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sexta-feira, 22 de dezembro de 2023

Astrônomos detectam estrela que passou pelo Sistema Solar há 2,5 milhões de anos

 


Não muito tempo atrás em termos astronômicos, a estrela HD 7977 voou perto do Sol. Provavelmente o astro terá passado perto o suficiente para afetar a nuvem de Oort.

Cientistas analisaram como esta e outras estrelas visitantes podem afetar os objetos do Sistema Solar.
Nuvem de Oort é uma hipotética região esférica nos confins do Sistema Solar que contém bilhões de objetos semelhantes a cometas. Embora não haja observações diretas que confirmem que ela existe, muitos fatores circunstanciais apontam para sua existência.
Durante vários anos, os astrônomos têm estado analisando os dados de pesquisa do telescópio cósmico Gaia na busca de objetos que se aproximaram do Sistema Solar no passado ou passarão no futuro.
Um desses objetos foi identificado como HD 7977, uma anã amarela com uma massa semelhante ao Sol que agora está a cerca de 246,9 anos-luz de distância.

análise dos últimos dados da pesquisa de Gaia mostrou que aproximadamente 2,47 milhões de anos atrás HD 7977 voou a uma distância de vários milhares de unidades astronômicas (uma unidade astronômica é a distância média do Sol à Terra).

Ilustração artística da nuvem de Oort - Sputnik Brasil, 1920, 22.12.2023
Ilustração artística da nuvem de Oort
Já a nuvem de Oort, que circunda o Sol, se situa a uma distância de duas mil a dez mil unidades astronômicas. Por isso, a estrela deve ter perturbado os objetos na nuvem e cometas de período longo.
Pesquisadores calcularam que há cerca de 2,47 milhões de anos essa estrela aproximou-se do Sol a uma distância menor que 12,3 mil unidades astronômicas (com uma probabilidade de 90% – menos de 0,2 ano-luz), ou até menos de 2,5 mil unidades astronômicas (com uma probabilidade de 10% – menos de 0,05 ano-luz). Vale ressaltar que atualmente a estrela mais próxima se situa a mais de quatro anos-luz do Sol.


domingo, 29 de maio de 2022

Cientistas planejam abrir cristal de 830 milhões de anos que pode conter microrganismos vivos

 


Uma equipe de geólogos está estudando um pedaço de cristal de 830 milhões de anos encontrado na Austrália que pode conter microrganismos vivos, e eles planejam abri-lo.


A descoberta de micróbios presos em cristais de halita, que é a forma natural do cloreto de sódio, sal de rocha comum, foi anunciado este mês em um estudo publicado na revista Geology.
Os pesquisadores afirmam que os organismos unicelulares contidos em pequenos cubos de líquido dentro do núcleo da formação ainda podem estar vivos, por isso eles querem abrir o mineral e verificar.
Segundo cientistas, os microrganismos que eles querem estudar são pequenos remanescentes de vida procariótica e algas que foram preservados dentro de bolhas microscópicas de líquido no cristal.
A descoberta mostrou que os microrganismos podem permanecer bem preservados em halita ao longo de centenas de milhões de anos. A equipe acredita que isso ajudará a procurar vida "em rochas sedimentares químicas terrestres e extraterrestres".
Os geólogos também esperam que microrganismos semelhantes possam ser descobertos em Marte, onde já foram identificados vastos depósitos de sal localizados no que antes eram reservatórios cheios de água.
Rochas que contêm rubis (imagem refrencial) - Sputnik Brasil, 1920, 22.10.2021
Descobrem em rubi de 2,5 bilhões de anos na Groenlândia evidências de vida antiga (FOTO)


Após essa notícia ter sido divulgada, muitas pessoas têm expressado preocupações quanto aos riscos de iniciar uma pandemia assim que os microrganismos antigos sejam liberados.
No entanto, os pesquisadores dizem que vão realizar o procedimento com a máxima cautela.
Além disso, alguns biólogos que comentaram o assunto observam que um microrganismo que nunca esteve em contato com o ser humano não pode de forma alguma causar uma doença entre nós.

quarta-feira, 18 de maio de 2022

EUA pretendem oferecer ajuda militar de US$ 500 milhões para afastar Índia da Rússia

 


A Bloomberg informou que os EUA estão planejando enviar um pacote de assistência militar à Índia com o objetivo de reduzir a dependência do país das armas russas.

De acordo com fontes, citadas pela mídia americana, o governo dos EUA pode oferecer um financiamento de US$ 500 milhões (R$ 2,4 bilhões) à Índia para apoiar a aquisição de armas e serviços de defesa.
Um funcionário de alto escalão dos EUA declarou que Joe Biden está tentando convencer a Índia de que ela pode se tornar um país parceiro dos norte-americanos na questão de segurança a longo prazo.
Réplicas de mísseis BrahMos (imagem de arquivo) - Sputnik Brasil, 1920, 14.05.2022
Índia testa nova versão de míssil supersônico BrahMos em caça Su-30
Desta forma, os EUA pretendem fornecer aeronaves de combate, embarcações e tanques. Contudo, o funcionário afirma que o governo ainda está procurando uma forma para implementar a medida.
Os norte-americanos seguem investindo e apostando tudo em sua perseguição doentia da Rússia, algo que aparentemente, já virou obsessão, mesmo que suas ações possam afundar o mundo em uma crise.

sexta-feira, 1 de abril de 2022

EUA fornecerão assistência militar adicional de US$ 300 milhões à Ucrânia, diz Pentágono

 


EUA fornecerão assistência militar adicional de US$ 300 milhões à Ucrânia, diz Pentágono


Os Estados Unidos fornecerão à Ucrânia assistência militar adicional no valor de US$ 300 milhões (R$ 1,4 bilhão), disse o Departamento de Defesa do país.
Por intermédio da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAI, na sigla em inglês), o Departamento de Defesa fornecerá até US$ 300 milhões (R$ 1,4 bilhão) em assistência de segurança para reforçar a capacidade do Exército da Ucrânia.

"Esta decisão destaca o compromisso inabalável dos Estados Unidos com a soberania e a integridade territorial da Ucrânia em apoio aos seus esforços heróicos", disse o porta-voz do Pentágono, John Kirby, sobre a situação da operação militar especial desencadeada pela Rússia no país em 24 de fevereiro.

O presidente Joe Biden já tinha dado indicativos de que esse auxílio estaria a caminho na última segunda-feira (28).
Ele uma declaração pedindo para continuar o investimento de resposta à crise na Ucrânia a fim de apoiar "suas necessidades básicas".

"Estou pedindo um investimento contínuo para responder assertivamente à agressão de [presidente russo Vladimir] Putin contra a Ucrânia com o apoio dos EUA às necessidades econômicas, humanitárias e de segurança da Ucrânia", diz o comunicado.

"Adicionalmente, o orçamento fornece perto de US$ 1 bilhão [R$ 4,8 bilhões] em assistência à Ucrânia para o Departamento de Estado, USAID [Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional, na sigla em inglês] e Departamento de Defesa para contrariar a influência maligna russa e para atender às necessidades emergentes relacionadas à segurança, energia, questões de cibersegurança, desinformação, estabilização macroeconômica e resiliência da sociedade civil", continua.
A administração Biden também destinou financiamento para a OTAN e iniciativas semelhantes.

"O orçamento inclui US$ 6,9 bilhões [R$ 33,14 bilhões] para a Iniciativa de Dissuasão Europeia, a Organização do Atlântico do Norte (OTAN), e contrariar agressão russa para apoiar a Ucrânia, a forte parceria dos Estados Unidos com aliados da OTAN, e outros Estados parceiros europeus, aumentando o financiamento para melhorar as capacidades e prontidão das forças dos EUA, dos aliados da OTAN e parceiros regionais, face à agressão russa", disse.

Biden pretende igualmente que o orçamento do ano fiscal de 2023 (de 1º de outubro de 2022 a 30 de setembro de 2023) contenha um dos maiores investimentos de todos os tempos na segurança nacional dos EUA.
Em 24 de fevereiro, a Rússia lançou uma operação militar especial na Ucrânia depois que as repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk solicitaram ajuda para defendê-las de ataques de tropas ucranianas.
O Ministério da Defesa disse que a operação visa apenas a infraestrutura militar ucraniana e que a população civil não está em perigo.

domingo, 30 de janeiro de 2022

Marinha dos EUA drena milhões de litros de água após vazamento de combustível no Havaí

 


A Marinha dos EUA recebeu uma permissão para drenar até 22 milhões de litros de água tratada por dia de sua instalação de armazenamento de combustível a granel Red Hill após a água ser contaminada por um vazamento de combustível.

O vazamento de combustível causou contaminação da água afetando famílias dos militares e crianças no Havaí, segundo a CNN.
De acordo com o Departamento de Saúde local e da Marinha, a drenagem vai permitir a descontaminação do aquífero sob o reservatório.

"Quando o bombeamento começar, até 22 milhões de litros de água por dia serão bombeados do Red Hill [...] A água passará por um sistema de filtragem de carvão ativado granular", informou a Marinha à CNN.

O aquífero de Red Hill fornece água potável à base de Pearl Harbor e outras regiões do Havaí, afetando desta forma quase um milhão de pessoas, segundo o Conselho de Abastecimento de Água local.
Mergulhadores da Marinha dos EUA estão tentando remover combustível de um poço de água em Red Hill, perto de Pearl Harbor, no Havaí, 11 de dezembro de 2021 - Sputnik Brasil, 1920, 11.01.2022
Panorama internacional
Após resistência, Marinha dos EUA inicia conserto de instalação em Pearl Harbor que vazou petróleo
Após o vazamento, na região foram relatos casos de pessoas com náuseas, vômitos, diarreia, dores de cabeça e problemas de pele.

Posteriormente, os testes indicaram hidrocarbonetos e vapores de combustível na água, afirmou a Marinha norte-americana.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2022

Dinamarca anuncia apoio financeiro de 22 milhões de euros à Ucrânia em meio a tensões com Rússia

 


Copenhague acusa a Rússia de realizar uma "mobilização perto da fronteira ucraniana" e envia por isso à Ucrânia uma nova e maior tranche de fundos após a anterior, de 2018.


O Ministério das Relações Exteriores da Dinamarca anunciou no domingo (16) que o país destinará € 22 milhões (R$ 138,28 milhões) à Ucrânia como parte de um "programa de apoio abrangente".
Segundo o comunicado, o financiamento ajudará a "fortalecer a resiliência e capacidade da Ucrânia de gerir as consequências severas do conflito em curso na Ucrânia oriental", com Jeppe Kofod, chanceler da Dinamarca, culpando a Rússia pela "mobilização perto da fronteira ucraniana".

"Também estamos aumentando nossa contribuição ao treino militar da Ucrânia e nossa assistência para pôr o pessoal militar ucraniano em linha com os padrões da OTAN", revelou Trine Bramsen, ministra da Defesa.

Além da área militar, a declaração refere que a assistência procurará "melhorar o diálogo entre pessoas dos dois lados da linha de contato, de forma a promover a resolução do conflito e reconciliação local".
Na região de Yasne, leste da Ucrânia, um soldado ucraniano se posiciona em uma trincheira na fronteira com a República Popular de Donetsk, em 14 de janeiro de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 14.01.2022
Panorama internacional
EUA planejam enviar armas e treinar insurgentes na Ucrânia em caso de agressão russa, diz mídia
Trata-se de um novo apoio financeiro, depois que Copenhague ofereceu € 16,1 milhões (R$ 101,19 milhões, na conversão atual) a Kiev entre 2018 e 2021.
Países ocidentais têm culpado a Rússia por supostamente se preparar para invadir a Ucrânia, com Moscou respondendo que tem todo o direito de movimentar tropas dentro de seu próprio território e que isso é uma resposta à militarização junto das fronteiras russas pela OTAN, inclusive na Ucrânia, que não é Estado-membro da Aliança Atlântica.

quarta-feira, 21 de julho de 2021

Governo do México contratou software Pegasus para espionagem por US$ 32 mi entre 2012 e 2018

 


Segundo o diretor da Unidade de Inteligência Financeira do México, o governo fez uso do software de espionagem pagando quantia milionária para obtê-lo. O caso será entregue à Procuradoria-Geral da República.

O governo mexicano, durante a gestão do ex-presidente Peña Nieto, de 2012 a 2018, contratou no mesmo período o Tech Bull Group para adquirir tecnologia de espionagem, que inclui um contrato do software Pegasus por US$ 32 milhões (R$ 167 milhões), que foram transferidos para o NSO Group, empresa israelense responsável pelo desenvolvimento do software.

As informações foram confirmadas em uma coletiva de imprensa hoje (21) efetuada pelo diretor da Unidade de Inteligência Financeira do México, Santiago Nieto.

"O Tech Bull Group contratou, durante 2014, com a Procuradoria-Geral da República [...] o software Pegasus, um malware para fins de espionagem telefônica em um contrato de R$ 32 milhões, desenvolvido pela empresa israelense NSO Group, para a qual os recursos acabaram sendo repassados" ​​disse Nieto.

​As informações sobre os contratos relativos ao caso Pegasus, que se encontram nos arquivos do governo federal, serão entregues à Procuradoria-Geral da República (FGR, na sigla em espanhol), de acordo com o diretor.

Nieto também revelou informações sobre outras compras de equipamentos e tecnologia às empresas Aeronautic Ltd, Aerocentinel Ltd entre outras firmas que receberam recursos do Tech Bull Group, o qual também enviou dinheiro "para outras companhias em Israel e na Itália, onde essas empresas estão sediadas".

Ontem (20), o presidente do México, López Obrador, disse ser "vergonhoso" que tenha sido espionado pelo governo anterior (de Peña Neto), conforme noticiado.

Segundo Obrador, "os governos anteriores possuíam equipamentos sofisticados para ouvir todos os telefonemas, não só da pessoa que era alvo, mas de todos ao seu redor, é claro que me espiaram por um ou dois anos, muitos mais [...]".

No domingo (18), veio à tona uma investigação aprofundada realizada por 17 grandes organizações de notícias internacionais afirmando que a firma cibernética israelense, NSO Group, vendeu malware de celular usado para atingir jornalistas, ativistas e políticos em mais de 50 países.

O malware é capaz de espionar o celular, monitorando remotamente as comunicações de SMS, voz e vídeo, e coletando informações de localização GPS.