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sábado, 10 de abril de 2021

De fio dental, Juliana Paes arranca suspiros em praia mexicana

 


Juliana Paes está passando uns dias em terras mexicanas. Curtindo as praias em Tulum, no Méximo, a atriz aproveitou a ocasião para compartilhar uma sequência de fotos nas quais posa com um maiô branco fio dental.

 

A atriz mostra toda sua beleza em um banho de chuveiro ao ar livre.

 

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Fonte: IG

EUA nas portas da Crimeia? Turquia reacende debate sobre acesso da OTAN ao mar Negro

 


Governo turco reacende debate sobre passagem de navios militares pelos estreitos de Bósforo e Dardanelos, que poderia dar acesso ao mar Negro à embarcações da OTAN. Blefe de Erdogan ou perigo real para a Rússia?

Nesta semana, acontecimentos na Turquia reacenderam a velha disputa pelo trânsito nos estreitos de Bósforo e Dardanelos.

Essenciais para o acesso ao mar Negro, aonde se encontram países como Rússia, Ucrânia, Geórgia, Bulgária e Romênia, ambos os estreitos ficam em território turco, mas são regulados por leis internacionais, estabelecidas na Convenção de Montreux de 1936.

A relevância geopolítica dos estreitos é tamanha que muitos historiadores apontam Bósforo e Dardanelos como um dos fatores que motivaram a Primeira Guerra Mundial.

Na semana passada, o presidente do parlamento turco, Mustafa Sentop, gerou furor ao sugerir que o presidente do país, Recep Tayyip Erdogan, teria o poder de se retirar da Convenção de Montreux e aplicar as leis turcas aos estreitos.

Em resposta, militares aposentados publicaram carta alertando para a importância da Convenção de Montreux. Dez almirantes foram presos após assinarem o manifesto, considerado pelo presidente turco como incitação a um golpe militar.

A convenção é objeto de disputa política na Turquia: enquanto militares apoiam a sua vigência, alas mais conservadoras e nacionalistas do espectro político a consideram uma violação da soberania do país.

Mas porque a convenção de Montreux gera tanta polêmica? É verdade que a sua revogação poderia gerar um conflito militar regional de grande escala? A Sputnik Brasil conversou com o pesquisador do Instituto de Economia Mundial e Relações Internacionais Primakov da Academia de Ciências da Rússia (IMEMO-RAN, na sigla em russo), Pavel Gudev, para responder a essas perguntas.

"A Convenção de Montreux é multilateral e não pode ser cancelada por nenhum país isoladamente", disse Gudev à Sputnik Brasil. "Do ponto de vista do direito internacional, isso não pode ser feito."

Segundo ele, é possível "rever os seus termos, através da convocação de uma nova conferência. Mas simplesmente dizer que o Erdogan pode, com uma canetada, sair da Convenção de Montreux é uma provocação", disse o especialista.

Navio de contêineres passa pelo estreito do Bósforo, na cidade de Istambul, Turquia, 10 de agosto de 2018 (foto de arquivo)
© REUTERS / MURAD SEZER
Navio de contêineres passa pelo estreito do Bósforo, na cidade de Istambul, Turquia, 10 de agosto de 2018 (foto de arquivo)

A convenção garante o livre trânsito de navios comerciais pelos estreitos, sem que a Turquia possa cobrar tarifas sobre a passagem, o que gera insatisfação em parte da classe política do país.

Além de não lucrar com os estreitos, a Turquia ainda deve controlar a passagem de navios militares, que é severamente regulada pela convenção.

"Caso a Conferência de Montreux fosse cancelada, em tese, o regime que passaria a valer nos estreitos seria o da Conferência dos Direitos do Mar da ONU, que prevê que a livre navegação, uma norma bastante liberal de direito marítimo que não permite restrições de nenhum tipo, nem a navios militares", considerou Gudev.

Farol no estreito de Bósforo, Istambul, Turquia, 3 de julho de 2020
© SPUTNIK / VITALY ANKOV
Farol no estreito de Bósforo, Istambul, Turquia, 3 de julho de 2020

Por isso, "para a Turquia, sair da convenção de Montreux agora não faz sentido, não tem nenhuma conexão com a realidade".

Canal Istambul

Mas a Turquia não precisaria se retirar da Conferência de Montreux para cobrar tarifas e controlar totalmente a passagem pelos estreitos.

O governo Erdogan apoia a construção de um novo canal, chamado Canal Istambul. Paralelo ao Bósforo, o novo canal garantiria um acesso alternativo ao mar Negro.

"Ao mesmo tempo em que o Canal Istambul desafogaria o tráfego pesado do Bósforo, a Turquia também teria uma alternativa sob sua soberania, fora dos limites de Montreux", disse Erdogan durante conferência de imprensa nesta segunda-feira (5).

De fato, "o Bósforo nem sempre consegue dar conta de todo o tráfego marítimo. Já houve acidentes e vazamentos de combustíveis preocupantes [no estreito]", disse Gudev.

Istambul, a maior cidade da Turquia, com população estimada em 15,5 milhões de habitantes (foto de arquivo)
© SPUTNIK / ALEKSANDR VILF
Istambul, a maior cidade da Turquia, com população estimada em 15,5 milhões de habitantes (foto de arquivo)

"Cerca de 19 milhões de pessoas vivem na região. Caso essas vias aquáticas sejam poluídas por acidentes, há um dano colossal para uma população significativa, tanto pela poluição das águas, quanto da costa", concedeu o especialista.

Além disso, a Turquia poderia cobrar pelo tráfego marítimo no novo canal, "o que traria recursos financeiros para o país e seria positivo para o seu orçamento".

OTAN no mar Negro?

Mas a pergunta chave é se os turcos deixariam navios militares da OTAN entrarem no mar Negro a partir do novo canal.

"A distância entre o novo canal e a Crimeia seria de aproximadamente 350 milhas marítimas, sob o ponto de vista dos interesses russos esse é um risco que não vale a pena correr", considerou Gudev.

Apesar da preocupação, a Turquia tem um histórico positivo quanto ao controle do trânsito de navios militares no Bósforo e no Dardanelos. "A Turquia aplica com seriedade as restrições de passagem de navios militares", relatou o especialista.

Marinheiros da Marinha russa durante parada militar em Novorossisk, Rússia, 24 de setembro de 2020 (foto de arquivo)
© SPUTNIK / VITALY TIMKIV
Marinheiros da Marinha russa durante parada militar em Novorossisk, Rússia, 24 de setembro de 2020 (foto de arquivo)

"Em 2008, durante o conflito entre Rússia e Geórgia em função da Ossétia do Sul, os norte-americanos tentaram passar dois navios-hospitais pelos estreitos, de dimensões muito superiores às permitidas pela convenção de Montreux, para apoiar as operações georgianas", relatou Gudev. "A Turquia não autorizou a passagem."

As restrições ao tráfico de embarcações militares são mais brandas aos países do mar Negro, "que têm muito mais direitos de passagem do que países extra-regionais".

"Submarinos nucleares russos podem, por exemplo, passar pelos estreitos turcos. Mas os países de fora da região não podem trazer seus submarinos ao mar Negro", explicou Gudev.

Embarcações militares russas atracadas no mar Negro, na cidade de Novorossisk, Rússia, 24 de setembro de 2020 (foto de arquivo)
© SPUTNIK / VITALY TIMKIV
Embarcações militares russas atracadas no mar Negro, na cidade de Novorossisk, Rússia, 24 de setembro de 2020 (foto de arquivo)

Em 2018, as autoridades turcas inclusive fortaleceram o regime de controle e passaram a considerar navios civis com carga militar como embarcações militares.

"Apesar de essa nova norma interferir no tráfego de cargas militares russas para a Síria, a restrição atinge sobretudo os EUA, que demandam o envio de cargas militares para países como Bulgária, Romênia, Ucrânia, Geórgia", disse Gudev.

"Nesse caso, a Turquia acabou dificultando muito mais a vida dos EUA do que de qualquer outro ator", notou.

Segundo ele, os EUA "não dão apoio entusiasmado à manutenção da convenção de Montreux", pelas "restrições severas à entrada de navios militares e ao tempo de permanência desses navios no mar Negro".

"Para os norte-americanos e para a OTAN [...] as condições de Montreux não são favoráveis", afirmou Gudev.

Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, durante conferência de imprensa em Ancara, Turquia, 29 de março de 2021
© REUTERS / MURAT CET NMUHURDAR
Presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, durante conferência de imprensa em Ancara, Turquia, 29 de março de 2021

Apesar dos riscos, o especialista acredita que o debate sobre a saída da Turquia de Montreux atual está mais ligado "às querelas da política interna turca do que à questão internacional".

"É uma queda de braço entre as elites políticas e militares", apostou o especialista. "Erdogan parece querer construir seu império e se transformar em um líder incontestável."

Por enquanto, "a Rússia não precisa reagir a essas declarações, que são voltadas para o público interno".

Nesta segunda-feira (5), o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, reafirmou o compromisso de seu país com a Convenção de Montreux. Segundo ele, a Turquia "não tem a intenção" de deixar o acordo, mas não hesitaria em rever suas condições para angariar "condições mais favoráveis à Turquia".

'Mensagem desagradável': especialistas avaliam entrada de navio dos EUA em zona exclusiva da Índia

 


Especialistas indianos especulam sobre a "mensagem desagradável" que o governo de Joe Biden estaria tentando transmitir após entrada não autorizada de um navio de guerra dos EUA na zona econômica exclusiva da Índia nesta semana.

A Sétima Frota da Marinha dos EUA desafiou publicamente a reivindicação marítima da Índia no mar Arábico, enviando o destróier de mísseis guiados USS John Paul Jones (DDG 53) para dentro da Zona Econômica Exclusiva (ZEE) da Índia na última quarta-feira (7). A Marinha dos Estados Unidos alega que a intenção do movimento foi de afirmar direitos e liberdades de navegação sem solicitar o consentimento prévio da Índia.

A tentativa da Marinha dos EUA de reivindicar os direitos de navegação a aproximadamente 130 milhas náuticas a oeste das ilhas Lakshadweep, sem solicitar o consentimento prévio de Nova Deli, atraiu reações fortes dos principais estrategistas da Índia.

Brahma Chellaney, pensador estratégico, autor e comentarista, destacou a diferença entre conduzir operações de "liberdade de navegação" dos EUA em águas disputadas e fazer isso nas águas de uma nação parceira sem aviso prévio.

Nada na UNCLOS (que os EUA nem mesmo ratificaram) permite atividades militares em ZEE de outras nações. Uma coisa é os EUA conduzirem operações de "liberdade de navegação" em águas disputadas, como no mar do Sul da China, outra coisa é fazê-lo na ZEE de uma nação parceira sem seu consentimento.

O comunicado divulgado pela Sétima Frota da Marinha dos EUA diz que "operações de liberdade de navegação não são sobre um país".
"Ou isso é um grande mal-entendido ou uma nova administração dos EUA quer enviar uma mensagem muito desagradável", escreveu Tenzing Lamsang, editor do The Bhutanese, em sua conta no Twitter.

À luz disso, o ex-ministro indiano e líder do Partido Bharatiya Janata (BJP), Subramanian Swamy, disse sarcasticamente: "Uau! Grande conquista do governo de Modi: os EUA estão descartando nossa reivindicação de nossa área marítima. Veja a linguagem americana. Isso significa que S-400 estão vindo para a Índia".

Sistema de defesa antiaérea S-400 Triumf SAM (à esquerda) durante ensaio de desfile militar realizado em Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia, comemorativo do 76º aniversário da vitória na Grande Guerra pela Pátria
© SPUTNIK / YEVGENY BIYATOV
Sistema de defesa antiaérea S-400 Triumf SAM (à esquerda) durante ensaio de desfile militar realizado em Alabino, nos arredores de Moscou, Rússia, comemorativo do 76º aniversário da vitória na Grande Guerra pela Pátria

Apesar dos avisos e ameaças de sanções dos EUA a Nova Deli em várias ocasiões, o governo de Narendra Modi decidiu prosseguir com um acordo de US$ 5,43 bilhões (mais de R$ 30 bilhões) que consiste na compra de sistemas de defesa antiaérea S-400 da Rússia. O primeiro lote de mísseis deve chegar à Índia até o final deste ano.

EUA devem 'subscrever a ordem baseada em regras que defendem'

Kanwal Sibal, um ex-secretário das Relações Exteriores da Índia, disse que os EUA deveriam obedecer à ordem baseada em regras que defendem.

O ex-chefe da Marinha indiana, Arun Prakash, sublinhou que, embora a Índia tenha ratificado a Lei dos Mares da ONU de 1995, os EUA ainda não fizeram o mesmo. Prakash desafiou os EUA a revelarem as verdadeiras intenções por trás da ação em um post em sua conta no Twitter.

Há ironia aqui. Enquanto a Índia ratificou a Lei dos Mares da ONU em 1995, os Estados Unidos ainda não o fizeram. Para a 7ª Frota realizar missões de liberdade de navegação na ZEE indiana, em violação de nossa legislação doméstica, é ruim o suficiente. Mas divulgar isso? Marinha dos EUA, por favor, ligue o botão de identificação amigo-inimigo!

O ex-oficial da Marinha Abhijit Singh se posicionou, na sexta-feira (9), no Twitter, afirmando que as operações de liberdade de navegação perto das ilhas Andaman, mais "estratégicas", teriam sido muito mais polêmicas. Os principais pensadores acharam a linguagem usada pela Sétima Frota para se referir a um parceiro da Quad como estranha, pois afirma que conduzia uma operação de liberdade de navegação "desafiando as excessivas reivindicações marítimas da Índia".

O almirante aposentado Arun Prakash, ex-chefe da Marinha indiana, constata que tais operações norte-americanas no mar do Sul da China têm por objetivo transmitir a Pequim a mensagem de que a suposta ZEE em torno das ilhas artificiais seja uma "reivindicação marítima excessiva" e questiona qual seria, portanto, a mensagem dos EUA à Índia nesta situação.