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sexta-feira, 23 de julho de 2021

Mídia norte-americana descreve como China planeja atingir superioridade militar

 

Conforme a mídia norte-americana, um princípio fundamental do plano do Exército de Libertação Popular (ELP) da China é o furto de tecnologias de grande importância.

Além disso, segundo o National Interest, as Forças Armadas de Pequim estariam "desenvolvendo capacidades e conceitos para conduzir uma 'guerra de destruição de sistemas' – a paralisação dos sistemas de comando, controle, comunicação e inteligência da rede de combate dos EUA".

Os líderes chineses traçaram um plano para criar e desenvolver as melhores Forças Armadas do mundo até 2049, pelo que, se Washington quiser impedir que o gigante asiático se torne a principal potência militar do mundo, vai precisar de um plano próprio.

Os líderes chineses começaram sua "aprendizagem" em 1991, enquanto observavam a coalizão liderada pelos EUA avançando contra as forças iraquianas com barragens aparentemente incessantes de munições guiadas de precisão.

"Uma lição importante que a China tirou da campanha Tempestade no Deserto de 1991 foi de atacar com força e rapidamente durante os primeiros estágios da guerra", descreve a mídia.

Em meados da década de 1990, a liderança sênior do ELP percebeu que "eles estavam envolvidos em uma competição técnico-militar de longo prazo com os EUA, e seus objetivos estratégicos seriam necessariamente alcançados por meio de uma série de fases temporais distintas".

Oficiais e soldados do Exército de Libertação Popular da China numa base militar em Pequim
© REUTERS / DAMIR SAGOLJ
Oficiais e soldados do Exército de Libertação Popular da China numa base militar em Pequim

A primeira fase passaria por explorar e enfatizar maneiras de derrotar um adversário mais avançado tecnologicamente, até o momento em que seus esforços de modernização fossem capazes de estreitar as vantagens desfrutadas pelos militares dos EUA.

A segunda fase ocorreria quando os chineses alcançassem uma posição de paridade tecnológica aproximada em termos de munições guiadas e de guerra em rede de batalha, tornando mais provável que a China fosse capaz de se opor a uma intervenção militar dos EUA no litoral da Ásia Oriental.

Por fim, a terceira fase representaria o estado final desejado, quando os militares chineses estabelecessem uma posição de superioridade tecnológica absoluta sobre as forças militares norte-americanas.

Em 2019, a China ainda está na fase um. Mas a fase dois está se aproximando à medida que a economia da China se expande e a tecnologia chinesa melhora, em parte devido à espionagem industrial generalizada.

Entre outros planos, Pequim planeja se tornar o líder mundial em inteligência artificial, bem como aplica-la para obter superioridade militar.

De acordo com o National Interest, os EUA devem desenvolver seus conceitos operacionais, sistemas e plataformas para permitir que a força conjunta norte-americana dispare primeiro ou se livre das munições guiadas da China. Além disso, devem responder ao desafio de IA chinês e garantir que permanecem na dianteira com relação a essa tecnologia.

De forma mais ampla, a China parece estar conduzindo a competição técnico-militar em áreas críticas como ciência quântica, biotecnologia, tecnologia hipersônica e mísseis balísticos e de cruzeiro. A força conjunta deve competir de forma mais agressiva e, melhor ainda, criar novas tecnologias competitivas.


 

domingo, 21 de março de 2021

China aumenta importações de petróleo do Irã e Venezuela e desafia EUA, diz mídia norte-americana

 


O aumento de exportações petrolíferas por Teerã, e a um preço mais elevado, está "minando uma alavanca-chave diplomática" de Washington, segundo o jornal Wall Street Journal.

A China aumentou significativamente as importações de petróleo do Irã e da Venezuela, escreveu na sexta-feira (19) o Wall Street Journal.

"A China aumentou bruscamente as importações de petróleo do Irã e da Venezuela em um desafio a duas prioridades da política externa da administração Biden, de acordo com autoridades dos EUA, minando uma alavanca-chave diplomática que Washington precisa para reiniciar as negociações há muito tempo paradas", escreve a mídia.

A China deverá importar 918.000 barris de petróleo iraniano por dia em março, o que seria o maior volume desde a imposição do embargo norte-americano a Teerã em 2018, segundo a empresa de análise Kpler, citada pelo Wall Street Journal.

Alguns rastreadores de transportes confirmam esta tendência, estimando o volume de tais vendas em um milhão de barris por dia.

"Se vender um milhão de barris por dia a preços atuais, o Irã não tem incentivo para negociar", comentou Sara Vakhshouri, presidente da empresa de consultoria SVB Energy International dos EUA e especialista em indústria petrolífera iraniana.

Na segunda-feira (15), Eshaq Jahangiri, primeiro vice-presidente do Irã, disse que as exportações de petróleo de Teerã aumentaram nos últimos meses.

"Havia certos problemas com transferências de dinheiro. Por isso, tivemos que apresentar certos planos, métodos para trazer as receitas de exportação de petróleo, e recentemente tivemos um avanço", revelou, citado pela agência iraniana IRNA.

terça-feira, 18 de agosto de 2020

Mídia norte-americana revela planos de EUA e Israel contra S-400, se Rússia vendê-los ao Irã




O Conselho de Segurança da ONU rejeitou novas sanções a Teerã, motivo pelo qual os EUA e seu aliado no Oriente Médio, Israel, estariam se preparando para o período após a expiração do embargo atual.

Os Estados Unidos e Israel já estão se preparando para um cenário em que a Rússia vende sistemas avançados de defesa antiaérea, como o S-400, ao Irã, inclusive através da realização de exercícios que envolvem a destruição de ameaças avançadas de mísseis terra-ar, revela o portal Breaking Defense.
Segundo o portal, o Irã "já investiu em sistemas russos de defesa antiaérea modernizados, como os S-300", e manifestou recentemente interesse nos S-400, devendo "os russos [...] encontrar um cliente ansioso em Teerã".
O Breaking Defense aponta uma recente onda de atividade diplomática entre Moscou e Teerã devido aos comentários em julho do embaixador iraniano Kasem Jalali, de que a República Islâmica estava interessada em comprar armas russas para "aumentar suas capacidades de defesa".
Ao mesmo tempo, no início de agosto, caças F-35 das Forças Aéreas dos EUA e de Israel participaram de exercícios conjuntos pela segunda vez em 2020, com o objetivo de melhorar a capacidade de sobrevivência dos caças contra "sofisticadas defesas antiaéreas inimigas e caças antes de atingir alvos terrestres", segundo a mídia.
Os exercícios, denominados Enduring Lightning II, envolveram o Esquadrão 421 dos EUA e os caças F-35I Adir de Israel, e aconteceram no sul de Israel no dia 2 de agosto.
Em novembro de 2019, a Agência de Inteligência de Defesa do Pentágono, EUA, divulgou um relatório sugerindo que os sistemas de defesa da Rússia, incluindo o S-400, o sistema de defesa costeira K-300P Bastion, os caças de combate Su-30 e os tanques de combate T-90 eram algumas das armas que o Irã poderia estar interessado em comprar de Moscou depois do fim do embargo de armas da Organização das Nações Unidas (ONU) em outubro.

Próximas sanções contra Irã

A rejeição pelo Conselho de Segurança da ONU da resolução dos EUA em prorrogar indefinidamente o embargo levou o presidente norte-americano, Donald Trump, a advertir que seriam aplicadas sanções adicionais contra o Irã em breve. Benjamin Netanyahu, premiê israelense, também prometeu que Israel "continuaria agindo em estreita cooperação com os EUA e os países da região para bloquear a agressão iraniana".
Além de se interessar pelos sistemas de defesa antiaérea russos e chineses, a República Islâmica também aumentou consideravelmente as capacidades da sua indústria militar interna nos últimos anos. Em junho de 2019, o sistema de defesa antiaérea Khordad-3 do Irã abateu um drone de vigilância avançado norte-americano de US$ 220 milhões (R$ 1,19 bilhão) no espaço aéreo iraniano, no estreito de Ormuz.
Em agosto de 2019, Teerã ordenou que o Bavar-373, com características superiores às do Patriot dos EUA, fosse adicionado à rede de defesa antiaérea do país.

sexta-feira, 26 de junho de 2020

Novíssimo tanque europeu tem características reveladas por mídia norte-americana



O Sistema Principal de Combate Terrestre, que está sendo desenvolvido desde 2012, será mais leve que os Leopard 2 e Leclerc da Alemanha e França, respectivamente, e terá melhor canhão e munição.

A França e a Alemanha estão construindo um tanque chamado Sistema Principal de Combate Terrestre (MGCS, na sigla em inglês) para substituir os Leopard 2 (de produção alemã) e Leclerc (de produção francesa), escreve a revista National Interest.
O mais novo deles, o Leclerc, estreou no início dos anos 90 e, embora o desempenho de ambos os tanques continua sendo satisfatório, os países europeus precisariam de uma arma modernizada.
A mídia indica que o MGCS, também chamado de Leopard 3, é seis toneladas mais leve que seus antecessores.
É planejado que o MGCS use um canhão principal de 130 milímetros, desenvolvido pela companhia alemã Rheinmetall, em vez do Rh-120 L/55, ou suas variantes, utilizado praticamente por todos os tanques da OTAN.
Além disso, a munição é "mais longa e tem um diâmetro maior e é um passo em frente, tanto em termos de potencial de penetração quanto de alcance".

História do desenvolvimento do tanque

O MGCS está em desenvolvimento desde 2012, segundo o portal Janes.com. Um vídeo de um protótipo em 2018 o mostra em ação, sendo sua entrada em serviço apontada para 2035.
Foi decidido que o desenvolvimento fosse repartido entre a França e a Alemanha para combinar as melhores partes já disponíveis, mas também para quebrar o estigma de colaboração em defesa devido às guerras históricas entre os dois países.

segunda-feira, 1 de junho de 2020

China poderia superar Marinha norte-americana, adverte Congresso dos EUA



A modernização militar da China coloca em risco "a soberania dos EUA no Pacífico ocidental", destaca o Congresso norte-americano.

Caso os EUA não elevem suas capacidades navais, o potencial de sua Marinha poderia eventualmente ser alcançado e até mesmo superado pela China, advertiu o Serviço de Pesquisa do Congresso dos EUA (CRS, na sigla em inglês).
A agência ressalta os esforços da Marinha chinesa para modernizar sua frota ao longo dos últimos 25 anos, graças aos quais o país asiático está conduzindo um número crescente de operações navais, e não apenas nas zonas costeiras da China, como também em águas mais distantes, incluindo "as águas mais amplas do Pacífico ocidental, o oceano Índico e as águas de toda a Europa".
Isto será "um grande desafio" para a capacidade da Marinha dos EUA de exercer "o controle em tempos de guerra" em alto mar no Pacífico ocidental, o primeiro desafio desde o final da Guerra Fria, que põe em perigo "o status de muitos anos dos EUA como a principal potência militar no Pacífico ocidental".
A modernização militar da China engloba "uma ampla gama de programas de aquisição de plataformas e armas", incluindo mísseis balísticos e de cruzeiro antinavio, submarinos, navios de superfície, aviões e drones.
Segundo o CRS, os esforços de Pequim nesta esfera estariam dirigidos, entre outras coisas, à manutenção de suas capacidades navais para poder abordar a situação com Taiwan por meios militares, atingindo "um maior grau de controle ou dominação" sobre o mar do Sul da China, bem como para diminuir o papel dos EUA no Pacífico ocidental e assumir o papel de principal potência da região e do mundo.

© AFP 2020 / STR
O Liaoning é o único porta-aviões da Marinha da China. Inicialmente, o navio foi construído para a União Soviética como porta-aviões Riga da classe Kuznetsov. Após a dissolução da União Soviética, o navio foi comprado pela China em 1998, reconstruído e entrou em serviço da Marinha do Exército de Libertação Popular da China sob o nome de Liaoning em 2012
"Em se tratando do equilíbrio do poder naval entre os EUA e a China, observadores norte-americanos e estrangeiros avaliaram que os EUA têm mais capacidade naval em geral. O esforço de modernização naval da China desde a década de 1990 reduziu consideravelmente a vantagem dos EUA [...] Pequim poderia igualar ou inclusive superar os EUA na capacidade naval geral", cita comunicado do CRS.
Neste contexto, a entidade aborda uma série de questões que requerem a atenção do Congresso, como o esforço dos EUA em elevar suas capacidades e se a Marinha do país estaria apropriada para contra-atacar o esforço chinês nos próximos anos.

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