Total de visualizações de página

Mostrando postagens com marcador hidroxicloroquina. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador hidroxicloroquina. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 3 de agosto de 2020

Estudo explica por que pacientes não podem usar hidroxicloroquina e cloroquina para tratar COVID-19



Segundo a pesquisa realizada por cientistas na Alemanha, os tratamentos impedem o avanço do coronavírus em macacos-verdes africanos, mas não em humanos.

Nem a hidroxicloroquina, nem a cloroquina são eficazes em prevenir a propagação do novo coronavírus em um corpo humano, segundo afirma uma versão pré-impressão de um estudo na Alemanha publicado na quarta-feira (22) na revista científica Nature.
Normalmente o SARS-CoV-2 entra no corpo de uma pessoa ligando sua proteína espigão ao receptor ACE2 das células humanas, ou então se absorvendo em alguns compartimentos especiais de células chamadas endossomas, refere o site The Conversation.
"Dependendo do tipo de célula, [...] as células renais necessitam de uma enzima chamada catepsina L para que o vírus as infecte com sucesso. Nas células pulmonares, porém, é necessária uma enzima chamada TMPRSS2 (na superfície da célula). A catepsina L requer um ambiente ácido para funcionar e permitir que o vírus infecte a célula, o mesmo não sendo o caso com a TMPRSS2", de acordo com The Conversation.
Ao contrário das células renais do macaco-verde africano (Chlorocebus sp.), em que ambos os medicamentos reduzem a acidez e desativam a enzima catepsina L, as células pulmonares dos humanos têm níveis muito baixos da enzima catepsina L. Como essa enzima não é controlada pela acidez, nem a hidroxicloroquina nem a cloroquina podem bloquear o vírus de infectar os pulmões ou impedir sua replicação.
Assim, a hidroxicloroquina é eficaz em prevenir que o vírus se espalhe nas células renais do macaco-verde africano, mas é incapaz de o fazer nas células pulmonares humanas, o local de infeção principal do coronavírus, conclui a equipe de cientistas.

sexta-feira, 17 de julho de 2020

Uso de hidroxicloroquina para Covid-19 deve ser abandonado, diz Sociedade Brasileira de Infectologia



A Sociedade Brasileira de Infectologia divulgou nesta sexta-feira (17) uma nota afirmando que o uso de hidroxicloroquina deve ser abandonado em qualquer fase do tratamento de Covid-19.

A nota tem como base um estudo feito nos EUA e no Canadá e outro na Espanha. No primeiro, o uso da cloroquina nos estágios iniciais da doença não teve efeito algum; no segundo, não reduziu a carga viral dos infectados.

A entidade pediu ainda que o Ministério da Saúde reavalie suas orientações de tratamento da Covid-19 –hoje, a pasta orienta o uso da droga desde o estágio inicial. “É urgente e necessário que os agentes públicos, incluindo municípios, estados e Ministério da Saúde, reavaliem suas orientações de tratamento, não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais”, diz a nota da SBI. 

O Antagonista aposta que não vai adiantar nada. Jair Bolsonaro continuará sendo garoto-propaganda da cloroquina e demitindo ministros da Saúde que discordem.

As mais visitadas

terça-feira, 21 de abril de 2020

Vilas-Boas revela que médico de Ilhéus que morreu, utilizou hidroxicloroquina e azitromicina

Dr. Gilmar Calazans Lima, 55 anos, faleceu em Ilhéus pelo Covid-19 (Foto: reprodução)



O secretário de Saúde da Bahia, Fábio Vilas-Boas, revelou na manhã desta terça-feira (21) através do Twitter que o médico Gilmar Calazans Lima, de 55 anos, usou hidroxicloroquina e azitromicina para tratar do coronavírus e apresentou um mal súbito como efeito colateral da medicação. Ele faleceu no Hospital Regional da Costa do Cacau (HRCC) (leia mais aqui). "Médico de 55 anos estava usando hidroxicloroquina para COVID-19. Ele era hipertenso e diabético, vinha em tratamento domiciliar há 4 dias, com a combinação hidroxicloroquina e azitromicina, com melhora clínica, já sem febre ou dispneia, quando apresentou um mal súbito", escreveu. "Levado por familiares, deu entrada na emergência do Hospital da Costa do Cacau em parada cardiorrespiratória. Foi submetido a manobras de reanimação por 45 min, permanecendo sem estabilizar o ritmo cardíaco, terminando por evoluir para o óbito", acrescentou. Vilas-Boas alertou para as comorbidades que o profissional da saúde tinha e orientou que o uso dos remédios deve ser feito com avaliação cargiológica. "É sabido que a cloroquina e a hidroxicloroquina podem levar a arritmias cardíacas graves potencialmente fatais. Seu uso deve ser precedido de avaliação cardiológica e realização de eletrocardiograma", explicou. Cargiologista, Fábio Vilas-Boas disse crer que o motivo da morte não foi a Covid-19. "Ele estava melhorando da Covid. Para mim o mecanismo de morte é altamente sugestivo de arritmia por efeito adverso da medicação", indicou. De acordo com o último boletim da Sesab, Ilhéus tem 79 casos confirmados da doença.