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sábado, 4 de junho de 2022

Arqueólogos encontram antiga escultura maia do deus do milho no México (FOTOS)

 


Uma escultura de aproximadamente 1.300 anos representando a cabeça da divindade maia do milho foi encontrada em ruínas no sudeste do México, afirmou o Instituto Nacional de Antropologia e História em Chiapas.

De acordo com a PhysOrg, o artefato foi encontrado no sítio arqueológico de Palenque, no estado mexicano de Chiapas, e estava com a face orientada de leste a oeste, "o que simbolizaria o nascimento da planta de milho com os primeiros raios do sol", afirmou o comunicado do instituto na última terça-feira (31).
Segundo o instituto, a escultura fazia parte de "uma oferenda que foi colocada em uma lagoa, emulando a entrada da divindade no submundo, em um ambiente aquático".
Detalhes da escavação que revelou a escultura da divindade maia do milho, em sítio arqueológico no México - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2022
Detalhes da escavação que revelou a escultura da divindade maia do milho, em sítio arqueológico no México
De acordo com o pesquisador Arnoldo González Cruz, a descoberta revela mais sobre como os maias lidavam com o nascimento e a morte, inclusive de suas divindades.

A descoberta "nos permite começar a conhecer como os antigos maias de Palenque reviveram constantemente a passagem mítica do nascimento, morte e ressurreição da divindade do milho", disse o pesquisador.

A escultura descoberta nas ruínas maias no sítio arqueológico de Palenque, no sudeste do México, vista em detalhes - Sputnik Brasil, 1920, 03.06.2022
A escultura descoberta nas ruínas maias no sítio arqueológico de Palenque, no sudeste do México, vista em detalhes
Como a peça foi encontrada em condições úmidas, está em processo de secagem gradual antes de ser restaurada, disse o instituto.
De acordo com as crenças maias, o universo era dividido em três partes: o céu, a terra e o submundo. Em cada uma delas havia locais venerados que funcionavam como portais para o reino do submundo, como cavernas e cenotes (cavidades naturais no solo comumente preenchidas por água).


Um dos sarcófagos que datam do período egípcio tardio (por volta do século V a.C) encontrados em um esconderijo no cemitério de Bubastian na necrópole de Saqqara, a sudoeste do Cairo, capital do Egito, 30 de maio de 2022 - Sputnik Brasil, 1920, 31.05.2022
Sociedade e cotidiano
Arqueólogos descobrem centenas de múmias escondidas em antiga necrópole egípcia (FOTOS)


domingo, 29 de maio de 2022

Descobrem no México restos de antiga cidade maia com palácio e pirâmide (FOTOS)



Arqueólogos descobriram na cidade mexicana de Kanasín no estado de Iucatã, no meio de uma zona de construção de um parque industrial, ruínas de uma antiga cidade maia com edifícios do estilo palaciano, uma pirâmide e praças.


O sítio arqueológico, conhecido como Xiol, tem características de estilo arquitetônico maia Puuc.
"Acreditamos que mais de 4.000 pessoas viviam aqui", explica Carlos Peraza, um dos arqueólogos que dirigiu a escavação da cidade, citado pela Reuters. Estima-se que Xiol tenha sido habitada entre os anos 600 e 900 d.C.
Os sítios encontrados incluem uma construção de tipo palácio e duas praças, uma delas com uma pirâmide de dois corpos escalonados.

Xiol, uma imponente cidade maia em Iucatã com mais de 1.500 anos. 


"Havia pessoas de diferentes classes sociais; sacerdotes, escribas, que viviam nestes grandes palácios, e também havia gente comum que vivia em pequenos edifícios", disse Peraza.

Durante as escavações também foram achados cerca de 15 enterros, na sua maioria de adultos, que foram sepultados com oferendas de vasos, colares, brincos e outros itens.
Templo maia Chichen Itza no México - Sputnik Brasil, 1920, 06.12.2021
Sociedade e cotidiano
Descobrem no México altar asteca e oferendas de indígenas da época da conquista espanhola (FOTOS)
Além disso, na área foram descobertos restos de vida marinha, o que sugere que os habitantes da cidade completavam suas dietas, baseadas na agricultura, com pesca praticada na costa próxima.

quarta-feira, 30 de junho de 2021

Vítima de peste mais antiga do mundo encontrada na Letônia (FOTOS)

 


Há cinco mil anos, um roedor mordeu um caçador da Idade da Pedra, sendo que o pequeno mamífero já carregava uma estirpe da bactéria Yersinia pestis – o patógeno que viria a causar a Peste Negra, ou peste bubônica, no século XIV.

Este é o vestígio de peste mais velho do mundo e, de acordo com o Science Alert, o caçador-coletor da Idade da Pedra vitimado pela mesma teria morrido ainda em seus 20 anos.

O genoma da estirpe em estudo apresenta bastantes semelhanças com a versão da peste que afetou severamente a Europa medieval, e que no decorrer de sete anos vitimou mortalmente metade da população da região. No entanto, parece que estão faltando alguns genes-chave, especialmente os que conferem características que ajudaram a sua propagação.

Contrariamente a suas descendentes microbianas, a peste que afetou o caçador seria uma doença que evoluía devagar e era pouco transmissível, segundo Ben Krause-Kyora, professor de análise de DNA antigo na Universidade de Kiel, na Alemanha.

"Faltavam genes que lhe permitissem a transmissão pelas pulgas", explicou Krause-Kyora, também coautor da pesquisa, pois durante a Peste Negra as picadas de pulga e piolhos eram as principais fontes de infecção.

Deste modo, é possível concluir que, durante os milênios entre a morte do caçador da Idade da Pedra e a Peste Negra, a bactéria Yersinia pestis sofreu mutações que lhe permitiram se propagar entre várias espécies de seres vivos por via de pulgas.

 Imagem microscópica da bactéria Yersinia pestis
© FOTO / NIAID
Imagem microscópica da bactéria Yersinia pestis

O caçador-coletor em questão morreu em uma região que hoje se encontra na Letônia. Perto de seus ossos, os antropólogos também acharam restos mortais de outro homem, de uma jovem adolescente e de um bebê recém-nascido, mas nenhum dos últimos três teria sido infectado pelo patógeno.

A equipe de cientistas examinou o DNA antigo extraído de ossos e dentes em busca de vestígios de patógenos, e foi assim que encontraram a bactéria.

Os pesquisadores então compararam o genoma da bactéria com outras cepas de pestes antigas. Um estudo anterior descreveu outras cepas com cerca de cinco mil anos, mas Krause-Kyora disse que esta em particular é algumas centenas de anos mais velha. Portanto, sua equipe concluiu que esta seria a versão mais antiga conhecida da Yersinia pestis.

O DNA do caçador também mostrou que ele tinha uma grande quantidade de bactérias em seu corpo, o que sugere que estas foram a causa de sua morte. Ao mesmo tempo, o local de seu sepultamento indica que outros membros de seu grupo o enterraram meticulosamente, de acordo com o estudo, descreve a mídia.

Maxilar de caçador-coletor da Idade da Pedra onde vestígios da bactéria foram encontrados (imagem ilustrativa)
© FOTO / DOMINIK GÖLDNER / BGAEU, BERLIN
Maxilar de caçador-coletor da Idade da Pedra onde vestígios da bactéria foram encontrados (imagem ilustrativa)

A peste pode tomar três formas: a bubônica, que foi a que assolou os europeus com nódulos linfáticos inchados e dolorosos; a septicêmica, na qual a bactéria entra no sistema sanguíneo do doente, fazendo com que sua pele escureça e acabe por morrer; e a pneumônica, que causa falhas respiratórias.

Sabendo disso, Krause-Kyora acredita que o caçador-coletor tenha sido afetado pela peste septicêmica, o que poderia explicar por que nenhum outro membro de seu grupo morreu por efeito da bactéria.

Para que tal acontecesse, "eles precisariam ter tido contato direto com o sangue dele", ou um roedor infectado com o patógeno em estudo teria de os morder.

As pestes são maioritariamente zoonóticas, ou seja, são geralmente transmitidas de animais para seres humanos.

Krause-Kyora, no entanto, confia que o caso do caçador da Idade da Pedra poderá mostrar a epidemiologistas como os patógenos zoonóticos – como Ebola, a gripe suína e (muito provavelmente) o novo coronavírus – mudam com o passar do tempo.