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terça-feira, 7 de dezembro de 2021

Putin tem plano concreto para atacar Ucrânia, diz ex-chefe da OTAN citando dados 'de confiança'

 


Antigo secretário-geral da OTAN e ex-premiê da Dinamarca delineou o que afirmou serem informações "de confiança" sobre os planos traçados por Putin para conquistar a Ucrânia.


A Rússia vai invadir a Ucrânia, afirmou na terça-feira (7) Anders Rasmussen, antigo secretário-geral da OTAN (2009-2014) e ex-premiê da Dinamarca (2001-2009).
De acordo com Rasmussen, que foi citado pela emissora TV2 e considerou suas informações "de confiança", a invasão pode acontecer já no início de 2022 e incluirá até 175.000 militares. Durante a primeira fase, a Rússia fecharia à Ucrânia o acesso ao mar Negro para impedir a chegada de novos suprimentos. Em uma fase seguinte, Moscou bombardearia as forças ucranianas e, na terceira fase, os militares russos se dirigiriam à capital Kiev.

"Então há planos completamente concretos, mas não sabemos se [Vladimir] Putin os realizará", disse. Apesar disso, ele crê que uma eventual invasão do país vizinho da Rússia não será surpresa, ao contrário da "surpresa completa" para a OTAN que foi a integração da Crimeia no território russo em 2014, que ele chamou de "anexação".

"Agora os americanos e a UE [União Europeia] concordam completamente que haverá sanções muito fortes contra a Rússia se Putin entrar na Ucrânia. Por isso, o preço pode ser demasiado alto para Putin, tanto internamente como externamente", sugeriu o ex-premiê dinamarquês.

Na opinião de Anders Rasmussen, o objetivo de longo prazo, bem explicado pelo próprio presidente da Rússia, é de prevenir a entrada da Ucrânia na Aliança Atlântica e na UE, para que ambos os blocos estejam relutantes em aceitar um Estado-membro envolvido em um conflito.
Caças F-16 turcos e poloneses durante voos de demonstração das equipes da OTAN - Sputnik Brasil, 1920, 06.12.2021
Panorama internacional
Diplomata alemão diz que Rússia tem 'medo' de Ucrânia e Geórgia se tornarem membros da OTAN
Vladimir Putin declarou múltiplas vezes que a continuação da expansão da OTAN para o leste é uma "linha vermelha" que a Rússia não pode aceitar. Desde o fim da URSS que a Rússia tem protestado contra a entrada na OTAN de ex-países do Pacto de Varsóvia, incluindo antigas repúblicas soviéticas.
O Kremlin tem rejeitado acusações do Ocidente de que a Rússia planeja uma "invasão" da Ucrânia, comentando que não ameaça ninguém, e que tal retórica é usada como pretexto para aumentar a presença militar e atividade da OTAN perto das fronteiras russas. Ao mesmo tempo, Moscou afirma que a Ucrânia juntou mais de 120.000 militares perto da zona de conflito em Donbass, e que os países ocidentais estão desestabilizando a situação.

terça-feira, 7 de setembro de 2021

Bancos com dados de milhares de afegãos criados pelos EUA podem cair nas mãos do Talibã, diz mídia

 


Por 20 anos, os EUA e aliados gastaram centenas de milhões de dólares construindo sistema de dados para o povo afegão. O objetivo era promover a lei, a ordem e a responsabilidade, assim como modernizar o país devastado pela guerra.

A maior parte do aparato digital construído pelos EUA durante os 20 anos de ocupação, que incluiu biometria para verificar identidades, aparentemente caiu nas mãos do Talibã (grupo terrorista proibido na Rússia e em diversos países), segundo a AP News.

À medida que o grupo terrorista se posiciona no poder, há preocupações de que esses bancos de dados serão usados para controle social e para punição de possíveis inimigos.

De acordo com a mídia, desde a queda de Cabul, em 15 de agosto, surgiram indícios de que dados do governo podem ter sido usados ​​nos esforços do Talibã para identificar e intimidar os afegãos que trabalhavam com as forças dos EUA.

Segundo Neesha Suarez, diretora de serviços do representante norte-americano, Seth Moulton – um veterano da Guerra do Iraque cujo escritório está tentando ajudar pessoas que trabalharam para os EUA – afegaõs estão recebendo telefonemas, mensagens de texto e mensagens do WhatsApp sinistras e ameaçadoras.

A AP relata que, por enquanto, é incerto o destino de uma das bases de dados mais sensíveis, a que é usada para pagar soldados e policiais.

Soldados afegãos recém-formados em cerimônia de graduação na Academia Militar de Cabul, no Afeganistão, em 24 de fevereiro de 2020
© AP PHOTO / RAHMAT GUL
Soldados afegãos recém-formados em cerimônia de graduação na Academia Militar de Cabul, no Afeganistão, em 24 de fevereiro de 2020

O sistema afegão de pessoal e pagamento tem dados sobre mais de 700.000 membros das forças de segurança há 40 anos. Seus mais de 40 campos de dados incluem datas de nascimento, números de telefone, nomes de pais e avós, impressões digitais e exames de íris e rosto, segundo a mídia.

Originalmente concebido para combater a fraude na folha de pagamento, esse sistema deveria eventualmente interagir com um poderoso banco de dados nos ministérios da Defesa e do Interior, modelado em um que o Pentágono criou em 2004 para alcançar o "domínio da identidade" por meio da coleta de impressões digitais e exames de íris e rosto em áreas de combate.

Já o Banco de Dados de Identificação Biométrica Automatizada do Afeganistão cresceu de uma ferramenta para examinar recrutas do Exército e da polícia por lealdade para conter 8,5 milhões de registros, incluindo inimigos do governo e da população civil. 

Quando Cabul caiu, o banco estava sendo atualizado, junto com um banco de dados semelhante no Iraque, sob um contrato de US $ 75 milhões (R$ 387 milhões), assinado em 2018. No entanto, autoridades norte-americanas afirmam que ele foi protegido antes que o Talibã pudesse acessá-lo, apagando-o com software de limpeza de dados de nível militar.

Um outro banco de dados herdado pelo grupo terrorista contém imagens de íris, rosto e impressões digitais de 420 mil funcionários do governo, segundo a mídia.

Refugiados afegãos caminham até um ônibus que os leva a um centro de processamento na chegada ao Aeroporto Internacional de Dulles em Dulles, Virgínia, EUA, 29 de agosto de 2021
© REUTERS / ELIZABETH FRANTZ
Refugiados afegãos caminham até um ônibus que os leva a um centro de processamento na chegada ao Aeroporto Internacional de Dulles em Dulles, Virgínia, EUA, 29 de agosto de 2021

A aglomeração central de tais dados pessoais é exatamente o que preocupa os 37 grupos de liberdades civis digitais que assinaram uma carta em 25 de agosto pedindo o fechamento urgente e o apagamento, quando possível, da "ferramenta de identidade digital" do Afeganistão, entre outras medidas.

Na carta, é afirmado que governos autoritários têm explorado esses dados "para atingir pessoas vulneráveis" e bancos de dados digitalizados e pesquisáveis ​​ampliam os riscos, relatou a AP.

segunda-feira, 5 de julho de 2021

Tecnologia: Hackers exigem US$ 70 milhões para restaurar dados de empresas após ciberataques, diz reportagem

 


Hackers suspeitos por ataque de extorsão em massa que afetou centenas de empresas e clientes da Kaseya nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, teriam pedido quantia milionária para restaurar dados, de acordo com postagem em blog da dark web.

Os cibercriminosos que podem estar por trás de um ataque devastador que deixou centenas de empresas em todo o mundo off-line, supostamente exigiram US$ 70 milhões (cerca de R$ 355 milhões) para restaurar os dados que estariam segurando.

A demanda foi postada em um blog na dark web no domingo (4), informou a Reuters. O blog é usado pela gangue do crime cibernético REvil, que os pesquisadores de segurança cibernética acreditam serem os responsáveis pelo último ataque, e também por outro que houve em maio à JBS, a maior empresa de processamento de carne do mundo.

O ataque da semana passada teve como alvo a Kaseya, uma plataforma remota de gerenciamento de Tecnologia da Informação. Centenas de clientes da Kaseya nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido e em todo o mundo tiveram seus dados congelados, com efeitos indiretos para os clientes em alguns casos. A rede de supermercados sueca Coop foi forçada a fechar todas as 800 de suas lojas no sábado (3), depois que o ataque inativou todas as caixas registradoras.

Presidente dos EUA Joe Biden durante reunião com presidente israelense Reuven Rivlin na Casa Branca, 28 de junho de 2021
© REUTERS / KEVIN LAMARQUE
Presidente dos EUA Joe Biden durante reunião com presidente israelense Reuven Rivlin na Casa Branca, 28 de junho de 2021
A Casa Branca anunciou no domingo (4) que o FBI e o Departamento de Segurança Interna "entrarão em contato com as vítimas identificadas para fornecer assistência". O presidente Joe Biden, que anteriormente acusou a Rússia de estar por trás de ataques semelhantes, disse a repórteres que "não tem certeza se são os russos" e está esperando que as agências de inteligência dos EUA investiguem.

Os EUA já culpavam a Rússia por vários ataques cibernéticos à infraestrutura e ao comércio americano, em parte por causa de seu suposto envolvimento no hack da SolarWinds no ano passado. Mesmo que Biden não tenha acusado Moscou de envolvimento direto em um ataque cibernético contra o fornecimento de combustível dos EUA em maio, ele insistiu que isso tinha "alguma responsabilidade", já que os hackers supostamente operavam em um país de língua russa.

A culpa também foi atribuída a Pequim. A Microsoft afirmou em março que pegou hackers chineses "patrocinados pelo estado" invadindo seus servidores de e-mail, e pesquisadores de segurança cibernética acusaram o estado chinês de envolvimento em vários ataques desde então, incluindo um na rede de transporte público de Nova York.

Moscou e Pequim têm negado sistematicamente as acusações dos EUA de envolvimento em crimes cibernéticos.

Em um comunicado na semana passada, a Embaixada Russa em Washington expressou esperança de que os EUA "abandonem a prática de acusações infundadas e se concentrem no trabalho profissional com especialistas russos para fortalecer a segurança da informação internacional".


sexta-feira, 8 de janeiro de 2021

WhatsApp faz ‘ultimato’: ou usuários permitem compartilhamento de dados com Facebook ou fecham conta

 


A rede social de Mark Zuckerberg passará a ter acesso aos dados do WhatsApp, que também poderá compartilhar dados com outras empresas, revelou a empresa-mãe.

O WhatsApp começará a enviar dados e contatos do aplicativo da empresa ao Facebook, anunciou a subsidiária do bilionário Mark Zuckerberg, em sua nova política de privacidade.

"O WhatsApp pode receber ou coletar certas informações para operar, fornecer, melhorar, compreender, personalizar, dar suporte e comercializar nossos serviços, quando você instala, acessa ou utiliza nossos serviços", afirma.

Se os usuários não aceitarem as novas regras, perderão acesso à conta, e qualquer uso do aplicativo a partir de 8 de fevereiro implica a sua aceitação. Os dados serão assim processados pelo Facebook, apesar de este não poder acessar as conversas devido à encriptação de ponta a ponta. Os dados pessoais (números de celular dos usuários, números dos contatos, localização e outros) também poderão ser compartilhados com outras empresas.

O portal Ars Technica citou uma porta-voz do WhatsApp, segundo a qual a mudança visa permitir que a empresa armazene as conversas do WhatsApp utilizando a infraestrutura mais ampla do Facebook.

No entanto, esta mudança não se aplica aos usuários da União Europeia, bem como ao Reino Unido, pois são regidos pela subsidiária WhatsApp Ireland Ltd., que tem uma política de privacidade diferente, em linha com as leis de privacidade do bloco, segundo o portal Business Insider, que citou um porta-voz da empresa de Mark Zuckerberg.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Disputa por dados da Lava Jato faz procuradores deixarem operação e abre crise na PGR



Um trio de procuradores da Operação Lava Jato deixaram o grupo da investigação nesta sexta-feira (26), em meio a uma disputa de profissionais de Brasília e de Curitiba acerca de dados considerados sigilosos.

O problema teve início quando a subprocuradora Lindôra Maria Araújo, coordenadora da Lava Jato na Procuradoria-Geral da República (PGR), solicitou acesso a dados das forças-tarefas da operação nos estados, segundo noticiou o portal G1.
Ela esteve em Curitiba na semana passada para tratar da transferência de informações sigilosas. Em resposta, a força-tarefa da Lava Jato acionou a Corregedoria Nacional do Ministério Público Federal (MPF).
Para os procuradores de Curitiba, a ação foi feita "como medida de cautela" e "para prevenir responsabilidades". Já o coordenador da força-tarefa no Paraná, Deltan Dallagnol, destacou que era preciso adotar preceitos formais para repassar os dados, evitando questionamentos ou a nulidade de provas e informações.
Por sua vez, a PGR informou por meio de nota que a subprocuradora "não buscou compartilhamento informal de dados", mas a obtenção de "informações globais sobre o atual estágio das investigações e o acervo da força-tarefa, para solucionar eventuais passivos".

© AP PHOTO / ANDRE PENNER
Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato, dá entrevista em Curitiba, 29 de janeiro de 2016
"Os assuntos da visita de trabalho, como é o normal na Lava Jato, são sigilosos. A PGR estranha a reação dos procuradores e a divulgação dos temas, internos e sigilosos, para a imprensa", acrescentou o texto da nota.
Todo o impasse e a crise criada pela discordância entre os procuradores da Lava Jato de Curitiba e Brasília levou à saída do grupo da capital federal de Hebert Reis Mesquita, Victor Riccely Lins Santos e Luana Macedo Vargas. Já Lindôra Maria Araújo, Alessandro José Fernandes de Oliveira e Leonardo Sampaio de Almeida seguem no grupo.
Em um comunicado, a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba elogiou os procuradores que deixaram o grupo em Brasília, exaltando os trabalhos até aqui realizados.

terça-feira, 16 de junho de 2020

STF: Alexandre de Moraes determina que redes sociais forneçam dados de monetização de páginas bolsonaristas


A medida tem por objetivo averiguar se blogueiros e militantes pró-governo Jair Bolsonaro estão sendo remunerados por publicações contrárias às instituições democráticas


O ministro do STF Alexandre de Moraes, ainda no inquérito sobre atos antidemocráticos, determinou que as redes sociais Facebook, Twitter e YouTube forneçam à Justiça dados sobre a monetização de páginas bolsonaristas que fazem publicações contrárias às instituições democráticas. Com informações de O Globo.

A medida visa apurar se blogueiros e militantes pró-governo Jair Bolsonaro estão sendo pagos por meio destas postagens. Outras diligências foram cumpridas pela Polícia Federal nesta terça-feira.
Ao Facebook, Moraes determinou a entrega de informações das páginas: Terça Livre (de Allan dos Santos), Folha Política, Foco do Brasil, Alberto Silva, Roberto Boni, Vlog do Lisboa, Roberto Boni, Nação Patriota, Ravox Brasil, Oswaldo Eustáquio, Sara Winter, Marcelo Razão e Camila Abdo Calvo.
Ao Instagram, das páginas: Foco do Brasil, Folha do Brasil, Alberto Silva BR, Terça Livre, Vlog do Lisboa, Nação Patriota Ofic, Ravox Brasil, Eustáquio Oswaldo, Sara Winter, Dr Frazão Marcelo e Camila Abdo.
E ao YouTube, dos canais: Folha Política, Foco do Brasil, O Giro de Notícias, Terça Livre, Vlog do Lisboa, Universo, Nação Patriota, Ravox Brasil, Oswaldo Eustáquio, Sara Winter, TV Direita News, Direto aos Fatos e Emerson Teixeira.