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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

China lança seu maior navio de patrulha marítima no estreito de Taiwan (FOTO)

 


A embarcação se tornará o maior navio de resgate de patrulha marítima da China nas águas do estreito após ser comissionado, segundo mídia.

Lançado em cerimônia oficial nessa segunda-feira (8), o navio de nome Haixun 06, é um gigante navio de patrulha de resgate de cinco mil toneladas desenvolvido pela Corporação da Indústria de Produção de Navios da China (CSIC, na sigla em inglês) na província de Fujian, no leste da China, segundo o portal The Global Times.

Com comprimento total de 128,6 metros, 16 metros de largura e 7,9 metros de profundidade, a embarcação tem um deslocamento projetado de 5.560 toneladas e uma velocidade de 37 quilômetros por hora, com uma capacidade de navegação ilimitada, podendo navegar cerca de 18,52 quilômetros.



Novo navio de patrulha chinês Haixun 06

Outra característica importante é que o navio pode patrulhar no mar por 60 dias sem suprimentos.

O estreito de Taiwan é uma área marítima importante identificada pelo Ministério dos Transportes da China. A presença do navio tem como intuito assegurar a soberania marítima territorial chinesa e os direitos e interesses marítimos. Assim como lidar com incidentes e prevenir a poluição, segundo a mídia.

As águas do estreito vêm sendo bastante disputadas por diferentes países e a China progressivamente defende sua posição de domínio através de declarações do governo ou de ações públicas de patrulhamento.

O que significa a retirada dos militares da Amazônia anunciada por Mourão?

 


Aparelhamento de órgãos de fiscalização do desmatamento faz com que a retirada dos militares da Amazônia não represente luz no fim do túnel para o Brasil, segundo especialista ouvida pela Sputnik Brasil.

O vice-presidente Hamilton Mourão anunciou nesta quarta-feira (10) o novo Plano Amazônia 21/22, que vai substituir a ação militar na Amazônia, a chamada Operação Verde Brasil 2, que acaba no dia 30 de abril.

Para Elizabeth Eriko Uema, secretária-executiva da Ascema (Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente), os órgãos de combate ao desmatamento saem enfraquecidos após a atuação dos militares.

"Essa notícia da retirada das Forças Armadas da Amazônia não aponta para nenhuma luz no fim do túnel, uma vez que esse poder volta ao órgão de origem, mas o órgão de origem continua totalmente desaparelhado e sendo desmontado por esse governo", afirmou.

Segundo Uema, órgãos responsáveis tradicionalmente pelo combate ao desmatamento, como o Ibama e Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), não possuem pessoas suficientes para fazer a fiscalização.

"Tem uma coisa extremamente complicada que está acontecendo e pode afetar negativamente todo o processo de combate ao desmatamento, não só na Amazônia como em todo o Brasil, que é o fato de órgãos como o Ibama e o ICMbio estarem hoje quase totalmente aparelhados por policiais militares do estado de São Paulo em cargos de decisão e em cargos estratégicos", disse.

O anúncio de Mourão foi feito durante a 4ª reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL), que é presidido pelo vice-presidente.

O chamado "Plano Amazônia 21/22" consiste, segundo o governo, em "quatro eixos de atuação" que visam, sobretudo, a "priorização de áreas onde a ocorrência da ilicitude pode impactar de maneira mais decisiva os resultados da gestão ambiental; aumento da efetividade da fiscalização e o fortalecimento dos órgãos; contenção dos ilícitos em conformidade com a lei; e disponibilização de alternativas socioeconômicas à população dentro do princípio do desenvolvimento sustentável".



© FOLHAPRESS / FUTURA PRESS
O vice-Presidente Hamilton Mourão na coletiva após reunir-se na 4ª Reunião do Conselho Nacional da Amazônia Legal (CNAL) em Brasília.

Elizabeth Eriko Uema criticou o papel desempenhado por militares durante a vigência da Operação Verde Brasil 2.

"Na medida em que eles [Forças Armadas] puxam para si tal papel e deixam os órgãos especialistas no papel de meros coadjuvantes, na nossa opinião, isso teve um custo muito grande e de certa forma explica a explosão do desmatamento na região amazônica", comentou.

Para a secretária-executiva da Ascema, a fiscalização do desmatamento deve ser feita pelo ICMbio e pelo Ibama.

"Não é função do Exército planejar e atuar na inteligência na questão do desmatamento. Isso é papel dos órgãos ambientais, de órgãos que tem conhecimento, informações e que tem gente especializada que acompanha isso o ano inteiro", completou.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe) divulgados nesta quarta-feira (10), as 11 cidades com a maior área de desmatamento na Amazônia entre agosto de 2019 e julho de 2020 representam 40,5% do que foi perdido de floresta no período.

Somados, os 11 municípios perderam 3.963,75 km² dos 9.780,56 km² perdidos na Amazônia.

São elas: Altamira (PA), São Félix do Xingu (PA), Porto Velho (RO), Lábrea (AM), Novo Progresso (PA), Itaituba (PA), Apuí (AM), Pacajá (PA), Colniza (MT), Portel (PA), Novo Repartimento (PA).

As opiniões expressas nesta matéria podem não necessariamente coincidir com as da redação da Sputnik


Rússia revela mensagem de ordem de lançamento do sistema de mísseis Iskander

 


O texto contendo as instruções de lançamento do sistema russo Iskander foi revelado, segundo o jornal Rossiyskaya Gazeta.

"Iniciar preparação 1", a mensagem tem uma parte imperceptível que contém coordenadas dos alvos, bem como um conjunto de números e símbolos, segundo o jornal. 

Após o recebimento da mensagem, a contagem na cabine do sistema é iniciada e o código recebido é introduzido no computador de bordo.

"A seguir, o comandante pressiona o botão 'Regime', e em seguida a máquina atua automaticamente: gira os mísseis giroscópios, libera o suporte, rompe o teto, ergue o míssil e assim por diante", segundo os militares.

O processo de lançamento leva oito minutos, podendo o comandante abortar o lançamento no exato sétimo minuto. A um minuto do lançamento, no motor do míssil uma reação química é iniciada.



© SPUTNIK / STRINGER
Lançamento de míssil balístico do complexo tático-operacional Iskander-M no polígono Kapustin Yar, na região russa de Astrakhan (foto de arquivo)

O sistema de mísseis Iskander foi concebido ainda no contexto da Guerra Fria por engenheiros soviéticos, quando o desenvolvimento bélico representava grande parte das pesquisas russas em tecnologia. Em 1996, o sistema realizou seu primeiro lançamento.

O armamento é capaz de disparar mísseis contra instalações de defesa antiaérea e outras posições bem defendidas no campo de batalha em um raio de até 500 quilômetros de distância do ponto de lançamento.