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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

EUA usam a China como adversário fictício para justificar sua 'crescente militarização do espaço'

 


A estratégia dos EUA de acusar a China de ser uma ameaça devido às suas avançadas capacidades de satélite tem como objetivo "justificar a crescente militarização do espaço por Washington, bem como o desenvolvimento de suas capacidades de guerra espacial", segundo análise da mídia chinesa.

O comandante das Forças Espaciais dos EUA no Indo-Pacífico, Anthony Mastalir, disse nesta semana durante uma conferência sobre poder aéreo e espacial que as capacidades avançadas de satélite da China são uma "preocupação urgente", tanto para Washington quanto para o Japão.
Por isso, ele garantiu que, para estarem preparados para enfrentar estas ameaças, ambos os países são obrigados a reforçar a sua parceria espacial.
A colaboração inclui o desenvolvimento de capacidades compartilhadas na vigilância de objetos espaciais para rastrear satélites chineses, "cada vez mais sofisticados, capazes de alterar dinamicamente as suas órbitas".
Telúrio refinado é exibido na refinaria Rio Tinto Kennecott, 11 de maio de 2022, em Magna, Utah, Estados Unidos - Sputnik Brasil, 1920, 03.12.2024
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Em entrevista ao Global Times, um especialista militar que pediu anonimato garantiu que a retórica contra a nação asiática usada pelos Estados Unidos é, na realidade, um pretexto para esconder que o país norte-americano planeja implantar equipamentos avançados de monitorização nos satélites japoneses para rastrear tecnologia espacial chinesa.

"Esta estratégia visa justificar a crescente militarização do espaço por parte dos Estados Unidos e o desenvolvimento de suas capacidades de guerra espacial, utilizando a China como adversário fictício", analisou o especialista.

De acordo com a matéria do Global Times, intitulada "Cooperação espacial EUA-Japão: uma fachada para ambições hegemônicas", os Estados Unidos procuram aproveitar a força tecnológica e econômica do Japão para garantir o seu domínio espacial.
O especialista destacou que os norte-americanos tentam controlar a tecnologia espacial da japonesa, o que "limita significativamente a capacidade do Japão de desenvolver de forma independente as suas capacidades espaciais".
Um exemplo, aponta o texto, é que, para monitorar os satélites chineses, Washington exigiu que Tóquio instalasse sensores de fabricação americana nos satélites QZSS, a versão japonesa do GPS.

"Isto não só compromete a autonomia tecnológica do Japão, mas também dá aos Estados Unidos um controle substancial sobre as suas atividades espaciais", disse o analista.

A presidente do Peru, Dina Boluarte, levanta a mão para mostrar o anel e a pulseira que está usando, durante entrevista coletiva no Palácio do Governo, em Lima, Peru, em 5 de abril de 2024. As autoridades estão investigando se ela recebeu ilegalmente centenas de milhares de dólares em dinheiro, relógios de luxo e joias - Sputnik Brasil, 1920, 04.11.2024
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Ele acrescentou ainda que a participação norte-americana nos campos de alta tecnologia do Japão, incluindo o aeroespacial, "ajudará a garantir o domínio total dos EUA sobre a tecnologia espacial".
Conforme o texto, Washington pretende dominar todas as áreas estratégicas-chave, especialmente no espaço, "para garantir o domínio espacial e controlar a estratégia de alta fronteira*, permitindo-lhe menosprezar outros países e exercer influência sobre eles".
Para tal, explica a análise, os Estados Unidos têm propagado continuamente a "teoria da ameaça espacial da China", caluniando e difamando o gigante asiático.
No entanto, o país norte-americano é o "maior impulsionador da militarização e utilização do espaço exterior, e a maior ameaça à segurança espacial".
* A estratégia de alta fronteira se refere à utilização de recursos estratégicos no espaço para reforçar a segurança nacional. Isto inclui a utilização de satélites para comunicações, vigilância e defesa antimíssil. A estratégia sublinha a importância de manter uma vantagem tecnológica no espaço para proteger os interesses nacionais.

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sábado, 29 de fevereiro de 2020

Paulo Guedes usará coronavírus para justificar pibinho, aponta economista


O economista e consultor do BID, da ONU e do Banco Mundial, Roberto Macedo, em entrevista à Sputnik Brasil, afirmou que o país terá um crescimento inferior a 2% independente do coronavírus


Sputinik - Pela segunda vez no ano, bancos dos EUA reduziram as projeções de crescimento do PIB brasileiro, acreditando em um impacto negativo do coronavírus no país.
De acordo com relatórios apresentados na última quinta-feira (28), o Bank of America Merrill Lynch diminuiu a previsão de crescimento do Brasil de 2,2% para 1,9%, enquanto o JP Morgan cortou de 1,9% para 1,8%.
"O surto de coronavírus deve impactar negativamente as exportações. Dado o maior impacto esperado do vírus e os contínuos indicadores de atividade econômica sem sinal uniforme no Brasil, reduzimos nossa previsão em outros 30 pb [pontos base]", afirmaram os economistas do banco Bank of America Merrill Lynch, David Beker e Ana Madeira, citados pela Reuters.
O economista e consultor do BID, da ONU e do Banco Mundial, Roberto Macedo, em entrevista à Sputnik Brasil, afirmou que o país terá um crescimento inferior a 2% independente do coronavírus.
"Independente do coronavírus, eu já reduzi a minha previsão de crescimento do Brasil. No último artigo que eu publiquei no Estadão uma semana e meia atrás, a minha previsão de que vai crescer menos de 2% [...] pra você crescer, você precisa investir e eu não tô vendo nada de investimento", argumentou.
"O governo vai usar isso como desculpa pra dizer que cresceu pouco. E esses dias deve sair o resultado do PIB do ano passado [...] e é provável que dê uma taxa inferior aos dois anos anteriores que foi 1,3%", acrescentou.
O especialista destacou, entretanto, que se o coronavírus tiver impacto no Brasil o crescimento deve cair ainda mais abaixo.