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terça-feira, 26 de janeiro de 2021

Cientistas revelam substâncias que diminuiriam probabilidade de morrer de COVID-19

 


Um estudo que dividiu pacientes com COVID-19 em quatro grupos revelou que um maior nível de ácidos gordurosos ômega-3 reduz a resposta inflamatória excessiva e consequente vulnerabilidade à doença.

Cientistas dos EUA descobriram que pessoas com um alto índice de ácidos gordurosos ômega-3 têm um risco significativamente menor de morrer de COVID-19 do que pacientes com um déficit desta substância, de acordo com um estudo publicado na revista Prostaglandins, Leukotrienes and Essential Fatty Acids.

Os pesquisadores do Instituto de Pesquisa de Ácidos Gordurosos, na Dakota do Sul, e do Centro Médico de Cedars-Sinai, na Califórnia, EUA, processaram os dados no software OmegaQuant Analytics, que agrupou 100 pacientes com COVID-19 em quatro grupos de acordo com o Índice Ômega-3 (O3I, na sigla em inglês, que mede o EPA, ou nível de ácido eicosapentaenoico, e o DHA, ou ácido docosaexaenoico).

Entre eles a equipe registrou 14 mortes, 13 das quais ocorreram no grupo com o menor índice de O3I, menos de 5,7%. Uma análise de regressão, ajustada para idade e gênero, mostrou que os que faziam parte desse grupo tinham quatro vezes maior probabilidade de morrer do que os com níveis mais altos de O3I.

"Embora este estudo piloto não atenda aos limites padrões de significância estatística, ele, juntamente com uma riqueza de evidências dos efeitos anti-inflamatórios dos ácidos gordurosos EPA e DHA, sugere fortemente que os ácidos gordurosos marinhos disponíveis podem reduzir o risco de resultados adversos na COVID-19", disse Arash Asher, autor principal deste estudo, ao portal EurekAlert.

Os cientistas creem que baixos níveis de ômega-3 podem estar ligados ao alto risco de morte por COVID-19, enquanto altos níveis preveem a presença de proteção contra variantes graves do curso da doença com liberação rápida de citocinas inflamatórias.

Eles atribuem isso ao fato de que esses ácidos gordurosos, encontrados no óleo de peixe, têm potente atividade biológica e efeitos anti-inflamatórios, atenuando a tempestade de citocinas, uma resposta inflamatória excessiva que é uma das principais causas de morte da COVID-19.

domingo, 18 de outubro de 2020

Cientistas revelam que doença dobra risco de morrer de COVID-19

 



Pesquisadores do Imperial College de Londres, Reino Unido, pediram aos médicos intensivistas que fiquem em alerta máximo para problemas renais, devido aos dados apresentados em novo estudo.

Um novo estudo mostra que pessoas com problemas renais têm mais chances de morrer devido à COVID-19. Entre 10 de março e 23 de julho, cerca de 48% dos pacientes com COVID-19 admitidos em unidades de terapia intensiva (UTIs) em Londres e Birmingham, ambos no Reino Unido, com nova lesão renal aguda, provavelmente desencadeada pelo vírus, sucumbiram à doença. E 50% das pessoas que tiveram COVID-19 e tinham problemas renais pré-existentes, como doença renal crônica, morreram. O estudo foi publicado na sexta-feira (16) na revista científica Anaesthsia.

A idade média dos pacientes no estudo era de 60 anos, e 76% com problemas renais eram de comunidades negras, asiáticas e de minorias étnicas.

Sanooj Soni, especialista em lesões de órgãos e coautor do estudo, afirmou ao jornal Telegraph que muitas pessoas com problemas renais pré-existentes não sabem que os órgãos estão danificados, enquanto os sinais de lesão renal aguda podem ser difíceis de detectar em meio à torrente de outros sintomas da COVID-19.



© SPUTNIK / VLADIMIR ASTAPKOVICH
Médico visita pacientes na UTI do Hospital Clínico Municipal № 15 O. Filatov em Moscou, Rússia
"Se você acabar tendo problemas renais além dos graves sintomas da COVID-19, a chance de você morrer dobra imediatamente, isso é muita coisa", comentou Soni.

"Essa descoberta pode sugerir que esses pacientes se beneficiam igualmente da admissão na UTI e, portanto, o limite para admissão deve ser calibrado de acordo com o pico de COVID-19 no futuro", escreveram os cientistas.

Dr. Soni teme que os pacientes de COVID-19 com problemas renais graves possam ter sido rejeitados da UTI durante a primeira onda porque eram considerados improváveis ​​de sobreviver.

sexta-feira, 31 de julho de 2020

Cientistas russos descobrem quanto tempo coronavírus leva para morrer na água




Segundo pesquisadores, o vírus não só pode ser fervido até a morte, como eliminado na água à temperatura ambiente após algum tempo.

Pesquisadores do Centro Estatal de Pesquisa de Virologia e Biotecnologia Vektor da Rússia em Novossibirsk, Sibéria, encontraram outra importante fraqueza do SARS-CoV-2: a água comum.
No estudo, os cientistas descobriram que cerca de 90% das partículas do vírus morrem em água à temperatura ambiente no decorrer de 24 horas, com 99,9% sucumbindo em 72 horas. Além disso, os cientistas confirmaram que água fervente mata o coronavírus imediata e completamente.
Importantemente, os pesquisadores também descobriram que, embora o vírus não se multiplique em água sem cloro e do mar, ele pode continuar existindo por algum tempo, com sua vida útil dependendo diretamente da temperatura da água. Também é ressaltado que a água com cloro é altamente eficaz para matar o SARS-CoV-2.

© FOTO / PIXABAY / JARMOLUK
Laboratório médico
Anatoly Altshtein, virologista, doutor em Ciências Médicas e acadêmico da Academia de Ciências Naturais da Rússia, comentou os resultados da pesquisa ao serviço russo da Rádio Sputnik.
"Todos estes dados mostram que o vírus, infelizmente, permanece na água por bastante tempo, assim como em superfícies e roupas, e isto significa que devemos nos proteger, mas isso não é muito alarmante. É preciso lavar as mãos, usar máscara e – de preferência – luvas, tratar as mãos com soluções desinfetantes", afirmou.
As descobertas dos cientistas foram apresentadas na quinta-feira (30) pelo Serviço Federal de Defesa dos Direitos dos Consumidores e Bem-Estar Humano da Rússia (Rospotrebnadzor).
Na quarta-feira (29), a chefe do Rospotrebnadzor, Anna Popova, informou o presidente Vladimir Putin sobre o monitoramento extensivo pela agência da água do mar costeira, piscinas, parques aquáticos e fontes de água potável, e disse que depois de realizar centenas de análises, não foi encontrado nenhum risco significante de infecção transmitida pela água.

Pesquisa do coronavírus na Rússia

Virologistas do centro Vektor têm feito pesquisas sobre o novo coronavírus desde o início da pandemia, trabalhando para desenvolver kits de teste precisos para verificar o vírus e anticorpos, e reduzindo a escolha de candidatas da vacina até uma dúzia até o final de março.
O centro Vektor recebeu permissão para iniciar testes clínicos em seres humanos para uma de suas vacinas na semana passada, com início dos testes na segunda-feira (27).
O Centro Nacional de Pesquisa de Epidemiologia e Microbiologia Gamalei russo também está desenvolvendo uma vacina contra o SARS-CoV-2.
A Rússia tem mais de 838 mil casos confirmados de coronavírus, com mais de 637 mil recuperações e quase 14 mil fatalidades, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, EUA.

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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Bahia: Veja o VÍDEO em que o prefeito de Itabuna anuncia reabertura do comércio e declara: “Morra quem morrer”




O prefeito de Itabuna (436 km de Salvador), Fernando Gomes (PTC), anunciou nesta quarta-feira (1º) a reabertura do comércio na cidade a partir do dia 9 de julho.
“Morra quem morrer”, disparou Gomes em em entrevista à imprensa por meio de videoconferência.
“Eu não posso abrir uma coisa que eu não tenho cobertura. Então, na dúvida, com os nossos morrendo por causa de um leito em Itabuna, eu vou transferir essa abertura. […] Mandei já fazer um decreto e no dia 9 (de julho) abre, morra quem morrer”, afirmou o prefeito. 
Veja abaixo:

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domingo, 19 de abril de 2020

”Achei que eu ia morrer dentro de casa”, diz Janaina Paschoal ao revelar que teve coronavírus

Janaina Paschoal revela que contraiu Covid-19. Foto: Reprodução


A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) afirmou neste sábado (18) que já contraiu coronavírus e ainda não se sente completamente recuperada. Ela chegou a ser internada duas vezes e afirmou que pensou que iria morrer.

A revelação foi feita ao site O Antagonista. ”É uma doença que castiga muito. Ninguém que teve consegue dizer com tranquilidade ‘estou curado’. Ela tem um impacto físico muito grande”, afirmou.

Janaina disse que não divulgou o fato de ter contraído coronavírus para que seus pais não ficassem preocupados.
Segundo o relato da deputada, ela sentiu sintomas leves por 14 dias antes de sentir necessidade de ir ao hospital. Janaina não precisou as datas em que esteve com a doença, mas afirmou que começou após a Assembleia ter suspendido os trabalhos presenciais, o que ocorreu em 23 de março.

”Deus é tão bom para mim que eu fiquei doente quando eu podia trabalhar à distância. Enquanto a Assembleia estava presencial, eu estava bem. Dois dias depois de Assembleia criar a votação virtual, eu perdi o olfato e o paladar”, contou.

A primeira votação virtual da Assembleia ocorreu no dia 26 de março. Janaina afirmou que, embora soubesse que a perda de olfato e paladar eram sintomas da doença, ficou na dúvida. ”Na dúvida, eu usei máscara, fiquei num cantinho mais isolado da casa”, disse a deputada. Os familiares que moram com ela não contraíram o coronavírus.

”Passei 14 dias trabalhando à distância, participando de todas as votações, fazendo tudo que eu tinha que fazer na minha casa, no isolamento, sem febre. Cansada, com falta de fôlego, falava cinco minutos e economizava quatro horas de fala”, relatou.

Quando achou que ia melhorar, no 14º dia, Janaina piorou. ”Eu piorei num grau, que eu achei que eu ia morrer dentro de casa.”

Janaina foi ao hospital e fez um teste, que deu negativo. Segundo a deputada, isso ocorreu porque o vírus já não estava mais presente em seu corpo, mas os estragos em seu corpo estavam feitos. Posteriormente, ela fez outro teste, que verifica se há anticorpos contra o vírus no sangue, e deu positivo.

Com muita dificuldade de respirar, ela foi internada. Uma tomografia também apontou as lesões comuns aos pacientes de coronavírus. Depois de três dias, Janaina chegou a ir para casa, mas voltou a ser internada após nova piora. Ficou mais três dias no hospital.

segunda-feira, 6 de abril de 2020

Afro-americanos são mais propensos a morrer de coronavírus, apontam dados



Dados iniciais compilados nos Estados Unidos mostram que é mais provável que os afro-americanos morram com a COVID-19.

De acordo com especialistas ouvidos pela agência de notícias Reuters, os dados mostram a disparidade e desigualdade no acesso à rede de saúde. 
Em Illinois, os afro-americanos representam cerca de 30% dos casos do estado e cerca de 40% das mortes relacionadas ao coronavírus, de acordo com estatísticas oficiais. No entanto, eles representam apenas 14,6% da população do estado.
Em Michigan, os afro-americanos respondem por 40% das mortes relatadas pelo estado, segundo dados oficiais, embora componham apenas 14% da população.
Muitos estados, incluindo Nova York, o mais afetado pela pandemia, não divulgaram dados demográficos mostrando mortes do vírus em diferentes grupos raciais.
O Centro de Controle e Prevenção de Doenças também não divulgou dados sobre a raça e etnia dos pacientes testados para a COVID-19, a doença respiratória causada pelo novo coronavírus.

sexta-feira, 27 de março de 2020

Catarinenses não querem morrer e se revoltam com governador e empresários bolsonaristas


Após governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), aderir à orientação de Bolsonaro de reabrir o comércio local, indo contra a determinação da OMS de isolamento social, população do Estado revoltou-se e lançou a hashtag #SCnãoquermorrer nas redes


Após o governador de Santa Catarina, Carlos Moisés (PSL), aderir nesta quinta-feira (26) à orientação de Bolsonaro de reabrir o comércio local, indo contra a determinação da OMS de isolamento social, a população do Estado revoltou-se e lançou a hashtag #SCnãoquermorrer nas redes sociais, que encontra-se nos assuntos mais comentados da rede social Twitter. 
Moisés publicou portarias nesta quinta-feira, 26, autorizando a retomada de obras públicas de infraestrutura e de conservação rodoviárias, que estavam suspensas devido ao coronavírus.
 Também foi liberado o funcionamento de atividades de suporte para disponibilização de insumos, com atendimento de tele-entregas. Segundo a Secretaria de Infraestrutura e Mobilidade, as obras e contratos de conservação rodoviária são essenciais para garantir o enfrentamento do coronavírus. A informação é do jornal Estado de S.Paulo. 
Veja: