manaus).

Após gritos de populares que estavam no local, o suspeito saiu correndo. De acordo com a família da vítima, o homem estava jogando uma partida de futebol e depois ele e seus amigos foram tomar umas cervejas. Durante um momento de distração, ‘Carnegão’ deferiu três facadas na vítima, que caiu no chão na hora. 

O suspeito ainda tentou pegar uma arma de fogo para atirar contra a vítima, mas populares que estavam no local começaram a gritar para intimidar o homem, que fugiu local. O SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) foi acionado para socorre a vítima e em seguida, encaminhado para o Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto. 

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

'Cenário de 3ª Guerra Mundial': Turquia pode levar EUA e Rússia a um confronto na Síria?



A revista norte-americana The National Interest avaliou as possibilidades de um confronto entre os EUA e a Rússia na província de Idlib, na Síria, realizando os mais obscuros "pesadelos da Guerra Fria".

A situação na província de Idlib atingiu níveis de tensão preocupantes nesta quinta-feira (20), quando dois soldados turcos morreram em confrontos com as Forças Armadas sírias, apoiadas por Moscou.
Bashar Assad conduz uma operação para retomar na província de Idlib as rodovias M4 e M5, que ligam as duas maiores cidades da Síria, Aleppo e Damasco.

© SPUTNIK / MIKHAIL VOSKRESENSKY
Membro do exército sírio dirige em vilarejos retomados ao sudeste da província de Idlib, em 25 de janeiro de 2020
Os Estados Unidos, que mantêm forças na região leste da Síria e são um aliado da Turquia no âmbito da OTAN, estão avaliando qual deve ser o seu papel nesse arriscado teatro de guerra.
Após os incidentes desta quinta-feira (20), a Turquia solicitou aos EUA que realizasse patrulhas aéreas e mobilizasse seu sistema de defesa antiaérea para deter a Rússia.
"A OTAN nunca viu combates dessa intensidade tão próximo da fronteira de um Estado membro", disse o último embaixador dos EUA na Síria, Robert Ford, em coletiva de imprensa.
A revista reporta que existem divisões dentro do governo dos EUA acerca do tipo de apoio que os norte-americanos devem fornecer à Síria. Se, por um lado, o Departamento de Estado, manifesta apoio total à Turquia, o Departamento de Defesa deseja manter o foco na região leste do país.
A coalizão liderada pelos EUA "está focada em derrotar o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e demais países] na região leste da Síria", disse o porta-voz da coalizão, coronel Myles Caggins, à Sky News.

© REUTERS / KHALIL ASHAWI
Soldado turco caminha perto de veículos militares turcos perto de Idlib, na Síria, 11 de fevereiro de 2020
O coronel descreveu Idlib como um "imã para grupos terroristas", que são um "incômodo, um perigo e uma ameaça à população civil".
O porta-voz do Pentágono, Jonathan Hoffman, pediu uma desescalada dos confrontos.
"Estamos vendo que os russos e os turcos se aproximaram muito de um conflito mais extenso na área. Esperamos que eles encontrem uma solução para evitar isso", disse Hoffman.
O Departamento de Estado tem sido mais incisivo nas suas declarações de apoio à Turquia.
"Estamos do lado do nosso aliado da OTAN, a Turquia [...] e apoiamos totalmente suas ações justificadas de autodefesa", disse o secretário de Estado, Mike Pompeo, após os incidentes de quinta-feira.

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Aliados consideram erro grave de Bolsonaro levar caso Adriano para dentro do Planalto

Adriano Magalhães da Nóbrega e Jair Bolsonaro (Foto: Reprodução | REUTERS/Adriano Machado)

Há preocupação no entorno político de Bolsonaro com o fato de ele ter transformado a morte do miliciano Adriano da Nóbrega em assunto do Palácio do Planalto. Para aliados de Bolsonaro e do clã, ele cometeu um erro grave ao chamar o caso para si


Aliados de Jair Bolsonaro consideram que ele está cometendo um erro político ao levar para dentro do Palácio do Planalto o caso da morte de Adriano da Nóbrega, o miliciano que integrava o clã e era peça-chave nos casos da "rachadinha" e da morte de Marielle Franco. Ao chamar o caso para si, Bolsonaro garante atenção máxima a um assnto que seus interlocutores sabem que pode bater às portas do clã.

Um parlamentar próximo a Bolsonaro ouvido pelo jornalista Gérson Camarotti, da Globo, afirmou que "é preciso esclarecer as circunstâncias da morte do Adriano. Mas o presidente da República, priorizando esse caso, joga um holofote excessivo".

"A percepção desses interlocutores é que tanto Bolsonaro como o senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), filho do presidente, acabam explicitando uma preocupação incomum com a condução do caso envolvendo alguém como Adriano, que era foragido da polícia", escreveu Camarotti, analista político de direita que apoiou o golpe contra Dilma e a eleição de Bolsonaro.

O jornalista ainda observou que "Bolsonaro também demonstrou preocupação com a perícia nos celulares encontrados com o ex-PM".

domingo, 16 de fevereiro de 2020

Vídeo: ‘Desafio quebra crânio’ pode ser fatal ou levar a sequelas por toda a vida, alerta neurologista



A brincadeira perigosa proposta pelo “desafio da rasteira” ou “desafio quebra crânio” não deve ser feita de forma alguma, de acordo com o neurologista Felipe Costa. A pegadinha consiste em três pessoas lado a lado, o passo seguinte é uma pessoa pular de cada vez. Quando quem está no meio está no ar, recebe uma rasteira dupla, e acaba indo ao chão [assista no vídeo abaixo]. O especialista alerta que o tombo pode ser fatal ou levar a sequelas por toda a vida.
Os movimentos vem se popularizando na internet e começaram a ser reproduzidos por crianças e adolescentes em escolas. Uma garota de 16 anos morreu na última segunda-feira (11) em Mossoró, no Rio Grande do Norte, depois de bater a cabeça no chão ao cair durante a brincadeira na escola.
“Entre as complicações envolvendo a brincadeira a gente pode pensar, por exemplo, além do traumatismo cranioencefálico, lesões de coluna, que a gente trama de traumatismo raque medular, e fraturas de ossos longos”, listou Felipe Costa.
O neurologista trata como preocupante o fato de as pessoas minimizarem o fato da queda se dar da própria altura. “É muito grave”, comentou. “Na tentativa de se apoiar o pessoal pode acabar caindo sobre o braço, de mau jeito, e acaba fraturando. Também pode acontecer fratura do crânio, sangramento intracraniano, lesão encefálica decorrente do trauma, apesar de ser uma queda da própria altura, é com velocidade, por causa da brincadeira, da rasteira, acaba tendo aceleração e o impacto é muito forte”, explicou o médico. 
Por fim, o especialista destacou a importância dos pais alertarem as crianças e adolescentes para os perigos que a brincadeira oferece. Ele aponta que a informação e conscientização são o caminho para evitar tragédias.
Após repercussão de vídeos com o desafio, a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia divulgou nota em que faz um alerta. “Esta queda pode provocar lesões irreversíveis ao crânio e encéfalo (Traumatismo Cranioencefálico – TCE), além de danos à coluna vertebral. Como resultado, a vítima pode ter seu desempenho cognitivo afetado, fraturar diversas vértebras, ter prejuízo aos movimentos do corpo e, em casos mais graves, ir a óbito”, afirma a entidade em trecho da nota.
No fim, a Sociedade Brasileira de Neurocirurgia ainda acrescenta que pessoas que fizerem esse tipo de brincadeira podem responder como crime. “O que parece ser uma brincadeira inofensiva, é gravíssimo e pode terminar em óbito. Os responsáveis pela “brincadeira” de mau gosto podem responder penalmente por lesão corporal grave e até mesmo homicídio culposo”, diz o texto.


por Jade Coelho – Bahia Notícias